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Mostrando postagens com marcador PlayStation 4. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

PS Plus de Setembro 2026 tem Sniper Elite Resistance e mais

A Sony anunciou recentemente os jogos da PS Plus Essencial de setembro para assinantes, incluindo o spin-off da saga de tiro Sniper Elite: Resistance, o jogo de beisebol MLB The Show 26, o RPG retrô Chained Echoes e o jogo multiplayer Wobbly Life.

Os jogos estarão disponíveis a partir de 1º de setembro até 5 de outubro e usuários têm até o dia 31 de agosto para resgatar os jogos da PS Plus de Agosto: Dying Light 2, Big Walk e Signalis.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

PS Plus Extra Agosto 2026 tem Helldivers 2, Kingdom Come 2 e mais

A Sony revelou pelo PlayStation Blog os jogos da PS Plus Extra e Deluxe do mês de Agosto de 2026, os quais têm algumas boas pérolas como Helldivers 2, Kingdom Come: Deliverance 2 e Vampire Survivors (que já é baratinho mesmo, melhor comprar que jogar na Plus).

Os jogos desse mês são bons, mas achei o catálogo leve, já teve uma quantidade maior de jogos. A PS Plus Extra é basicamente o conceito do Xbox Game Pass, uma assinatura que dá acesso a um catálogo de jogos, porém sem lançamentos. Já a PS Plus Deluxe dá acesso também a alguns jogos clássicos, mas não acho que o preço valha a pena.

A PS Plus está disponível para assinar por valores de R$ 49,90 na PS Plus Essencial, R$ 74,90 na PS Plus Extra e R$ 86,90 na PS Plus Deluxe. Porém sai bem mais barato assinar anual por R$ 359,90 na Essencial, R$ 592,90 na Extra e R$ 691,90 na Deluxe.

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quarta-feira, 29 de julho de 2026

PS Plus de Agosto 2026 tem Dying Light 2, Big Walk e Signalis

Nesta última terça-feira (29) a Sony anunciou os próximos games que virão para os assinantes da PS Plus Essencial no mês de agosto, a partir do dia 4. Usuários receberão Dying Light 2 Stay Human: Reloaded Edition, Big Walk e Signalis, além de um pacote avatares e poses para Marvel Tokon: Fighting Souls.

A PS Plus Essencial está disponível a partir de R$ 49,90 por mês, mas fica muito mais barato assinar um ano todo por R$ 359,90. Também vale a pena dar uma olhada na PS Plus Extra que tem catálogo de jogos por R$ 74,90 por mês ou R$ 592,90 por ano.

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PS Plus Essencial Agosto 2026
  • Dying Light 2 Stay Human: Reloaded Edition - PS5, PS4
  • Big Walk - PS5
  • Signalis - PS4 (PS5)
  • Pacote de conteúdo em Marvel Tokon

Dying Light 2 Stay Human: Reloaded Edition | PS5, PS4


O FPS de zumbis da Techland Dying Light 2 Stay Human é o grande destaque do mês, um jogo que não fez tanto sucesso no lançamento, mas retorna agora com algumas melhorias na versão Reloaded Edition, inclusive com suporte ao Português do Brasil. Assim como no jogo original há um sistema de dia e noite em que criaturas mais perigosas saem à noite e o jogador precisa se proteger em abrigos.

O jogo segue a história de um novo personagem com amnésia chamado Aiden Caldwell, que após ter sofrido nas mãos de um cientista louco está se transformando em algo diferente e não humano. Dying Light 2 se passa em um futuro apocalíptico ainda pior que o primeiro no qual o mundo basicamente foi devastado e sobrou apenas uma última cidade bastião, Villedor, ou apenas "A Cidade".

Eu gostei muito do primeiro Dying Light, mas o segundo não me pegou tanto com seu foco em verticalidade, pois o que eu mais gostava do primeiro era justamente a loucura das ruas infestadas de zumbis e usar movimentos de parkour para evitá-los. Tem isso no 2, porém menos. Uma coisa legal da Reloaded Edition é que finalmente adicionaram armas de fogo, que o jogo lançou sem.


Big Walk | PS5


Para fãs de multiplayer estilo "Friend Slop", Big Walk foi um novo jogo da produtora House House, conhecida pelo sucesso de Untitled Goose Game, mas que não teve tanto impacto quanto seu game anterior. Acho que pode ser mais interessante jogar jogos como "Peak" e "RV There Yet?" do que Big Walk. Ou quem sabe assistir A Longa Marcha: Caminhe ou Morra do Stephen King.

A ideia em Big Walk é explorar com um grupo de 2 a 12 amigos tentando encontrar formas de progredir no jogo, encontrando desafios pelo caminho que exigirão comunicação e cooperação. É quase obrigatório usar um microfone para jogar, mas em alguns casos a comunicação precisará ser indireta, o que também é divertido.


Signalis | PS4 (PS5)


Um game independente do estúdio Rose-Engine, Signalis é um game de terror futurista sobre uma androide Replika chamada Elster, que desperta em um mundo surreal cheio de tecnologia e monstros e precisa descobrir o paradeiro de sua parceira desaparecida.

O jogo tem um visual retrô em 2D e segue os moldes do gênero Survival Horror, como inventário limitado e quebra-cabeças. Eu particularmente não joguei Signalis, mas ouço muitas pessoas dizendo que ele lembra Silent Hill. A história também parece ter um grande apelo para o público LGBTQIA+ que abraçou o game por alguns de seus temas.

Apesar de o jogo só ter saído no PS4, é possível jogar ele no PS5 já que o console é retrocompatível.

Perguntas da galera

Quando a PS Plus entra em promoção em 2026?
A PS Plus entra em promoção sempre a cada duas semanas, mas especialmente tem grandes promoções no final do ano como durante a Black Friday e Natal.

Quando chega a PS Plus de agosto?
Os jogos do nível PS Plus Essencial chegam em 4 de agosto, mas os da PS Plus Extra e PS Plus Deluxe costumam ser adicionados no meio do mês, por volta do dia 15.

Qual é o preço do PlayStation Plus em 2026?
O preço mensal da PS Plus está salgado, R$ 49,90 por mês, porém dá pra conseguir um desconto ao assinar um ano por R$ 359,90. 12 meses a R$ 49,90 sairia praticamente o mesmo preço de um ano da PS Plus Extra.

Quando será a próxima promoção da PS Plus?
A PS Plus tem novas promoções sempre a cada duas semanas, então basta ficar ligado se essa semana já teve promoção para se alinhar ao calendário.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Assassin's Creed Black Flag Resynced e Halo são destaques nos Lançamentos de Games Julho 2026

Fala pessoal, beleza? Pensei em agitar por aqui com uma materiazinha de lançamentos mensais, me digam se gostaram da ideia depois e podemos conversar nos comentários sobre os que curtirem.

O mês de julho de 2026 vem abarrotado de jogos (mas ainda menos que setembro) com muitos jogos legais como Assassin's Creed Black Flag Resynced e Halo: Campaign Evolved, apesar de que, na prática, são remakes.

Tem monstro de bolso pra caramba com Digimon e Palworld enquanto no Nintendo Switch vão tentar um Splatoon que não é multiplayer e eu não achei lá uma boa ideia.

Há também alguns ótimos jogos malucos como Denshattack! e Truck-kun is Supporting Me from Another World?! que cumprem a cota de estranheza para o mês, onde se encaixa também Rhythm Heaven Groove.

Confira a seguir alguns dos melhores lançamentos de games Julho 2026.

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Principais lançamentos de games Junho 2026

  • Rhythm Heaven Groove (SW) - 2 de julho
  • Moonlight Peaks (SW2, SW, And, PC) - 7 de julho
  • DOOM: The Dark Ages - Revelations DLC (PS5, XBSX/S, PC) - 7 de julho
  • Assassin's Creed Black Flag Resynced (PS5, XBSX/S, PC) - 9 de julho
  • Granblue Fantasy: Relink - Endless Ragnarok (PS5, SW, PS4, PC) - 9 de julho
  • Echoes of Aincrad - Sword Art Online (PS5, XBSX/S, PC) - 9 de julho
  • Digimon Story: Time Stranger (SW2, SW) - 10 de julho
  • Palworld (PS5, XBSX/S, XB, PC) - 10 de julho
  • Denshattack! (PS5, XBSX/S, SW2, PC) - 15 de julho
  • Culdcept Begins (SW2, SW) - 16 de julho
  • Avatar Legends: The Fighting Game (PS5, XBX/S, SW2, SW, PC) - 23 de julho
  • Splatoon Raiders (SW2) - 23 de julho
  • Final Fantasy X/X-2 HD Remaster (SW2) - 23 de julho
  • Forever Skies (XBSX/S) - 27 de julho
  • Halo: Campaign Evolved (PS5, XBX, PC) - 28 de julho
  • Truck-kun is Supporting Me from Another World?! (XBSX/S, PC) - 29 de julho
  • Blue Reflection Quartet (PS5, SW2, SW, PC) - 30 de julho

Rhythm Heaven Groove

SW - 2 de julho

Eu nunca fui particularmente fã da série Rhythm Heaven Groove apesar de gostar de jogos malucos da Nintendo como Wario Ware, com o qual ele tem alguma semelhança. Um dos motivos é que eu acho ele menos claro e não tenho tanto ritmo, sofrendo em jogos como Patapon (inclusive Ratatan sairia esse mês, mas foi adiado).

Em Rhythm Heaven Groove e outros títulos da série você tem minigames rítmicos intuitivos nos quais várias coisas aleatórias começam a acontecer e dão a deixa para você participar. Por exemplo, se houver 4 crianças pulando amarelinha, você provavelmente é a quarta e as outras 3 irão pular em um certo ritmo para você seguir.

Basicamente o jogo conta com diversas variações desta mesma ideia, ocasionalmente jogando umas bolas curvas pra você ficar ligado. Um lance legal desse novo jogo é um modo mais profundo meio RPG chamado Beatspeel em que você usa magias rítmicas para enfrentar monstros. Mas não dá pra saber quão profundo ele realmente é.

Rhythm Heaven Groove no geral é simples e vale a pena pegar em promoção porque o preço é meio salgado, saindo por R$ 219,90 no Nintendo Switch, menos que lançamentos tradicionais, mas ainda caro.


Moonlight Peaks

SW2, SW, And, PC - 7 de julho

Um simpático simulador de vida para quem curte Animal Crossing e Stardew Valley, Moonlight Peaks da produtora Little Chicken tem uma temática gótica de criaturas noturnas, colocando os jogadores como um vampiro filho do Conde Drácula, convivendo com outras espécies e pregando o convívio com humanos.

Algo meio inesperado é que parte do seu trabalho como vampiro será plantar vegetais "místicos" como se fosse um Harvest Moon e usá-los para fazer poções. Além de decorar sua casa sombria como um Animal Crossing. Um detalhe legal é que você também pode se transformar em animais como morcego e gato. Há também um sistema de romance com 12 candidatos, incluindo lobisomens e bruxas.

Moonlight Peaks chega um pouco mais caro no Nintendo Switch 2 por R$ 159,99 e no Nintendo Switch 1 e PC sai por R$ 139,99. Não havia mencionado antes, mas o jogo sai também no Android, pelo mesmo preço do Switch 1 e PC.


DOOM: The Dark Ages - Revelations DLC

PS5, XBSX/S, PC - 7 de julho

O mais recente game de tiro da id Software (que Deus a tenha, após o banho de sangue da Microsoft), ganhou um pacote de expansão por DLC. Em Revelations o protagonista Slayer/Doomguy é lançado em um purgatório e precisa encarar verdades perturbadoras para escapar de sua própria mente, guiado por um aliado misterioso.

O gameplay recebe uma nova Lança-corrente com uns efeitos bem bacanas que permitem girar ao redor de inimigos usando a corrente e rapidamente mudar para o escudo para criar combos devastadores, com batalhas mais verticais.

Eu não sou super fã do estilo de gameplay de DOOM: The Dark Ages que envolve parry de projéteis com o escudo de uma forma que mais parece um jogo rítmico ou um Bullet Hell como Returnal ou Saros, mas a Lança-corrente é realmente maneira e parecem haver umas cenas bem bacanas em Flashbacks no DLC.

DOOM: The Dark Ages chega no PS5, Xbox Series X/S e PC (Steam, Battle.net) por R$ 349,90 e o DLC Revelations sai por volta de R$ 99,90 em cada plataforma. O jogo base também já está disponível no Xbox Game Pass Premium.


Assassin's Creed Black Flag Resynced

PS5, XBSX/S, PC - 9 de julho

Para muitas pessoas Assassin's Creed 4: Black Flag foi um ponto marcante na série da Ubisoft. Logo após o término da "trilogia" original do Desmond foi o ponto em que elas se perguntaram se continuariam seguindo a série ou se a conclusão original foi suficiente.

Black Flag segue o pirata Edward Kenway que se finge de assassino para faturar uma boquinha e acaba envolvido na guerra eterna com os Templários, até que acaba se unindo de verdade à ordem. O gameplay foi atualizado tanto no parkour quanto combate, design de missões e stealth. Até hoje acho que é a melhor fantasia de pirata pra se viver (vai jogar o que, né? Captain Blood?).

Porém tomaram uma decisão bem estranha de remover todas as partes modernas do jogo. Para quem não sabe, Assassin's Creed se passa no mundo real em um tempo moderno e os personagens visitam memórias antigas em seu DNA. Acho que remover essas partes modernas podem deixar o jogo melhor, mas assassinam a ideia da série. Recomendo jogar o original antes do remake para ter uma experiência mais autêntica.

Assassin's Creed Black Flag Resynced chega para PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC pelo Steam, Epic Games Store e Ubisoft Store a partir de R$ 299,90. Melhor jogar nos consoles pra escapar do Ubisoft+/Uplay.


Granblue Fantasy: Relink - Endless Ragnarok

PS5, SW, PS4, PC - 9 de julho

O tanto que eu quebrei a cabeça tentando entender o que é Granblue Fantasy: Relink - Endless Ragnarok do estúdio Cygames, não está no gibi.

Ele é um RPG de ação spin-off do jogo mobile Granblue Fantasy e particularmente Endless Ragnarok é uma expansão com mais conteúdo Endgame para quem já foi longe o bastante no jogo. Porém, enquanto o jogo já estava disponível antes no PS5, PS4 e PC, onde a expansão é um DLC, a versão Endless Ragnarok é a primeira vez que ele chega a um console Nintendo, o Switch 2, como um jogo só.

O jogo se passa em um Mundo dos Céus com ilhas flutuantes repletas de mistérios para jogadores explorarem no papel de um capitão no Espaço Celeste de Zegagrande, com sua própria tripulação. Pelo caminho você encontrará bestas primordiais, gigantescas criaturas que precisam ser enfrentadas. Há como liberar suporte a multiplayer cooperativo após chegar à cidade de Folca.

No Nintendo Switch 2 o jogo está mais caro por R$ 269,99, enquanto sai por R$ 229,90 no PlayStation 5 e PS4, além de R$ 129,90 no PC pelo Steam.


Echoes of Aincrad - Sword Art Online

PS5, XBSX/S, PC - 9 de julho

O novo game da Bandai Namco produzido pela Game Studio Inc. baseado no anime Sword Art Online esconde um pouco o título da animação com o seu próprio: Echoes of Aincrad. Porém, não se engane, o jogo ainda se passa no mundo de Aincrad como o anime, porém não segue a história do protagonista da animação, Kirito.

Ao invés disso, jogadores criam seu próprio personagem e se unem com um grupo de players que se conheceram durante a fase beta do jogo. Quando eles se reencontram, são vítimas do grande acontecimento em que os jogadores do MMO de realidade virtual Sword Art Online ficam presos no mundo digital e precisam escalar os 100 andares do castelo flutuante de Aincrad.

O jogo, no entanto, não se aprofunda nessa parte da história e se foca mais no grupo de amigos tentando sobreviver, trazendo só dois níveis do castelo, o que não oferece muita variedade. O gameplay é bem básico e limita bastante a exploração do jogador. Apesar de parecer ter grandes áreas abertas, o jogo controle para onde você pode ir e se torna bastante frustrante.

Echoes of Aincrad está disponível para PS5 e Xbox Series X/S por R$ 399,90 e para PC por R$ 303,50, mas o jogo definitivamente não vale esses preços, esperem por uma promoção drástica.


Digimon Story: Time Stranger

SW2, SW - 10 de julho

Um dos jogos que estou mais animado para jogar e ainda não pude porque custa os olhos da cara (na Summer Sale do Steam tá com 43% de desconto) é Digimon Story: Time Stranger. Ele é um RPG bem tradicional de Digimon do tipo coletar monstrinhos e botar eles pra brigar que já estava disponível no PS5, Xbox e PC, mas agora chegou também ao Nintendo Switch 2 e 1.

A história que é bem esquisita, quando um evento fora do comum lança o protagonista personalizado pelo jogador pra um passado onde ele poderá investigar o que causou o evento e impedi-lo. Alguns RPGs de Digimon têm um estilinho mais Persona, como a saga Cyber Sleuth, mas acho que esse tem uma identidade própria.

Digimon Story: Time Stranger está bem caro no PS5 por R$ 399, um pouco menos no Xbox por R$ 349, e no PC ainda caro por R$ 319,90 no Steam, mas ao menos no PC tem descontos grandes. As versões do Nintendo Switch 2 e 1 estão perto do Xbox por R$ 339,90. O jogo é bacana, mas vamos esperar promoção.


Palworld

PS5, XBSX/S, XB, PC - 10 de julho

Nosso querido Pokémon com armas finalmente vai ser lançado oficialmente, saindo do acesso antecipado e ganhando sua versão 1.0. Apesar de toda a rixa entre a Pocketpair e Nintendo, a verdade é que Palworld é muito mais parecido com Ark: Survival Evolved que Pokémon.

Você vai ralar pra caramba pra sobreviver e conseguir suas coisas e constantemente inimigos poderão tomar tudo de você. Ele é um jogo divertido, mas bem desequilibrado, então eu recomendo sim dar uma olhada, mas não com a ideia de encontrar um novo Pokémon.

Palworld está disponível no PS5 por R$ 159,90, no Xbox Series X/S por R$ 112,45 e no PC pelo Steam por R$ 88,99 (quando será que sai pro Switch?). Eu recomendo comprar no PC em acesso antecipado, para quem for assinantes do Xbox Game Pass Premium/Ultimate ou PC Game Pass, ele está disponível no serviço. Porém, se curtir, recomendo comprar, pois é o tipo de jogo que se investe horas e um dia pode sair do catálogo. Os desenvolvedores confirmaram que o preço não vai subir com a versão 1.0.


Denshattack!

PS5, XBSX/S, SW2, PC - 15 de julho

Um maravilhoso jogo absurdo do estúdio independente Undercoders, Denshattack! é uma espécie de jogo de corrida infinito misturado com Tony Hawk's Pro Skater em que dá pra fazer grind com um trem por um Japão distópico e isso já deveria ser o bastante dito.

Você vai enfrentar gangues rivais, uma megacorporação do mal e diversos trens personalizados inimigos enquanto corre por percursos repletos de trilhos, objetos para fazer grind, corridas pelas paredes e mais. Tudo com um estilo de visual de alto impacto inspirado por animes e trilha sonora pauleira, contando inclusive com o Tee Lopes que manda bem demais.

Claro, o perigo em jogos malucos é que eles não tenham substância por baixo do estilo, então vamos com calma. Denshattack! ainda não teve seu preço revelado na maioria das plataformas, exceto no Switch 2 onde vai custar R$ 59,99. Ele também vai estar no Game Pass Ultimate.


Culdcept Begins

SW2, SW, PC - 16 de julho

Uma série muuuuuuito pouco conhecida no ocidente, Culdcept é uma mistura de Banco Imobiliário/Monopoly com um jogo de cartas que vem sendo lançada no Japão desde os anos 90 no Sega Saturn. Jogadores assumem o papel de Kamur, um Cepter, uma pessoa capaz de usar cartas chamadas "Culds" para invocar monstros.

A jogabilidade é como um jogo de tabuleiro, você rola dados, cruza o mapa e assim como em Banco Imobiliário, quando para em uma casa, toma posse dela ao colocar um monstro e outros jogadores precisam pagar tributo ou lutar com os monstros.

A história se passa no continente de Bavrashka criado pelos deuses e envolve conflitos entre diferentes nações, com destaque para Kamur, parte da Academia Cept Real e que se torna parte do Regimento da Guarda Cepter Real.

Eu nunca joguei um jogo dessa franquia, as avaliações estão razoáveis, então se alguém arriscar depois nos conte se é bom. Culdcept Begins sai mais caro no Nintendo Switch 2 por R$ 300 e no Nintendo Switch 1 sai por R$ 250. Ele seria lançado também para PC na mesma data, mas foi adiado para o final do ano.


Avatar Legends: The Fighting Game

PS5, XBX/S, SW2, SW, PC - 23 de julho

Não, não aquele dos Smurfs. Aang e sua galera vai cair na porrada em Avatar Legends: The Fighting Game, um jogo de luta dos personagens da animação Avatar. Ele está sendo desenvolvido pela Gameplay Group International, mesmo pessoal que fez um fangame de luta de Meu Pequeno Pônei e depois o transformou em um título original chamado Them's Fightin' Herds.

O elenco vai incluir personagens como Aang, Korra, Katara, Toph, Sokka, Azula, Zuko, Kyoshi, Zaheer e Lord Ozai, cada qual com suas técnicas de dobra elemental, controlando fogo, vento, ar e terra. Há também duas variantes de Aang e Korra no "Modo Avatar" que nada mais é que contar o Goku e Vegeta Sayajin como personagens separados como Dragon Ball sempre faz.

Não sou especialista em jogos de luta como o chapa Bruno Magalhães, então eu não sei se o jogo vai ser bom ou relevante competitivamente em meio a tantos títulos como Invincible Vs, Marvel Tokon e outros mais antigos de maior peso. Ao menos ele vai ter Rollback Netcode, que é ideal para um competitivo online mais preciso.

Também vai haver um modo história com uma narrativa original que cobre várias eras, o que pode ser interessante para misturar Aang, Korra e Kyoshi, mas duvido que o suficiente pra valer o jogo todo. Eu achei o elenco meio magro, talvez seja melhor assim competitivamente, mas eu sou mal acostumado por Mortal Kombat Trilogy, Marvel vs. Capcom 2 e Super Smash Bros. Brawl.

Avatar Legends: The Fighting Game vai sair no PS5 por R$ 169,90, no Nintendo Switch 2 e Nintendo Switch por R$ 155 e no PC por R$ 88,99 e esta versão está barata o bastante pra valer a pena. Uma pequena atualização: a versão do Xbox Series X/S sofreu um atraso para 3 de setembro (e eu não sei por que pensei que o jogo não ia sair no Switch antes).


Splatoon Raiders

SW2 - 23 de julho

Uma doideira da Nintendo este mês é lançar um Splatoon focado em Single Player e com multiplayer cooperativo online sendo que é uma franquia que sempre foi conhecida pelo seu modo competitivo. Jogadores viram náufragos nas Spirhalite Islands e partem em busca de tesouro por diversas ilhas, enfrentando os Salmonids pelo caminho.

A mecânica de gameplay básica é um pouco repetitiva, mas também viciante, levando seu Squid Kid para diversas ilhas onde terá que enfrentar hordas de inimigos, resolver desafios de plataforma e mais. Ao derrotar inimigos você sobe de nível e ganha peças, podendo ficar mais poderoso. Os visuais são um pouco genéricos, no entanto.

Splatoon Raiders será lançado por um preço de R$ 279,90, abaixo do padrão, mas ainda um pouco caro para o que é. Parece que estão vendendo separadamente um modo Roguelite de um jogo completo de Splatoon.


Final Fantasy X/X-2 HD Remaster

SW2 - 23 de julho

Eu não sou um grande fã de Final Fantasy X, acho que a série perdeu bastante em sua transição do PlayStation One para o PS2, ficando mais linear e talvez um pouco pop demais, porém sei que é também o preferido de muita gente que teve contato com a série pela primeira vez no PlayStation 2 ou simplesmente gosta dessa vibe pop do jogo.

Agora jogadores podem curtir a história de Tidus e Yuna também no Nintendo Switch 2 com melhorias como modo acelerado, batalhas aleatórias desligadas e mais. A Square Enix não explicou o que vai ter de diferente na versão do Switch 2, presumimos que maior resolução e loadings mais rápidos.

Final Fantasy X/X-2 HD Remaster será lançado por R$ 284,90 e pelo menos dessa vez o lançamento chegará à Nintendo eShop brasileira, pois o do Nintendo Switch 1 não estava disponível, era preciso comprar a versão física em lojas ou mesmo importar em compras internacionais.

As versões do Nintendo Switch 2 e 1 não interagem, são produtos separados. Sem transferência de save ou ugprade para quem já tem os jogos no Switch 1, o que é vacilo da Square Enix. O jogo também está disponível em várias outras plataformas como PlayStation, Xbox e PC.


Forever Skies

XBSX/S - 27 de julho

Lembram de Forever Skies? Um jogo de sobrevivência da produtora Far From Home Inicialmente exclusivo do PlayStation 5 que chamou atenção desde seu anúncio e aparições em em eventos da Sony até o lançamento em acesso antecipado em 2023 e a versão 1.0 em abril de 2025.

Agora ele chega também ao Xbox Series X/S, mas mesmo para quem não tem o console vale a pena dar uma segunda olhada nas versões PS5 e PC pois o jogo mudou muito ao longo desses anos. Forever Skies coloca os jogadores em uma base flutuante em meio a uma Terra em ruínas infestada por uma nuvem tóxica, desafiando-os a coletar recursos em ruínas de arranha-céus e o conceito por si só já me prende.

Ao longo do jogo os materiais e plantas (blueprints) que você obtém podem ser usados para construir novos equipamentos para você e novos ambientes úteis para sua base, como locais para gerar comida. Enquanto isso também há muito para se descobrir o que aconteceu com a Terra por pistas no ambiente.

Os desenvolvedores de Forever Skies não se ajudaram muito lançando o jogo em um estado muito básico e só depois adicionando coisas essenciais como multiplayer cooperativo e inimigos, mas agora também o jogo tá pimpão e pode ter um ressurgimento com a chegada ao Xbox (se alguém ainda tiver um).

Nos consoles o jogo está consideravelmente mais caro, saindo por R$ 214,90 no PS5 (em promoção até o dia 29 por R$ 107,44) e no Xbox Series X/S por R$ 194,95. No PC o preço é mais de acordo por R$ 88,99, então esperem por uma promoção se precisar.



Halo: Campaign Evolved

PS5, XBX, PC - 28 de julho

É, Halo está de volta de novo com um novo remake. Mais vistoso com gráficos belíssimos, melhorias no gameplay e mais Master Chief contra os fanáticos religiosos alienígenas do Covenant. Halo é uma das maiores franquias de FPS de todos os tempos e o remake a melhora, sem esquecer ainda do modo cooperativo, que agora inclui suporte para 4 pessoas.

Se você nunca jogou Halo, eu recomendo dar um jeito de jogar o original que é uma experiência mais especial, depois o remake Halo: Combat Evolved Anniversary. O novo Halo: Campaign Evolved de 2026 é pra quem já está careca de tanto Halo, quem ainda está começando deve dar preferência aos mais antigos ao invés de um remake de um remake que já diluiu o caldo. Criticamos a Nintendo por refazer Star Fox tantas vezes, mas se Halo continuar assim vai se aproximar no retrovisor.

Halo: Campaign Evolved tá baratinho no PS5, Xbox Series X/S e PC pelo Steam por R$ 249,90, além de estar no Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass. Jogadores de PlayStation que nunca jogaram a franquia, tá proibido começar por esse, vão atrás dos originais.


Truck-kun is Supporting Me from Another World?!

XBSX/S, PC - 29 de julho

Agora falando de um jogo doido exclusivo do Xbox, que provavelmente chegará a outras plataformas no futuro, temos aqui Truck-kun is Supporting Me from Another World?! do estúdio independente Strange Scaffold (El Paso Elsewhere e I Am Your Beast), um jogo pra lá de simpático no meu gênero favorito de animes: Isekai (aqueles em que a pessoa vai parar em outro mundo e tem um roteiro que deixa o cérebro liso como peito de frango)

A jogabilidade é toda no controle de um caminhão, o Truck-kun, atropelando tudo que vê pela frente para enviar como recursos para uma jovem chamada Carissa Ward que foi enviada para outro mundo após você atropelá-la. É um conceito bem bonitinho, mesmo que não seja muito profundo, então não espere uma aventura super épica.

Truck-kun is Supporting Me from Another World?! chega inicialmente só no Xbox Series X/S e PC, ainda sem preços revelados, disponível no Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass. Tem uma demo grátis agora mesmo no Steam.


Blue Reflection Quartet

PS5, SW2, SW, PC - 30 de julho

Esta é uma coletânea da série Blue Reflection, uma série de RPGs muito legal da Koei Tecmo que é a favorita da minha amiga Sophie que jogo em live, mas que eu não sei falar tanto sobre e estou ansioso pra ter a oportunidade de jogar todos os games agrupados assim.

A personagem principal é uma bailarina chamada Hinako que após se machucar seriamente não pode mais dançar, mas em compensação vira uma espécie de garota mágica. Além de Hinako outras personagens também se destacam em outros títulos. O jogo tem batalhas de RPG em turnos e momentos de socialização e "encontros" com forte indicação de romances.

A coletânea inclui versões melhoradas e com extras dos jogos: Blue Reflection (console), Blue Reflection: Ray (anime), Blue Reflection: Sun (mobile) e Blue Reflection: Second Light (Console). Há também um banco de dados que explica tudo sobre a franquia.


Perguntas da galera

O que vai lançar em 2026 de jogos?

Depois de julho, claro que temos GTA 6 em novembro (se não adiarem de novo), tem uma cabeçada de jogo em setembro (todos fugindo de GTA 6) como o Wolverine do PS5 e o novo Onimusha, enquanto outros como Fable escorregaram pra 2027.

Jogos que serão lançados em julho?

Os principais lançamentos de julho são Assassin's Creed Black Flag Resynced e Halo: Campaign Evolved como mencionado. Tem também Rhythm Heaven Groove, Splatoon Raiders, a versão para Nintendo Switch de Digimon Story: Time Stranger e a versão 1.0 de Palworld.

Quais são os 10 jogos mais aguardados para 2026?

Segundo o site Releases, entre jogos saindo em 2026, são: GTA 6; Marvel's Wolverine; Phantom Blade 0; Control Resonant; Onimusha: Way of the Sword; The Blood of Dawnwalker; Beast of Reincarnation; Ace Combat 8: Wings of Theve; Assassin's Creed Black Flag Resynced; e Resonance: A Plague Tale Legacy.

Próximos eventos de games 2026?

Depois da Summer Game Fest ainda temos:

  • San Diego Comic-Con 2026 [23-26 Julho]
  • China Joy [31Julho-3Agosto]
  • QuakeCon [6-9 Agosto]
  • Gamescom [25-30 Agosto]
  • Pax West [4-7 Setembro]
  • BlizzCon [12-13 Setembro]
  • Tokyo Game Show [17-21 Setembro]
  • Brasil Game Show [8-12 Outubro]
  • The Game Awards [10 Dezembro]

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Review de Superliminal


Superliminal é um jogo de quebra-cabeça que brinca com a ideia de objetos mudarem de tamanho de acordo com sua perspectiva e desafia jogadores a resolverem vários puzzles com esse conceito. A história segue um protagonista que viaja pelos seus sonhos em uma espécie de tratamento para problemas psicológicos mas que acaba virando uma jornada por sua sobrevivência. O jogo está disponível para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

Todo o jogo se passa nesse mundo dos sonhos no qual o protagonista tem vários sonhos dentro de sonhos (você por aqui, Nolan?) que abordam certas questões específicas. O que começa como um tratamento, no entanto, acaba virando um problema quando os responsáveis perdem o controle e o jogador fica à deriva em seus sonhos, com a chance de ter seu cérebro derretido, algo que já me aconteceu uma ou duas vezes... essa semana.

Os quebra-cabeças em si tem uma grande vibe de Portal com aquela sensação de salas de teste, porém com uma mecânica mais fácil de envolver sua mente do que portais. Pegar objetos e fazê-los ficarem maiores ou menores permite que eles se tornem plataformas, interajam com o cenário ou mesmo tenham suas capacidades ampliadas, como uma luz que pode se tornar mais forte se o objeto for maior.


Falar muito mais do que isso seria entregar demais o jogo. Ele vive realmente na surpresa de conhecer uma nova situação, levar um tempo para compreendê-la e então passar até com certa facilidade depois que encontra a solução. Nenhum dos quebra-cabeças é difícil demais, mas não costumam ser tão fáceis a ponto de você os resolver sem pensar.

A jogabilidade é um pouco estranha, não dá pra não reparar nisso. Objetos podem ser rotacionados no eixo horizontal, mas não no vertical, o que às vezes dificulta para que você consiga transpor exatamente o que está tentando fazer para os controles. Essa parte não chega a ser um problema, é algo que dá pra se acostumar.

De longe o maior problema da jogabilidade é a movimentação da câmera. Ela simplesmente não parece natural, ao menos no PlayStation 4, talvez seja diferente no PC com um mouse. Essa movimentação irregular aliada a poucos objetos fixos na tela pode causar enjoos por cinetose, o que não é muito legal.


Visualmente o jogo tem uma identidade bem definida com alguns corredores que parecem um hotel de luxo e áreas de bastidores com um certo tom sombrio, como se você não devesse estar lá, assim como em Portal. Há também momentos em que o jogo decide ficar bem louco e exibir visuais únicos que fazem você se perguntar "mas que diabos?".

A música é tranquila para servir de fundo dos quebra-cabeças e a maior parte do som vem através de narrações. Espalhados pelo jogo estão rádios nos quais o Dr. Glenn Pierce tentará se comunicar com o jogador para guiá-lo ou oferecer interessantes pontos de vista. Também há uma inteligência artificial que parece não entender a situação do jogador e até o atrapalha, porém seria injusto compará-la com Glados. Ambas as dublagens são boas e dão o ritmo da história perfeitamente.

Superliminal não é particularmente longo. Ele dura entre 2 e 3 horas de acordo com sua capacidade de resolver os quebra-cabeças, porém ele também não tenta se estender desnecessariamente. Por respeitar o seu tempo a história dele também não soa pretensiosa. Em nenhum momento os puzzles ficam repetitivos, há sempre novas ideias que levam alguns instantes para "clicar" e serem resolvidas, e quando não há mais ideias o game acaba sem tentar enrolar.


Após terminar o jogo é possível procurar alguns extras como troféus e colecionáveis, porém não há realmente tanto incentivo assim para jogar de novo e isso é algo que eu acabei sentindo falta. O conceito do jogo é interessante mas não super duradouro e Superliminal trabalha bem com o que tem mas imediatamente te deixa com fome de jogar alguma outra coisa.

Nota 7,5/10

sábado, 27 de junho de 2020

Analisando Crash Bandicoot 4 em 1 minuto e meio


Crash Bandicoot 4: It's About Time foi revelado recentemente em um trailer de 1 minuto e meio pela Activision e pela Toys for Bob, companhia que cuidou dos remakes dos três jogos originais e da série Spyro The Dragon. O novo jogo será lançado para PlayStation 4 e Xbox One em 2 de outubro e seguirá o estilo do Crash clássico com fases em corredores porém com uma nova temática de viagem no tempo. Vamos falar um pouco sobre por que o jogo deverá ser legalzinho, mas não excepcional como os originais.

A Toys For Bob é uma companhia competente, com alguns jogos que eu realmente gosto ou admiro, como Tony Hawk's Downhill Jam e Skylanders, porém eles não são uma Naughty Dog ou Traveller's Tales. Para não mencionar que após a aquisição pela Activision e ter sido forçada a trabalhar praticamente só em Skylanders e Remakes, as melhores mentes criativas da empresa já devem ter saído.


Como o subtítulo dá a entender a temática da vez será viagem no tempo, algo que muitas séries exploram atualmente. Viagem no tempo é um ótimo tema para criar conteúdo de maneira fácil e barata. Seu personagem está viajando no tempo e por isso ele terá contato com diversas localidades e eras riquíssimas de detalhes e mitologias, eras por si só que já são excitantes. Crash no Velho Oeste? Crash na era Mesozoica? Crash na Segunda Guerra Mundial? talvez não esse último.

Há no entanto um defeito em viagem no tempo, o mesmo defeito de quando um personagem simplesmente visita um mundo fantástico como um herói que irá salvá-lo. Você pega mitologias e conteúdos de terceiros, sem ampliar seu próprio mundo ou mitologia. Em outras palavras, enquanto Crash estiver visitando todas essas épocas interessantes, seu mundo continuará o mesmo. É um pônei de um truque só.

Um dos melhores exemplos de jogo que amplia a mitologia da série é Super Mario Bros. 3 que mostrou reinos vizinhos ao Reino dos Cogumelos. Era incrível ter um reino de deserto, um reino de gigantes e um reino nas nuvens, locais que Mario nunca mais visitou naquele mesmo formato. O mesmo acontecerá com Crash ao criar mundos que nunca mais poderá visitar.


A jogabilidade em si é como o clássico Crash, porém com alguns problemas novos. Só o fato de ser a jogabilidade clássica não seria um problema, pois há muitos anos não temos um Crash novo, porém é uma pena que não vejamos alguma evolução. Isso acontece principalmente porque a empresa que está fazendo o jogo não é a mesma que criou a série, eles não têm o DNA inicial que permitiria uma evolução natural. É possível entender as origens de uma franquia e evolui-la, porém é mais difícil.

A grande novidade aqui são power-ups, como antigravidade e desacelerar o tempo. O único problema é que esses power-ups são usados de maneira errada. Simplesmente há momentos no jogo em que você precisa deles para passar por algum desafio. Isso não é um "aumento de poder", se você não pode realizar o que precisa sem o power-up, ele é meramente uma ferramenta.

Novamente tomando Super Mario Bros. como exemplo, completar as fases de Mario com power-ups é mais fácil e a experiência de cruzar as fases com cada um deles é diferente. Como Mario pequeno você é cuidadoso e procura por um cogumelo. Como Super Mario você já tem uma garantia de poder e de ser atingido sem morrer, mas quer mais, uma flor de fogo, por exemplo. Quando está com a Flor de Fogo, foca-se em confrontar inimigos, algo que não faria se precisasse pular na cabeça deles.


Acredito que a Activision como publisher também vai interferir no nível de dificuldade do jogo, mostrando que algumas das maiores reclamações são sobre o jogo ser muito difícil e como provavelmente Spyro teve mais sucesso com o público infantil do que Crash. Posso estar errado e eles estarem convencidos que a dificuldade faz parte do que torna o jogo essencial, mas o normal é a publisher querer abaixar a barra para aumentar o público.

Crash Bandicoot 4: It's About Time até tira uma página do manual da Nintendo de coadjuvantes irritantes com uma nova máscara no lugar de Aku Aku, então seria bom se eles tivessem tirado um pouco mais de coisas legais para deixar a jogabilidade melhor. Simplesmente fazer Crash como na época do PlayStation One mas com tecnologia melhor só nos levará para algo semelhante a Crash Bandicoot: Wrath of Cortex, algo que não parecia uma evolução real e que com o tempo matou o fogo da franquia.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Review de Summer in Mara


Summer in Mara é um game independente criado através de uma campanha coletiva no site Kickstarter e que foi lançado recentemente para Nintendo Switch e PC, com versões para PlayStation 4 e Xbox One a caminho em uma data ainda não definida. O jogo traz uma aventura tranquila e divertida sobre ajudar pessoas, conquistá-las pelo seu estômago e cuidar do meio-ambiente, porém também se perde em alguns momentos com missões repetitivas e vazias.


A história começa com Koa, uma menina que é criada por sua avó Haku em uma ilha misteriosa e que nunca viu o resto de seu mundo, chamado aqui de Mara. Após o tutorial dá pra notar que se passou algum tempo, já que o barco que sua avó usava está largado quebrado e não se vê mais a velhinha em lugar algum. Inicialmente não fica claro o que aconteceu e ninguém menciona o fato, mas com certeza a avó de Koa faleceu em algum momento e ela está vivendo em sua ilha sozinha há um tempo.

Tudo muda quando ela encontra Napopo, uma criaturinha anfíbia que foi parar em sua ilha, não fala seu idioma e precisa de ajuda. Este é o estopim para Koa consertar o barco de sua avó e conectar-se pela primeira vez com a civilização, levando consigo sua ingenuidade e vontade de ajudar os outros. Durante sua jornada ela encontra antigos amigos de sua avó e faz também novos amigos.

Lá pela metade do jogo surgem os antagonistas Elits, alienígenas que querem destruir o planeta em nome do progresso e adicionam um pouco mais de ritmo e motivação à história. Ainda assim, eles demoram tanto para serem apresentados no jogo que quando surgem parecem um pouco deslocados com o resto da temática.


Inicialmente a jogabilidade envolve cuidar da sua ilha, plantando sementes, molhando-as e colhendo-os quando chegar a hora. Você pode também extrair minérios, plantar mais árvores usando seus frutos e erguer novas construções como poços. Com o tempo mais opções ficam disponíveis como cuidar de animais e outras coisas a mais. Apesar de esta parecer a jogabilidade principal do jogo, ela é apenas uma parte, nem mesmo tão grande.

Os alimentos obtidos servem também para Koa poder comer, já que precisa regularmente recobrar sua energia para não desmaiar de cansaço. Felizmente não é nada exagerado como em Stranded Sails, há energia o suficiente para fazer várias coisas durante o dia, porém você precisa voltar para sua ilha ou barco à noite para dormir.

Assim que você consertar seu barco no início do jogo irá então zarpar para a ilha adjacente Qualis, onde há uma grande e simpática cidade repleta de personagens interessantes. Uma vez lá eis que surge a principal forma de jogabilidade de Summer in Mara: realizar tarefas para os outros. Não há como eu reiterar o suficiente o quanto do jogo é simplesmente andar de um lado para o outro fazendo favores para os outros, mas eu vou tentar.

Os personagens na cidade são relativamente interessantes, possuem suas próprias histórias, jeitos de ser e desejos. Aos poucos você se envolve na vida deles, porém suas missões são sempre muito vazias. Leve um item para aquela pessoa, plante algo para aquela outra, conserte este item pra mim, cobre de alguém algo que me deve. Koa se torna meramente uma garota de recados sob o pretexto de "gostar de ajudar".


Há um pouco de Crafting no jogo também, porém apenas em sua própria ilha Koa pode fabricar itens, plantar suas sementes ou cozinhar. Isso significa que sempre que um personagem precisa de algo fabricado, plantado ou cozido, você terá que voltar a sua ilha. Percebeu que faltou um ingrediente? Volte para Qualis, suba dois lances de escada até o mercado, compre o ingrediente, volte para sua ilha, cozinhe, volte para Qualis, entregue a comida e provavelmente uma nova missão igual surgirá.

O jogo tem uma enorme dose de repetição que só adiciona mais água ao feijão de Summer in Mara. No início chega a ser divertido conhecer esses personagens novos e como eles interagem com o carisma de Koa. No final as missões também ficam mais íntimas e relevantes para os personagens e nós já os conhecemos o bastante para talvez nos importar. É tudo o que acontece essas duas pontas que é completamente insosso.

Assim que você tem acesso a um mapa e percebe que sua ilha e Qualis são apenas dois quadradinhos em um mapa de 6x6 blocos, parece que haverá mais exploração, ao estilo The Legend of Zelda: Wind Waker, porém a única ilha grande e com uma cidade é Qualis. Todas as outras são apenas pequenas curiosidades, locais com um ou outro item incomum, uma nova fruta para levar para sua ilha, sem realmente adicionar muito à história, personagens ou jogabilidade.


Dá pra ver que muito trabalho foi investido para tornar Qualis interessante, mas apesar de visualmente terem tido sucesso, a cidade não tem vida e nem exerce bem sua função para a jogabilidade. Os NPCs que habitam a cidade são totalmente estáticos e têm falas inúteis, nem mesmo uma pequena dica do jogo escapa por eles.

Os locais da cidade por sua vez são muito isolados, com grandes pedaços onde tudo que você faz é ficar correndo sem parar de um lado para o outro visando chegar onde quer. Há ainda um sistema de dia e noite que não adiciona à jogabilidade de maneira alguma, mas faz certos locais só serem acessíveis em um certo horário. O que poderia ser algo interessante, na prática só significa que além das viagens pela cidade serem cansativas, algumas são perdidas.

O visual é o ponto alto de Summer in Mara com cores vibrantes que trazem alegria por conta própria até que seja o momento de passar mais tensão com tons mais escuros. O mesmo pode ser dito da música do jogo que é relaxante e tranquila na maior parte do tempo, até que precise ser um pouco mais séria. Não há vozes infelizmente, os personagens falam apenas com pequenos sons de fundo, mas os diálogos são adornados com belas artes 2D.


Summer in Mara é uma aventura de umas 30 horas que poderia facilmente ser condensada em 15 para ser mais concisa, divertida e interessante. todas essas horas a mais tornam o jogo desnecessariamente pesado e acabam por matar o pique do jogador até mesmo quando coisas mais interessantes começam a acontecer perto do final. Apesar do potencial e uma tonelada de charme que carrega o jogo por umas boas horas, Summer in Mara faz de tudo para ser uma esquecível canção de verão.

7/10


terça-feira, 9 de junho de 2020

State of Play: Ghost of Tsushima


Recentemente a Sony divulgou um novo vídeo da sua série "State of Play" focado no exclusivo Ghost of Tsushima de PlayStation 4, um jogo que tem ganhado mais peso nos últimos meses. Ele é desenvolvido pela Sucker Punch Productions, mesma equipe da série Infamous, mas parece bem mais ambicioso que os projetos anteriores da empresa. Acho que será um jogo que ficará sentado confortável em sua cadeira como melhor que Days Gone, mesmo que não tão bom quanto Horizon Zero Dawn.

A apresentação foi bem legal porque foi toda focada em gameplay, primeiro sobre exploração, depois combate, com trechos de personalização do seu samurai e modos extras. A narração foi feita por Jason Connell, diretor criativo e de arte da Sucker Punch. O jogo em si se passa em 1274 e conta sobre um samurai chamado Jin que tenta defender suas terras da invasão dos Mongóis. Para tanto ele precisar se tornar "o fantasma de Tsushima", não tão diferente de um certo fantasma de Esparta.


O vídeo comenta que a exploração será feita de um modo orgânico, sem ícones no mapa. Há um vento que te guia, pássaros e raposas que levam a locais secretos, pilhas de fumaça que indicam pessoas em perigo, árvores estranhas que indicam algo interessante e mais. Minha opinião é um pouco dividida sobre essa moda de "design orgânico" que tenho visto surgir recentemente em jogos de grandes empresas.

Tirando for The Legend of Zelda: Breath of the Wild, acho que nenhum jogo até agora conseguiu demonstra esse suposto design orgânico, de estimular o jogador a explorar com dicas sutis ao invés de ícones no mapa. Acabamos com algo ironicamente artificial, um design orgânico artificial, às vezes reduzidos a pilhas de fumaça que indicam pontos de interesse.

Days Gone tem muitas coisas supostamente orgânicas que acabam por só incomodar, você não tem uma boa noção de onde as coisas estão e após algum tempo eu mataria vários sobreviventes por ícones no mapa. Muito dessa necessidade por algo mais orgânico veio de jogos da Ubisoft saturarem o conceito de ícones colecionáveis no mapa.


Porém, não dá pra negar que esse conceito da Ubisoft era um fast food de qualidade. Você podia consumir o jogo sem pensar tanto e isso definitivamente fazia parte do sucesso de séries confortavelmente anuais como Assassin's Creed e Far Cry. Será que queremos mesmo vários jogos diferentes, cada um com seu próprio tipo de linguagem sutil com pássaros, marmotas, tamanduás, auroras boreais nos guiando para os pontos de interesse?

Há outras coisas extremamente formulaicas de exclusivos Sony que pude ver no vídeo de Ghost of Tsushima, como uma visão mais aguçada que pode ser ativada para ver elementos importantes no cenário e plantas que podem ser colhidas, acredito que para fabricar itens. Uma vantagem é que você não precisa nem descer do cavalo para pegá-las, enquanto em Days Gone a todo momento precisava descer da moto.

A exploração me deixou com um pé atrás e o combate também não me convenceu totalmente. O combate tem duas faces, uma mais samurai e uma mais ninja. Na parte samurai você pode matar os inimigos com apenas um golpe com base em um sistema de defesa e contra-ataque, acredito que parecido com o de Sekiro: Shadows Die Twice, porém bem mais simples. Não faz muito meu estilo e em um jogo de aventura pode realmente matar a diversão.


A parte stealth no entanto parece bem bacana e me lembrou do clássico Tenchu do PlayStation One. É um pouco parecido demais com outros jogos, até mesmo com Horizon Zero Dawn, mas acho que será bacana mesmo assim. Também mostraram customização do personagem, como é possível mudar equipamentos e escolher habilidades em uma Skill Tree. Imagino que será a tradicional Skill Tree dividida em três especialidades que quase todos os jogos da Sony têm.

As últimas novidades foram algumas das mais legais, como um modo "Samurai Cinema" onde fica tudo em preto e branco como nos antigos filmes de Samurai. Também é possível botar o áudio em japonês com legendas durante todo o jogo. Isso além de um Photo Mode, algo que a Sucker Punch gosta bastante. Desde Uncharted 4 acho ótima a ideia de filtros gráficos que permitem rejogar com um visual diferente.

Acho que Ghost of Tsushima realmente vai ser um bom jogo no geral. Melhor que Days Gone, não excepcional, mas bacana. Acho que a coisa mais interessante no entanto é ver como definitivamente a Sucker Punch cresceu como estúdio em qualidade e ambição, muito além do medíocre Infamous.