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domingo, 20 de setembro de 2026

Crack: Um objetivo. Uma missão. Um ovo.


Crack é um jogo bem estranho desenvolvido pelo usuário Rafoli que será lançado para PC pelo Steam em 26 de outubro. Ele pode ser jogado sozinho ou com até 4 amigos que terão um objetivo único: quebrar um ovo usando picaretas e outras ferramentas.

A grande questão do jogo é que há toda uma atmosfera de mistério. Ninguém sabe por que aquele ovo está ali, por que vocês estão em uma instalação de pesquisa que parece um gigante laboratório e principalmente, o que diabos está dentro desse ovo. É subentendido que seja uma criatura, mas que tipo?


Há uma mecânica incremental que não está super bem explicada no trailer ou descrição do jogo, mas acredito que as cascas do ovo ou completar missões garantem dinheiro aos jogadores que podem usá-lo para melhorar suas ferramentas.

Existem também salas secretas pelo complexo que aparentemente podem garantir upgrades e outros itens. Sempre que o relógio bate em certos horários, como a hora de descanso ou hora de dormir, todos precisam sair do laboratório imediatamente ou são penalizados. Durante o descanso também há pequenos minigames multiplayer de interação.

Por ser um jogo Indie eu acho que pode ser algo divertido e sem grandes pretensões. Diferente de quanto Peter Molyneux pegou uma ideia parecida em um jogo chamado Curiosity em que você tinha que destruir um cubo para revelar algo "que mudaria a vida de alguém" e acabou sendo uma participação no próximo jogo dele, Godus, que foi um fracasso.

Requisitos mínimos

Sistema operacional: Windows 10 64 Bits
Processador: Intel Core i5 2,5 GHz ou equivalente
Memória RAM: 8 GB
Placa de vídeo: Geforce GTX 1050
DirectX: 11
Armazenamento: 4 GB de espaço disponível

Com informações de Indie Game Joe

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Minecraft recebe atualização de acampamento Wilderness Bound

Minecraft teve uma nova atualização lançada recentemente, a terceira do ano, de número 26.3 para as edições Bedrock (consoles, mobile e PC) e Java (só PC) chamada Wilderness Bound, a qual adiciona algumas novidades na natureza, incluindo um bioma e acampamentos.

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A principal adição é o bioma Floresta Sombreada (Dappled Forest), uma floresta semi-iluminada com cara de outono que introduz as novas árvores de Álamo (Poplar) que tem folhas vermelhas, laranja e amarelas como se estivessem para cair, cujas mudas crescem em qualquer uma dessas cores.

Nessas árvores cresce também um novo tipo de cogumelo chamado Cogumelos-de-prateleira (Shelf Mushroom) que pode ser usado para comida ou decoração. Ele tem um efeito curioso que permite quicar neles como se fossem camas. Ele também não tem exigências de baixa iluminação como a maioria dos cogumelos.

Outra grande novidade são os Acampamentos Abandonados (Abandoned Camps), pequenas tendas com baús e barris contendo itens úteis, além de camas de palha para jogadores dormirem, fogueiras para cozinharem comida e algumas almofadas para sentar.

Alguns baús nos acampamentos abandonados terão Mapas do Explorador mostrando pontos de interesse como Mansões da Floresta e Monumentos do Oceano.

Já para a galera da construção adicionaram um pequeno presente, escadas e lajes de lã e concreto em todas as 16 cores disponíveis para esses blocos, o que deve manter uma galera ocupada por um bom tempo.


Perguntinhas da galera

O que é Minecraft Wilderness Bound?
É a mais recente atualização de Minecraft, lançada em setembro com o novo bioma Floresta Sombreada (Dappled Forest), Acampamentos Abandonados (Abandoned Camps), novas árvores de Álamo (Poplar) e mais.

Wilderness Bound já foi lançado?
Sim, a atualização Wilderness Bound já foi lançada para Minecraft e está disponível em todas as plataformas, inclusive consoles, Android, iPhone e PC com a versão Bedrock e também no PC pela versão Java.

Qual a atualização mais controversa de Minecraft?
Depende de cada jogador. Eu acredito que o mais controverso foi a atualização Caves & Cliffs: Part 2 que mudou por completo o estilo das cavernas do jogo, alterando drasticamente a jogabilidade.

Minecraft vai adicionar um novo bioma em 2026?
Sim, o novo bioma Floresta Sombreada (Dappled Forest) foi adicionado na atualização Wilderness Bound de setembro.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

[Encerrado] Battlefield 6 e Diablo 4 estão grátis para jogar essa semana

Dois jogos bastante populares receberam períodos de teste gratuitos essa semana: Battlefield 6 e Diablo 4. Enquanto o teste gratuito de Diablo 4 só está disponível no PC, o de Battlefield 6 inclui também o PlayStation 5 e Xbox Series X/S.

Confira a seguir como participar do período de teste de cada um dos jogos.

Atualização 22/09/2026: Os jogos não estão mais disponíveis gratuitamente

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Tiny Hero Courier: Entregas pequetitas em um grande apocalipse

Um jogo que me chamou atenção algum tempo atrás e que só agora tive tempo de falar sobre agora foi Tiny Hero Courier, um jogo independente do estúdio Guillotine sobre realizar entregas em um mundo pós-apocalíptico tomado por zumbis que parece super divertido.

Já sabemos que Tiny Hero Courier será lançado para PC pela loja Steam, mas por enquanto ele não tem data de lançamento ou preço anunciados. Por ora posso apenas falar um pouco sobre por que o jogo me chamou atenção.

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Xbox Game Pass de Setembro 2026: Wave 1 tem Virtua Fighter 5, Black Ops Cold War e mais

A Microsoft já liberou a primeira onda de lançamentos para o mês de setembro no Xbox Game Pass, a Wave 1, e novamente temos um começo de mês bem fraquinho que esperamos ser compensado na Wave 2 que costuma ser revelada no meio do mês.

Temos Virtua Fighter 5 R.E.V.O World Stage e Call of Duty: Black Ops Cold War em destaque, mas não são jogos que realmente seguram o mês. O destaque acabou ficando para a perda de Cyberpunk 2077 que sai do serviço em 15 de setembro.

O Xbox Game Pass está disponível no nível Essencial (50+ Jogos) por R$ 43,90, Premium (200+ jogos) por R$ 59,90 e Ultimate (400+ jogos e lançamentos) por R$ 76,90, além do PC Game Pass (300+ jogos) com games para PC. As assinaturas também dão direito ao serviço na nuvem Xbox Cloud Gaming.

Para quem ainda quer um Xbox, agora é a hora de comprar, porque os estoques estão baixos e está começando a ficar incerto se lojas continuarão a trazer o videogame para cá. Veja bem, "para quem quer", pois não é lá uma boa ideia pegar um console já no final da geração.

Atualização 02/09/2026: Moonlgihter 2 foi adicionado de surpresa ao Xbox Game Pass Ultimate, Premium e PC Game Pass.

Atualização 16/09/2026: Aqui estão os jogos da Wave 2

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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Wolverine, Onimusha e Silent Hill são destaques nos Lançamentos de Games Setembro 2026

Os lançamentos de Setembro meu amigo, ah os lançamentos de setembro. Está um pega pra capar com todo mundo tentando escapar do lançamento de GTA 6 em novembro, então o mês de setembro ficou abarrotado de grandes jogos. Marvel's Wolverine, Silent Hill: Townfall, The Blood of Dawnwalker e tantos outros.

O que não quer dizer que não haja espaço também para jogos menores. Podemos torcer para que títulos como Orbitals que são cheios de charme e rezar para que não sejam esmagados pelos gigantes andando por esse mês.

Até o momento em que estou escrevendo ainda tem novos jogos sendo anunciados para Setembro, só para ter uma ideia. Vamos conferir a seguir os principais Lançamentos de Jogos Setembro 2026 que chegam em breve.

Confira a seguir os principais lançamentos de games Setembro 2026.



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10 Melhores jogos de Agosto 2026 segundo o Metacritic

 O mês de agosto se despede rumo a um dos setembros mais intensos no mundo dos games e temos aqui os 10 melhores jogos lançados em agosto segundo as avaliações do site Metacritic. Surpreendentemente, o primeiro lugar ficou com Big Walk, um jogo pelo qual eu não dava nada.

Fields of Mistria também conquistou uma posição de respeito com sua fazendinha mágica capaz de concorrer com Stardew Valley. Destaques também para Star Wars Zero Company e Marvel Tokon: Fighting Souls. Muitos jogos tiveram nota 85 e nesse caso o critério de desempate do Metacritic é o número de reviews.

Não consideramos os ports de Elden Ring e Lies of P que tiveram altas notas, mas são basicamente relançamentos. Por outro lado permiti Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2 porque o lançamento de Metal Gear Solid 4 tem quase 20 anos e para muitas pessoas será um jogo novo. Vale o mesmo para Steins;Gate Re:Boot.

Confira a seguir os 10 melhores jogos de Agosto 2026 segundo o Metacritic.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Dokimon Quest: conheça jogo retrô estilo Pokémon


Lançado em 2024, Dokimon Quest é um jogo que brinca com a nostalgia de Pokémon Gold & Silver, a era do Game Boy Color. O jogo foi desenvolvido pelo estúdio Yanako RPGs, custa R$ 29,99 e ocasionalmente fica gratuito em certos períodos.

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Fields of Mistria: conheça novo jogo aconchegante de fazenda que é sucesso


Fields of Mistria é a mais nova sensação entre os games de conforto e simuladores de fazenda, lançado em 5 de agosto para PC na loja digital Steam. O jogo foi criado pelos novatos da produtora NPC Studio, um estúdio independente de Chicago, nos EUA, que conta com Claire Belton e Andrew Duff como codiretores, responsáveis por ninguém menos que o gatinho Pusheen que tantos conhecem.

Fields of Mistria está disponível para PC pelo Steam por R$ 44,49 e tem cara de jogo que sairá no Nintendo Switch no futuro, além de ser compatível com o Steam Deck. Por enquanto não há suporte a português ou outros idiomas além do inglês.

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The Witcher 4 será lançado em 2028, mas detalhes estão longe

A CD Projekt Red divulgou um novo vídeo no qual um de seus CEOs, Michal Nowakowksi, confirma que The Witcher 4 será lançado em 2028, porém é um daqueles vídeos de anúncio do anúncio, em que qualquer novo detalhe sobre o jogo ainda está muito distante.

O mesmo não pode ser dito sobre The Witcher 3: Songs of the Past, sobre o qual ouviremos bastante em breve.

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domingo, 23 de agosto de 2026

ReStory: Chill Electronics Repairs ensina a arte de consertar consoles

Um jogo que me chamou muita atenção este mês foi ReStory: Chill Electronics Repairs, um simulador de reparo de videogames desenvolvido pelo estúdio Mandragora e publicado pela tinyBuild. O jogo é dos mesmos criadores de I Am Future: Cozy Apocalypse Survival e vários outros pequenos títulos e foi feito na engine Unity.

Por enquanto ele está disponível apenas para o PC por R$ 49,99 e sua jogabilidade se encaixa melhor no mouse mesmo, mas um futuro port para console pode ser legal também. Há suporte para português nas legendas e interface.

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sábado, 22 de agosto de 2026

Orpheus: To Hell and Back traz charme retrô do Game Boy Color

Um jogo curioso que encontrei algum tempo atrás e achei muito charmoso visualmente foi Orpheus: To Hell and Back, criado pelo estúdio Studio Loading Productions. Ele é um jogo de quebra-cabeça com visuais retrô do Game Boy Color disponível no Steam por R$ 11,99 e uma duração de aproximadamente 30 minutos.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Slayblade: É veloz demais

Um jogo independente curioso que encontrei recentemente, Slayblade é inspirado fortemente no desenho animado Beyblade de batalhas intensas de piões que muitos devem conhecer. Desenvolvido pelo estúdio Henry's House e Oscar Brittain, ele chega em 20 de agosto e tem um demo disponível no Steam

O jogo é um Roguelite simples, nada muito profundo. Não tem modo história e não tem modo multiplayer. Porém, parece algo divertido o bastante para jogar durante uma tarde. Você vai combatendo com seu pião por várias batalhas e no tradicional estilo Rogue, ganha novas peças e vantagens a cada vitória, com o objetivo de tentar sobreviver o máximo que consegue.

Eu gostava bastante dos jogos de Beyblade do PlayStation One e GameCube, não eram particularmente bons, mas te davam a sensação de uma boa batalha de piões. Com certeza Slayblade não será pra todo mundo, mas se você tiver curiosidade sobre, eu acho que vale a pena dar uma olhada. Achei o requisito da placa de vídeo é meio pesado.

Clique aqui para ir à página de Slayblade na Steam

Requisitos mínimos
Sistema operacional: Windows 10
Memória RAM: 8 GB
Placa de vídeo: Geforce GTX 1080
Armazenamento: 500 MB de espaço disponível

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Assassin's Creed Black Flag Resynced e Halo são destaques nos Lançamentos de Games Julho 2026

Fala pessoal, beleza? Pensei em agitar por aqui com uma materiazinha de lançamentos mensais, me digam se gostaram da ideia depois e podemos conversar nos comentários sobre os que curtirem.

O mês de julho de 2026 vem abarrotado de jogos (mas ainda menos que setembro) com muitos jogos legais como Assassin's Creed Black Flag Resynced e Halo: Campaign Evolved, apesar de que, na prática, são remakes.

Tem monstro de bolso pra caramba com Digimon e Palworld enquanto no Nintendo Switch vão tentar um Splatoon que não é multiplayer e eu não achei lá uma boa ideia.

Há também alguns ótimos jogos malucos como Denshattack! e Truck-kun is Supporting Me from Another World?! que cumprem a cota de estranheza para o mês, onde se encaixa também Rhythm Heaven Groove.

Confira a seguir alguns dos melhores lançamentos de games Julho 2026.

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99% vagabundo, mas aquele 1% assassino

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Review de Superliminal


Superliminal é um jogo de quebra-cabeça que brinca com a ideia de objetos mudarem de tamanho de acordo com sua perspectiva e desafia jogadores a resolverem vários puzzles com esse conceito. A história segue um protagonista que viaja pelos seus sonhos em uma espécie de tratamento para problemas psicológicos mas que acaba virando uma jornada por sua sobrevivência. O jogo está disponível para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

Todo o jogo se passa nesse mundo dos sonhos no qual o protagonista tem vários sonhos dentro de sonhos (você por aqui, Nolan?) que abordam certas questões específicas. O que começa como um tratamento, no entanto, acaba virando um problema quando os responsáveis perdem o controle e o jogador fica à deriva em seus sonhos, com a chance de ter seu cérebro derretido, algo que já me aconteceu uma ou duas vezes... essa semana.

Os quebra-cabeças em si tem uma grande vibe de Portal com aquela sensação de salas de teste, porém com uma mecânica mais fácil de envolver sua mente do que portais. Pegar objetos e fazê-los ficarem maiores ou menores permite que eles se tornem plataformas, interajam com o cenário ou mesmo tenham suas capacidades ampliadas, como uma luz que pode se tornar mais forte se o objeto for maior.


Falar muito mais do que isso seria entregar demais o jogo. Ele vive realmente na surpresa de conhecer uma nova situação, levar um tempo para compreendê-la e então passar até com certa facilidade depois que encontra a solução. Nenhum dos quebra-cabeças é difícil demais, mas não costumam ser tão fáceis a ponto de você os resolver sem pensar.

A jogabilidade é um pouco estranha, não dá pra não reparar nisso. Objetos podem ser rotacionados no eixo horizontal, mas não no vertical, o que às vezes dificulta para que você consiga transpor exatamente o que está tentando fazer para os controles. Essa parte não chega a ser um problema, é algo que dá pra se acostumar.

De longe o maior problema da jogabilidade é a movimentação da câmera. Ela simplesmente não parece natural, ao menos no PlayStation 4, talvez seja diferente no PC com um mouse. Essa movimentação irregular aliada a poucos objetos fixos na tela pode causar enjoos por cinetose, o que não é muito legal.


Visualmente o jogo tem uma identidade bem definida com alguns corredores que parecem um hotel de luxo e áreas de bastidores com um certo tom sombrio, como se você não devesse estar lá, assim como em Portal. Há também momentos em que o jogo decide ficar bem louco e exibir visuais únicos que fazem você se perguntar "mas que diabos?".

A música é tranquila para servir de fundo dos quebra-cabeças e a maior parte do som vem através de narrações. Espalhados pelo jogo estão rádios nos quais o Dr. Glenn Pierce tentará se comunicar com o jogador para guiá-lo ou oferecer interessantes pontos de vista. Também há uma inteligência artificial que parece não entender a situação do jogador e até o atrapalha, porém seria injusto compará-la com Glados. Ambas as dublagens são boas e dão o ritmo da história perfeitamente.

Superliminal não é particularmente longo. Ele dura entre 2 e 3 horas de acordo com sua capacidade de resolver os quebra-cabeças, porém ele também não tenta se estender desnecessariamente. Por respeitar o seu tempo a história dele também não soa pretensiosa. Em nenhum momento os puzzles ficam repetitivos, há sempre novas ideias que levam alguns instantes para "clicar" e serem resolvidas, e quando não há mais ideias o game acaba sem tentar enrolar.


Após terminar o jogo é possível procurar alguns extras como troféus e colecionáveis, porém não há realmente tanto incentivo assim para jogar de novo e isso é algo que eu acabei sentindo falta. O conceito do jogo é interessante mas não super duradouro e Superliminal trabalha bem com o que tem mas imediatamente te deixa com fome de jogar alguma outra coisa.

Nota 7,5/10

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Review de Summer in Mara


Summer in Mara é um game independente criado através de uma campanha coletiva no site Kickstarter e que foi lançado recentemente para Nintendo Switch e PC, com versões para PlayStation 4 e Xbox One a caminho em uma data ainda não definida. O jogo traz uma aventura tranquila e divertida sobre ajudar pessoas, conquistá-las pelo seu estômago e cuidar do meio-ambiente, porém também se perde em alguns momentos com missões repetitivas e vazias.


A história começa com Koa, uma menina que é criada por sua avó Haku em uma ilha misteriosa e que nunca viu o resto de seu mundo, chamado aqui de Mara. Após o tutorial dá pra notar que se passou algum tempo, já que o barco que sua avó usava está largado quebrado e não se vê mais a velhinha em lugar algum. Inicialmente não fica claro o que aconteceu e ninguém menciona o fato, mas com certeza a avó de Koa faleceu em algum momento e ela está vivendo em sua ilha sozinha há um tempo.

Tudo muda quando ela encontra Napopo, uma criaturinha anfíbia que foi parar em sua ilha, não fala seu idioma e precisa de ajuda. Este é o estopim para Koa consertar o barco de sua avó e conectar-se pela primeira vez com a civilização, levando consigo sua ingenuidade e vontade de ajudar os outros. Durante sua jornada ela encontra antigos amigos de sua avó e faz também novos amigos.

Lá pela metade do jogo surgem os antagonistas Elits, alienígenas que querem destruir o planeta em nome do progresso e adicionam um pouco mais de ritmo e motivação à história. Ainda assim, eles demoram tanto para serem apresentados no jogo que quando surgem parecem um pouco deslocados com o resto da temática.


Inicialmente a jogabilidade envolve cuidar da sua ilha, plantando sementes, molhando-as e colhendo-os quando chegar a hora. Você pode também extrair minérios, plantar mais árvores usando seus frutos e erguer novas construções como poços. Com o tempo mais opções ficam disponíveis como cuidar de animais e outras coisas a mais. Apesar de esta parecer a jogabilidade principal do jogo, ela é apenas uma parte, nem mesmo tão grande.

Os alimentos obtidos servem também para Koa poder comer, já que precisa regularmente recobrar sua energia para não desmaiar de cansaço. Felizmente não é nada exagerado como em Stranded Sails, há energia o suficiente para fazer várias coisas durante o dia, porém você precisa voltar para sua ilha ou barco à noite para dormir.

Assim que você consertar seu barco no início do jogo irá então zarpar para a ilha adjacente Qualis, onde há uma grande e simpática cidade repleta de personagens interessantes. Uma vez lá eis que surge a principal forma de jogabilidade de Summer in Mara: realizar tarefas para os outros. Não há como eu reiterar o suficiente o quanto do jogo é simplesmente andar de um lado para o outro fazendo favores para os outros, mas eu vou tentar.

Os personagens na cidade são relativamente interessantes, possuem suas próprias histórias, jeitos de ser e desejos. Aos poucos você se envolve na vida deles, porém suas missões são sempre muito vazias. Leve um item para aquela pessoa, plante algo para aquela outra, conserte este item pra mim, cobre de alguém algo que me deve. Koa se torna meramente uma garota de recados sob o pretexto de "gostar de ajudar".


Há um pouco de Crafting no jogo também, porém apenas em sua própria ilha Koa pode fabricar itens, plantar suas sementes ou cozinhar. Isso significa que sempre que um personagem precisa de algo fabricado, plantado ou cozido, você terá que voltar a sua ilha. Percebeu que faltou um ingrediente? Volte para Qualis, suba dois lances de escada até o mercado, compre o ingrediente, volte para sua ilha, cozinhe, volte para Qualis, entregue a comida e provavelmente uma nova missão igual surgirá.

O jogo tem uma enorme dose de repetição que só adiciona mais água ao feijão de Summer in Mara. No início chega a ser divertido conhecer esses personagens novos e como eles interagem com o carisma de Koa. No final as missões também ficam mais íntimas e relevantes para os personagens e nós já os conhecemos o bastante para talvez nos importar. É tudo o que acontece essas duas pontas que é completamente insosso.

Assim que você tem acesso a um mapa e percebe que sua ilha e Qualis são apenas dois quadradinhos em um mapa de 6x6 blocos, parece que haverá mais exploração, ao estilo The Legend of Zelda: Wind Waker, porém a única ilha grande e com uma cidade é Qualis. Todas as outras são apenas pequenas curiosidades, locais com um ou outro item incomum, uma nova fruta para levar para sua ilha, sem realmente adicionar muito à história, personagens ou jogabilidade.


Dá pra ver que muito trabalho foi investido para tornar Qualis interessante, mas apesar de visualmente terem tido sucesso, a cidade não tem vida e nem exerce bem sua função para a jogabilidade. Os NPCs que habitam a cidade são totalmente estáticos e têm falas inúteis, nem mesmo uma pequena dica do jogo escapa por eles.

Os locais da cidade por sua vez são muito isolados, com grandes pedaços onde tudo que você faz é ficar correndo sem parar de um lado para o outro visando chegar onde quer. Há ainda um sistema de dia e noite que não adiciona à jogabilidade de maneira alguma, mas faz certos locais só serem acessíveis em um certo horário. O que poderia ser algo interessante, na prática só significa que além das viagens pela cidade serem cansativas, algumas são perdidas.

O visual é o ponto alto de Summer in Mara com cores vibrantes que trazem alegria por conta própria até que seja o momento de passar mais tensão com tons mais escuros. O mesmo pode ser dito da música do jogo que é relaxante e tranquila na maior parte do tempo, até que precise ser um pouco mais séria. Não há vozes infelizmente, os personagens falam apenas com pequenos sons de fundo, mas os diálogos são adornados com belas artes 2D.


Summer in Mara é uma aventura de umas 30 horas que poderia facilmente ser condensada em 15 para ser mais concisa, divertida e interessante. todas essas horas a mais tornam o jogo desnecessariamente pesado e acabam por matar o pique do jogador até mesmo quando coisas mais interessantes começam a acontecer perto do final. Apesar do potencial e uma tonelada de charme que carrega o jogo por umas boas horas, Summer in Mara faz de tudo para ser uma esquecível canção de verão.

7/10


quinta-feira, 11 de junho de 2020

Alex Kidd in Miracle World DX whaaaaaat?


Um anúncio da Sega que realmente pegou todos de surpresa essa semana foi a revelação de Alex Kidd in Miracle World DX, um remake do clássico game que vinha na memória do Master System e é especialmente importante para o público brasileiro agora para PlayStation 4, Xbox One, Switch e PC. Apesar de a ideia de um remake de Alex Kidd me animar muito e ficar feliz de rever o jogo, não achei lá essas coisas.

O desenvolvimento está nas mãos da Merge, estúdio que trabalhou também em Streets of Rage 4, com um trailer divulgado recentemente pela IGN. Um problema que tive logo de cara é que o trailer não toca a clássica música Sutakora Sassa que é o tema de Alex Kidd, mas tudo bem, afinal ela pode apenas não estar presente no trailer.


Meu principal problema no entanto foi o visual escolhido. Tecnicamente está impecável, uma perfeita atualização do personagem com animações fluídas e a primeira tela do jogo me parece perfeita. Porém, depois disso tudo me parece ficar escuro demais, algo que acho que não repassa bem o bastante o legado das cores do Master System.

Uma diferença que sempre senti em Alex Kidd em relação a Super Mario Bros. é que Alex é como uma celebração, vibrante, colorido, tudo a ver com a cultura latina e praticamente moldado para nós. Ao escurecer com realismo essas cores, mata-se também esse espírito vibrante e principalmente esse gosto tão tipicamente brasileiro que o jogo tinha.

Infelizmente o trailer também não mostrou as novidades prometidas, como novas fases, novos modos e lutas alternativas contra chefes. Teria sido muito mais fácil convencer as pessoas com isso. E com a clássica música tema, não apenas um trechinho no final. O jogo com certeza será bacana, mas confesso que não estou tão animado por ele quando deveria estar por um remake de Alex Kidd.

Por que Velozes & Furiosos: Encruzilhada vai falhar?


Quem estava assistindo o Game Awards 2020 deve lembrar de como foi estranho quando de repente Vin Diesel e Michelle Rodriguez surgiram no palco para anunciar um jogo baseado na franquia "Velozes & Furiosos", chamado "Velozes & Furiosos: Encruzilhada" ou "Fast and Furious: Crossroads" em inglês. Após ver esse primeiro trailer de gameplay, é óbvio que o jogo vai falhar. Mas por que isso é interessante para nós? Porque apesar de falhar parece que ele será muito legal.


O púbico da série Velozes & Furiosos curte a adrenalina e testosterona da série, eles curtem corridas. Eles são o público de Need for Speed Underground, Need for Speed Most Wanted, Burnout, assim como o próprio público de Need for Speed é o público de Need for Speed. Quando Need for Speed tenta coisas bizarras como Need for Speed The Run e Need for Speed Payback, que não são nada Need for Speed, ele erra o próprio público e falha. Por isso Velozes & Furiosos: Encruzilhada vai errar seu público alvo assim como esse jogos.

A vantagem de quando um jogo erra seu público alvo tão claramente mas ainda investe recursos em sua criação é que acidentalmente pode atingir outro público normalmente esquecido que não receberia esses recursos. Velozes & Furiosos: Encruzilhada me parece perfeito para quem gostou do recente jogo da série Spyhunter para o Nintendo 3DS e PS Vita. Caramba, olhando o trailer de lançamento chegam a parecer o mesmo jogo ou uma sequência.


Para um jogo de corrida é péssimo ser tão scriptado quanto Velozes & Furiosos: Encruzilhada parece ser, porém em um jogo de espião como Spyhunter, é como um jogo de tiro sob trilhos, nos moldes de Star Fox ou Kid Icarus Uprising. Seu objetivo é encarar diferentes missões no estilo Arcade com exageradas situações cheias de adrenalina equipado com vários gadgets / bugigangas.

Nesse caso ser scriptado não é tão problemático, assim como em Star Fox, porque o prazer está na jogabilidade e no prazer de rejogar algo mesmo quando já se sabe o que vai acontecer. A escalada de eventos para que pareçam cada vez mais épicos ajuda a manter o interesse do jogador enquanto uma boa jogabilidade se repete. Por exemplo, em Star Fox você usa as mesmas mecânicas de tiro durante todo o jogo, mas em situações progressivamente mais inusitadas e difíceis.

Dito isso, toda essa ideia apenas significa que a jogabilidade do jogo será legal. A temática de Velozes & Furiosos e os personagens ainda estão lá e ao menos para mim não são tão interessantes quanto uma temática de espiões como Spyhunter. Porém, com que frequência veríamos uma sequência de Spyhunter, não é mesmo?

O jogo "Velozes & Furiosos: Encruzilhada" ou "Fast and Furious: Crossroads" seria lançado em maio, mas sofreu um atraso e agora sairá em 7 de agosto para o PlayStation 4, Xbox One e PC.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Review de Dead or School


Eu gosto de jogar jogos ruins. Não jogos ruins ruins, mas aqueles jogos que são ruins em alguns setores para se sobressaírem em outros. A indústria de jogos é permeada por jogos pretensiosos com visuais fotorrealistas e narrativas supostamente profundas que acreditam que isso garante enaltecimento automático, então constantemente eu me vejo procurando a antítese deles, jogos ruins que não têm bons gráficos, não têm boa história mas garantem que você vai se divertir.

Dito isso, uma jornada por jogos ruins que acabam sendo bons traz também muitos jogos ruins... ruins. Jogos ruins que não têm as qualidades redentoras que você esperava que os tornaria bons, então ficam sendo apenas.. ruins. Dead or School tenta ser um jogo ruim bom e falha, mas não chega a ser um jogo ruim ruim, o que o coloca em uma categoria que também não é tão interessante, o medíocre.

A história do jogo se passa em um futuro não tão distante no qual criaturas mutantes forçaram a humanidade a fugir para o subsolo, onde viveram por duas gerações. O jogador controla Hisako, uma menina da terceira geração criada no subterrâneo que possui grande força e começa a ter o desejo de retornar à superfície.


A principal motivação dela, no entanto, é bem ridícula. Hisako quer ser uma estudante e frequentar uma escola com amigos porque isso parece muito divertido, tudo graças a um uniforme de colegial guardado pela avó dela. A história ridícula quase funciona pra mim, mas ela me deu mais cringe do que eu gostaria. Ainda assim eu vou dar o benefício da dúvida de que ela é um ruim do tipo bom.

No quesito jogabilidade, no entanto, dá pra ver um certo amadorismo. Dead or School é um jogo independente, do tipo que a jogabilidade parece ter sido feita por uma única pessoa em qualidade e por muitas pessoas na falta de foco. A ação se desenrola lateralmente em fases com gráficos 3D, vulgarmente, 2.5D.

Você tem três tipos diferentes de ataque, com espada, com uma arma de fogo de médio porte e com uma arma de fogo de grande porte. Todos os ataques usam seu fôlego e você não pode simplesmente atacar sem parar ou a personagem fica cansada. Os golpes não parecem que encaixam e mesmo os tiros não têm peso, naquele estilo RPG onde só causam dano, sem real impacto.

O jogo tem vários sistemas e subsistemas, um em cima do outro, como se quantidade fosse torná-lo profundo. Cada arma pode ser melhorada, pode receber upgrades, têm uma árvore de habilidades própria, desviar de golpes no momento certo pode causar um momento de câmera lenta, se a personagem sofrer dano demais suas roupas se rasgam e seu poder de ataque aumenta em troca de baixa defesa e mais.


São tantas coisas acontecendo que você não consegue dominar nenhum desses sistemas e nem sentir o suficiente a influência de cada um deles na jogabilidade para se importar com algum deles. A jogabilidade parece uma colcha de retalhos, um amontoado de coisas incoerentes que acaba atrapalhando e deixando o jogo mais devagar porque você precisa investir muito mais tempo para entendê-lo.

Visualmente a aparência do jogo não é muito inspirada, parece um amontoado de recursos comprados em lojas da Unreal ou Unity. A personagem principal até é bacana e os inimigos têm um efeito legal de saltarem da frente da tela para a ação, porém os cenários são muito genéricos e de má qualidade. Se o resto do jogo fosse bom eles poderiam ser mais toleráveis como um conjunto consciente de sua própria baixa qualidade. A música foi onde senti que estava um pouco acima do resto do jogo e é até agradável.

Eu não gostei muito de Dead or School, mas apesar de tudo ele não é ruim. Seu preço atualmente é um pouco caro, mas em uma promoção dá pra se arriscar e ver se ele bate naquele exato ponto de equilíbrio de jogo ruim que é bom pra você individualmente, pois ele é um jogo popular com algumas pessoas. Eu esperava algo mais próximo da série Senran Kagura mas acabei com algo que se assemelha aos jogos independentes de Touhou.

Nota: 6/10

Review de Hidden Through Time


Hidden Through Time é um jogo de encontrar objetos, um pouco no estilo de "Onde está o Wally?", porém com várias coisas ao invés do famoso personagem. Não é um jogo muito ambicioso, ele se propõe a algo e realiza essa tarefa perfeitamente, o que me dá um certo dilema para analisá-lo já que o mesmo tempo ele faz tão bem seu trabalho mas não apresenta muita profundidade além disso. O jogo está disponível para PlayStation 4, Xbox One, Switch, PC, Mac e Android. A versão analisada foi a do PS4.

A parte "Through Time", "através do tempo" em português, é a grande sacada do jogo. O tema de cada fase é uma parte da história da raça humana, desde os tempos das cavernas até eras mais modernas. É divertido ver o mundo evoluindo ao seu redor e o conteúdo de épocas como Antigo Egito e revolução industrial são conteúdos fantásticos.


Ao início de cada fase você recebe uma lista de itens e cada um deles tem uma dica, próximo de uma charada, que indica onde você poderá encontrá-lo. Não é preciso encontrar todos os itens em uma fase para passar adiante, apenas alguns, porém para desbloquear fases futuras é preciso ter um certo número de itens. Caso o jogador não encontre todos os itens de primeira, pode voltar à fase posteriormente. O jogo também salva seu progresso o tempo todo, então é fácil parar de jogar e voltar depois.

Os cenários e animação são extremamente parecidos com os livros do Wally e isso significa também aquela dose de carisma que inclui ver várias situações engraçadas espalhadas pelo campo de busca que não tem necessariamente a ver com o que você está procurando. É possível também olhar dentro de construções com um clique que faz as paredes sumirem.

O visual é simpático, com personagens 2D estilo vetorial e com animações básicas. Houve alguns momentos em que senti lentidão, o que não é muito perdoável para um jogo 2D simples em um PlayStation 4, apesar de não atrapalhar muito. A música é tranquila e relaxante, algo necessário se você demorar muito em uma fase.


O jogo acaba rápido, mas é interessante para jogadores que gostam de troféus / conquistas já que dá pra se guiar por eles para ter algum conteúdo extra. Também há um modo de criação de mapas no qual você pode criar suas próprias fases com facilidade e também baixar fases de outros jogadores para jogar. Em teoria isso deveria estender muito a vida útil do jogo, mas não há muitos mapas bons para experimentar.

Eu me diverti bastante com Hidden Through Time, toda sua execução do que se propõe a fazer é perfeita, porém senti falta de um algo mais, mesmo que irrisório. Algo que talvez desse uma sensação de progressão, construção, algo que permitisse você sentir que além de vencer as fases estivesse fazendo algo mais como reconstruindo uma cidade ou criando um museu. Ainda assim só posso elogiá-lo e recomendá-lo para jogadores que gostam desse estilo.

Nota: 8,5/10