quarta-feira, 31 de julho de 2019

O charmoso Bookbound Brigade


Bookbound Brigade é um jogo que chamou minha atenção puramente pelo charme de seu conceito. Obviamente temos aqui o tradicional jogo de exploração Metroidvania indie, mas o elenco tem muito peso. Tratam-se todos de personagens famosos de livros. O jogo sai ainda esse ano para o PlayStation 4, Switch e PC.

Segundo o trailer, não parece ser um jogo excepcional de jogabilidade, mas o elenco e a forma como ele se move como uma única unidade parecem ser bem interessantes. Todos os personagens se movem juntos e podem criar formações específicas para passar por certos locais como criar uma "corda" de pessoas.

Os personagens são: Drácula, Rei Artur, Rainha Vitória, Nikola Tesla, Cassandra, Dorothy, Sun Wukong o Rei Macaco e Robin Hood. Além do elenco de figuras famosas dos livros que o jogador controla há também coadjuvantes na história baseados em personagens icônicos. Juntos eles lutam para encontrar um ladrão que roubou o "Livro dos Livros", um livro definitivo que contém todas as histórias.


Vejo muitas formas como o jogo poderia acabar dando errado, pois no trailer não vejo tanta profundidade quanto gostaria em algumas coisas, me lembrando jogos mais amadores como os da série Touhou. Ainda assim a ideia de reunir personagens famosos dos livros é um conceito bem interessante que sempre apresenta alguns desafios de relevância, como acontece com "A Liga Extraordinária" e outros.




terça-feira, 30 de julho de 2019

Novo trailer de Astral Chain


Astral Chain teve um novo trailer de gameplay revelado essa semana e tem uma ou duas coisas legais para falar sobre. Uma delas sobre o sistema de batalha, outra sobre toda a temática do jogo e como ela escorre para a jogabilidade. O jogo é da Platinum e sai em 30 de agosto para o Switch

Muitas vezes quando eu vejo Astral Chain eu vejo um jogo nota 8~9 e não o tradicional jogo nota 9~10 da Platinum, mas isso não é uma coisa negativa porque eles estão sendo ambiciosos, saindo de sua zona de conforto e fazendo coisas que normalmente não fazem. Isso significa mais riscos e maiores recompensas, algo que a Nintendo tem feito pouco nos últimos anos.


Uma das principais mudanças para um jogo tradicional da Platinum é que Astral Chain não tem ação incessante, ele tem muitos momentos mais tranquilos e aparentemente de exploração também. Tá, outros como Okami também têm elementos de aventura, mas é algo raro de se ver na Platinum recente.

O destaque fica para o Legion, a criatura que você invoca para lutar ao seu lado como se fosse um Stand de Jojo's Bizarre Adventure. No início eu não gostava da criatura porque é muito melhor bater do que chamar alguém pra bater, mas depois de todas as explicações que eles são na verdade os inimigos convertidos em arma, ficou passável.

Neste novo trailer saiu de passável para bem interessante porque introduziram o conceito de corrente, que seria a coleira do Legion. Caso ele se afaste de você, deixando assim a corrente esticada entre os dois, dá pra usar ela como arma contra inimigos, algo bem criativo e que não me lembro de ter visto em outro jogo.

Também se aprofundaram um pouco mais no tema policial. Já falei antes como é caída a temática de polícia porque no Japão eles estão acostumados com um tipo de polícia super solícita e confiável que realmente representa bons valores. No resto do mundo, especialmente Estados Unidos mas também aqui no Brasil, a polícia não é vista com bons olhos. Era mais interessante usar os bombeiros, como Burning Rangers

Is this a Jojo reference?

Ainda assim, a forma como o tema escorre pra jogabilidade se dá elas investigações. Além de lutas, o jogo tem momentos que colocam o jogador como detetive, nos quais você pode até usar os Legions de maneiras investigativas. Por exemplo, o legion Beast pode farejar rastros como se fosse um cachorro policial. Eu acho que teria sido mais inteligente se o jogador fosse apenas um detetive, como em Digimon: Cyber Sleuth.

Por último haverá um modo "Unchained" para facilitar a vida dos jogadores. Se em qualquer momento o jogo parecer muito difícil ou houver muita coisa para administrar, você pode setar algumas coisas para o automático. Desde seu Legion até desviar de ataques e mesmo atacar. Serve para quem achar o jogo difícil ou tiver alguma restrição física.




domingo, 28 de julho de 2019

Impressões de They Are Billions


They Are Billions é um jogo que me chamou a atenção assim que eu vi o conceito, pois eu mesmo já havia pensado em fazer um jogo de zumbis com uma quantidade absurda de mortos-vivos, então parecia legal ver em ação.Fui tentar jogá-lo no PlayStation 4 e qual a minha surpresa ao ver que o jogo não foi nem um pouco otimizado para consoles. Claramente é um jogo com muito potencial mas várias coisas o seguram, especialmente a plataforma.

A interface é extremamente não amigável para consoles, é um port direto do PC. Isso significa letras pequenas para ler, descrições longas em janelas minúsculas, pois presume-se que o usuário esteja com a cara colado na tela. Tudo é excessivamente complicado e complexo pois foi feito pensado em um mouse e atalhos de teclado.

Há apenas dois modos de jogo: Sobrevivência, que é o modo principal e Desafio da Semana, que traz desafios semanais para jogadores mais avançados. Não há muito espaço para manobrar caso você não se dê bem de cara com o modo principal e a maior ausência é de um tutorial, o qual é completamente necessário em um jogo como esse. Acabei tendo que aprender a jogá-lo no YouTube.

O conceito é simples, o jogador têm um período de tempo para preparar sua comunidade e após esse prazo zumbis começarão a atacá-la. No entanto, mesmo no nível fácil não é tempo suficiente para se preparar adequadamente e basta que um zumbi chegue em uma habitação para contaminar todos e começar um efeito dominó.


Perder é comum demais e se isso apenas significasse que o jogo é desafiador, sem dúvida ele teria lá seu público. Porém o real problema é que a porta de entrada é estreita, é difícil começar a jogá-lo. Uma vez que aprenda a jogar então perceberá que há forma única de sobreviver, seguir um certo caminho fixo, sem muito espaço para sair dele. Isso torna o jogo um pouco desinteressante porque não tem muito espaço para criatividade.

Há vários recursos que você precisa ficar atento como dinheiro (ouro), energia, madeira, pedra, mão de obra e comida. É coisa demais para ficar atento o tempo todo e apesar de isso ser bem comum em jogos de estratégia para PC, é excessivamente complexo para um console. É como um nó de marinheiro, há pontos demais de interesse para ser intuitivo.

Ao tentar criar uma nova construção, talvez você não tenha mão de obra, então você tenta criar casas, mas não há comida suficiente, então você cria uma cabana de caçador para ter comida, porém não consegue posicioná-la tão longe pois é preciso colocar torres de tesla para aumentar seu alcance, mas não consegue construi-las porque não tem energia, não pode construir um moinho para gerar energia porque falta dinheiro e tudo que você queria era um misto-quente.

Uma coisa engraçada é que os gráficos do jogo são bem feitos, você pode dar zoom e ver tudo em detalhes, mas para a interface não há zoom. Então você pode ver muito bem cada detalhe em um soldado, mas não consegue ler direito o que os menus dizem. Se houvesse uma opção de aumentar o tamanho do hud ajudaria bastante.


Com toda essa dificuldade e alto custo de entrada eu nem cheguei perto de ver o que o jogo tinha de melhor para oferecer, as grandes hordas de zumbis atacando e sua comunidade sendo capaz de se defender. É aqui que um modo mais fácil realmente faria diferença, permitir que mais jogadores chegassem na parte realmente interessante do jogo.

Cada partida que eu tentava jogar envolvia uma longa preparação e acabava rapidamente ao receber um ataque. É como ser atacado por um Zerg Rush em Starcraft e perceber que havia um timer invisível contando sua derrota porque você não estava administrando seus recursos rápido o suficiente. Alie a isso o fato de que não temos um mouse nos consoles e é uma receita para não se divertir.

They Are Billions é um jogo que eu queria ter gostado mais porque a premissa é bem legal, mas a execução deixou a desejar. Pode valer a pena jogá-lo no PC se você curte jogos de estratégia com riscos e punições altos. Porém definitivamente não vale a pena pegar uma das versões para console.


quinta-feira, 25 de julho de 2019

O potencial de Roguelike Hero


Esses dias estava falando com um amigo como hoje em dia faltam jogos coloridos e que saibam rir de si mesmos como Under the Skin da Capcom no PlayStation 2. Estamos em uma época que tudo parece sério demais e o estilo de jogo absurdo/ridículo parece ter se perdido. Para minha surpresa, um ou dois dias após essa conversa houve o anúncio de Roguelike Hero para PlayStation 4, Nintendo Switch e PC.

Trata-se de um jogo sobre um herói que não merece ser chamado de herói, um ator figurante sem vergonha que resolve protagonizar um filme ao se enfiar em todas as cenas e lutar com inimigos para criar boas cenas de ação. O jogo é produzido por um estúdio novato, a Carrya.Tec, e não posso deixar de sentir que ele tem uma vibe, tanto visual quanto sonora, muito parecida com "Captain Rainbow" do GameCube.


As inspirações dos desenvolvedores não poderiam ser melhores, foi mencionado que o jogo tem base no estilo de comédia do diretor Stephen Chow, responsável por filmes como Kung-Fusão (Kung Fu Hustle) e Kung Fu Futebol Clube (Shaolin Soccer). E cá pra nós, Shaolin Soccer é um dos meus filmes favoritos.

Pode acabar sendo um jogo com mais estilo do que substância? Com certeza, há pouca coisa mostrada na jogabilidade que prometa que ele seja tão excepcional quanto um Viewtful Joe, mas ocasionalmente alguns jogos apenas divertidos também merecem ser feitos.

Abertura de Shantae 5

Estava querendo falar há alguns dias sobre um novo capítulo na minha história de amor e ódio com Shantae 5, a revelação de uma abertura animada para o novo jogo da série.

Até hoje eu ainda não sei se o quinto jogo vai ser em um estilo que eu goste, como já mencionei em outro artigo, mas pelo menos a animação de abertura está ótima.

A animação foi feita pelo estúdio Trigger, o mesmo de Kill la Kill e Little Witch Academia, uma qualidade que realmente transborda no visual.

Não curti tanto a música cantada, prefiro a do Shantae: Half-Genie Hero, mas novamente ela é cantada por Cristina Vee, assim como a anterior.



sábado, 20 de julho de 2019

O que significa o Nintendo Switch Lite?


A Nintendo anunciou recentemente o Nintendo Switch Lite como eu já havia previsto e agora as coisas estão começando a ficar interessantes. Eu já falo que veríamos um novo portátil da Nintendo apesar de todo o papo do Switch ser um híbrido há algum tempo. Aqui no blog acredito que falei pela primeira vez a respeito disso em abril de 2018.

"Um dos motivos que eu acho que levará ao desaceleramento do Nintendo Switch é o eventual lançamento de um novo portátil da Nintendo, assim que ela se der conta de que pelo Switch não ser um portátil, ele não faz o trabalho de um portátil, tanto para o público quanto para a empresa."
A reação dos jogadores hardcores ao Nintendo Switch Lite foi o esperado, repulsa. Por que comprar um aparelho por 200 dólares se por um pouco mais eu compro um aparelho igual mas que também pode transmitir os jogos para a TV? Porém nem todos estão dispostos a gastar tanto com videogames e nem todos pretendem utilizá-lo como um console, especialmente no Japão.

O Nintendo Switch Lite supre a demanda de uma parcela do mercado que estava comprando portáteis e não comprou o Switch, talvez porque ele é muito caro. Contrário ao que esperariam os jogadores hardcores, o Nintendo Switch Lite deverá se tornar o modelo mais vendido no futuro.

No artigo "O novo portátil da Nintendo" eu citei quatro modelos que a empresa poderia seguir. O Nintendo Switch Lite é o terceiro, mencionado no artigo como "Nintendo Switch Jr." ou "Nintendo Switch Pocket". Para complicar um pouco as coisas eu chamei a quarta opção de "Nintendo Switch Lite", que acabou sendo o nome do console, mas não do conceito que eu expliquei no artigo.


O nome Nintendo Switch Lite é um erro da Nintendo e fará com que as pessoas pensem que o Switch Lite tem todas as funções do atual mas menor, o que não é verdade. Mencionei no artigo que esse modelo novo seria um portátil mais barato, menor, sem joycons destacáveis e com um nome que não o distanciasse o suficiente do Nintendo Switch atual. Uma confusão semelhante a do Wii e do Wii U que a Nintendo parece não ter aprendido.

Como eu sempre disse, o Switch não é um portátil e o fato de que a Nintendo está lançando uma versão portátil dele, irá abrir os olhos das pessoas pra isso. Demorou mais do que eu esperava, provavelmente por toda a confusão de troca de presidentes, a morte de Satoru Iwata, como já mencionado antes. Toda a agenda da Nintendo parece estar meio atrasada e o Switch Lite deveria ter sido mostrado na E3 quando todos esperavam e não depois.

Então vamos falar das grandes questões que teremos daqui para frente. Para continuar analisando o Nintendo Switch precisamente, será necessário que tenhamos acesso aos números de vendas de ambas as versões separadamente. A Nintendo e outros sites podem não considerar ambos plataformas separadas e somar suas vendas, o que seria um grande problema para nós.

É preciso medir a desaceleração do modelo atual e o crescimento do novo modelo, sendo que provavelmente jamais teremos informações adequadas a respeito de sobreposição, pessoas que terão mais de um modelo de Switch na mesma casa.


Por que é tão importante que tenhamos as vendas separadas? Porque agora temos dois Switchs no mercado, um que é console e um que é portátil, mas ao mesmo tempo pode ser considerado uma única plataforma. A pergunta que precisaremos nos fazer no futuro é: vale a pena para a Nintendo manter uma única plataforma?

Até então a Nintendo tinha consoles e portáteis e apesar de alguns tropeços nos consoles e no 3DS, seus portáteis sempre venderam muito bem. O desafio do Switch console é só vender tão bem quanto outros consoles Nintendo, o desafio do Switch portátil no entanto é vender tão bem quanto seus outros portáteis.

Como uma plataforma única no entanto, para valer a pena para a Nintendo manter apenas um aparelho e não dois, o Switch precisaria vender mais do que a soma de vendas dos consoles e portáteis da empresa. Dependendo da geração esse número pode ser de 100 milhões na pior das hipóteses (3DS + Wii U) como pode ser de 250 milhões (Wii + DS).

Eu não consigo ver o Nintendo Switch Portátil chegando a alturas tão altas, principalmente porque acho que parte de seu mercado foi canibalizado pelo Switch padrão, por pessoas que caíram no papo do híbrido. No momento não estou com tempo de fazer uma análise mais profunda que leve em consideração todos os fatores desse cenário inédito que estamos vivendo, mas imagino que pelo menos 120 milhões ambas as plataformas vão alcançar no pior dos cenários. Acredito em uma explosão de vendas do Switch Lite, mas não posso afirmar ainda.


Agora vamos falar um pouco dos problemas que o novo Switch portátil enfrenta, os mesmos problemas do Nintendo 3DS e do PSP. Seus jogos são em maioria jogos de console reduzidos para uma tela pequena. The Legend of Zelda: Breath of the Wild é um ótimo jogo, mas não é um jogo para se jogar em uma telinha pequena, assim como Xenoblade Chronicles não era para estar no Nintendo 3DS. Inclusive no post "Por que o Nintendo Switch vai falhar" (título irônico), mencionei:

"Um portátil cuja ideia de bons jogos seja apenas o de jogos de consoles para jogar em uma tela menor, está fadado a fracassar. A experiência que as pessoas procuram em um portátil, o trabalho que ele deve realizar, é completamente diferente do que um jogo para um console de mesa realiza. Caso o Switch tente realizar dois trabalhos, provavelmente deixará a peteca cair em um deles".
Para promover o Nintendo Switch Lite a Nintendo resolveu preparar o remake de The Legend of Zelda: Link's Awakening, provavelmente um dos jogos mais emblemáticos do Game Boy e provavelmente Super Mario Maker vá ganhar um tema de Super Mario Land para entrar nessa onda. Agora é a época de vender o Switch Lite como um portátil.

Mas... como? Com toda a bagagem que ele está carregando do Switch padrão como console? Com todos os jogos de console atualmente em desenvolvimento para ele? Com todos os jogos de console já lançados para ele? A mensagem do Nintendo Switch Lite é a menos clara possível e será um desafio homérico para a Nintendo vendê-lo ao público que deveria. Se ele pelo menos ficar no mercado por mais de três anos, provavelmente o boca a boca ajudarão ele a vender.

Porém já sabe o que vai acontecer nos próximos anos né? Isso mesmo, o Nintendo Switch Pro.