Lomadee

sábado, 27 de novembro de 2010

Os Yes Men Consertam o Mundo

Esse é um documentário sobre dois sujeitos, Andy Bichlbaum e Mike Bonanno (nomes fictícios), que tem uma meta muito simples: "Consertar o mundo".

Usando muito humor e inteligência, os dois se passam por figuras importantes de grandes empresas, e até o governo dos Estados Unidos, fazendo os anúncios que seriam ética e moralmente corretos por parte desses, criando um grande caos no mercado e na imprensa.

Eles denunciam muitas falhas do Capitalismo, entre elas a centralização do poder na mão dos bancos e sua capacidade de investir livremente, o Mercado Livre (não o site), o qual acaba por não atender a necessidade das pessoas.

Eu baixei o documentário, que é gratuito, através de Torrent, mas vocês podem ver com legendas em português diretamente do YouTube, dividido em partes:



Para saber mais sobre a ilusão do Capitalismo, você pode procurar também o documentário Zeitgeist Addendum.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Jay joga Epic Mickey - Primeiras impressões e mais

Eu jogando Epic Mickey do Nintendo Wii, passando pelos primeiros minutos e fazendo comentários sobre o jogo

Neste episódio veja o poder das escolhas, cheire solvente até ficar doidão, aprenda a mestrar um bom RPG e fique quieto, estou caçando toelhos



Eu jogando Epic Mickey do Nintendo Wii, passando pelas primeiras horas e fazendo comentários sobre o jogo

Neste episódio brigue com a câmera, aperte a mão do primeiro chefe, perturbe uma velhinha inocente e vire o office boy da cidade



Eu jogando Castle of Illusion no Nintendo Wii, passando pelas primeiras fases e fazendo comentários sobre o jogo

Neste episódio aprenda sobre universos externos em franquias, como criar conteúdo relevante e veja que doces fazem mal pra sua saúde

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Primeiras impressões: Donkey Kong Country "4"

Finalmente vou escrever algo para esse blog, quem diria. Depois do Sheridan já bagunçar isso aqui, pra que eu servirei agora? :(
Para escrever as primeiras impressões de Donkey Kong Country 4 \o/... ou Returns como preferirem. Afinal o que seria da balada do Mario sem o Donkey Kong?



Depois de longos 15 anos de espera finalmente a Nintendo criou vergonha na cara e voltou a fazer Donkey Kong Country. Foram muitos anos obscuros com títulos de qualidade duvidosa do gorilão, como Donkey Konga (ok, jogo engraçadinho mas bizarro) Jungle Beat e King of Swing. Sem falar da fraca transição para o 3D, que assim como Mario virou outra coisa completamente diferente. E pior...bem pior.


Mas graças ao sucesso de New Mario no DS, uma força comutativa entre os fãs e os olhos de cifrão de Reggie e sua trupe, deram vida a um novo titulo do Donkey Kong, dessa vez sem bongos(graças a God!).


Assim como o velho guerreiro Super Nintendo a versão do Wii do Macaco Burro não foi feita pela Nintendo e sim por uma produtora ocidental, a mesma que reviveu e levou a série Metroid para o status de grande novamente: Retro Studios.


O palco estava armado, tínhamos uma grande produtora com uma grande série nas mãos, pronta para entregar um novo clássico dos vídeo games. Será que conseguiu? D:



Ao começar meu coração já batia acelerado, poxa sentimento de nostalgia é emocionante, todo mundo já teve e sabe como é lindo *-*. A história de inicio é podre mas bem feita, uma cena em computação gráfica mostrando umas mascaras tribais hipnotizando os animais da floresta, usando-os para roubar as bananas do lugar. Sabe-se la porque Donkey não se deixa hipnotizar, cabe a agora a ele salvar a floresta dessas criaturas misteriosas.


Tá...ninguém liga pra isso, dane-se a história. Vamos ao jogo \o/. Logo de inicio o jogo apresenta uma nova habilidade vinda de Jungle Beat: Batucadas no chão. Chacoalhando o nunchuck+wimote (ou apenas um dos dois...é...bem fail xD) o gorila sai tocando um samba lele aonde estiver. Com isso o jogador consegue interagir com o cenario quebrando pedras, chão ou paredes. É um elemento realmente novo que aumenta a exploração do jogo.


Fora essa novidade, pouca coisa mudou na jogabilidade de Donkey mas muito se alterou no desing das fases. Os inimigos são totalmente novos, entre eles passáros, sapos e etc. O cenario esta maior , no sentido de que há mais coisas para explorar. Há passagens secretas atrás de árvores e pedras que te levam as fases bonus, alem de itens escondidos, como as Coins e peças de quebra cabeça. Tudo é 3D, tudo!! Com muitos detalhes por todos os lados, graficamente impecavel. Arte fantástica, melhor que a dos antigos, perfeição total!




A unica coisa que me desanimou foi a ausencia dos inimigos antigos. Faziam parte do universo do jogo, sem eles nessa nova aventura ficou como se faltasse um pedaço desse mundo. Uma pena :(


Eu só joguei o primeiro mundo, então o jogo até agora foi muito facíl. Apenas para terminar as fases é claro, porque pegar todos os itens vai ser um grande desafio. Muita coisa do primeiro Country esta no jogo, alem de elementos de escalada do segundo, mesmo que bem mais modesto. Arremessos entre barris, montar em um rinoceronte e descer uma mina em um carrinho estão tão divertidos quanto antes.


O chefe do primeiro mundo que foi meio brochante, achei meio monótono, seila. Só que a mudança mais radical do jogo se deu por conta da troca de personagens. Como todos sabem, nos primeiros jogos o jogador podia alterar entre dois macacos, e caso um morria o outro assumia o lugar, tendo que encontrar novamente o ajudante mais a frente preso em um barril. Só em Returns no modo single player o jogador apenas controla Donkey, tendo o Diddy como um upgrade no pulo, ja que o macaquinho possui um jet pack nas costas e ao subir no gorilão ajuda a mante-lo no ar por mais um tempo, como Yoshi por exemplo. Não sei se vai agradar a todos, é uma mudança sutil mas parece bem radical. Ao meu ver não ficou melhor nem pior, ficou diferente.


Outro detalhe bem legal do jogo é o Cranky Kong. O velhinho rabugento também voltou. Vendendo seus itens como vidas extras e chaves. Ao trocar pelas Coins que o jogador coletou durante as fases, é possível destrancar caminhos alternativos e acessar fases novas, entre elas a Sunset, a fase toda em silhueta com um pelo por do sol. É uma bela recompensa.



Por fim, é isso aí mesmo, o jogo ta excelente, atingindo as expectativas criadas. Podem comprar de olhos fechados, porque o negócio ta bom demais! Ágil, envolvente, desafiador, Donkey Kong esta de volta como sempre deveria ser. Difícil dizer que está melhor, mas impossível dizer que está pior. Posso até usar a velha frase: "É igual só que diferente".

sábado, 20 de novembro de 2010

Jay cobre a Brasil Game Show

Eu cobrindo a Brasil Game Show, com uma cobertura nada tradicional das primeiras horas do evento

Neste episódio veja filas, controles fails, filas, o elenco dos sonhos, mais filas, dancinhas vergonha alheia, outra fila e um churrasco do balacobaco

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Jay joga Sonic Colors - Primeiras impressões e mais

Eu jogando Sonic Colors do Nintendo Wii, passando pelo primeiro mundo e fazendo comentários sobre o jogo

Neste episódio veja que ainda tem alguém raciocinando na Sega, combata o racismo, busque conhecimento e cuidado com o degrau



Eu jogando Sonic Colors do Nintendo Wii, passando por três fases de mundos diferentes fazendo comentários

Neste episódio um pouco de Metroid em Sonic, panqueca de ouriço, ande pelas águas feito o Lagarto Jesus ou Dani Bolina e algumas diferenças criativas com os controles



Eu jogando Sonic 4 do Nintendo Wii, comparando com Sonic Colors e fazendo comentários

Neste episódio veja porque Sonic 4 é mais 3D do que Colors, não veja um pacote de Skiny, respire embaixo d'água com bolhas e...

Kinect e o Lobbismo

 Desde o lançamento do Nintendo Wii, o mercado passou por todas as fases do luto. Raiva do maldito console da Nintendo e seus controles de movimento, negação sobre suas vendas e seu público, negociação sobre coexistência lançando jogos de baixa qualidade nele, depressão quando isso não deu certo e agora só restou uma.

Atitudes como o PlayStation Move e o Kinect mostram que chegamos ao fim do processo de luto da indústria, a aceitação. Finalmente desistiram de lutar contra o Nintendo Wii e decidiram se unir a ele. Mas nós sabemos que isso não vai dar certo.

Basta sabermos um pouco do que tem por trás da estratégia da Nintendo para saber que Microsoft e Sony não estão apoiadas nos mesmos valores. Eles não entendem os princípios da aerodinâmica, querem voar colando penas nos braços e batendo-os rápido.

Apesar de ser um assunto até bastante interessante, já foi muito bem comentado na época dos anúncios dos controles de movimento das duas empresas. O PlayStation Move não precisa ser comentando, é uma cópia tão mal feita que já foi lançado e mal se ouve falar do mesmo. A tecnologia é péssima, o software é inadequado, será esquecido rapidamente.

No entanto, a tentativa da Microsoft trouxe uma idéia melhor, o Kinect, antigo Projeto Natal. Melhor no sentido de que ao menos foi original, porque no fundo ela falha em mais conceitos do que o Move, mas permite-se ao menos ser uma falha original, enquanto tudo que há de certo no controle da Sony foi copiado.

Digo... ao menos era isso que eu pensava antes. A Microsoft é uma compania basicamente de marketing, ela acredita no lucro através da dominação (alguém gritou do fundo: "monopólio", quem foi?) do mercado pela opinião pública. Windows? Todos falam mal e ainda assim todos usam.

Não é por coincidência que a série Halo é o maior fenômeno de marketing do mundo dos videogames, é só ver quem está por trás dela. Vale lembrar que vários jogos como Call of Duty: Modern Warfare ou mesmo New Super Mario Bros tiveram um apelo muito maior que Halo, mas não tiveram impacto equivalente em matéria de propaganda.

Através de propaganda a Microsoft consegue fazer um evento menor parecer maior que outros. Provavelmente é essa a função da propaganda mesmo, valorizar seu produto. Mas como nos ensina a nossa querida TV Pirata (comprem o DVD), outras formas de marketing passam por nós despercebidas constantemente.



Se por um lado a Microsoft quis criar uma empreitada original para combater o Wii, por outro ela o está copiando de maneira ainda mais sem vergonha que a Sony. Os marketeiros virais já estão espalhados por aí. As propagandas e conceitos parecidos são só a camada superficial que você pode enxergar.

O Nintendo Wii já é um fenômeno, todos querem um, é assunto no boca a boca, esse é o tipo de propaganda pela qual não se pode pagar. É essa a propaganda que a Microsoft quer para o produto dela.

Aí entra a parte Sony da Microsoft. Como ela pretende criar seu próprio fenômeno? Copiando o da Nintendo. Preste bastante atenção e você verá. A Microsoft sabe que o Kinect não é como o Wii, não acredite que ela se fazer de boba significa que ela é boba.

Desde seu anúncio até o lançamento, o Kinect não parava na mão dos consumidores, pois a Microsoft sabe que a única coisa que pode desmantelar uma imagem criada pelo marketing é a opinião pública contrária.

Isso não acontecia com o Wii, o qual a Nintendo fazia turnês para colocar o controle nas mãos das pessoas. "Jogar é Acreditar" ("Playing is Believing") era o lema da empresa, semelhante ao que ela já havia feito com o Nintendo DS.

Enquanto qualquer um podia experimentar um Nintendo Wii, só os jornalistas tinham acesso ao Kinect, opinião controlada. No início até houve rumores de que a Microsoft estava barrando análises negativas do produto. Afinal, o resultado atingido foi o desejado, a imagem do Kinect está muito boa.

Mesmo que o produto tenha sido tecnologicamente capado várias vezes, de forma que a versão final não é exatamente o que nos foi demonstrado esse tempo todo. Mesmo que um dos principais softwares mostrados, Milo, o garoto de inteligência artificial, sequer se tem informações se é um jogo de verdade ou uma demonstração, com informações desencontradas vindo de dentro dos próprios estúdios internos da empresa.

A própria política de preço é confusa para fazer as pessoas acreditarem que não estão pagando o preço que estão. O público em geral sequer sabe que para utilizar o Kinect é necessário um Xbox 360, pois não é assim que ele está sendo difundido. É uma pegadinha do malandro que eles descobrem no final da compra. Se o periférico se chamasse Xbox EYE ou Xbox Camera, não teria a menor chance no mercado.

O preço do console, digo, periférico, é de US$ 150, com o modelo mais básico de Xbox 360 disponível para utilizá-lo saindo por US$ 200. Há ainda um pacote de venda econômico com os dois produtos por US$300. Na melhor das hipóteses, custa US$100 a mais que o Wii. Nem se você comprasse Wii Fit junto atingiria esse preço.

Então, o produto e os conceitos por trás dele são completamente diferentes, certo? Mas a Microsoft parece acreditar que todos que peregrinarem pelo deserto se tornarão Moisés. Seria como tentar reproduzir um fenômeno da internet seguindo minuciosamente seus passos. Se algum de vocês gravasse agora um vídeo seu chapado com a anestesia do dentista, será que faria tanto sucesso quanto o pequeno David?



Mas a Microsoft acredita que pode reproduzir o sucesso do Wii se fizer você pensar que já está reproduzindo. Por exemplo, durante uma apresentação no Talk Show de Ellen DeGeneres, a platéia recebeu de surpresa consoles e o jogo Wii Fit. Foi um grande acontecimento. Então subitamente, vemos a mesma ação no Talk Show de Oprah Winfrey. Que coincidência.



Tivemos um caso engraçado de um cara filmando sua namorada jogando Wii Fit, episódio o qual se entitulou "Por que todos os caras deveriam comprar Wii Fit para suas namoradas", mostrando uma moça com pouca roupa rebolando no jogo de bambolês. Adivinhe só? "Por que todos os caras deveriam comprar Kinect para suas namoradas".



Tão logo o Nintendo Wii foi lançado, tivemos vídeos engraçados de pessoas quebrando suas caríssimas telas de LCD arremessando os controles sobre elas. Independente da repercussão negativa, ajudou a tornar o videogame conhecido. No entanto, o Wii tinha um controle para escapar das mãos e ser arremessado.

Como alguém conseguiria quebrar sua TV com o Kinect? Mas no dia do lançamento já havia uma história a respeito. Vale lembrar que o Kinect não funciona até você estar a uma distância bem considerável, entre três e quatro metros de distância do televisor. Que coisa, não?


O Nintendo Wii já vendeu 75 milhões de unidades no mundo todo. Poderíamos presumir então que há 75 milhões de pessoas interessadas em "controles de movimento", então não seria difícil o Xbox 360 vender mais 30 milhões, baseado nesses números, certo? Mas apesar de ter uma certa lógica, duvido que alguém acharia essa uma comparação justa.

Acredito então que a melhor unidade de medida seria também um periférico, também considerado caro, o Wii Fit. A famosa "balança de banheiro" que vendeu 20 milhões. Vamos ver como o Kinect se sai, pois eu não acredito que atinja esses números.

Esse se torna um jogo muito mais divertido agora que você percebe que ele está sendo jogado. Fique de olho nos próximos movimentos do Kinect, observe o mimetismo para com o Nintendo Wii.

Divirta-se vendo as tentativas deles enganarem você depois de já estar com os olhos abertos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Jay joga Goldeneye 007 - Primeiras impressões e mais

Eu jogando Goldeneye 007 do Nintendo Wii, passando pelo tutorial e um pouco da primeira fase fazendo comentários sobre o jogo

Neste episódio aprenda porque tutoriais são um saco, como resolver todos seus problemas na vida através da violência excessiva, como passar por uma blitz russa, conheça a namorada do Jay e mais...



Eu jogando Goldeneye 007 do Nintendo Wii, passando por pequenos trechos de fases fazendo comentários sobre o jogo

Neste episódio, vergonha alheia, dancinhas ridículas e Guilherme Briggs (@TeatroBonecos)



Eu jogando Goldeneye 007 do Nintendo 64, passando pela primeira fase fazendo comentários sobre o jogo

Neste episódio veja como é um Design aberto, como os jogos tinham mais cores antigamente, destrua todos os alarmes e impeça a Segunda Guerra Mundial

Porque o Nintendo 3DS vai falhar

Bom, eu já venho estudando o Nintendo 3DS desde a data de sua revelação em Março de 2010 e desde então estou incrivelmente insatisfeito. Como tantas empresas que encontraram sucesso no Oceano Azul, a Nintendo está tomando o único caminho para ser desbancada, sabotando a si mesma.

O assunto é incrivelmente longo, então ao tocar no assunto com alguns amigos fez-se necessário escrever um post, já que é uma análise de muitas informações e não dava pra explicar tudo "on the fly". A preguiça vinha me impedindo de fazê-lo até agora, mas não mais... eu acho.

Vamos começar entendendo por que o Nintendo DS e o Nintendo Wii deram certo em primeiro lugar. O Nintendo DS, um portátil mais fraco, competiu contra um portátil mais forte da Sony, o PlayStation Portátil (PSP), mas ainda assim, o fez comer poeira como nunca antes.

Isso significa que depois do GameBoy, do GameBoy Color, do GameBoy Advance, portáteis que praticamente ficaram sozinhos no mercado, o Nintendo DS, sem o nome da marca, ainda vendeu mais do que todos eles com concorrência pesada. Como isso é possível?

Vou citar um pedaço da Wikipedia para se ter idéia do fenômeno Nintendo DS:

Com apenas 4 anos e poucos meses o Nintendo DS vendeu mais de 130,000 milhões no mundo inteiro, quase ultrapassando o playstation 2 que está no mercado há mais de 10 anos e vendeu 150 milhões.

Vários analistas disseram que o Nintendo DS pode ultrapassar o playstation 2 se tornando o videogame mais vendido do mundo, em menos tempo que o playstation 2, o Nintendo DS só teve 4 anos e pouco de vida, enquanto o playstation 2 teve 10 anos e pouco de vida.

Nintendo anunciou em 15 de Fevereiro de 2006, que no Japão o Nintendo DS atingiu 10 milhões de unidades vendidas em menos de 10 meses de seu lançamento, o que marca um recorde para um video-game no Japão.

E acredito que vocês tenham experienciado o fenômeno também. Suas irmãs que nunca ligaram pra videogame pedindo Nintendo DS, suas mães passando pela sala e olhando você jogar Wii Sports com interesse até se juntar a você, sua tia impressionada com Wii Fit e como era divertido fazer exercícios.

Na minha sala de aula de música eu via o Nintendo DS ser assunto entre pessoas que nunca antes tocariam em um videogame. Isso porque o Nintendo DS não vendeu simplesmente para o mesmo público de sempre. Pessoas que nunca tiveram um videogame antes, compraram o Nintendo DS e o Nintendo Wii.

Brain Training fez idosos comprarem videogames. Note como o Nintendo DS tem software não convencional para todos os públicos. Brain Training, Picross, Sudoku, 100 Classic Book Collection, My Japanese Coach, Flash Focus: Train your Vision, etc. No Nintendo DS você encontra softwares de culinária, como treinar seu cachorro, guias de viagem, um mercado inteiro novo e interessado.

E então o que você faz depois que isso tudo faz sucesso? Você o joga fora. É isso que o Nintendo 3DS representa, todo o fim dessa idéia de expansão. Todos os jogos de lançamento e que estão sendo desenvolvidos pra ele são jogos extremamente complexos, como Resident Evil, Metal Gear Solid, franquias que os jogadores hardcore gostam, mas que não oferecem valor para o público expandido.

Às vezes é necessário se perguntar se a Nintendo foi Oceano Azul realmente. Como o Oceano Azul atinge uma nova curva de valor?

"A Estratégia do Oceano Azul" - W. Chan Kim & Renée Mauborgne

Lembra quando diziam "A Nintendo abandonou os hardcore"? Nesses tempos o Wii estava vendendo muito bem e era assim que ela deveria continuar. Ela estava oferecendo novos valores para o público que não consumia videogame, os "não-clientes" do Oceano Azul.

Mas em algum momento, sabe-se Deus por que, ela resolveu parar. As vendas do Wii caíram e ela agora está numa bela sinuca de bico. A situação é bem parecida com a do Nintendo DS.

Ninguém sabe bem quais os motivos da Nintendo. É uma vingança pessoal contra a Sony? É um medo de sofrer uma ruptura pela Apple? É um plano suicida onde talvez ela nunca quis salvar o mercado, só queria ser a rainha desse reino destruído? São muitas possibilidades, mas o fato é que a Nintendo cedeu. Cedeu pra quem? Para a indústria. Quem é a indústria?

Há muitos anos atrás, no tempo do NES / Nintendo 8 Bits, a Nintendo tinha uma mão de ferro com a qual controlava as empresas que faziam jogos para ela. Eventualmente a Sega entrou no mercado e questionou esse monopólio. Ainda assim, Nintendo e Sega controlavam o que entrava em seus videogames.

Nessa época a Nintendo era considerada uma carrasca, cortando muita coisa e não permitindo que fossem vendidos vários jogos no Super NES / Super Nintendo por exemplo. Todos devem se lembrar como foi difícil para Mortal Kombat.

No entanto, Sega e Nintendo mantinham acorrentado um perigoso monstro, a indústria. Todas as empresas estavam sob seu domínio e precisavam passar pelo seu aval para lançarem jogos. Então chegou a Sony.

A Sony literalmente fez um pacto com o demônio, abrindo a caixa de Pandora. Com a ajuda da indústria, a Sony foi levada aos céus. O problema de se fazer acordos com um monstro é que assim que você não for mais útil, ele te descarta.

O monstro foi se alimentando na época do PlayStation 1 e 2, até estar forte o bastante para se livrar da mão que o alimentava. A indústria boicotou o PlayStation 3 em favor do Xbox 360, só para depois voltar atrás e manter o equilíbrio de poder. Sony e Microsoft agora são como dois servos se degladiando para ver quem lambe melhor os pés do mestre.

Quem é esse monstro? Como ele afeta sua vida? Bom, o monstro da indústria é um monstro que você não vê, mas as ações dele afetam muito você. Foi ele que aumentou o preço dos jogos, de $50 para $60. Foi ele que inventou a distribuição digital para diminuir os próprios custos, tirando direitos seus como revenda. É ele que quer tirar o seu direito de vender e comprar jogos usados. Ele que inventou o DLC, (Downloadable Content, conteúdo para Download), que tem deixado os jogos incompletos para serem vendidas partes extras depois, algumas até já presentes no disco, sendo só desbloqueadas.

Se você já comprou um jogo mais caro, já teve que comprar um jogo online que gostaria de ter em disco, já comprou um jogo usado, já comprou uma roupa alternativa de Street Fighter IV, então você olhou o monstro nos olhos e pagou o pedágio para atravessar a ponte.

Tudo estaria funcionando muito bem para o monstro, mas o Nintendo Wii mostrou que eles não precisam do monstro para obter sucesso. Obviamente isso irrita o monstro e eles entram em uma guerra fria. Em algum momento, como dito antes, sabe-se lá o motivo, a Nintendo cede ao monstro.

O Nintendo 3DS não segue a mesma linha do Nintendo DS e Nintendo Wii, ele cede à indústria. O que esperar? Jogos mais caros, DLC, quem sabe até uma trava para que o jogo só possa ser jogado em um sistema? Todos os modernismos da indústria que vem destruindo os jogos.

Não se pode descartar o fato que talvez a Nintendo queira fazer parte do clubinho da indústria, ser aceita. Este é o Oceano Vermelho, e a Nintendo está caminhando diretamente para ele.

A Estratégia do Oceano Azul se foca no não-cliente e como oferecer valor para ele através de um pico na curva de valor. Veja o exemplo do vinho Yellow Tail, um grande sucesso pois atravessa a curva de valor.

Enquanto vinhos de alta qualidade e vinhos medianos oferecem tudo que se espera deles e atingem sempre o mesmo público, sem surpresas, o Yellow Tail oferece algo diferente, mira nos clientes que não consumiam vinho e se torna mais bem sucedido do que todos os outros vinhos. Isso é Oceano Azul.


É quando você vê aquela pessoa dizendo: "Não me importa quanto isso custe, eu quero". É como o iPhone, o iPod, o Nintendo Wii, você não escolhe uma alternativa semelhante, pois ela não oferece o mesmo valor. O Oceano Azul torna a concorrência irrelevante.


O Oceano Vermelho envolve se focar sempre nos mesmos clientes, oferecer a eles o que eles querem, ou pensam que querem, cada vez tornando sua oferta mais específica, insossa, pois você tem custos de competição com outras empresas fazendo benchmarking, e reduzindo seu mercado em uma espiral descendente. Todos se lembram de Henry Ford quando dizia: "Se eu perguntasse aos meus clientes o que eles queriam, eles diriam: Um cavalo mais rápido".

É isso que acontecia no mercado de jogos, três consoles com pouquíssimos diferenciais visando conquistar mais público que o outro. Era uma corrida ao fundo do poço que levava para a destruição do mercado por desinteresse do público. Retire os números do Nintendo Wii da corrida e temos um encolhimento natural do mercado.

Para não mencionar o fato que o mercado não cresce desde os anos 80 com o NES / Nintendo 8 Bits, a taxa de penetração é a mesma, ficamos estagnados por mais de vinte anos acreditando que crescimento de vendas era crescimento de mercado, sem nunca considerar crescimento populacional.

O que aconteceu? O mercado entrou em crise quando houve decréscimo populacional no Japão, o que significa que o mercado não estava crescendo como se esperava. Ainda assim, no Japão, o Nintendo DS foi um enorme sucesso. Isso não vai se repetir com o Nintendo 3DS.

Vamos lembrar de uma máxima aqui. Software vende hardware. Os jogos que venderam o Nintendo Wii são Wii Sports, Wii Fit, New Super Mario Bros Wii, jogos que fizeram as pessoas pensarem: "Agora esse videogame vale a pena pra mim". New Super Mario Bros também foi um grande killer app do Nintendo DS, vendendo mais de 20 milhões.

Quando Reggie, Atual Presiente da Nintendo of America, disse que New Super Mario Bros Wii venderia mais do que Call of Duty: Modern Warfare, as pessoas riram dele, mas os números se comprovaram. Você imaginaria então que o Nintendo 3DS seria lançado com mais jogos como New Super Mario Bros Wii, mas não, ele vai ser lançado com mais jogos como Call of Duty.

Qual a lista de lançamentos do Nintendo 3DS? Temos jogos do Nintendo 64 portados, jogos que parecem ter saído diretamente do PlayStation 2 e com certeza podemos contar com a Capcom para portar tudo que eles tem em estoque.

Agora eu pergunto. Se o Nintendo DS vendeu mais do que todos os consoles da história, por que não seguir a mesma linha? Ao invés disso a Nintendo está colocando jogos de Nintendo 64 e jogos do estilo do GameCube no portátil. Aonde isso irá levá-la? A vendas de Nintendo 64 e GameCube.

Não bastasse o software ser inadequado, o próprio hardware tem falhas de conceito que apontam a direção que a Nintendo está tomando e isso não será possível reverter depois. Pra início de conversa, vamos analisar toda a obsessão da indústria com o efeito 3D.

Hollywood está em crise, há muito tempo. Ao invés de solucionarem sua crise, eles tiveram a mesma atitude que o exército americano na Guerra do Vietnã. Ao perceberem que não podiam vencer sob a ótica correta de vitória, eles inventam uma ilusão de vitória.

Na Guerra do Vietnã, como eles nunca poderiam vencer realmente, inventou-se a contagem de corpos, na qual o exército americano contava quantos vietcongs foram mortos e quantos deles foram mortos e um saldo positivo indicaria vitória. É surreal.

Mas o mercado faz a mesma coisa. Na incapacidade de vencer pela ótica correta, inventa-se uma nova. Não podendo atrair mais público, Hollywood começou a contar vitória por "arrecadação", uma ilusão conveniente que finge que o mercado está sempre em crescimento, quando na verdade está diminuindo e cada vez menos pessoas vão ao cinema.

Sem qualidade, precisam inventar algum truque pra que as pessoas ao menos vão lá e digam: "Oh, isso é novo", antes de rejeitarem de novo e irem embora. Entenda uma coisa, não-clientes normalmente estão boicotando a indústria por não tentar impressioná-los, eles são como uma namorada que não diz o que você fez de errado e se você não descobrir logo, vai continuar dormindo no sofá.

A teoria de que a Nintendo está querendo se vingar da Sony fica mais plausivel quando pensamos que ela veio com o Nintendo 3DS logo depois da Sony começar a se focar no 3D do PlayStation 3. O fato do Nintendo 3DS não usar óculos é muito legal e realmente arrasa com a estratégia da Sony, mas é irrelevante.

Você pode causar ruptura em qualquer produto, mas sem um mercado consumidor é irrelevante! É como se alguém inventasse um produto superior para competir com o N-Gage. Ninguém está comprando o N-Gage em primeiro lugar, que público você quer conquistar?

Assim como ninguém está interessado no 3D em jogos do PlayStation 3! O que está vendendo agora é o Nintendo Wii e seu Oceano Azul! Voltem pra lá! Sair de um mercado mais próspero para atacar seu concorrente é um movimento de uma estupidez fora do comum, a Nintendo está fazendo questão de sujar seus sapatos de lama só para chutar um cachorro morto.

Não bastasse o 3D por si só ser um movimento falho, ele ainda consegue destruir todos os movimentos válidos que a Nintendo fez até agora. Talvez ela ainda ache que o efeito 3D seja o que esteja faltando para o público saltar de vez para os jogos em 3D poligonal.

A Nintendo não entende que as pessoas não rejeitam Mario 3D porque ele é difícil, elas não gostam tanto de Mario 3D quanto de Mario 2D! Sabe por que? Porque são jogos diferentes! A única coisa em comum entre os dois é o personagem, mas toda a estrutura difere! Não adianta colocar um DVD com o jogo explicando como jogar, elas não querem jogar Mario 3D!

Então eles pegam o Nintendo DS e o que eles fazem? Primeiro, adicionam um analógico, para os maravilhosos jogos 3D que as pessoas não querem jogar. Segundo, colocam uma tela Widescreen, pois a indústria precisa de mais espaço para mostrar seus lindos jogos. Tornam essa tela mais cara com o efeito 3D, aumentando assim o custo de produção.

Colocam uma tela de toque, que se tornou inútil, pois agora a tela que recebe atenção é a superior, que exibe gráficos 3D, enquanto a tela de toque fica na de baixo, a qual não exibe gráficos 3D. Eles conseguiram minar seus próprios sucesso! O que aconteceu com "Touching is good?".

Nintendogs+Cats do Nintendo 3DS, sucessor de Nintendogs, um dos maiores sucessos do Nintendo DS, terá dificuldades por isso. Se antes você podia tocar no seu filhote, agora você toca em uma sombra na tela de baixo, destruindo completamente o contato.

Se você acha que os primeiros jogos do Nintendo DS ignoravam a tela de baixo, desperdiçando-a com mapas e outras besteiras, espere só até ver o que a indústria fará com o 3DS.

Ele ainda vem acompanhado de um giroscópio, que significa que ele percebe sua posição em relação a si mesmo. Inclinar o portátil pode ter efeitos no jogo, etc. Essa é uma função bem legal e que também será vastamente ignorada pelas empresas.

Veja o Nintendo Wii e como a indústria deliberadamente escolhe ignorar as capacidades dele. A indústria não gosta do Wii e DS, mas não se incomoda em pisar neles para ganhar um dinheiro a mais.

Se o Nintendo Wii fosse lançado com o mesmo poderio gráfico do Xbox 360 e PlayStation 3, teria falhado miseravelmente, pois seria inundado com conversões de jogos da indústria que só semeiam o desinteresse dos não-clientes.

Veja que nunca foi uma questão de controles de movimento contra controles convencionais, mas de jogos feitos para conquistar novos clientes e jogos que visavam só tirar cada vez mais dinheiro dos clientes já existentes. Para a indústria, você não é um consumidor, você é uma carteira ambulante.

Por isso a indústria não consegue vencer no Wii, ela quer jogar pelas suas regras de Oceano Vermelho em um mundo onde as regras são de Oceano Azul. Satoru Iwata disse: "O jogo mudou, e a forma como o jogo é jogado tem que ser mudada". Mentes pequenas verão só uma declaração de controles de movimento contra controles convencionais.

Uma questão é definir as condições da falha. Para quem a Nintendo vai perder? Em primeiro lugar, para ela mesma. Tanto o Nintendo DS quanto o Nintendo Wii não tiveram estratégias perfeitas, apesar de muitas vezes brilhantes, cometendo erros grotescos durante sua trajetória.

Isso significa que um novo DS e Wii com estratégias otimizadas poderiam atingir um sucesso ainda maior do que os produtos atuais. Obviamente não considerando uma possível mancha na imagem da marca, já que os erros grotescos podem afastar futuros clientes de comprarem um novo produto da empresa acreditando que o produto original não atendeu sua demanda.

Logo em seguida vem os concorrentes. O iPhone pode se tornar um concorrente de respeito se não cair no Oceano Vermelho também, algo que já está acontecendo, mas não se pode prever se é um movimento estável ou uma moda passageira. Se nossa experiência com videogames valer, eles se afundarão em Oceano Vermelho, mas não sabemos se as pessoas por trás do iPhone são as mesmas por trás de videogames, então elas podem ter reações inesperadas e não cair nessa armadilha.

Da parte da Sony temos um possível PSP 2, que no caso seria um portátil mais potente que o Nintendo 3DS e com perfil de jogos de console. Tal portátil apanharia do DS assim como o PSP original, mas faria uma competição ferrenha pelo mesmo mercado do 3DS, complicando a vida da Nintendo em vender seu elefante branco.

Por outro lado temos uma incógnita, o PlayStation Phone. O público não gosta de mensagens misturadas. Você é um telefone ou um videogame? Decida-se! Por um lado, o público comum não quer videogames em seus telefones, mas por outro, jogadores de videogame podem querer telefones em seus videogames. Nesse caso ele pode ter mais sucesso que o Nintendo 3DS.

E então há sempre a possibilidade de um novo competidor. Não é o competidor que diz a hora certa de entrar no mercado, são as empresas sobre as quais ele quer causar uma ruptura. Com tantas mensagens confusas, falta de foco, preços caros, surge o espaço para um novo portátil tomar as rédeas do mercado com facilidade.

Algumas pessoas consideraram que o Nintendo 3DS iria falhar por causa do preço. Mas não é assim que funciona. O preço exorbitante é só a cereja no topo do bolo para transformar nosso querido portátil no sucessor espiritual do PlayStation 3.

Quando as pessoas estão convencidas que algo lhes oferece o valor que elas querem e o preço está dentro da sua realidade, elas compram. Por isso o Nintendo Wii continuava vendendo mais que o Xbox 360 e PlayStation 3 mesmo quando os preços se emparelharam, por isso o GameCube continuava vendendo menos que o PlayStation 2 mesmo quando oferecia um pacote muito mais completo e mais barato.

O Nintendo 3DS está fadado a falhar. Mas não é inevitável. Há possibilidades para salvação se tudo que vimos até agora for alguma espécie de mentira, enganação, um embuste talvez para enganar seus concorrentes e lançá-los na direção errada.

Digamos que de repente a Nintendo anuncie que as câmeras do 3DS permitam que você interaja diretamente com os objetos "fora da tela" em 3D utilizando a caneta Stylus, preparada com algum tipo de detector (há patentes suspeitas sobre isso).

Parece utópico? Não é muito. O sistema tendo uma câmera, sabendo o que procurar, poderia fazer uma triangulação com a posição dos objetos, a posição 3D, a qual é determinada por um botão regulável à direita da tela do console, e a posição da caneta Stylus. Esse é o tipo de valor de inovação que aliado a software adequado tornaria o produto Oceano Azul.

Nem mesmo é de todo improvável, já que até agora nenhum jogo foi mostrado para o Nintendo 3DS, somente demonstrações, algo muito estranho considerando vir da Nintendo. Até agora só o efeito 3D foi mostrado, sem qualquer porção de jogabilidade real, com exceção de um demo de Nintendogs+Cats da própria Nintendo.

Outra coisa que poderia salvá-lo, apesar de ser uma situação mais difícil para a Nintendo, seria se eles finalmente percebessem que estão no caminho errado e começassem a fazer os jogos certos para o público expandido. Independente do hardware não ter esse valor todo, se o software fosse bom, poderia vender.

Se nada parecido com isso acontecer, se não surgir alguma inovação que agregue valor a ele, o Nintendo 3DS irá falhar, porque o público não vê valor no efeito 3D e com certeza não vê valor nos jogos da indústria.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Jay joga Kirby Epic Yarn

Oi pessoal, deixar aqui um vídeo que eu gravei jogando Kirby Epic Yarn ^^/