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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Primeiras impressões do Remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time


A Nintendo realizou uma de suas apresentações Nintendo Direct nesta terça-feira, 8 de setembro de 2026, às 11h no horário de Brasília, dedicada aos 40 anos da franquia The Legend of Zelda com várias novidades sobre seus projetos, como o filme, colecionáveis, LEGO e mais, incluindo um Nintendo Switch 2 temático.

Porém o destaque foi um novo gameplay e trailer do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, sobre o qual falaremos adiante.

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O evento abriu com uma bela orquestra tocando várias músicas da franquia antes de recebe o criador da série, Shigeru Miyamoto, falando sobre tudo que teremos nos próximos meses e a data de lançamento do filme "The Legend of Zelda" em 30 de abril de 2027, infelizmente sem trailer do filme.

Em seguida tivemos um pouco de Koji Kondo, o brilhante compositor que é responsável por alguns dos maiores clássicos musicais da Nintendo, antes de passarmos para Eiji Aonuma, responsável pela série The Legend of Zelda atualmente. Neste momento fomos apresentados pelo primeiro gameplay do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time.

Eu preferiria que começassem com um trailer e depois mostrassem um gameplay aprofundado, pois mostrando primeiro o gameplay, há muito mais pressão e expectativa sobre o que o jogo é ou será, que poderiam ser facilmente respondidas pelo trailer.


O impacto inicial do trailer... não foi positivo. Vemos Link na Floresta Kokiri e os gráficos do jogo parecem muito com todos os remakes que fãs do jogo já fizeram na Unreal Engine 5 ou um filtro de IA tipo DLSS5, os quais fãs da Nintendo sempre afirmaram serem horríveis, mas agora não parecem ligar.

Nota-se um excesso de shaders e efeitos técnicos para deixar o jogo tecnicamente impressionante, um dos piores sendo um efeito atmosférico que deixa uma névoa persistente, sem o charme ou qualidade da arte original. É um visual que espero ver em um jogo da saga Fable da Microsoft, não The Legend of Zelda.

Isso me faz pensar que pode ser um estúdio menos competente trabalhando no remake. Infelizmente a Nintendo passou a esconder a informação sobre quais os estúdios que estão fazendo o jogo e nunca se sabe quando esse ponto essencial será revelado.

Nem tudo é negativo sobre os visuais, no entanto. Há momentos em que o jogo está bonito e charmoso, como quando mostram o interior da Cidade do Castelo de Hyrule, a qual era pré-renderizada com ângulos fixos no jogo original (um fã chegou a fazer um mod adicionando a cidade em 3D no Nintendo 64) e em certas cenas do trailer. Mas alguns personagens estão extremamente simples e estranhos.

Algumas novidades foram muito legais, como a possibilidade de sussurrar ou cantarolar músicas e a Ocarina automaticamente saber qual música você está tentando tocar. Essa adição foi brilhante. Há também uma nova mecânica de corrida que irá salvar jogadores das repetidas cambalhotas para andar mais rápido e deve tornar a travessia pelo Campo de Hyrule mais rápida.


A nova dublagem (finalmente) para os personagens também parece ter dado muito mais personalidade para eles e promete ser um dos pontos altos do jogo. Inclusive, haverá dublagem em português do Brasil, algo raro nos jogos da Nintendo, mas que tem se tornado mais comum, como no novo Star Fox. Clique aqui para ver o trailer com dublagem em português na conta de Twitter da Nintendo Brasil.

Em matéria de gameplay a única adição que me fez retorcer a cara foi quando mostraram o mesmo sistema de inventário de The Legend of Zelda: Breath of the Wild em que você seleciona os itens por quadrados horizontalmente. É um sistema ineficiente e chato. Existem rodas de itens, menus como o do original, botões de atalho, não há motivo para implementar um sistema ruim em um jogo que tinha um menu melhor.


Minha primeira impressão com o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time não foi das melhores. Há partes em que eu acho que o jogo realmente está feio e é aquele feio de falta de senso estético que chega a desanimar de jogar. Em outros pontos ele está adequado e competente, então falta saber qual a taxa de equilíbrio.

Me incomodou pelo trailer perceber que muito pouco foi mudado em relação ao conteúdo do jogo em si. Talvez ainda haja novo conteúdo e apenas não tenha sido mostrado. Um jogo do calibre de Ocarina of Time merecia um dungeon extra, algumas quests a mais, entre outros extras.

No momento, sigo receoso sobre o jogo.

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