Os anos de 2022 e 2023 foram marcados pela maior aquisição da história da indústria de games, a compra da Activision Blizzard pela Microsoft, processo que durou por volta de 20 meses devido a toda a burocracia e preocupação de órgãos antimonopólio de todo o mundo. Pessoalmente eu fui muito contra esta aquisição por considerar um movimento anticompetitivo e com risco real de monopólio.
Agora essa batalha já é praticamente perdida, apenas falta uma última decisão do FTC, a Federação de Comércio dos Estados Unidos, a qual provavelmente não pretende desfazer a compra. A preocupação sobre monopólio da Microsoft já era grande antes pela compra da Zenimax/Bethesda (Doom / Fallout / Skyrim) e vários outros estúdios adquiridos pela empresa antes como Double Fine (Psychonauts), Compulsion (We Happy Few), Ninja Theory (Hellblade), Mojang Studios (Minecraft), Obsidian (Outer Worlds), Undead Labs (State of Decay) entre outras.
Observem que apesar de a Microsoft ter comprado uma grande quantidade de estúdios, o Xbox Series X/S ainda tem uma carência muito grande de projetos de larga escala e de qualidade. Enquanto o PlayStation 5 já lançou jogos como God of War Ragnarok, Spider-Man 2, Horizon Forbidden West, Returnal e recentemente Helldivers 2, a Microsoft tem tido muito pouca sorte com seus jogos, normalmente performando abaixo do esperado como Halo Infinite, Redfall e Starfield.
Algo que também é muito questionado é por que essa preocupação é só com a Microsoft. Afinal, Sony e Nintendo igualmente compram estúdios. É justamente sobre isso que iremos falar adiante, sobre qual a diferença na forma em que Sony e Nintendo compram estúdios em relação à Microsoft e como isso costumar se refletir em jogos melhores.
Em "O Dilema da Inovação" (The Innovator's Dilemma), nossa tradicional bíblia do Clayton M. Christensen, ele comenta sobre "Criação de capacidades através de aquisições", ou seja, como uma empresa maior pode ganhar novas capacidades/habilidades através da aquisição de empresas menores. Nas palavras dele, ao adquirir uma empresa é preciso se perguntar: "O que é que realmente criou o valor pelo qual eu tão caramente paguei?", em outras palavras, o que gera valor nessa empresa.
O trabalho que deu encontrar essa parte no livro...
Christensen divide o valor de empresas em dois pontos: "Recursos" e "Processos e Valores". "Recursos" são as pessoas, produtos (aqui inclua as franquias de games), tecnologia, posição de mercado, enquanto "Processos e Valores" seriam as formas únicas que uma empresa tem de trabalhar e tomar decisões que permitem a ela entender seus consumidores e conseguir os satisfazer.
Partindo desse ponto, vejamos o que acontece em muitos casos. Se o valor da empresa encontra-se nas pessoas que trabalham nela, ser comprada pode afetar como a empresa funciona a ponto das pessoas que geravam esse valor, decidirem sair da empresa. Alguns exemplos disso são vistos na Rare e na Tango Gameworks, que rapidamente perdeu talentos como Shinji Mikami e sua protégée Ikumi Nakamura.
O criador de Resident Evil sai da Capcom e cria seu próprio estúdio para fazer os jogos que quer, misturas de ação e terror. Produz a série The Evil Within e Ghostwire: Tokyo, que apesar de não serem sucessos de vendas, eram bons jogos. A Microsoft compra o estúdio e de repente diz que ele não pode mais fazer os jogos que quer e então obriga o estúdio a fazer algo alegre e colorido como Hi-Fi Rush, um jogo também divertidinho, mas nada a ver com a Tango Gameworks.
Ghostwire Tokyo não fez muito sucesso, mas é bem legalzinho
Obviamente isso resulta na saída de Mikami, ele não precisa disso, e de todas as pessoas que o seguiam por acreditar em sua visão ou porque queriam trabalhar em jogos de ação e terror. O que sobrou para a Microsoft após as pessoas partirem? Ela agora possui duas séries de terror: The Evil Within e Ghostwire: Tokyo, que não venderam tanto, e nem tem mais acesso às mentes que as criaram.
Eles possuem todo um estúdio de pessoas que trabalhavam em jogos de terror, agora frustradas, tendo que trabalhar em outro tipo de jogo. O estúdio que produzia valor agora provavelmente vale menos do que se a Microsoft simplesmente tivesse aberto um estúdio do zero para fazer Hi-Fi Rush. Não faz sentido comprar um estúdio para fazer isso, efetivamente destruindo toda sua cultura.
Quando uma empresa maior se apropria de uma menor, pode não ser de imediato, mas é quase certo que ela irá mudar os "Processos e Valores" porque subitamente a empresa menor precisa alcançar resultados diferentes dos que se propôs quando foi criada, como maiores margens de lucro ou suprir um gênero de jogo ou público em falta em um console. Os jogos de terror da Tango Gameworks não faziam sentido na estratégia maior da Microsoft. Da mesma forma a Arkane Lyon que era especializada em fazer jogos singleplayer foi arrastada para criar um jogo live service multiplayer com Redfall.
Redfall não precisava ter sido tão ruim, mas o foco estava todo nos lugares errados
A Bungie que era um ótimo estúdio perdeu lugar para 343 Industries em Halo, a Epic Games perdeu lugar para a The Coalition em Gears of War, a Lionhead Games foi fechada e quem está fazendo o novo Fable é a Playground Games. Em todos os casos os estúdios, as pessoas, os processos e os recursos, partem, ficando para trás apenas a franquia. Provavelmente a Microsoft acredita que as franquias são o que ela está obtendo de valor nessas aquisições. E eu acho que ela não poderia estar mais errada.
Cada vez que ela compra um estúdio ela destrói lentamente os processo que levaram à criação de seus jogos de sucesso e então ou não consegue voltar a criar jogos de sucesso, ou até os cria, mas com um custo igual ou superior ao que se tivesse criado um estúdio apenas para fazer aquele jogo, sem a desvantagem de ter destruído algo que já existia antes.
Devido às mudanças nos "Processos e Valores" os estúdios comprados pela Microsoft se tornam incapazes de fazer novos sucessos. Não se ouve mais falar da Double Fine após lançar Psychonauts 2, Hellblade 2: Senua's Saga está em produção e seguirá os mesmos processos e valores que levaram à criação do jogo anterior, mas provavelmente após ser lançado a Microsoft irá conversar com o estúdio para introduzir seus novos processos e valores: "O que você está fazendo é legal, mas aqui está o que precisamos que você faça agora", assim como fizeram com a Arkane Lyon após Deathloop.
É gritante a diferença de design entre o conciso Deathloop e a bagunça de Redfall
O verdadeiro valor dos estúdios está em seus recursos, as pessoas que fazem os jogos, elas são os verdadeiros gansos dos ovos de ouro gerando riqueza constantemente. Para isso o estúdio precisa de um equilíbrio extremamente difícil de alcançar, muitas vezes gerado por fatores aleatórios ou através de tentativa e erro através dos tempos. Qualquer mínima interação externa pode ser o bastante para acabar com esse equilíbrio.
Vemos muito isso na forma como a Nintendo interage com estúdios maiores em comparação com estúdios menores. A Nintendo força muito seus processos e valores a estúdios pequenos e constantemente os leva a sua destruição ou sucateamento, normalmente por pedir muitas alterações e mudanças nos projetos, aumentando o custo que para uma empresa pequena pode se tornar impraticável. Muitos estúdios pensam estar realizando um sonho ao trabalhar com a Nintendo, um ícone da indústria de jogos, e se metem em um pesadelo.
Alguns exemplos de empresas que foram tão prejudicadas pela Nintendo quando a Microsoft faz, foram alguns estúdios como a Rockstar (na época DMA Design), Silicon Knights (Eternal Darkness), Camelot (Golden Sun), Argonaut Games (Star Fox, Croc), Skip (Chibi Robo), Genious Sonority (Pokémon Colosseum), Kuju Entertainment (Battalion Wars), Vivarium (Odama), entre outras.
Uma das franquias mais criativas da Nintendo nos últimos anos desapareceu com a Skip
As empresas que não acabaram por completo se tornaram sombras de quem eram antes de trabalhar com a Nintendo. Estavam em ascensão com jogos cada vez maiores e mais ambiciosos e de repente começam uma queda para jogos mais simples ou títulos licenciados. Curiosamente ela não parece forçar tanto a barra quando trabalha com a Namco Bandai (Star Fox Assault), por exemplo, ou quando trabalhou com a Sega (F-Zero GX) ou Konami (Dance Dance Revolution: Mario Mix).
Apesar de haver muitos casos da Nintendo estragando companhias, há também casos em que ela as pega para criar e as endireitar com seus "Processos e Valores", como foi a Rare (Rareware), que saiu de uma empresa que trabalhava em jogos medíocres licenciados da LJN na época do Nintendo 8 Bits (NES) para uma potente desenvolvedora no Super Nintendo e Nintendo 64.
Eles também parecem se dar especialmente bem com a equipe da Namco Bandai que auxilia em jogos da Nintendo e fica com projetos como New Pokémon Snap e Pokkén Tournament. Há também casos em que ela parece ser neutra, como a Grezzo, onde a empresa não força seus "Processos e Valores", mas igualmente não ergue o estúdio para fora de sua mediocridade.
New Pokémon Snap é um jogo que valeu a tentativa, mas só me dá sono
Na Microsoft eu não consigo pensar em nenhum caso em que os "Processos e Valores" da empresa fizeram bem para qualquer estúdio que ela comprou. Isto que torna extremamente preocupante sempre que é anunciado que eles adquiriram uma nova empresa, pois provavelmente todo o seu valor será desmantelado em alguns anos. Ficam as franquias, perde-se tudo que as tornava fantásticas.
Quem parece lidar melhor com aquisições é a Sony e não sei dizer especificamente por qual razão, talvez por não ter filosofias tão fortes para forçar aos estúdios. É possível que internamente ela também acredite em dar liberdade pra seus estúdios, como parece acontecer em alguns casos, mas isso é apenas especulação.
É inegável a ascensão em qualidade nos jogos da Guerrilla Games (de Killzone para Horizon), Naughty Dog (de Crash Bandicoot para Uncharted e The Last of Us), Sucker Punch (de Infamous para Ghost of Tsushima), Insomniac Games (de Sunset Overdrive para Spider-Man), Housemarque (de Resogun para Returnal), entre outras.
É gritante o avanço de estúdios como a Housemarque com Returnal
Recentemente essa afirmação sobre a Sony também tem um asterisco pois a empresa teve um surto, junto com outras da indústria de games, de transformar várias franquias em "Jogos como serviço" e botou vários estúdios para fazer jogos multiplayer, até a Naughty Dog e a Sucker Punch, para fazer um multiplayer de The Last of Us e Spider-Man, hoje cancelados. Mas vamos ignorar essa parte mais recente da história.
A seguir vamos pensar quando realmente vale a pena comprar um estúdio. Primeiro, é preciso já ter algum tipo de relação com o estúdio, para que a tomada não seja considerada hostil. Em vários casos a Sony e a Nintendo realizam projetos em parceria com as empresas e começam a se familiarizar com elas antes de uma aquisição. Quando os "Processos e Valores" naturalmente se alinham, é possível que elas sejam absorvidas sem perdas de recursos como pessoal.
Não fazia sentido por exemplo a Nintendo querer fazer projetos simples com a Silicon Knights (remake de Metal Gear Solid), Camelot (Mario Tennis e Mario Golf) ou Rare (na época do Nintendo 64) que queriam realizar projetos ambiciosos. Os talentos desses estúdios provavelmente ficavam frustrados querendo fazer grandes projetos, mas obrigados a trabalhar apenas no que a Nintendo aprovava, até saírem ou perderem produtividade. Algo semelhante aconteceu na Retro Studios que constantemente tinha suas ideias de projetos abatidas pela Nintendo e hoje já faz 10 anos desde seu último jogo original lançado.
A Camelot era bastante ambiciosa antigamente e hoje só faz jogos de esporte do Mario
Um dos motivos que as empresas não fazem isso é que criar este elo demanda dedicação e tempo. Pense num paralelo com a primeira fase do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), lentamente construindo um universo com filmes do Homem de Ferro, Capitão América, Thor, para culminar em Vingadores. O que a maioria das empresas, como a Microsoft, faz é o que a DC Comics fez na época com o DCU (Universo Cinematográfico da DC), correndo e tomando atalhos como Batman vs. Superman para chegar logo à Liga da Justiça, sem fazer o trabalho de base.
Algumas pessoas poderiam pensar, por que a Microsoft compraria estúdios para destruir seu valor? Não faria sentido. Porém a Warner Bros. não tinha também a intenção de destruir seus filmes, mas seus "Processos e Valores", que provavelmente funcionam para a empresa como um todo, forçaram decisões que não funcionavam para aquele nicho de filmes. As grandes empresas são como gigantes desajeitados que às vezes não conseguem fazer nada, mesmo que bem intencionado, sem destruir por onde passam.
Outro ponto extremamente necessário para que os estúdios prosperem é dar um nível de liberdade para eles. A Microsoft apenas dá essa liberdade no início quando compra os estúdios, enquanto a Nintendo nunca dá. Nos últimos anos o canal Did You Know Gaming desenterrou vários dos projetos que a Retro Studios sugeria para a Nintendo e nunca eram desenvolvidos como Adept, Raven Blade, Thunder Rally, The Blob Game, Metaforce, Heroes of Hyrule, "Metroid Prime 1.5", Project X (com Sheik), Metroid Tactics, Star Fox Armada e mais. A Retro Studios teve tantas demissões que de 200 pessoas trabalhando lá passou a ter 50, logo, a maior parte de seus "Recursos" foram perdidos.
Um dos motivos que parece ajudar a Sony é que ela não adquire muitas empresas e parece dar um bom apoio para que elas experimentem com coisas diferentes, fornecendo liberdade, financiamento e outsourcing de trabalho para estúdios menores e especializados. A maioria dos estúdios provavelmente estava crescendo ao invés de diminuir, ao menos até essa recente onda de cortes de pessoal em 2024, muito por reflexo da pandemia e investimentos errados em jogos como serviço.
A terceira opção além de nutrir um elo com a empresa e dar liberdade é reconhecer suas capacidades únicas como um estúdio menor. Quando falamos de disrupção, trata-se de um processo sempre que vem de baixo para cima. A Nintendo nunca conseguiria criar um Minecraft porque seu interesse está em trabalhar com suas próprias franquias de sucesso. Minecraft só pode ser criado por uma pessoa buscando criar algo diferente para se destacar no mercado. Porém, nada impediria que a Nintendo fosse dona de uma empresa pequena que criasse Minecraft.
Desde que a grande companhia não force seus "Processos e Valores" em uma empresa pequena, ela pode permanecer hábil com a capacidade de fazer coisas que a empresa grande não é capaz de fazer, inclusive gestar uma disrupção dentro de seu próprio quintal. Um dos fatores que gera a disrupção é que as empresas ficam cegas apenas para as ideias que têm potencial de maior retorno, não se abrindo para pequenas ideias que podem dar retornos satisfatórios e, principalmente, que podem surpreender.
Por não ser um projeto de grande porte, ficamos sem Zangeki no Reginleiv no Wii no ocidente
Eu sou um grande defensor que Nintendo, Sony e Microsoft deveriam ter um selo de jogos menores liderado por uma empresa secundária com liberdade para tomar decisões e desenvolver seus próprios pequenos projetos. Uma empresa para desenvolver jogos originais, projetos bizarros, títulos de nicho, que não fariam sentido para as gigantes corporações.
Como o vencedor do Oscar de 2024 de Melhor Roteiro Adaptado, o escritor Cord Jefferson de "Ficção Americana", comentou em seu discurso: "Ao invés de fazer um filme de 200 milhões, tentem fazer 20 filmes de 10 milhões". Algo que vale também para jogos. É muito mais fácil ter crescimento através de vários projetos do que apostar tudo em grandes passos que custam milhões e anos de desenvolvimento.
Um estúdio desses na Nintendo já poderia ter nos trazido Mother 3 há muitos anos, traduzir jogos antigos que a Nintendo nunca lançou nos Estados Unidos, talvez até remasterizados ou remakes. Na Sony poderíamos ter o retorno de personagens como Parappa e Tomba e na Microsoft talvez finalmente um novo Banjo-Kazooie de qualidade.
A Nintendo já deveria ter lançado Mother 3 há muito tempo. Se um dia lançar, não merece aplausos.
Ao se retirar a obrigação desses jogos de serem projetos gigantes com uma lucratividade extremamente alta, se permite que eles ganhem em qualidade, que as empresas diversifiquem seus portfólios, que possam suprir nichos abandonados e talvez atingir bolsões de usuários desconhecidos. Como Christensen fala, não é possível medir um mercado que não existe, ninguém olharia para Minecraft antes e diria: "este é um mercado de bilhões de dólares".
Em resumo, só vale a pena comprar um estúdio se você estiver disposto a respeitar seus "Processos e Valores" para manter seus "Recursos" como pessoal. Ao adquiri-los apenas pelas franquias, sem pensar nas pessoas que as tornaram fantásticas, destrói-se todo o valor que o estúdio possuía.
Ainda no clima de Não-E3 2020, várias empresas se reuniram algumas semanas atrás (perdão pela demora, estava sem internet) para apresentar alguns de seus jogos. O evento não teve um apresentador oficial e focou-se mais no trailers dos games, o que costuma ser algo positivo no geral, mas houve muitos jogos pequenos, principalmente RPGs voltados para nichos de PC, tornando o evento um pouco cansativo. Alguns jogos até ocuparam espaço demais, como se ninguém controlasse o que seria exibido ou por quanto tempo.
Assim que o evento começou tivemos de cara um vídeo de Catherine: Full Body, planejado para o Nintendo Switch em 7 de julho. Essa é uma versão melhorada do game da geração passada sobre Vincent, um rapaz que tem medo de compromisso e se envolve com duas Catherines diferentes. No novo jogo há ainda uma terceira personagem de interesse romântico.
Em seguida tivemos No More Heroes 3 para o Nintendo Switch apresentado, porém já de cara com uma "pegadinha". O diretor Suda 51 ficou no meio da tela enquanto o gameplay rolava enquanto falava sobre os tempos difíceis de pandemia e como para alguns jogadores é uma oportunidade para jogar seu backlog. Mencionou inclusive que ainda nem mesmo terminou Super Mario Odyssey.
A Natsume mostrou Harvest Moon One World, um novo jogo da franquia que não parece tão interessante, com personagens simples e visuais um pouco genéricos. Será lançado no final do ano para PS4 e Switch. Na sequência tivemos um novo jogo de quebra-cabeça da Aksys Games chamado Tin & Kuna, o qual até parece ter um pouco de potencial e carisma. Sairá também no final de 2020 para PS4, Xbox One, Switch e PC.
Billion Road mostrou um jogo de tabuleiro fofo para PC e Switch que acredito que tenha ligação com a série Fortune Road. Basicamente você viaja pelo Japão com um estilo meio Monopoly, mas com vários locais japoneses e de alguma forma tem batalhas de monstros no meio. É um jogo meio difícil de entender, às vezes um pouco genérico de ver, mas simpático.
Fight Crab que é um jogo que gostei bastante quando foi anunciado apareceu no evento com um trailer épico, mas um pouco longo demais para seu conceito. Em seguida o personagem The Warden de For Honor foi anunciado como um personagem convidado para Samurai Shodown, porém acredito que o anúncio havia vazado antes do evento. Não é um anúncio tão interessante, acho que um assassino popular de Assassin's Creed como Ezio teria sido uma escolha melhor.
Um joguinho bem estilo anime isekai, "RE:Zero Starting Life in Another World - The Prophecy of the Throne" (sem zueira, esse é o nome completo) para o final do ano no PS4, Switch e PC. O próximo jogo apresentado foi Fallen Legion Revenant, um jogo de estratégia para o PS4 e Switch no início de 2021. Imagino que seja interessante para quem é fã da franquia, mas não é muito impressionante.
De repente, do nada, surgiu então um Neo Geo Pocket Color e o jogo de luta The King of Fighters R2. Pelo anúncio não deu pra entender bem o que vai rolar, mas foi anunciado como parte de uma coletânea "Neo Geo Pocket Color Selection" para o Switch. Não foi mencionado se os jogos serão vendidos separadamente ou se será uma coletânea completa, tampouco quais jogos viriam juntos. Vamos ter que esperar pra ver.
Mais um trailer bem estilo anime, Trails of Cold Steel IV, primeiro no PS4 em 27 de outubro, depois para PC e Switch em 2021. Novamente, deve ser um bom jogo para quem acompanha a série, mas não faz sentido para quem não a conhece e nem passa um nível de qualidade fora do comum. Logo na sequência tive a mesma sensação com Death end re;Quest 2 que sai já em 25 de agosto para o PS4 e PC. Ao menos esse me interessou levemente por ter o escritor de Corpse Party envolvido.
O próximo jogo chamado Idol Manager pareceu tipo um Fallout Shelter onde você administra a vida de várias idols vivendo no mesmo lugar. Será lançado para PC ainda em 2020 e com certeza deve ter um público para isso, mas... será que era relevante o bastante para estar nessa conferência?
A série Danganronpa apareceu para comemorar seu décimo aniversário desde o lançamento do primeiro jogo em 2010 com a presença de Kazutaka Kodaka da Tokyo Games, criador da franquia. Infelizmente o anúncio que ele traria não era nada muito espetacular, apenas que o primeiro jogo da série, Danganronpa: Trigger Happy Havoc, estará disponível em dispositivos Android e iPhone.
Surge então Café Enchanté, uma visual novel (otome que chama?) aparentemente voltada para o público feminino com homens que são também algum tipo de criatura sobrenatural, acredito. É bom que haja jogos desse tipo, mas uma boa temática ajuda a levar a história mais longe do que apenas a parte de namoros. A temática de um café não pareceu tão interessante quanto os mistérios de um Code: Realize - Guardian of Rebirth, por exemplo. O jogo sairá no final de 2020 para o Switch.
Um jogo que não teve praticamente nada mostrado foi "Escape from Asura" que ficou na tela por uns 10 segundos, seguido pela data para 2021 no PS4 e Switch. Mas as coisas ficariam bem interessantes muito em breve.
Koji Igarashi aparece para falar sobre Bloodstained, mais precisamente sobre a igualmente excelente versão 8 Bits Bloodstained: Curse of the Moon, anunciando então que o jogo teria uma sequência. Uma das coisas mais interessantes no jogo é que você terá vários personagens com habilidades diferentes, entre eles um Corgi pilotando uma armadura movida a vapor. Sairá para o PS4, Xbox One, Switch e PC "em breve". Esse tem tudo pra ser supimpão.
Foi mostrado então um pouco de gameplay de Guilty Gear Strive, novo jogo já anunciado da série, o qual traz aquele belo estilo visual de Dragon Ball FighterZ. O problema é que Guilty Gear é uma série muito difícil de entrar. Quem já está nela, está confortável, mas quem não está não tem incentivo algum para começar. O jogo sai no início de 2021 para o PlayStation 4.
A seguir foi mostrado um jogo baseado no anime Fairy Tail, que não tenho certeza se já foi revelado antes. É muito difícil de entender o que o jogo será, se apenas um daqueles jogos de luta em arena genéricos que vários animes tem feito ou realmente uma aventura / RPG profundos. Mesmo a informação oficial é desencontrada, o que nunca é bom sinal. Sairá em 31 de julho para PS4, Switch e PC.
A Samurai Shodow NeoGeo Collection apareceu logo depois. A coletânea já havia sido lançada na Epic Games Store e estava anunciada para PlayStation 4, Xbox One e Switch em 28 de julho. Acho que a novidade foi uma edição física limitada para PS4 e Switch pela Limited Run, uma empresa decidada a esses lançamentos. São 7 jogos com suporte a multiplayer online, entre eles Samurai Shodown V Perfect que era inédito, além de várias artes, entrevistas e documentos em um modo museu. Um pacotão de respeito.
Outra visual novel voltada para o público feminino foi Piofiore: Fated Memories da Idea Factory, essa sim é bem mais parecida com Code: Realize e dá pra ver um certo ar de mistério nela. Sairá no final de 2020 para o Nintendo Switch.
Quando Neptune apareceu eu achei que seria algo sobre o último capítulo da série, mas foi um spin-off chamado Neptunia Vitual Stars. Ao menos eu acho que é isso, ficou difícil de saber se é o mesmo jogo. A jogabilidade pareceu legal, um misto de ação com idols para o PS4 em 2021. Normalmente os spin-offs da série não são tão bons, mas as personagens têm muito potencial.
Mais um jogo incomum de se ver foi "Pretty Princess Party", um jogo de minigame sobre ser uma princesa e salvar um castelo. Parecia ser feito para meninas mas bem estereotipado. Sai no final de 2020 para o Switch. Mais um para Switch e também PC foi um novo capítulo de "Shinen the Wanderer: The Tower of Fortune and the Dice of Fate". É uma série que eu não tenho muito apreço devido a natureza "Mystery Dungeon" de labirintos gerados aleatoriamente e etc.
Para começar a encerrar o evento tivemos um reel de vários jogos, alguns já lançados inclusive: Shantae and the Seven Sirens, Trails of the Cold Steel 3, void tRrLM(); //Void Terrarium, Giraffe and Annika, Volta-X, 13 Sentinels: Aegis Rim, RPG Maker MV, Prinny 1-2: Exploded and Reloaded (remakes do PSP), Robotics: Notes Double Pack, Mad Rat Dead, Tasomachi e Bright Memory.
A última surpresa seria um título da Falcom. A primeira coisa que me veio à cabeça foi a série Ys e estava certo, Ys IX: Monstrum Nox para PS4, Switch e PC em 2021. A série Ys é o tipo de jogo que eu fico me perguntando quem ainda está jogando, pois não é muito interessante e segue com uma numeração digna de um Final Fantasy ou Dragon Quest.
Muitos jogos foram apresentados, muitos mesmo, mas quantos realmente tiveram algum impacto? Acho que o melhor anúncio da apresentação foi Bloodstained: Curse of the Moon 2 e isso é um jogo 8 Bits. A New Game+ Expo Foi no geral uma apresentação um pouco fraca apesar de trazer muita quantidade de anúncios.
Crash Bandicoot 4: It's About Time foi revelado recentemente em um trailer de 1 minuto e meio pela Activision e pela Toys for Bob, companhia que cuidou dos remakes dos três jogos originais e da série Spyro The Dragon. O novo jogo será lançado para PlayStation 4 e Xbox One em 2 de outubro e seguirá o estilo do Crash clássico com fases em corredores porém com uma nova temática de viagem no tempo. Vamos falar um pouco sobre por que o jogo deverá ser legalzinho, mas não excepcional como os originais.
A Toys For Bob é uma companhia competente, com alguns jogos que eu realmente gosto ou admiro, como Tony Hawk's Downhill Jam e Skylanders, porém eles não são uma Naughty Dog ou Traveller's Tales. Para não mencionar que após a aquisição pela Activision e ter sido forçada a trabalhar praticamente só em Skylanders e Remakes, as melhores mentes criativas da empresa já devem ter saído.
Como o subtítulo dá a entender a temática da vez será viagem no tempo, algo que muitas séries exploram atualmente. Viagem no tempo é um ótimo tema para criar conteúdo de maneira fácil e barata. Seu personagem está viajando no tempo e por isso ele terá contato com diversas localidades e eras riquíssimas de detalhes e mitologias, eras por si só que já são excitantes. Crash no Velho Oeste? Crash na era Mesozoica? Crash na Segunda Guerra Mundial? talvez não esse último.
Há no entanto um defeito em viagem no tempo, o mesmo defeito de quando um personagem simplesmente visita um mundo fantástico como um herói que irá salvá-lo. Você pega mitologias e conteúdos de terceiros, sem ampliar seu próprio mundo ou mitologia. Em outras palavras, enquanto Crash estiver visitando todas essas épocas interessantes, seu mundo continuará o mesmo. É um pônei de um truque só.
Um dos melhores exemplos de jogo que amplia a mitologia da série é Super Mario Bros. 3 que mostrou reinos vizinhos ao Reino dos Cogumelos. Era incrível ter um reino de deserto, um reino de gigantes e um reino nas nuvens, locais que Mario nunca mais visitou naquele mesmo formato. O mesmo acontecerá com Crash ao criar mundos que nunca mais poderá visitar.
A jogabilidade em si é como o clássico Crash, porém com alguns problemas novos. Só o fato de ser a jogabilidade clássica não seria um problema, pois há muitos anos não temos um Crash novo, porém é uma pena que não vejamos alguma evolução. Isso acontece principalmente porque a empresa que está fazendo o jogo não é a mesma que criou a série, eles não têm o DNA inicial que permitiria uma evolução natural. É possível entender as origens de uma franquia e evolui-la, porém é mais difícil.
A grande novidade aqui são power-ups, como antigravidade e desacelerar o tempo. O único problema é que esses power-ups são usados de maneira errada. Simplesmente há momentos no jogo em que você precisa deles para passar por algum desafio. Isso não é um "aumento de poder", se você não pode realizar o que precisa sem o power-up, ele é meramente uma ferramenta.
Novamente tomando Super Mario Bros. como exemplo, completar as fases de Mario com power-ups é mais fácil e a experiência de cruzar as fases com cada um deles é diferente. Como Mario pequeno você é cuidadoso e procura por um cogumelo. Como Super Mario você já tem uma garantia de poder e de ser atingido sem morrer, mas quer mais, uma flor de fogo, por exemplo. Quando está com a Flor de Fogo, foca-se em confrontar inimigos, algo que não faria se precisasse pular na cabeça deles.
Acredito que a Activision como publisher também vai interferir no nível de dificuldade do jogo, mostrando que algumas das maiores reclamações são sobre o jogo ser muito difícil e como provavelmente Spyro teve mais sucesso com o público infantil do que Crash. Posso estar errado e eles estarem convencidos que a dificuldade faz parte do que torna o jogo essencial, mas o normal é a publisher querer abaixar a barra para aumentar o público.
Crash Bandicoot 4: It's About Time até tira uma página do manual da Nintendo de coadjuvantes irritantes com uma nova máscara no lugar de Aku Aku, então seria bom se eles tivessem tirado um pouco mais de coisas legais para deixar a jogabilidade melhor. Simplesmente fazer Crash como na época do PlayStation One mas com tecnologia melhor só nos levará para algo semelhante a Crash Bandicoot: Wrath of Cortex, algo que não parecia uma evolução real e que com o tempo matou o fogo da franquia.
Recentemente a Nintendo divulgou os resultados de seu ano fiscal de 2020, o qual inclui o período entre março de 2019 até março de 2020, com alguns detalhes interessantes sobre o futuro da companhia... se ainda houver um futuro para o mundo a longo prazo. Como já mencionei no artigo sobre a pandemia, não dá mais pra saber como as coisas ficarão pela frente e muitas previsões podem sair erradas.
Olhando apenas o relatório fiscal do ano completo, poderia-se imaginar que está tudo bem na Nintendo. Os lucros apenas tem crescido ano a ano e a valorização de suas ações está atingindo os velhos ápices da época do Wii. Estas condições, no entanto, já são reflexo da pandemia e altas vendas do Switch e de jogos como Animal Crossing devido a quarentena.
Se retornarmos até janeiro, quando o mundo ainda estava um pouco mais normal, a Nintendo havia divulgado seu relatório de terceiro trimestre do ano com os seguintes fatos: não havia atingido sua meta de lucros de ¥175 milhões de Yens, ficando em ¥168,7 milhões, as ações da companhia caíram 4% devido a investidores insatisfeitos com esse resultado e o novo modelo do Nintendo Switch Lite teve vendas abaixo do esperado.
Apesar de tantas más notícias, este não é um cenário apocalíptico como costumávamos ter na época do Wii U e 3DS. Aquelas duas pedras puxavam muito a Nintendo pra baixo, a ponto da companhia mal ficar no azul. O que são ¥168,7 milhões comparados a uma época em que eles geravam ¥70 a ¥50 milhões. Isso para não mencionar o ano em que a Nintendo teve apenas ¥6 milhões e o fatídico ano de prejuízo causado pelo 3DS.
No entanto, também não é tudo céu azul para o Switch como os fãs da Nintendo gostam de imaginar. Quando fiz minha previsão inicial sobre o Nintendo Switch falei com certeza que ele não era um portátil e que veríamos a Nintendo lançar um portátil de verdade, o que aconteceu com o Switch Lite. O fato de que ambas as plataformas dividem nome e ecossistema, porém, complica muito para analisá-las.
Na minha previsão, o Switch estaria com no máximo 40 milhões de unidades vendidas quando a Nintendo lançasse seu novo portátil e foi isso que aconteceu, com vendas de 36,87 milhões em junho de 2019 e 41,67 em setembro de 2019, já com 1,95 milhões de unidades do Switch Lite. Onde as coisas começam a ficar complexas é que quando previ isso em 2017, estava certo de que uma vez que tivéssemos o portátil de verdade, não haveria mais motivos para comprar o modelo padrão.
Aconteceram no entanto duas coisas complicadas: primeiro, falava que a bateria fraca do Switch era um dos motivos de ele não poder ser tão portátil, mas logo após lançar o Lite a Nintendo lançou um novo modelo padrão do Switch com bateria melhor, sem mudar de nome. Ele é mais capaz de ser portátil que o Switch que tínhamos antes, porém ele ainda tem o mesmo nome do que era menos capaz, o que causa problemas de medição.
E segundo, algo que eu não costumo esperar da Nintendo, o Switch Lite não é bom o bastante. O Switch Lite deveria ser uma porta de entrada de custo menor para o mundo do Switch, na qual você pudesse se comprometer aos poucos. Comprar basicamente o mesmo aparelho, porém sem controles de movimento, sem o dock para conectar na TV e assim por diante.
Você deveria, no entanto, poder aos poucos comprar essas coisas e se comprometer cada vez mais com a plataforma. Você pode comprar Joycons para o Switch Lite, porém ele jamais poderá se conectar à TV pois a Nintendo não deu essa funcionalidade ao videogame. Esse foi um erro extremamente amador da empresa que não é algo que eu costumo esperar dela e acho que eles ainda nem perceberam que cometeram. Vou explicar a seguir qual o grande problema disso.
O Switch não é um portátil, o que significa que seu alcance de vendas é limitado. Mesmo que supostamente ele vendesse como um híbrido, estamos falando de 70% das vendas de um portátil de verdade. O lançamento de um portátil de verdade deveria ser capaz de pegar as vendas limitadas do Switch e levá-las além dos 120 milhões.
Como o Switch é uma plataforma unificada da Nintendo, presume-se que ela não lançará mais um console e um portátil por geração. Porém para que isso faça sentido para ela, essa plataforma única precisa ser bem lucrativa. No pior cenário da Nintendo, a geração do Wii U e do 3DS, console e portátil tinham vendas conjuntas de 75,77 milhões + 13,56 milhões. Isso significa que 90 milhões de Switch + Switch Lite, enquanto pode parecer um número alto, seria equivalente à pior época da Nintendo.
Em algum momento a Nintendo terá que considerar se valeu a pena ter apenas uma única plataforma. Em sua fase de ouro, a empresa vendeu 150 milhões de Nintendo DS + 100 milhões de Nintendo Wii. Seria possível uma plataforma unificada chegar a 250 milhões de unidades? Se não for, por que não lançar duas plataformas separadas e tentar alcançar novamente o topo com ambas? Qual o tamanho do risco de ter apenas uma plataforma caso ela falhe?
O fato do Switch Lite não ser bom o bastante vai criar uma dissonância bizarra nos números, pois vendas que deveriam ser do Switch Lite se converterão em vendas do modelo padrão do Switch. Ambas as plataformas irão se canibalizar e se prejudicar ao invés de ampliar o alcance da forma que um portátil de verdade deveria fazer.
Como o Switch Lite não pode aos poucos ser transformado na experiência padrão do Switch, com conexão à TV, significa que aqueles que escolherem pelo Lite estão abrindo mão dessa função ao comprá-lo. Um "Portátil de verdade" que deveria ser sucesso com os Tiers 2 e 3 do mercado, não tanto com o Tier 1 hardcore que preferirá o "console", acaba por deixar grande parte do seu público para trás porque eles não irão querer abrir mão disso.
Acidentalmente o Nintendo Switch Lite criou uma âncora de valor que faz as pessoas pensarem que gostariam de tê-lo, mas que é melhor pegar o Switch padrão. O Switch padrão, no entanto, exige um compromisso financeiro maior e nem todos irão se converter, muitos ficarão no meio do caminho entre não querer abrir mão das funções do modelo padrão e não terem o dinheiro extra para completarem.
Nos últimos anos quando uma plataforma Nintendo era lançada teria vendas de quase 18 milhões de unidades no ano, mas o Switch Lite teve vendas de apenas 6 milhões. Enquanto o Switch padrão vendeu mais que o Lite, 14 milhões. Ao invés de substituir o modelo padrão, o Lite está fazendo o Switch padrão parecer um negócio melhor e vender mais para algo em torno de 12 milhões de pessoas.
Bom, mas o que importa? Se for tudo Switch, não importa qual modelo fica com as vendas, certo? Não é bem assim. Um "portátil de verdade" teria como função expandir o mercado para jogadores que não são de console. Jogadores que não querem jogos grandes de console para jogar em qualquer lugar, mas querem jogos pequenos para sacar em momentos oportunos. Sem o apelo do Lite, a Nintendo perde essa capacidade de expansão.
Um analista famoso da Niko Partners, o Daniel Ahmad, comentou que a Nintendo atualmente é "completamente dependente do Switch" e que precisaria "focar em como expandir sua plataforma para 2021 e além", algo bastante semelhante ao que eu estou dizendo agora.
A Nintendo ainda não se encontrou nos projetos portáteis. O remake de The Legend of Zelda: Link's Awakening ficou caro demais para o consumidor, lado a lado com The Legend of Zelda: Breath of the Wild como se tivessem o mesmo valor. Pokémon que era um jogo de baixo custo para produzir teve que pular o equivalente a duas gerações e teve um desenvolvimento conturbado com resultados abaixo do nível de qualidade da franquia. No momento não há novos jogos portáteis anunciados para o console, mas isso pode mudar.
Fosse este um ano normal eu continuaria escrevendo sobre mais coisas, mas o que acontecerá com os videogames nos próximos meses tem bem pouca relação com sua qualidade e tudo a ver com coisas mais importantes no resto do mundo.
Diferente da maioria, inicialmente eu não fiquei cheio de tempo livre na quarentena, pelo contrário, com todo mundo em casa eu comecei a ter mais trabalho do que nunca. Porém, com o novo coronavírus (COVID-!9) se espalhando cada vez mais, o ritmo está começando a diminuir até pra mim e por ora parece que vou ter algum tempo livre.
Ficar em quarentena pra mim é bastante fácil porque sou muito caseiro, então acho que posso dar algumas boas ideias pra vocês. Como a maioria é baseada nos meus próprios interesses, então vai haver muitos crossovers entre cada sessão de conteúdo. Aqui vão algumas atividades para fazer nesse período de quarentena e no final uma grande lista de recomendações.
Animes & Mangás
Claro, vou recomendar alguns animes e mangás legais para assistir e ler nessa época, mas quero destacar dois que têm tudo a ver com a situação: Cells at Work e Dr. Stone.
O primeiro está disponível na Netflix, é um anime de 13 episódios sobre personagens que representam o funcionamento do corpo humano, com células vermelhas e brancas lutando contra invasões de vírus enquanto explicam mais sobre o corpo humano. Tem um pouquinho de sangue demais, usado de uma maneira até meio cômica, mas é bom respeitar a classificação etária de 12 anos.
O segundo, Dr. Stone, está disponível no Crunchy Roll e conta de um acontecimento misterioso que transformou toda a humanidade em pedra. Apesar desse ponto inicial, ele não é um anime sobre magia. O personagem principal é um garoto obcecado com ciência que desperta milhares de anos depois e tenta restaurar a humanidade através da ciência. Explica bastante tudo que é feito cientificamente também.
Livros
Ler é uma boa atividade para o momento, porém nem sempre é possível com o aumento de pessoas em casa, o que pode dificultar a concentração. Leituras leves são mais fáceis dado o clima pesado no mundo, mas vejo também oportunidade para ler algumas coisas que expliquem como chegamos aqui como o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han e até Nietzsche. Alguns clássicos também são boas pedidas, como O Mágico de Oz. Muitas vezes ouvimos falar deles mas nunca lemos os originais.
Se você assina o Amazon Prime tem direito também a um serviço chamado "Prime Reading" que não é muito bem divulgado. Você pode ler vários livros gratuitamente ao pegá-los "emprestados" e depois precisa devolvê-los para o sistema. Com um Kindle é bem fácil de ler, sem ele há o "Kindle Cloud Reader", que nada mais é que ler no seu PC. Há também algumas HQs bem legais como Batman: Ano Um, The Boys e mais.
Filmes, Séries, Desenhos & Musicais
Assim como as outras categorias, tem uns que são muito óbvios e não vale a pena chover no molhado para filmes e séries extremamente populares. Então vou focar minhas recomendações nos incomuns, que nem todos conhecem e que podem se surpreender. Vale a pena também visitar uns clássicos, sou grande fã dos filmes em preto e branco, não tanto dos mudos.
Musicais eu gosto mas não sou super fã de todos. Séries estilo History Channel como Trato Feito, Guerra de Depósitos, funcionam muito bem para entreter com baixo investimento de pensamento. Aqui em filmes e séries eu vou botar uns pesados e também desenhos animados adultos, porque mesmo em quarentena às vezes é legal ver algo mais denso, à discrição do espectador.
Cursos bizarros
Depois que eu descobri o site Udemy não tem mais nada que eu não aprenda. Quando eles têm promoções, dá pra encontrar cursos por aproximadamente R$ 20. Fiz alguns ótimos investimentos em curso de desenho para melhorar nesse hobby. Porém, o segredo é não focar apenas em cursos úteis, como alguns outros que eu já comprei de pixel art ou programação em Unity. São os cursos bizarros que são mais interessantes.
Cursos de idiomas que talvez você não vá usar, malabarismo, taijutsu, música, costura, construção de maquetes, boxe, massagem, astrologia, dança, libras, hipnose, tai chi, pense em qualquer área sobre a qual você tenha a mínima curiosidade e como você pode sair de apenas um mero curioso para alguém com um conhecimento básico sobre o assunto. Isso é extremamente estimulante para o cérebro e algumas trabalham também o corpo.
Tokusatsus
É uma ótima oportunidade para rever alguns tokusatsus clássicos como Jaspion, Changeman, Flashman, Jiraya e mais. Muitos deles estão disponíveis no Amazon Prime, o qual no momento não é um serviço caro. As versões picotadas da Saban como Power Rangers, VR Troopers e Beetleborgs estão disponíveis na Netflix, mas o cringe é forte, não envelheceram nada bem.
Felizmente a Toei também lançou um canal no YouTube onde está publicando vários Tokusatsus e animes antigos, chamado Toei Tokusatsu World Official. Eles estão com legends em inglês, então temos Machine Man, Winspector, Solbrain, Bicrossers, Gavan e Sharivan, porém sem dublagem.
Canais de YouTube
Através dos anos eu acumulei uma lista especial de canais de YouTube com todo tipo de conteúdo interessante, os quais além de entreter às vezes também ensinam um pouco. Alguns dos canais são em português, mas a grande maioria é em inglês, então talvez nesse ponto a minha lista possa não ser tão útil para alguns usuários.
Infantil
Se você estiver em quarentena com crianças sem um momento de privacidade para ver algo que inclua violência ou temas adultos, essa seção tem algumas opções. Ainda são ótimos filmes por si só e eu adoro a maioria mesmo sem crianças por perto. Boa parte dos animes que mencionei também são adequados para todas as idades, com exceção de alguns poucos.
Lista suprema de recomendações quarentenadas
Anime & Mangá Tengen Toppa Gurren Lagann (anime/mangá) - anime de ação e mechas sensacional e totalmente obrigatório. Não é muito longo e a qualidade da animação é excepcional, por isso recomendo ver o anime ao invés do mangá.
Puella Magi Madoka Magica (anime/mangá) - uma subversão do gênero de garotas mágicas com um pouco de violência e temática adulta. Também não é longo e ao lado de Gurren Lagann é um dos raros casos em que prefiro drasticamente o anime ao mangá.
Quem é Sakamoto? (anime/mangá) - comédia hilariante sobre um estudante que tudo que faz é perfeito e estiloso, é engraçado ver como as coisas dão certo pra ele e também a paródia de clichés de anime.
Mob Psycho 100 (anime/mangá) - uma história sobre um garoto com poderes paranormais poderosíssimos mas com uma humildade que o faz não se achar especial e acaba mudando todos a sua volta.
One Punch-Man (anime/mangá) - anime de ação e comédia sobre um herói que derrota todos os seus inimigos com apenas um soco e fica entediado com a vida. Algumas pessoas não curtiram tanto a segunda temporada, mas eu ainda gosto.
Red Line (anime) - um longa de corrida de carros com alguns belos efeitos de animação e uma história interessante. Aviso que tem uma pequena cena de topless no meio, caso isso seja um problema.
Castlevania (anime) - o anime de Castlevania original da Netflix está bem bacana e é a melhor coisa sendo feita com a série hoje em dia desde que a Konami resolveu engavetá-la.
Dragon Ball Super (anime/mangá/filmes) - se você ainda não viu Dragon Ball Super, agora é uma boa hora. Há muito disponível para assistir e apesar de alguns pontos baixos, há outros muito bons, como o final do torneio do poder. O mangá é diferente do anime, então vale a pena ler separadamente, até porque o mangá está mais a frente e já tem um novo vilão chamado Moro. Houve também novos filmes da série, que variam em qualidade, mas divertem.
Fullmetal Alchemist Brotherhood (anime/mangá) - uma ótima série de anime e mangá bem elaborada e complexa. Adiei muito meu contato com FMA porque não faz tanto meu estilo, mas pode fazer o de outros.
Little Witch Academia (anime/mangá) - imagine como seria Harry Potter com garotinhas colegiais no lugar do Daniel Radcliffe e você tem uma boa ideia do que é esse anime. É leve e tranquilo de ver com crianças, apesar do mau exemplo da protagonista teimosa.
SSSS Gridman (anime) - um anime recente baseado na clássica série Gridman, que era tipo um Ultraman misturado com computadores. No Brasil tivemos contato com uma versão americanizada da série, estilo Power Rangers, chamada Superhuman Samurai Syber Squad. O anime presta homenagem com o SSSS, mas é uma nova história.
Tudo do Ghibli (anime) - recentemente a Netflix adicionou muitos longas do Studio Ghibli como A Viagem de Chihiro, Meu Amigo Totoro, Serviço de Entregas da Kiki, Castelo Animado, Princesa Mononoke e mais. Para apreciar alguns desses é preciso estar em um certo estado de espírito calmo e pronto pra apreciar a beleza nessa tranquilidade.
Neon Genesis Evangelion (anime/mangá) - este é um anime que não recomendo tanto para esse período. Apesar de gostar de Evangelion, ele é também muito depressivo. Não é uma boa época para se jogar pra baixo.
Food Wars (anime/mangá) - inicialmente não parece algo muito fantástico, mas Food Wars incentiva bastante o interesse em cozinhar, o que por si só pode ser um hobby para esses momentos.
Dr. Slump (anime/mangá) - outro clássico, mas do humor, Dr. Slump tem várias situações engraçadas e simplesmente uma estética simpática cheia de carisma que vale conhecer para quem ainda não conhece.
Hellsing (anime/mangá) - este é um dos meus preferidos, apesar de um pouco antigo, aventuras de um vampiro com uma arma irada.
Hokuto no Ken (anime/mangá) - a clássica série do "você já está morto" é bem mais legal do que parece inicialmente com seu visual de Mad Max. Por trás de um monte de pancadaria há muito acontecendo na história.
Hi-Score Girl (anime) - não é um anime particularmente brilhante, mas Hi-Score Girl ganha pontos por ser uma animação sobre videogames e falar um bocado sobre a história deles.
Bananya (anime) - um anime bem fofinho sobre um gato que vive dentro de uma banana, com episódios curtos, mas que criam um universo fofo por si só.
Mazinger Z (anime) - recentemente a Netflix trouxe esse anime inédito no Brasil pra cá com dublagem. É um clássico mas talvez algumas coisas da época não agradem tanto o público de hoje em dia. Tem umas partes tensas devido ao machismo da época. Ah, coloquem em japonês ao menos uma vez para ouvir a música tema, a qual não está presente na dublagem, não sei por que.
Voltes V (anime) - outro anime de robô gigante, Voltes V passou no Brasil há muitos anos e também é um clássico de combate entre mechas, porém com uma pegada de combinação, estilo Super Sentai. Está disponível no canal da Toei.
Livros
Guia do Mochileiro das Galáxias (livro) - a clássica obra de Douglas Adams é uma leitura leve e divertida para todas as idades.
O Hobbit (livro) - bem melhor que o filme O Hobbit, bem melhor que os livros de O Senhor dos Anéis, é uma leitura leve de Tolkien, algo meio raro, com ótimos toques de aventura.
O Alquimista (livro) - sim, Paulo Coelho. É outro livro de leitura fácil e que vem com uma mensagem interessante.
Eragon (livro) - um livro com um pouco mais páginas, porém com leitura leve como a seda. Eragon é na verdade uma série, mas eu só posso votar a favor do primeiro livro porque não cheguei a ler os outros. Não se enganem pelo filme ruinzinho, o livro é bacana.
A Batalha do Apocalipse (livro) - o primeiro grande sucesso da Nerd Books, editora do Jovem Nerd, é uma história sobre o fim do mundo (estamos quase lá), com vários flashbacks que explicam aquele momento. É um pouco cansativo e cliché às vezes, além de numeroso em páginas, mas ainda é bom.
Vinte Mil Léguas Submarinas (livro) / A Volta ao Mundo em 80 Dias (livro) - sempre é uma ótima época para Júlio Verne e esses são alguns dos que eu mais gosto dele, mas há outras opções como Viagem à Lua e Viagem ao Centro da Terra.
O Mágico de Oz (livro) - clássicos sempre são bem interessantes e O Mágico de Oz é um que vale a pena ver junto com o clássico filme de 1939, já que ambos se complementam maravilhosamente.
Assim falou Zaratustra (livro) - encaro esse como um dos trabalhos mais otimistas de Nietzsche e imagino como ele ficaria chocado pela sociedade que temos hoje, na qual reagimos de imediato com o instinto mais primordial ao que nos gera emoções na internet.
A Morte e a Morte de Quincas Berro D'água (livro) - reli recentemente para um artigo aqui no blog que devem se lembrar e é um dos raros livros de Jorge Amado que eu gosto, além de ter uma magia muito característica da Bahia, de forma que esse livro simplesmente não poderia se passar em outro lugar.
O Lobo (livro) - esse é um livro que sempre acho fantástico, conta a história de um lobo em um inverno rigoroso, em primeira pessoa pela visão do animal.
Fahrenheit 451 (livro) - uma distopia não tão muito diferente da nossa, um mundo vazio de sentimentos e abundante de telas onde livros se tornaram perigosos e bombeiros os queimam. Ray Bradbury em seu melhor, recomendadíssimo.
79 Filmes para assistir enquanto dirige (livro) - o livro do Choque de Cultura com 79 reviews de filmes repletas de humor e pontos de vista incomuns. Se você gosta do programa, não tem erro com o livro.
Filmes
Marvel (filmes) - claro, filmes da Marvel são muito populares e se você não os assistiu, vale a pena fazer agora, porém para quem já assistiu, poucos são reassistíveis. Recomendo alguns como Capitão América: Soldado Invernal, Capitão América: Guerra Civil, Doutor Estranho, Guardiões da Galáxia 2, Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores Ultimato. Fora do circuito principal, Deadpool 1 e 2 também são bem bacanas.
DC (filmes) - sempre é uma boa hora para rever Batman: O Cavaleiro das Trevas, mas também LEGO Batman por motivos totalmente diferentes. Shazam também é mais divertido do que parece.
Star Wars Episódio VI / V / VI (filmes) - a trilogia original de Star Wars é sempre uma boa pedida e adiciono ainda Star Wars: Rogue One no pacote, o qual apesar de popular no lançamento, muita gente talvez ainda não tenha visto e é um filme interessante.
O Senhor dos Anéis (filmes) - ótima pedida para essa época de trevas em geral. Uma conversão quase perfeita dos livros em trilogia, a qual eu acho em alguns pontos superior à versão escrita. Vale a pena ver os três filmes com esse tempo extra e até ver a animação de 78 que cobre quase os dois primeiros filmes inteiros, mas que infelizmente não houve sequência.
Tank Girl (filme) - baseado nas histórias em quadrinhos britânicas, Tank Girl é como se fosse um filme de super herói dos anos 90 em que vemos a origem da heroína e seu confronto contra seu principal vilão tudo na mesma história. Uma coisa que o filme tem bastante é estilo. Ouvi falar de rumores de um reboot com a Margot Robbie, não sei se já foi confirmado.
Comando para Matar (filme) - não dá pra falar de Arnold Schwarzenegger sem falar de Comando, é o filme padrão dele, é como uma fita demo para mostrar o que ele é capaz.
Predador / Predador 2 (filmes) - o primeiro e o segundo filmes da série Predador são obras de arte da ação, ambos com qualidades distintas. Arnold Schwarzenegger formidável no primeiro filme e Danny Glover incrível no segundo.
Wasabi (filme) - um dos meus filmes favoritos do Jean Reno, dirigido por Luc Besson. Wasabi conta a história de um super policial que descobre ter uma filha no Japão e enfrenta a Yakuza para protegê-la.
Sharknado (filmes) - a série de filmes Sharknado é simplesmente ridícula e há momentos em que isso é muito bom. Em seus piores momentos, quando o filme realmente sabe que é horrível, ele consegue dar a volta e ficar muito bom. Não são todos os capítulos da série que são bons, no entanto, mas é uma diversão idiota muito bem-vinda.
Jumanji (filme) - o reboot de Jumanji com The Rock é um filme ok, nada fora do comum, mas que pode entreter bem para uma tarde. Eu acho o original um pouco chato, apesar de ser um bom filme, talvez valha a pena apresentá-lo para as crianças.
Krull (filme) - um clássico estilo Sessão da Tarde bastante inspirado por sucessos como Star Wars sobre um príncipe lutando contra invasores em uma terra de fantasia.
Power Rangers (filme) - o mais recente filme de 2017 traz uma roupagem mais séria para os Power Rangers e apesar de um começo terrível, mais pra frente até se torna uma boa aventura. É difícil de aturar algumas coisas, mas eu acho que tem também algo de legal no filme. Ainda prefiro o original.
Entre facas e segredos / Knives Out (filme) - um bom filme de detetive e mistério, relativamente recente, que traz Daniel Craig com um estilo muito diferente do James Bond e mostra que ele tem mais alcance como ator do que demonstra como agente secreto.
Ataque ao Prédio / Attack on the Block (filme) - um filme britânico sobre uma invasão de alienígenas em um bairro pobre com algumas estrelas como John Boyega, o Finn de Star Wars: Episódio 7, e Jodie Whittaker, atual Doctor em Doctor Who.
O Carma de um Assassino / Accident Man (filme) - um filme de ação tradicional sobre um assassino especializado em fazer mortes parecerem acidentes. O protagonista é ninguém menos que Ray Park, o ator que faz o Darth Maul em Star Wars: Episódio 1.
Chocolate (filme) - este é um filme de artes marciais um pouco incomum. Além de ter uma protagonista feminina, o que é raro nesse gênero, acredito que a menina seja autista. Ela cresce e imita filmes como os de Bruce Lee enquanto luta contra gangsteres.
Os Intocáveis (filme) - já que estamos falando de gangsteres, vamos falar logo de Al Capone. Eu não curto muito esse estilo de filme, não gosto de O Poderoso Chefão, por exemplo, mas Os Intocáveis realmente tem um ótimo roteiro e direção.
Lady Bloodfight (filme) - basicamente uma continuação de "O Grande Dragão Branco" apenas com mulheres. Tem pancadaria de boa qualidade e tem a Amy Johnston, atriz e dublê que faz captura de movimentos para Tomb Raider, Uncharted e mais outros jogos.
Herói (filme) - um dos mais poéticos filmes de artes marciais que já vi, conta a história de como o protagonista, interpretado por Jet Li, derrotou três assassinos que haviam tentado atacar um rei, com algumas belíssimas coreografias.
Ip Man (filme) - baseado na história real do homem que foi professor de Bruce Lee, Ip Man é um filme de artes marciais não apenas focado nisso, mas também no período histórico de guerra entre o Japão e a China. É um filme formidável e há sequências, porém o primeiro tem um peso incrível.
A Balada do Samurai (filme) - este é um filme meio raro de encontrar, mas é um ótimo filme de ação com espadas sobre um mundo pós-apocalíptico e um astro do rock samurai que deseja se tornar seu novo rei.
Shaolin Soccer / Kung Fu Futebol Clube (filme) - no espectro oposto dos filmes de artes marciais, este é um que não se leva muito a sério, mas é bem divertido, sobre um time de super atletas que usam kung fu para vencer no futebol.
IT (filme) - o original, não o remake. Originalmente essa versão de IT foi uma série para TV nos anos 90, mas ele se segura bem como filme e corta boas partes do livro como cenas de sexo e tartarugas cósmicas sem perder o sentido. Não curti nada o remake.
A Hora do Espanto (filme) - um clássico filme de terror no qual um jovem procura um apresentador de TV para ajudá-lo a combater as criaturas da noite. Estou falando do clássico de 86, pois houve um remake em 2011 que não assisti.
Gremlins 1 / Gremlins 2 (filmes) - os filmes da série Gremlins têm um tom de humor negro fantástico que funciona perfeitamente no original e acredito que ainda evolui na sequência. São monstrinhos que se reproduzem ao serem molhados e causam problemas. Há um toque de terror, mas no fundo são mais engraçados que assustadores.
Toc Toc (filme) - tem na Netflix, uma comédia, acredito que espanhola, sobre várias pessoas com transtorno obsessivo compulsivo em busca de uma cura com um psiquiatra especial.
RRRrrr!!! (filme) - uma comédia francesa sobre homens das cavernas que precisam resolver o primeiro caso de assassinato entre homens em meio a uma guerra por xampu entre tribos.
Clue / Os 7 Suspeitos (filme) - baseado no jogo de tabuleiro Clue / Detetive, este filme é outra divertida comédia que se sobressai com um mistério de "quem é o assassino?".
Corra que a Polícia vem aí (filmes) - a série de filmes de "Corra que a Polícia vem aí" traz algumas das comédias mais bobas e divertidas de antigamente. Leslie Nielsen em seu auge, com algumas coisas que não envelheceram tão bem, mas no geral ótimo.
Meus vizinhos são um terror / The Burbs (filme) - um Tom Hanks novinho em uma comédia sensacional sobre seus vizinhos serem assassinos. É um clássico da Sessão da Tarde que não passa mais e faz falta.
Apertem os Cintos o Piloto Sumiu (filme) - não dá pra lembrar do Leslie Nielsen sem lembrar desse outro clássico da comédia sobre um avião sem piloto e seus bizarros passageiros. Vale sempre ver e rever quando há chance.
Shaun of the Dead / Hot Fuzz / The World's End (filmes) - A famosa "Trilogia Cornetto" de Simon Pegg e Edgar Wright traz vários filmes britânicos fantásticos e absurdos que entretém bastante. Não há ligação entre eles, é possível ver fora de ordem. Acho que alguns estão na Netflix. Em português os nomes dos filmes ficaram respectivamente: "Todo Mundo Quase Morto" / "Chumbo Grosso" / "Heróis de Ressaca".
Rudderless (filme) - um filme um pouco pesado mas bem interessante sobre um pai que lida com a morte do filho ao entrar para uma banda e cantar as músicas que ele havia escrito.
FAQ About Time Travel / Perguntas Frequentes sobre Viagem no Tempo (filme) - outro filme britânico, dessa vez sobre viagem no tempo, onde um grupo de amigos acaba viajando acidentalmente no tempo e tudo começa a dar muito errado.
Projeto Almanaque (filme) - mais um filme sobre viagem no tempo, sobre um grupo de jovens que cria uma máquina do tempo e tem que lidar com as consequências de mudar o passado.
The Man from Earth / The Man from Earth: Holocen (filme) - este é um filme curioso de baixo custo, no qual um professor reúne seus colegas de faculdade e revela ter 14 mil anos de idade, todo desenvolvido no formato de uma conversa entre eles. Houve uma sequência, não tão boa. Ambos estão disponíveis gratuitamente na internet e em troca os criadores apenas pedem uma doação através do site oficial. Caso esteja com pouco dinheiro agora, pode doar quando as coisas voltarem ao normal.
Need for Speed (filme) - estranhamente, eu gostei do filme de Need for Speed, me pareceu pegar bem o espírito da franquia, o que é mais do que dá pra falar de alguns de seus jogos recentes.
Rampage: Destruição Total (filme) - esse recente filme com Dwayne "The Rock" Johnson é na verdade baseado na franquia de jogos "Rampage" sobre criaturas gigantes que destroem cidades. Era um bom jogo nos fliperamas e particularmente divertido no Nintendo 64 e PlayStation One. Após conhecer os jogos é legal ver os personagens também no filme, mesmo que não seja nada excepcional.
The Angry Video Game Nerd: The Movie (filme) - talvez você já conheça o Angry Video Game Nerd do YouTube, ou do finado Screw Attack / Game Trailers, mas nem todos sabem que ele tem um filme. Ele conta a história de como o Nerd precisa fazer uma análise do pior jogo de todos os tempos: E.T. do Atari 2600.
Extermínio / 28 Days Later (filme) - um filme britânico de zumbis em Londres que ganhou alguns seguidores e se tornou cult. É um ótimo filme porém com temática adulta.
The Quiet Earth (filme) - um dos meus filmes favoritos, conta sobre um experimento que simplesmente varreu todas as pessoas da Terra, exceto o protagonista, um cientista que tenta descobrir o que aconteceu e como reverter isso. Há um pouco de nudez.
Sem limites (filme/série) - este é um filme que depois virou série com uma premissa bem interessante. Uma pílula que deixa a pessoa extremamente inteligente, com ramificações que vêm da ambição de cada um.
West World (filme/série) - o filme de West World é um otimo filme por si só, mas a série que ele inspirou na HBO também é muito boa, ao menos até a primeira temporada. Acho que vale a pena ver os dois, mas a série se perde um pouco a partir da segunda temporada.
Uma Cilada para Roger Rabbit (filme/animação) - uma evolução das técnicas de Mary Poppins, Uma Cilada para Roger Rabbit conta a história de um coelho de desenho animado que é incriminado e um detetive humano que precisa ajudá-lo.
Paprika (animação) - uma animação um pouco psicodélica, Paprika falha sobre entrar em sonhos e tem até uma cena que acabou sendo homenageada (copiada?) em A Origem.
Transformers: The Movie (animação) - nada de Michael Bay, estou falando do longa animado dos Transformers de 1986. Este é um dos desenhos mais fantásticos dos anos 80 e de longe um dos meus preferidos. Há cenas épicas, uma história ambiciosa e muitos personagens novos, infelizmente ao custo do Optimus Prime.
Musicais
Cantando na Chuva (filme/musical) - um dos meus musicais favoritos nos clássicos, quem nunca viu simplesmente veja, temos um ótimo Gene Kelly com uma boa história e humor.
Moulin Rouge (filme/musical) - o filme que trouxe os musicais para os tempos modernos, Moulin Rouge tem uma boa história, bons números musicais e canções marcantes.
Chicago (filme/musical) - na onda de Moulin Rouge vieram muitos filmes musicais parecidos e Chicago acho que é um dos poucos que vale a pena.
Notre-Dame de Paris (musical) - este é um lindo musical francês sobre a história que muitos conhecem pela Disney em "O Corcunda de Notre-Dame". Os números musicais são simplesmente lindos em francês, mas é preciso de legendas para entender a história.
A Hard Day's Night / Os Reis do Ié, Ié, Ié (filme/preto&branco/musical) - esse é um filme dos Beatles que é ridiculamente divertido considerando a época e a temática. Paul tem um avô troll que causa confusões o tempo todo e tem obviamente cenas musicais com a banda.
Filmes antigos
O Dia que a Terra Parou (filme/preto&branco) - Tivemos um remake desse filme com o Keanu Reeves, mas perderam muito a ideia geral da coisa. Vale muito a pena ver o original.
O Senhor das Moscas (filme/preto&branco) - um filme meio pesado sobre um grupo de crianças em uma ilha que acaba revertendo aos modelos primitivos da raça humana. Houve um remake nos anos 90, mas eu prefiro o original de 1963, é melhor em praticamente tudo.
Cidadão Kane (filme/preto&branco) - já se perguntou por que houve tanto falar sobre esse filme? A história em si não é tão envolvente, nem o final tão satisfatório, mas a forma como é contada é muito boa
12 Homens e Uma Sentença (filme/preto&branco) - este filme é um brilhante exercício em diálogo e discussão, sobre doze pessoas em um júri no qual apenas uma decide que o acusado é inocente e precisa defender seu ponto sob pressão das outras. Todo o filme se passa praticamente apenas em uma sala. Há um remake dos anos 90, mas essa versão é bem melhor e tem Henry Fonda em uma performance incrível.
"M" (filme/preto&branco) - um clássico filme alemão de 1931 sobre um assassino de crianças. Apesar da temática pesada, não é violento e questiona a moral do espectador.
Godzilla (filme/preto&branco) - o clássico filme de 1954 existe em duas versões, uma original japonesa e outra com atores americanos. Recomendo muito a versão original japonesa, é um filme que mantém sua tensão até os dias de hoje.
The Man Who Laughs (filme/preto&branco/mudo) - este além de ser em preto e branco é mudo, baseado na história de um homem que teve sua boca deformada para sempre estar sorrindo e a mulher que ele ama, a qual é cega. O visual do personagem acabou servindo de inspiração para a criação do Coringa.
Psicose (filme/preto&branco) - outro clássico, esse disponível na Amazon Prime, um filme de suspense sobre um assassino que administra um hotel. Chegou a inspirar uma série chamada Bates Motel, a qual não gosto muito. Houve um remake também que até foi bom, mas se houver a escolha, o original é melhor.
Séries & Desenhos
Star Trek (série) - a série clássica dos anos 70 é um show em roteiro e criatividade, se virando com poucos recursos mas com questões profundas sobre a raça humana. Está disponível completa na Netflix.
The Mandalorian (série) - essa é um pouco difícil de ver atualmente porque a Disney não a liberou de forma oficial, mas é uma série bem bacana de Star Wars, bem mais centrada no significado da franquia que os filmes.
Sherlock (série) - o Sherlock Holmes da BBC interpretado por Benedict Cumberbatch é uma excelente releitura do clássico personagem, com uma roupagem moderna e extremamente intrigante. A qualidade caiu um pouco nas últimas temporadas, mas ainda é fantástico.
Happy (série/18+) - uma série sobre um ex-policial que vê um amigo imaginário, em uma jornada para salvar crianças que foram raptadas. É um pouco pesado mas também bem legal e com humor negro.
Mysterious Ways - não, não a música do U2. Mysterious Ways é uma série bem antiga sobre um professor de antropologia, se não me engano, que é salvo por um "milagre" e passa a procurar eventos inexplicáveis para investigar. É bem curioso e tinha um charme semelhante ao de séries como "Early Edition" / "Edição do Amanhã".
RuPaul's Drag Race (série) - uma boa série estilo reality show sobre drag queens, testando várias habilidades relativas a moda, dança e carisma. Há várias temporadas antigas disponíveis na Netflix, além das mais novas.
Doctor Who (série) - esta é uma série britânica bem antiga que teve um reboot em 2005 e eu recomendo começar por essa nova versão. Às vezes é difícil aturar episódios insossos e efeitos especiais que fariam os Power Rangers ficarem com vergonha, mas há algo extremamente especial em Doctor Who que vale a pena ficar até sentir.
Da Geladeira pra Mesa (série) - um programa estilo reality coreano no qual chefs cozinham para convidados usando apenas o conteúdo de suas geladeiras. Há um certo choque cultural em algumas coisas, mas o programa é muio bom.
Whose Line is it Anyway - um programa de improviso bem antigo que já foi apresentado por Drew Carey e hoje conta com Aisha Tyler. É uma das coisas mais engraçadas que eu já vi na TV, hoje é um pouco mais difícil de encontrá-lo.
Brooklyn Nine Nine (série) - muitos já devem ter ouvido falar da série de comédia Brooklyn 99 sobre um grupo de policiais bem atrapalhado. A parte boa é que é uma série leve, você pode deixar de fundo e fazer outra coisa.
Dirk Gently (série) - baseado bem livremente na obra de Douglas Adams, Dirk Gently é um detetive holístico que não procura por pistas, espera que elas caiam em seu colo, para resolver casos extremamente bizarros. Para completar, Elijah Wood é um dos protagonistas ao lado do detetive.
My Boss My Hero (série/dorama) - este é um dorama japonês, não confundir com um dorama coreano de mesmo nome, sobre um chefão da máfia que precisa se disfarçar de estudante para aprender o básico e poder administrar os negócios da família. É bem divertido e emocionante também.
Brinquedos que Marcam Época (série) - uma série da Netflix sobre brinquedos famosos como Transformers, Tartarugas Ninja, LEGO, Power Rangers e a trajetória que eles tiveram desde seu sucesso. É muito interessante e uma viagem no tempo. Final Space (desenho/18+) - um animação bem mais leve e boba mas também adulta sobre um viajante espacial que encontra uma criaturinha poderosa que pode ser usada de arma. Não é de alta qualidade, mas ocupa o tempo e serve para ficar no fundo.
Paradise Police (desenho/18+) - outra animação também boba, às vezes até um pouco escatológica, sobre um grupo de policiais muito errado. Serve como distração ao fundo. É dos mesmos criadores de Brickleberry e até tem um crossover na segunda temporada, então se você gostava do anterior é mais provável que goste desse.
Rick & Morty (desenho/18+) - acho que poucas pessoas não ouviram falar de Rick & Morty ultimamente, um desenho animado adulto sobre as aventuras de um cientista brilhante e seu neto idiota. A existência de um multiverso faz com que nenhum episódio seja igual ao outro, enquanto todas as nossas noções de propósito são destruídas pelo protagonista que não acredita em moral, propósito ou esforço.
Penn & Teller: Fool Us (série) - a dupla de mágicos Penn & Teller não é tão conhecida aqui no Brasil, mas era muito popular nos Estados Unidos. Nesse programa vários mágicos profissionais tentam enganar os dois com um truque de mágica que eles não consigam desvendar. É divertido e leve de assistir.
Mágica para a humanidade (série) - outro programa de mágica, este em um estilo ainda mais leve e mastigado com mágicas aliadas a um tema por episódio.
Infantil
Snoopy & Charlie Brown - Peanuts, O Filme (animação/infantil) - essa é uma das animações mais charmosas dos últimos anos, uma perfeita adaptação dos clássicos desenhos do Snoopy em 3D mas sem perder tecnologias e valores da época em que a turma do Minduim foi criada.
As Aventuras do Capitão Cueca - O Filme (animação/infantil) - uma ótima pedida para os pequenos, pois o Capitão Cueca é uma criação de duas crianças, as quais tentam então transformar seu diretor no seu próprio super-herói. É bem inocente e divertido.
Pokémon: Mewtwo Contra-Ataca (animação/infantil) - essa belíssima animação foi o primeiro filme de Pokémon em sua época e é uma das mais perfeitas representações do cerne da franquia. Há batalhas, há dilemas, há emoção, vale muito a pena ver. A Netflix lançou ainda um remake em 3D chamado Pokémon: Mewtwo Contra-Ataca - Evolução, mas se puder ver o original é melhor.
Mighty Morphin Power Rangers: The Movie (filme/infantil) - o primeiro filme dos Power Rangers de 1995 foi um acontecimento. Após a franquia dar uma boa grana fazia sentido mandá-la para as telonas com uma história original. No geral é um filme de ação adolescente que acho que ainda se segura atualmente.
Uma Aventura LEGO 1 / Uma Aventura LEGO 2 (animações/infantil) - quando eu soube que fariam um filme de LEGO, fiquei animado porque adoro LEGO, mas também com receio que não houvesse uma boa história a ser contada. Fiquei muito surpreso com o quanto adorei o primeiro filme e o segundo, apesar de mais simples, é bom também.
The LEGO Ninjago Movie (animação/infantil) - este é outro filme que mostra que a franquia LEGO está muito em alta com um ótimo roteiro, boas piadas e até boa ação. A linha Ninjago fala de ninjas, obviamente, mas especificamente esta história é sobre a busca do Ninja Verde por seu pai que é o vilão da história.
Os 12 Trabalhos de Asterix (animação/infantil) - um dos meus desenhos preferidos do personagem francês Asterix é sobre essa vez em que deram uma parodiada no Hércules. Há vários outros desenhos do Asterix, mas não gosto de todos.
Sonic the Hedgehog (filme/animação/infantil) - o recente filme de Sonic surpreendeu bastante pois simplesmente não é de todo mal. Há umas boas piadas e Jim Carrey fez um ótimo Robotnik. Não é nada brilhante, mas dá pra se divertir com o filme
Turma da Mônica: Laços (filme) - o filme com atores reais da Turma da Mônica é baseado em uma das graphic novels da MSP sensacional. Eu gosto mais da HQ mas o filme ainda é incrível e ótima pedida para todas as idades.
Space Jam (filme/animação/infantil) - na mesma vibe dos anteriores, Space Jam foi mais uma evolução no mundo dos desenhos ao lado de atores, com Michael Jordan e Pernalonga dividindo espaço como protagonistas. Ainda é bastante divertido apesar da época e da temática.
Mary Poppins (filme/animação/infantil) - um dos primeiros filmes a misturar atores com animação, Mary Poppins tem bastante charme com uma história simples de uma babá com poderes mágicos para cuidar de crianças travessas. Parece cliché, mas na época não era.
Detetive Pikachu (filme/animação/infantil) - Já um pouco fora do mundo tradicional de Pokémon, Detetive Pikachu traz uma história original sobre um Pikachu diferente, que fala e resolve crimes. É um filme divertido para ver os pokémons de maneira realista, mas não é muito reassistível, então só veja se ainda não tiver visto.
Canais de YouTube
Canais de amigos (português) Qu4tro Coisas - canal do Pablo Peixoto, o YouTuber que mais trabalha no Brasil, com vários conteúdos da cultura pop Sailor Paladina - coisas aleatórias de jogos e mais Loucos por Lego - canal do Diego Borges com conteúdos sobre os blocos de montar Gibizzando - canal do Felipe Vinha com vídeos sobre gibis e mangás DRAGeek - canal de um amigo da época da Casa Dos Jogos que hoje faz jogos sobre o universo das Drag Queens com sua persona Amanda Sparks.
Jovem Nerd (português) - o canal do Jovem Nerd tem bons conteúdos mastigados para o público como conteúdo divertido baseado em listas de filmes e gameplays apesar de jogarem muito mal na maioria das vezes. É um conteúdo que diverte com facilidade. Alguns vídeos mais antigos têm algum conteúdo ofensivo, então é preferível ficar nos mais recentes e não recomendado para crianças.
Gaveta (português) - o Gaveta é quem cuida da edição dos canais do Jovem Nerd e tem um humor semelhante. Ele tem uma maior variedade de quadros com diferentes níveis de qualidade, mas normalmente bem engraçados.
Cinemateca Popular Brasileira (português) - uma coleção de filmes antigos brasileiros que eu ainda não tive tempo de explorar para ver quais pérolas estão lá, mas parece um bom acervo.
Turma da Mônica (português) - o canal oficial da Turma da Mônica tem muito conteúdo divertido com animações da turma.
Bemvindo Sequeira (português) - canal do ator não tão conhecido Bemvindo Sequeira, com esquetes de humor e mais.
Canal do Cortella (português) - pensamentos e vídeos do filósofo Mário Sérgio Cortella, uma pessoa bem bacana com ideias que valem a pena serem ouvidas.
Buenas Ideias (português) - este canal explora a história do Brasil de uma maneira divertida o suficiente para não se tornar cansativo.
Sociedade da Virtude (português) - um canal de animações variadas que tiram um sarro com o mundo dos super-heróis, dublado em português.
Tese Onze (português) - uma YouTuber que fala com bastante propriedade sobre diversos assuntos, o canal Tese Onze é uma ótima pedida para se informar e formar pensamentos.
TV Quase (português) - o canal de programas como Choque de Cultura, Último Programa do Mundo, Falha de Cobertura e muitos mais, um show de humor incessante.
VaiSeiya (português) - uma série de redublagem dos clássicos Cavaleiros do Zodíaco com alguns momentos bem divertidos. Se não me engano é feito por uma galera aqui do Rio de Janeiro, de Nova Iguaçu, mas posso estar errado.
CorridorCrew (inglês) - um grupo de especialistas em efeitos especiais que falam sobre como são feitos os efeitos de filmes famosos e constantemente recebem outros artistas e também dublês para falar sobre o assunto.
Jonathan Young / LittleVMills / 331Erock (inglês) - os dois primeiros são cantores que fazem uns remixes heavy metal e rock de músicas de anime, desenhos da disney, pop e mais. Gosto bastante do canal do Jonathan inclusive. Já o Eric "Erock" é um guitarrista que faz remixes metal, mas não canta nas músicas.
Cristina Vee / Jason Paige (inglês) - a primeira é a cantora da música tema de Shantae e o segundo da música tema de Pokémon em inglês. Ambos postam coisas interessantes sobre seus trabalhos e covers de músicas.
ERB (inglês) - o canal das famosas "Epic Rap Battles of History" traz batalhas de rap com figuras históricas e da cultura pop, com um nível de produção até bem alto em algumas delas e ótimas músicas.
DokiDoki Drawing (japonês/inglês) - Este é um canal de desenho em japonês com legendas em inglês que mostra a diferença entre um artista Pro e um Amador, com dicas e tudo mais. É bastante interessante para entender o abismo que anos trabalhando na indústria podem criar.
AntsCanada (inglês) - um cara que é especialista em formigas mostra algumas das mais interessantes fazendas de formiga com diferentes tipos e vários dilemas éticos sobre criar insetos em um ambiente fechado. É extremamente interessante.
Kitten Academy (inglês) - puramente fofinho, este é um canal focado apenas em mostrar gatinhos sem parar, com direito a lives que duram o dia inteiro. É bom para quem quer deixar algo permanente na TV ou ver algo relaxante.
America's Got Talent / Britain's Got Talent (inglês) - os canais dos programas de TV de mesmo nome, simplesmente fáceis de assistir e se entreter com diversos talentos, variedades e bizarrices.
Cinemassacre (inglês) - este é o canal do James Rolfe, o Angry Video Game Nerd. Além de todos os vídeos do personagem há varios outros conteúdos bem interessantes. James é um aficionado por filmes, especialmente de terror, então é ótimo ver assuntos do tipo no canal dele.
LastWeekTonight (inglês) / Greg News na HBO Brasil (português) - o LastWeekTonight é um programa semanal do apresentador John Oliver que fala sobre vários temas da atualidade de uma maneira divertida e informativa, modelo que foi aplicado também aqui no Greg News, mas o John Oliver ainda é bem mais legal.
SmarterEveryDay / Vsauce / Physics Girl (inglês) - estes três canais exploram coisas interessantes sobre física e outros elementos da ciência de uma maneira divertida e que entretém.
Jim Sterling (inglês) - Jim é um jornalista de games que fala sobre vários assuntos da indústria, normalmente sobre uma ótica bem crítica, mas também pontual. Em muitas questões concordamos e ver um vídeo dele pode parecer como ler um artigo meu.
TeamFourStar (inglês) - mais conhecidos pela redublagem DragonBallZ Abridged, o TeamFourStar recentemente encerrou DBA, mas ainda há 60 episódios dessa série incrivelmente divertida para ver no canal deles, além de outros conteúdos e outras séries.
Mumbo Jumbo (inglês) - este é para fãs de Minecraft. Normalmente eu não gosto de YouTubers de Minecraft, mas Mumbo Jumbo é especializado em Red Stone, então ele faz coisas realmente impressionantes no jogo.
CinemaSins / Screen Junkies / How it Should Have Ended (inglês) - estes três formam pra mim a trindade de canais de filmes no YouTube, cada um com sua especialidade. O CinemaSins aponta os "pecados" dos filmes, o Screen Junkies é conhecido pela série Honest Trailers que analisa o cerne dos filmes de forma cômica e o How it Should Have Ended é um canal sobre como deveria ser o final de certos filmes. Todos os três são bem engraçados, com alto nível de produção e mais conteúdo além do que já mencionei.
Luke Towan (inglês) - este canal faz miniaturas ridiculamente realistas, as quais você não consegue discernir de algo de verdade. Ele mostra todo o processo e é hipnotizante.
DidYouKnowGaming? (inglês) - este é um canal voltado todo para curiosidades sobre jogos com um time de pesquisa realmente impressionante. Eles descobrem segredos muito remotos de certos títulos e às vezes jogam luz em assuntos de dentro da indústria que não teríamos como saber normalmente.
ClayClaim / Sculpture Geek (inglês) - ambos são canais de modelagem em argila de personagens de games ou figuras da cultura pop. São extremamente talentosos e mostram como fazem as esculturas, apesar de não ser como uma aula.
Death Battle! (inglês) - um famoso canal sobre batalhas entre personagens de universos diferentes, talvez a mais conhecida sendo Superman vs. Goku. Eles costumam levar em consideração a matemática por trás do universo de cada personagem, mas no fundo não parece tão embasado assim. Ainda é divertido, no entanto.
Canais de esquetes de jogos - além de animações há canais que fazem esquetes de jogos com atores reais e às vezes efeitos especias, como o Mega64, MyNameIsBanks, Nukazooka e outros.
TerminalMontage / JelloApocalypse (inglês) - dois canais de animação de jogos que tem uma pegada semelhante. O primeiro é conhecido pela série "Something About", enquanto o segundo faz a série "So this is Basically", ambas sobre reduzir jogos até seu mínimo cômico.
Aldo Jones (inglês) - este é um canal dedicado a versões bizarras de trailers de filmes, com algumas piadas internas.
TomSka (inglês) - outro animador que faz esquetes para o YouTube, TomSka é mais conhecido pelos famosos "asdfmovie", uma série divertida, aleatória e bizarra.
Awesome Restorations (inglês) - este é um canal especializado em restaurações de objetos antigos, é interessante e relaxante ver o processo e o resultado final.
Blender Guru (inglês) - para quem quer aprender modelagem 3D no Blender, o o Blender Guru é uma ótima porta de entrada com tutoriais simples para começar a mexer no programa.
Bad Lip Reading (inglês) - um canal com esquetes e músicas dubladas sobre cenas famosas, especialmente star wars.
Bob Ross (inglês) - o clássico mestre da pintura está disponível também no YouTube com episódios para assistir e acompanhar suas técnicas
Doctor Mike (inglês) - um médico extremamente ativo em mídias sociais, o Doutor Mike oferece algumas boas dicas de saúde com conteúdo divertido, algo bastante útil nesses tempos de pandemia.
Duy Huynh (japonês) - Um canal dedicado a reviews de brinquedos de anime e tokusatsu, eu fico simplesmente maravilhado sem entender nada.
Gab Smolders (inglês) - eu não sigo muitos YouTubers de gameplay, mas para jogos de terror e jogos japoneses, não tem escolha melhor que a Evelien. Ela traduz jogos do japonês enquanto joga, então você pode entender a história de jogos que não foram lançados por aqui.
Escapist (inglês) - casa da Zero Punctuation e mais alguns quadros legais do Yahtzee Croshaw, não conheço o resto do conteúdo do canal.
masqueradentv (japonês) - um canal de esquete bizarros japoneses que provavelmente você até sabe quem eles são, só não está ligando o nome às pessoas.
FBE / React Channel / Try not to (inglês) - três canais dos Fine Bros que trazem basicamente vídeos de reação em um formato próprio e desafios tipo "Tente não rir", "Tente não ficar zangado", entre outros que são bem divertidos e às vezes adequados pra todas as idades.
Postmodern Jukebox (inglês) - um canal de música que faz remixes modernos no estilo de jazz dos anos 50, inclusive fizeram um medley de Mario com sapateado que postei aqui uma vez.
Mini Fairhurst (inglês) - uma baterista irada, acredito que britânica, que faz diversos covers de músicas. Eu ainda conheço pouco o canal, mas acho que vocês podem gostar
RealLifeLore (inglês) - este é um canal sobre vários fatos curiosos do mundo com muito conhecimento interessante e outros apenas bizarros.
retroSFX (inglês) - este canal é conhecido por uma série de vídeos em que coloca filmes famosos com efeitos sonoros de videogame, até bem divertido.
Nathan Barnatt (inglês) - talvez não conhecido por esse nome, ele é o ator por trás do personagem Keith Apicary, fã da Sega da época dos Talking Classics e parte do extinto Screw Attack. Sua música do NeoGeo é uma das mais famosas e ele já esteve em um crossover com o Angry Video Game Nerd.
Shesez (inglês) - este YouTuber é conhecido pela série Boundary Break, a qual investiga jogos fora do limite da câmera para achar algumas coisas curiosas.
Snooplax (inglês) - aqui temos um canal especializado em hacks de Nintendo 64, alterações de jogos clássicos, os quais são bem interessantes.
The School of Life (inglês) - um canal que oferece algumas ideias para pensar sobre diversos temas da vida. Não é para considerá-lo como uma voz da sabedoria, mas um início de um pensamento mais profundo sobre certas coisas.
Ska Tune Network (inglês) - um canal todo dedicado ao ritmo Ska, o qual não é lá meu preferido, mas é bem curioso ver remixes de vários tipos de música diferentes no estilo deles.
TED / TEDx Talks (inglês) - acho que todos já ouviram falar das Ted Talks, apresentações que falam sobre diversos temas. Há algumas que não são embasadas e isso é um problema, mas muitas delas são interessantíssimas.
The RSA (inglês) - este canal tem uma vibe semelhante ao TED com animações sobre vários temas que tentam explicar diversas coisas sobre o mundo, algumas muito úteis.
Esqueci alguma coisa? Claro que esqueci. Deixem mais sugestões nos comentários pra todo mundo ter o que fazer nesse tempo de quarentena.