Este é um artigo que eu escrevi há muitos anos para um site chamado Video Game Brasil que não existe mais e encontrei aqui mexendo em arquivos antigos. Ele conta sobre uma curiosa história de uma sequência de cartas Pokémon com um significado por trás e eu achei legal relembrá-la. Deem só uma olhada:
Uma série de três cartas de Pokémon publicadas no Japão, parte do jogo de cartas Pokémon Trading Card Game (TCG), lançou uma luz diferente sobre a franquia dos monstros de bolso. Em uma sequência de apenas três fotos, Pokémon apresentou o que uma velha piada da internet chama de: "uma história de amor melhor do que Crepúsculo".
As cartas fazem parte do pacote de expansão EX Battle Boost, lançado no Japão no início de 2013 e tendo chegado nos Estados Unidos em novembro sob a alcunha de Legendary Treasures. Elas foram publicadas pela primeira vez na internet por volta da época do lançamento japonês, no fórum nipônico 2ch.
Porém, elas ganharam uma popularidade excepcional entre o público oriental após um usuário do Twitter chamado @yoroisan, postá-las com os dizeres "泣いた", algo como "eu chorei". O post original recebeu mais de 4 mil retweets e foi favoritado 3 mil vezes.
As imagens são para as cartas do Pokémon Tepig e suas duas evoluções, Pignite e Emboar. Tepig é o Pokémon inicial de fogo nos jogos Pokémon Black e Pokémon White para o Nintendo DS, e seria o equivalente ao Charmander em Pokémon Red e Pokémon Blue para jogadores mais antigos.
A foto da primeira carta, a do Pokémon inicial Tepig, mostra uma cena simples. Nela, há uma família, com um pai à esquerda, a mãe à direita e uma criança no centro, abraçando um Tepig.
Na segunda imagem, da primeira evolução Pignite, a família começa a crescer e além do pai, mãe e o filho, agora representados mais velhos, há também uma nova filha, abraçada ao Pignite.
Na terceira carta, da evolução final Emboar, não apenas todos os membros da família são apresentados mais velhos, como o filho aparentemente já teria se casado, e os pais por sua vez, já viraram avós.
Para jogadores mais casuais da franquia, que acompanham Pokémon através do desenho animado, por exemplo, a história das cartas é bem diferente. A versão animada de Pokémon está no ar desde 1997, quando o protagonista Ash Ketchum foi apresentado com 10 anos. Mesmo após tantos anos no ar o mundo e o personagem sofreram alterações muito pequenas, aparentemente nem mesmo tendo atingido a maioridade.
Na série de jogos para portáteis, e consequentemente nos jogos de cartas, há grandes saltos na cronologia, histórias que se passam muitos anos depois dos primeiros títulos. A personagem Misty, muito presente nas primeiras temporadas do desenho por exemplo, aparecia bem mais velha em Pokémon Gold e Pokémon Silver para GameBoy Color.
As cartas levantam certas questões sobre a série que apenas são abordadas superficialmente, como por exemplo: Quantos anos de vida tem um Pokémon? Eles envelhecem como os seres humanos? O que os Pokémons fazem depois que seus treinadores morrem?
Talvez como na história contada em O Homem Bicentenário, se houvesse mais quatro ou cinco cartas, o Pokémon permaneceria sempre jovem no centro das fotos enquanto todos a sua volta envelhecem?
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Sea of Thieves pode ser o seu No Man's Sky
Uma coisa que eu sempre me lembro bem sobre a E3 2016 é como The Legend of Zelda: Breath of the Wild foi mal apresentado. Umas 6 horas de transmissão direta mostrando quantidades enormes do jogo até o nível de saturação. Até mesmo eu que adorei o jogo, achei essa forma de mostrá-lo péssima, faltou tato da Nintendo de saber mostrar seu próprio produto.
Do outro lado, Sea of Thieves, o novo jogo online da Rare para o Xbox One teve apenas alguns minutos, mas foi apresentado como se fosse um gameplay entre amigos. Um jogo pelo qual ninguém dava nada de repente teve toda a sua imagem alterada em poucos minutos. Bastou um pouco da boa e velha diversão (e claro, edição).
Infelizmente ter boa vontade do público não é suficiente para fazer de um jogo um sucesso. Há muitos defeitos no jogo e para piorar ele está no Xbox One, um console que está afundando feito pedra. Porém ele também irá ganhar uma versão para PC, o que pode ser a diferença entre a vida e a morte para ele, pois a comunidade no PC é muito mais aberta para jogos online.
Ainda assim, o que me deixa curioso é que Sea of Thieves me lembra muito um outro jogo: No Man's Sky. Em seu novo trailer revelado para a Gamescom 2016, vemos que Sea of Thieves tem muitas partes paradas, que podem até parecer monótonas para alguns jogadores, assim como acontece com No Man's Sky, porém em multiplayer.
Eu ainda não joguei o suficiente de No Man's Sky para fazer uma review completa, mas uma coisa já posso afirmar com certeza e dar uma amostra do que será dito no review: Ele é voltado para fãs de ficção científica e esse gênero sempre foi de nicho. Devido ao hype (expectativa) várias pessoas que achariam esse conteúdo desinteressante, acabaram comprando o jogo.
Alguns jogadores poderiam dizer que falta ação em No Man's Sky, como inimigos assassinos, grandiosos combates, mas o jogo nunca foi vendido sob essa ideia, ele sempre foi sobre explorar um universo semi-infinito. Porém também não é errado que você queira que o seu jogo tenha ação e por isso talvez Sea of Thieves possa ser o No Man's Sky para você que nem mesmo o próprio No Man's Sky conseguiu ser.
A temática de piratas é muito mais interessante para o público em geral do que espaço, pois como já falamos incontáveis vezes, o espaço é algo com o qual não podemos nos relacionar. O espaço só apetece a pessoas escapistas, pois é muito distante da vida cotidiana de uma pessoa comum para que ela possa se sentir conectada com aquelas situações. Por isso a ficção científica permanece um gênero de nicho.
Outro ponto negativo que Sea of Thieves possui é que ele é desenvolvido pela Rare. Lembram-se? Antiga parceira da Nintendo? Claro que sim. Há muito tempo todo o talento da Rare foi destruído e ela só vinha fazendo jogos periféricos horríveis. A Rare que conhecíamos simplesmente desapareceu devido a aquisição da Microsoft.
Da mesma forma que No Man's Sky, Sea of Thieves também não será um jogo para todo mundo e nem mesmo é um jogo para mim. Me parece que ele irá encarar os mesmos problemas com reviews negativas dizendo que ele é chato, assim como ocorreu com No Man's Sky, mas em uma escala bem menor, já que a expectativa não está tão alta. Talvez ele até mesmo seja elogiado.
Ainda assim, como eu estou me divertindo com No Man's Sky, posso imaginar pessoas se divertindo com Sea of Thieves, vendo nesse jogo uma realização melhor da ideia de exploração com ação e multiplayer.
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Stranger Things como um jogo do Nintendo 8 Bits
Como eu ando fazendo pouca propaganda gratuita para o Netflix ultimamente (sarcasmo), aqui vai mais uma. Um artista chamado Matheus Bittencourt recriou uma pitadinha do seriado em uma versão Nintendo 8 Bits que me lembrou os clássicos jogos de aventura de apontar e clicar da LucasArts.
Se Stranger Things fosse traduzido para um jogo provavelmente teria que ser algo do gênero, ou algo ainda mais linear no estilo dos jogos da Telltale Games. Não se esqueçam também de dar uma olhada no Tumblr do artista se curtirem as imagens, ele tem algumas artes de Game of Thrones e também de filmes.
Caso você não tenha assistido ainda a série, relaxe, não dá pra ter spoilers por essas cenas. Mas pare de adiar e trate de ver logo, é realmente muito boa.
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terça-feira, 16 de agosto de 2016
Gameplay de No Man's Sky - Episódio 4: Tatu maldito
Sim, finalmente estou jogando o aclamado No Man's Sky e irei fazer uma série de gameplays em episódios aqui para o blog, com o primeiro capítulo já disponível hoje. Eventualmente eu pretendo fazer também uma review do jogo, mas devido a sua natureza tão única, isso deverá demorar um pouco.
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Preço: R$ 179,10
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segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Os sucessores de Mônica no Castelo do Dragão
Como falamos em um artigo antigo, "Muito além do Castelo do Dragão", os jogos da Turma da Mônica que foram lançados na época do Mega Drive e Master System eram na verdade jogos da série Wonder Boy com gráficos editados para colocar os personagens de Mauricio de Sousa no lugar dos heróis. Todo o resto era igual, com exceção dos textos traduzidos e com adaptações.
"Mônica no Castelo do Dragão" era uma versão editada de "Wonder Boy in Monster Land" e "Turma da Mônica em O Resgate" era originalmente "Wonder Boy III: The Dragon's Trap". Agora que tiramos as explicações de lado, a questão é. Esses jogos estão recebendo novas versões e quem os jogava apenas como "Turma da Mônica" pode não saber disso.
O novo Wonder Boy chama-se na verdade "Monster Boy" e é uma série nova, porém ela conta com o criador original do jogo e segue basicamente o mesmo modelo, apenas com o empecilho de que eles perderam o nome oficial e agora têm que usar esse. Eles vão lançar em Janeiro de 2017 para PS4 e Xbox One, seguidos depois por versões para PC, Wii U e PS Vita. Inicialmente o jogo sairia no final do ano, mas Sony e Microsoft acharam melhor jogar pro início do próximo.
Confira o novo trailer que foi preparado para a feira de jogos Gamescom 2016 na Alemanha
Eu já havia falado de Monster Boy antes, mas não desse próximo. O clássico Wonder Boy 3, que aqui foi lançado como "Turma da Mônica em O Resgate" para Master System, irá ganhar um remake! O vídeo mostra o novo estilo gráfico, que tem traços de desenho animado que tremem, com as duas primeiras partes do jogo. No Brasil vocês talvez percebam que o dragão havia virado o Chico Bento com um bacamarte e o rato havia virado Bidu com um osso.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Gameplay de Abzû completo - Episódios 1 a 5
Lembram-se de Abzû? O jogo de mergulho psicodélico com uma pegada meio Journey que fiz review alguns dias atrás? Poisé, agora eu estou fazendo uma série de gameplays baseadas no jogo, a começar pelo episódio 1 (seria estranho começar por outro né).
Eu gravei o jogo inteiro do início ao fim e pretendo trazer mais episódios, os quais serão colocados aqui nesse post mesmo. Me digam o que acharam, se querem ver mais episódios de Abzû ou se querem ver outros jogos.
Atualização 12/08/20116: Ok, agora o gameplay está completo! Me digam se gostaram =)
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Eu gravei o jogo inteiro do início ao fim e pretendo trazer mais episódios, os quais serão colocados aqui nesse post mesmo. Me digam o que acharam, se querem ver mais episódios de Abzû ou se querem ver outros jogos.
Atualização 12/08/20116: Ok, agora o gameplay está completo! Me digam se gostaram =)
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Review: Mario & Sonic no Rio 2016 do Nintendo 3DS surpreende na malandragem
Quando a série de jogos Mario & Sonic surgiu ainda no Nintendo Wii em 2007, ela trazia apenas um monte de minigames desecontrados que desapareciam no meio de todas aquelas coletâneas de minigames do Wii, algumas até superiores. No entanto, ela começava a esboçar uma identidade própria em sua versão para Nintendo DS.
O tempo passou, a geração dos minigames do Wii também passou, porém Mario & Sonic voltou para os jogos de Londres de 2012 com mais força em seus minigames e as coisas começaram a ficar bem interessantes. Agora dá pra dizer com certa alegria que a série encontrou o seu estilo de ser aqui no Rio de Janeiro em 2016.
Para início de conversa, de 4 em 4 anos poderíamos estar recebendo jogos super chatos e genéricos sobre os Jogos Olímpicos, mas ao invés disso vemos os dois mascotes mais icônicos dos anos 90 se enfrentarem. Por incrível que pareça, essa união dos dois para uma disputa capta muito bem o espírito olímpico, que cessa guerras e fura regimes.
100 Metros Sem Barreiras Sem Vergonha
O jogo conta com 14 modalidades principais, dentre as quais duas são mais elaboradas: Futebol e Golf. Ok, você consegue golf melhor em Mario Golf, mas futebol é só aqui. Além delas temos: 100 metros rasos, 110 metros com barreiras, salto a distância, lançamento de dardo, natação, arco e flecha, boxe, tênis de mesa, vôlei de praia, equitação, ciclismo e ginástica artística.
Todos esses eventos variam bastante em matéria de complexidade e controles, o que é bem legal para usar mais os recursos do 3DS, quase sempre esquecidos. Ha desde amassadores de botão, até minigames com a tela de toque e alguns que ressuscitam o velho espírito de Mario Party de rodar o controle.
Além de suas versões "Olímpicas", cada um desses eventos tem também uma versão "Plus", que assim como os Dream Events nos outros jogos são versões dos esportes porém com itens da série Mario e também de Sonic. Eles seriam o equivalente à Mariokartização dos esportes olímpicos.
Se tem uma coisa que a Sega ainda sabe fazer, são minigames. Ela já provou isso na época de Feel the Magic: XY/XX, The Rub Rabbits, Rhythm Thief, e Mario & Sonic não é diferente. Claro, há minigames bons e outros nem tanto, mas a experiência em geral é muito divertida. Isso é uma coisa que não tem muito no 3DS, pura e simples diversão.
Uma coisa meio chata é que os personagens são limitados para cada evento. Não faz muito sentido poder botar Bowser e Eggman para corridas... bom, talvez o Eggman, mas mesmo dentro das capacidades físicas de cada personagem há alguns que ficam de fora de certos eventos sem motivo. Não é algo que me incomode, mas talvez possa incomodar fãs de certos personagens. Pelo menos Mario e Sonic competem em todas as modalidades.
Road to Rio 2016 melhor que a de verdade
Porém, não é por apenas alguns punhados de bons minigames que eu me apaixonei por esse jogo, mas finalmente pela adição de uma campanha single player. Jogadores poderão utilizar seus Miis para se inscreverem nas academias de Mario ou Sonic e tentar ganhar a medalha de ouro nesses eventos.
Mas o melhor é que a história se passa no Rio de Janeiro, com mapas em Copacabana, Maracanã, Barra da Tijuca e Deodoro. Algum dia você já imaginou que passearia no calçadão de Copacabana em um jogo do Nintendo 3DS? Eu sem dúvida não imaginei que eles iriam por essa direção.
Trata-se de um modo RPG no qual você explora um mapa relativamente simples e treina em minigames simples que são outras modalidades olímpicas fora das 14 mencionadas anteriormente, como Badminton, Canoagem e outras. Não é nada tão complexo quanto Mario Tennis ou Mario Golf do GameBoy Color, porém é mais acessível. Há também alguns mistérios caricatos que surgem no jogo e você precisa resolver, os quais deixam as coisas mais interessantes e próximas do mundo de Mario e Sonic.
Ao vencer as provas você ganha XP para passar de nível e frutas para comprar roupas com Yoshi que personalizam seu atleta e aumentam seus atributos. Há desde roupas carnavalescas até fantasias dos personagens de Mario e Sonic. Inclusive há também do mascote Vinicius, criado pelo estúdio de animação Birdo com participação do talentosíssimo Finamore (do mundo dos milagres).
Conclusão
Qualquer um pode olhar para Mario & Sonic at the Rio 2016 Olympic Games e ver uma coletânea de minigames genérica, porém ele é bem mais do que isso. Ele é um retorno aos jogos de rápida diversão que o Nintendo DS tinha, com uma pitada de Sega clássica, uma pitada de Olimpíadas, participação de dois mascotes icônicos e uma campanha divertida para jogar caso você não seja o tipo de pessoa que curta minigames soltos.
Eu queria dar uma nota mais alta, porém confesso que vou tirar meio ponto por algo que não é exatamente relacionado ao jogo em si, mas ao fato de que ele não está disponível em português. Sério, Nintendo? Bem no meu quintal?
Nota 8,5/10
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