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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Assassin's Creed Black Flag Resynced e Halo são destaques nos Lançamentos de Games Julho 2026

Fala pessoal, beleza? Pensei em agitar por aqui com uma materiazinha de lançamentos mensais, me digam se gostaram da ideia depois e podemos conversar nos comentários sobre os que curtirem.

O mês de julho de 2026 vem abarrotado de jogos (mas ainda menos que setembro) com muitos jogos legais como Assassin's Creed Black Flag Resynced e Halo: Campaign Evolved, apesar de que, na prática, são remakes.

Tem monstro de bolso pra caramba com Digimon e Palworld enquanto no Nintendo Switch vão tentar um Splatoon que não é multiplayer e eu não achei lá uma boa ideia.

Há também alguns ótimos jogos malucos como Denshattack! e Truck-kun is Supporting Me from Another World?! que cumprem a cota de estranheza para o mês, onde se encaixa também Rhythm Heaven Groove.

Confira a seguir alguns dos melhores lançamentos de games Julho 2026. Novos títulos serão adicionados com cores em destaque na lista.

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Principais lançamentos de games Junho 2026

  • Rhythm Heaven Groove (SW) - 2 de julho
  • Moonlight Peaks (SW2, SW, And, PC) - 7 de julho
  • DOOM: The Dark Ages - Revelations DLC (PS5, XBSX/S, PC) - 7 de julho
  • Assassin's Creed Black Flag Resynced (PS5, XBSX/S, PC) - 9 de julho
  • Digimon Story: Time Stranger (SW2, SW) - 10 de julho
  • Palworld (PS5, XBSX/S, XB, PC) - 10 de julho
  • Denshattack! (PS5, XBSX/S, SW2, PC) - 15 de julho
  • Culdcept Begins (SW2, SW) - 16 de julho
  • Avatar Legends: The Fighting Game (PS5, XBX/S, SW2, SW, PC) - 23 de julho
  • Splatoon Raiders (SW2) - 23 de julho
  • Final Fantasy X/X-2 HD Remaster (SW2) - 23 de julho
  • Forever Skies (XBSX/S) - 27 de julho
  • Halo: Campaign Evolved (PS5, XBX, PC) - 28 de julho
  • Truck-kun is Supporting Me from Another World?! (XBSX/S, PC) - 29 de julho
  • Blue Reflection Quartet (PS5, SW2, SW, PC) - 30 de julho

Rhythm Heaven Groove

SW - 2 de julho

Eu nunca fui particularmente fã da série Rhythm Heaven Groove apesar de gostar de jogos malucos da Nintendo como Wario Ware, com o qual ele tem alguma semelhança. Um dos motivos é que eu acho ele menos claro e não tenho tanto ritmo, sofrendo em jogos como Patapon (inclusive Ratatan sairia esse mês, mas foi adiado).

Em Rhythm Heaven Groove e outros títulos da série você tem minigames rítmicos intuitivos nos quais várias coisas aleatórias começam a acontecer e dão a deixa para você participar. Por exemplo, se houver 4 crianças pulando amarelinha, você provavelmente é a quarta e as outras 3 irão pular em um certo ritmo para você seguir.

Basicamente o jogo conta com diversas variações desta mesma ideia, ocasionalmente jogando umas bolas curvas pra você ficar ligado. Um lance legal desse novo jogo é um modo mais profundo meio RPG chamado Beatspeel em que você usa magias rítmicas para enfrentar monstros. Mas não dá pra saber quão profundo ele realmente é.

Rhythm Heaven Groove no geral é simples e vale a pena pegar em promoção porque o preço é meio salgado, saindo por R$ 219,90 no Nintendo Switch, menos que lançamentos tradicionais, mas ainda caro.


Moonlight Peaks

SW2, SW, And, PC - 7 de julho

Um simpático simulador de vida para quem curte Animal Crossing e Stardew Valley, Moonlight Peaks da produtora Little Chicken tem uma temática gótica de criaturas noturnas, colocando os jogadores como um vampiro filho do Conde Drácula, convivendo com outras espécies e pregando o convívio com humanos.

Algo meio inesperado é que parte do seu trabalho como vampiro será plantar vegetais "místicos" como se fosse um Harvest Moon e usá-los para fazer poções. Além de decorar sua casa sombria como um Animal Crossing. Um detalhe legal é que você também pode se transformar em animais como morcego e gato. Há também um sistema de romance com 12 candidatos, incluindo lobisomens e bruxas.

Moonlight Peaks chega um pouco mais caro no Nintendo Switch 2 por R$ 159,99 e no Nintendo Switch 1 e PC sai por R$ 139,99. Não havia mencionado antes, mas o jogo sai também no Android, pelo mesmo preço do Switch 1 e PC.


DOOM: The Dark Ages - Revelations DLC

PS5, XBSX/S, PC - 7 de julho

O mais recente game de tiro da id Software (que Deus a tenha, após o banho de sangue da Microsoft), ganhou um pacote de expansão por DLC. Em Revelations o protagonista Slayer/Doomguy é lançado em um purgatório e precisa encarar verdades perturbadoras para escapar de sua própria mente, guiado por um aliado misterioso.

O gameplay recebe uma nova Lança-corrente com uns efeitos bem bacanas que permitem girar ao redor de inimigos usando a corrente e rapidamente mudar para o escudo para criar combos devastadores, com batalhas mais verticais.

Eu não sou super fã do estilo de gameplay de DOOM: The Dark Ages que envolve parry de projéteis com o escudo de uma forma que mais parece um jogo rítmico ou um Bullet Hell como Returnal ou Saros, mas a Lança-corrente é realmente maneira e parecem haver umas cenas bem bacanas em Flashbacks no DLC.

DOOM: The Dark Ages chega no PS5, Xbox Series X/S e PC (Steam, Battle.net) por R$ 349,90 e o DLC Revelations sai por volta de R$ 99,90 em cada plataforma. O jogo base também já está disponível no Xbox Game Pass Premium.


Assassin's Creed Black Flag Resynced

PS5, XBSX/S, PC - 9 de julho

Para muitas pessoas Assassin's Creed 4: Black Flag foi um ponto marcante na série da Ubisoft. Logo após o término da "trilogia" original do Desmond foi o ponto em que elas se perguntaram se continuariam seguindo a série ou se a conclusão original foi suficiente.

Black Flag segue o pirata Edward Kenway que se finge de assassino para faturar uma boquinha e acaba envolvido na guerra eterna com os Templários, até que acaba se unindo de verdade à ordem. O gameplay foi atualizado tanto no parkour quanto combate, design de missões e stealth. Até hoje acho que é a melhor fantasia de pirata pra se viver (vai jogar o que, né? Captain Blood?).

Porém tomaram uma decisão bem estranha de remover todas as partes modernas do jogo. Para quem não sabe, Assassin's Creed se passa no mundo real em um tempo moderno e os personagens visitam memórias antigas em seu DNA. Acho que remover essas partes modernas podem deixar o jogo melhor, mas assassinam a ideia da série. Recomendo jogar o original antes do remake para ter uma experiência mais autêntica.

Assassin's Creed Black Flag Resynced chega para PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC pelo Steam, Epic Games Store e Ubisoft Store a partir de R$ 299,90. Melhor jogar nos consoles pra escapar do Ubisoft+/Uplay.


Digimon Story: Time Stranger

SW2, SW - 10 de julho

Um dos jogos que estou mais animado para jogar e ainda não pude porque custa os olhos da cara (na Summer Sale do Steam tá com 43% de desconto) é Digimon Story: Time Stranger. Ele é um RPG bem tradicional de Digimon do tipo coletar monstrinhos e botar eles pra brigar que já estava disponível no PS5, Xbox e PC, mas agora chegou também ao Nintendo Switch 2 e 1.

A história que é bem esquisita, quando um evento fora do comum lança o protagonista personalizado pelo jogador pra um passado onde ele poderá investigar o que causou o evento e impedi-lo. Alguns RPGs de Digimon têm um estilinho mais Persona, como a saga Cyber Sleuth, mas acho que esse tem uma identidade própria.

Digimon Story: Time Stranger está bem caro no PS5 por R$ 399, um pouco menos no Xbox por R$ 349, e no PC ainda caro por R$ 319,90 no Steam, mas ao menos no PC tem descontos grandes. As versões do Nintendo Switch 2 e 1 estão perto do Xbox por R$ 339,90. O jogo é bacana, mas vamos esperar promoção.


Palworld

PS5, XBSX/S, XB, PC - 10 de julho

Nosso querido Pokémon com armas finalmente vai ser lançado oficialmente, saindo do acesso antecipado e ganhando sua versão 1.0. Apesar de toda a rixa entre a Pocketpair e Nintendo, a verdade é que Palworld é muito mais parecido com Ark: Survival Evolved que Pokémon.

Você vai ralar pra caramba pra sobreviver e conseguir suas coisas e constantemente inimigos poderão tomar tudo de você. Ele é um jogo divertido, mas bem desequilibrado, então eu recomendo sim dar uma olhada, mas não com a ideia de encontrar um novo Pokémon.

Palworld está disponível no PS5 por R$ 159,90, no Xbox Series X/S por R$ 112,45 e no PC pelo Steam por R$ 88,99 (quando será que sai pro Switch?). Eu recomendo comprar no PC em acesso antecipado, para quem for assinantes do Xbox Game Pass Premium/Ultimate ou PC Game Pass, ele está disponível no serviço. Porém, se curtir, recomendo comprar, pois é o tipo de jogo que se investe horas e um dia pode sair do catálogo. Os desenvolvedores confirmaram que o preço não vai subir com a versão 1.0.


Denshattack!

PS5, XBSX/S, SW2, PC - 15 de julho

Um maravilhoso jogo absurdo do estúdio independente Undercoders, Denshattack! é uma espécie de jogo de corrida infinito misturado com Tony Hawk's Pro Skater em que dá pra fazer grind com um trem por um Japão distópico e isso já deveria ser o bastante dito.

Você vai enfrentar gangues rivais, uma megacorporação do mal e diversos trens personalizados inimigos enquanto corre por percursos repletos de trilhos, objetos para fazer grind, corridas pelas paredes e mais. Tudo com um estilo de visual de alto impacto inspirado por animes e trilha sonora pauleira, contando inclusive com o Tee Lopes que manda bem demais.

Claro, o perigo em jogos malucos é que eles não tenham substância por baixo do estilo, então vamos com calma. Denshattack! ainda não teve seu preço revelado na maioria das plataformas, exceto no Switch 2 onde vai custar R$ 59,99. Ele também vai estar no Game Pass Ultimate.


Culdcept Begins

SW2, SW, PC - 16 de julho

Uma série muuuuuuito pouco conhecida no ocidente, Culdcept é uma mistura de Banco Imobiliário/Monopoly com um jogo de cartas que vem sendo lançada no Japão desde os anos 90 no Sega Saturn. Jogadores assumem o papel de Kamur, um Cepter, uma pessoa capaz de usar cartas chamadas "Culds" para invocar monstros.

A jogabilidade é como um jogo de tabuleiro, você rola dados, cruza o mapa e assim como em Banco Imobiliário, quando para em uma casa, toma posse dela ao colocar um monstro e outros jogadores precisam pagar tributo ou lutar com os monstros.

A história se passa no continente de Bavrashka criado pelos deuses e envolve conflitos entre diferentes nações, com destaque para Kamur, parte da Academia Cept Real e que se torna parte do Regimento da Guarda Cepter Real.

Eu nunca joguei um jogo dessa franquia, as avaliações estão razoáveis, então se alguém arriscar depois nos conte se é bom. Culdcept Begins sai mais caro no Nintendo Switch 2 por R$ 300 e no Nintendo Switch 1 sai por R$ 250. Ele seria lançado também para PC na mesma data, mas foi adiado para o final do ano.


Avatar Legends: The Fighting Game

PS5, XBX/S, SW2, SW, PC - 23 de julho

Não, não aquele dos Smurfs. Aang e sua galera vai cair na porrada em Avatar Legends: The Fighting Game, um jogo de luta dos personagens da animação Avatar. Ele está sendo desenvolvido pela Gameplay Group International, mesmo pessoal que fez um fangame de luta de Meu Pequeno Pônei e depois o transformou em um título original chamado Them's Fightin' Herds.

O elenco vai incluir personagens como Aang, Korra, Katara, Toph, Sokka, Azula, Zuko, Kyoshi, Zaheer e Lord Ozai, cada qual com suas técnicas de dobra elemental, controlando fogo, vento, ar e terra. Há também duas variantes de Aang e Korra no "Modo Avatar" que nada mais é que contar o Goku e Vegeta Sayajin como personagens separados como Dragon Ball sempre faz.

Não sou especialista em jogos de luta como o chapa Bruno Magalhães, então eu não sei se o jogo vai ser bom ou relevante competitivamente em meio a tantos títulos como Invincible Vs, Marvel Tokon e outros mais antigos de maior peso. Ao menos ele vai ter Rollback Netcode, que é ideal para um competitivo online mais preciso.

Também vai haver um modo história com uma narrativa original que cobre várias eras, o que pode ser interessante para misturar Aang, Korra e Kyoshi, mas duvido que o suficiente pra valer o jogo todo. Eu achei o elenco meio magro, talvez seja melhor assim competitivamente, mas eu sou mal acostumado por Mortal Kombat Trilogy, Marvel vs. Capcom 2 e Super Smash Bros. Brawl.

Avatar Legends: The Fighting Game vai sair no PS5 por R$ 169,90, no Xbox Series X/S por R$ 145,95 e no PC por R$ 88,99 e esta versão está barata o bastante pra valer a pena. Esse era um jogo que valia a pena estar também no Switch, tomara que alguém perceba a oportunidade.


Splatoon Raiders

SW2 - 23 de julho

Uma doideira da Nintendo este mês é lançar um Splatoon focado em Single Player e com multiplayer cooperativo online sendo que é uma franquia que sempre foi conhecida pelo seu modo competitivo. Jogadores viram náufragos nas Spirhalite Islands e partem em busca de tesouro por diversas ilhas, enfrentando os Salmonids pelo caminho.

A mecânica de gameplay básica é um pouco repetitiva, mas também viciante, levando seu Squid Kid para diversas ilhas onde terá que enfrentar hordas de inimigos, resolver desafios de plataforma e mais. Ao derrotar inimigos você sobe de nível e ganha peças, podendo ficar mais poderoso. Os visuais são um pouco genéricos, no entanto.

Splatoon Raiders será lançado por um preço de R$ 279,90, abaixo do padrão, mas ainda um pouco caro para o que é. Parece que estão vendendo separadamente um modo Roguelite de um jogo completo de Splatoon.


Final Fantasy X/X-2 HD Remaster

SW2 - 23 de julho

Eu não sou um grande fã de Final Fantasy X, acho que a série perdeu bastante em sua transição do PlayStation One para o PS2, ficando mais linear e talvez um pouco pop demais, porém sei que é também o preferido de muita gente que teve contato com a série pela primeira vez no PlayStation 2 ou simplesmente gosta dessa vibe pop do jogo.

Agora jogadores podem curtir a história de Tidus e Yuna também no Nintendo Switch 2 com melhorias como modo acelerado, batalhas aleatórias desligadas e mais. A Square Enix não explicou o que vai ter de diferente na versão do Switch 2, presumimos que maior resolução e loadings mais rápidos.

Final Fantasy X/X-2 HD Remaster será lançado por R$ 284,90 e pelo menos dessa vez o lançamento chegará à Nintendo eShop brasileira, pois o do Nintendo Switch 1 não estava disponível, era preciso comprar a versão física em lojas ou mesmo importar em compras internacionais.

As versões do Nintendo Switch 2 e 1 não interagem, são produtos separados. Sem transferência de save ou ugprade para quem já tem os jogos no Switch 1, o que é vacilo da Square Enix. O jogo também está disponível em várias outras plataformas como PlayStation, Xbox e PC.


Forever Skies

XBSX/S - 27 de julho

Lembram de Forever Skies? Um jogo de sobrevivência da produtora Far From Home Inicialmente exclusivo do PlayStation 5 que chamou atenção desde seu anúncio e aparições em em eventos da Sony até o lançamento em acesso antecipado em 2023 e a versão 1.0 em abril de 2025.

Agora ele chega também ao Xbox Series X/S, mas mesmo para quem não tem o console vale a pena dar uma segunda olhada nas versões PS5 e PC pois o jogo mudou muito ao longo desses anos. Forever Skies coloca os jogadores em uma base flutuante em meio a uma Terra em ruínas infestada por uma nuvem tóxica, desafiando-os a coletar recursos em ruínas de arranha-céus e o conceito por si só já me prende.

Ao longo do jogo os materiais e plantas (blueprints) que você obtém podem ser usados para construir novos equipamentos para você e novos ambientes úteis para sua base, como locais para gerar comida. Enquanto isso também há muito para se descobrir o que aconteceu com a Terra por pistas no ambiente.

Os desenvolvedores de Forever Skies não se ajudaram muito lançando o jogo em um estado muito básico e só depois adicionando coisas essenciais como multiplayer cooperativo e inimigos, mas agora também o jogo tá pimpão e pode ter um ressurgimento com a chegada ao Xbox (se alguém ainda tiver um).

Nos consoles o jogo está consideravelmente mais caro, saindo por R$ 214,90 no PS5 (em promoção até o dia 29 por R$ 107,44) e no Xbox Series X/S por R$ 194,95. No PC o preço é mais de acordo por R$ 88,99, então esperem por uma promoção se precisar.



Halo: Campaign Evolved

PS5, XBX, PC - 28 de julho

É, Halo está de volta de novo com um novo remake. Mais vistoso com gráficos belíssimos, melhorias no gameplay e mais Master Chief contra os fanáticos religiosos alienígenas do Covenant. Halo é uma das maiores franquias de FPS de todos os tempos e o remake a melhora, sem esquecer ainda do modo cooperativo, que agora inclui suporte para 4 pessoas.

Se você nunca jogou Halo, eu recomendo dar um jeito de jogar o original que é uma experiência mais especial, depois o remake Halo: Combat Evolved Anniversary. O novo Halo: Campaign Evolved de 2026 é pra quem já está careca de tanto Halo, quem ainda está começando deve dar preferência aos mais antigos ao invés de um remake de um remake que já diluiu o caldo. Criticamos a Nintendo por refazer Star Fox tantas vezes, mas se Halo continuar assim vai se aproximar no retrovisor.

Halo: Campaign Evolved tá baratinho no PS5, Xbox Series X/S e PC pelo Steam por R$ 249,90, além de estar no Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass. Jogadores de PlayStation que nunca jogaram a franquia, tá proibido começar por esse, vão atrás dos originais.


Truck-kun is Supporting Me from Another World?!

XBSX/S, PC - 29 de julho

Agora falando de um jogo doido exclusivo do Xbox, que provavelmente chegará a outras plataformas no futuro, temos aqui Truck-kun is Supporting Me from Another World?! do estúdio independente Strange Scaffold (El Paso Elsewhere e I Am Your Beast), um jogo pra lá de simpático no meu gênero favorito de animes: Isekai (aqueles em que a pessoa vai parar em outro mundo e tem um roteiro que deixa o cérebro liso como peito de frango)

A jogabilidade é toda no controle de um caminhão, o Truck-kun, atropelando tudo que vê pela frente para enviar como recursos para uma jovem chamada Carissa Ward que foi enviada para outro mundo após você atropelá-la. É um conceito bem bonitinho, mesmo que não seja muito profundo, então não espere uma aventura super épica.

Truck-kun is Supporting Me from Another World?! chega inicialmente só no Xbox Series X/S e PC, ainda sem preços revelados, disponível no Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass. Tem uma demo grátis agora mesmo no Steam.


Blue Reflection Quartet

PS5, SW2, SW, PC - 30 de julho

Esta é uma coletânea da série Blue Reflection, uma série de RPGs muito legal da Koei Tecmo que é a favorita da minha amiga Sophie que jogo em live, mas que eu não sei falar tanto sobre e estou ansioso pra ter a oportunidade de jogar todos os games agrupados assim.

A personagem principal é uma bailarina chamada Hinako que após se machucar seriamente não pode mais dançar, mas em compensação vira uma espécie de garota mágica. Além de Hinako outras personagens também se destacam em outros títulos. O jogo tem batalhas de RPG em turnos e momentos de socialização e "encontros" com forte indicação de romances.

A coletânea inclui versões melhoradas e com extras dos jogos: Blue Reflection (console), Blue Reflection: Ray (anime), Blue Reflection: Sun (mobile) e Blue Reflection: Second Light (Console). Há também um banco de dados que explica tudo sobre a franquia.


Perguntas da galera

O que vai lançar em 2026 de jogos?

Depois de julho, claro que temos GTA 6 em novembro (se não adiarem de novo), tem uma cabeçada de jogo em setembro (todos fugindo de GTA 6) como o Wolverine do PS5 e o novo Onimusha, enquanto outros como Fable escorregaram pra 2027.

Jogos que serão lançados em julho?

Os principais lançamentos de julho são Assassin's Creed Black Flag Resynced e Halo: Campaign Evolved como mencionado. Tem também Rhythm Heaven Groove, Splatoon Raiders, a versão para Nintendo Switch de Digimon Story: Time Stranger e a versão 1.0 de Palworld.

Quais são os 10 jogos mais aguardados para 2026?

Segundo o site Releases, entre jogos saindo em 2026, são: GTA 6; Marvel's Wolverine; Phantom Blade 0; Control Resonant; Onimusha: Way of the Sword; The Blood of Dawnwalker; Beast of Reincarnation; Ace Combat 8: Wings of Theve; Assassin's Creed Black Flag Resynced; e Resonance: A Plague Tale Legacy.

Próximos eventos de games 2026?

Depois da Summer Game Fest ainda temos:

  • San Diego Comic-Con 2026 [23-26 Julho]
  • China Joy [31Julho-3Agosto]
  • QuakeCon [6-9 Agosto]
  • Gamescom [25-30 Agosto]
  • Pax West [4-7 Setembro]
  • BlizzCon [12-13 Setembro]
  • Tokyo Game Show [17-21 Setembro]
  • Brasil Game Show [8-12 Outubro]
  • The Game Awards [10 Dezembro]

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Alex Kidd in Miracle World DX whaaaaaat?


Um anúncio da Sega que realmente pegou todos de surpresa essa semana foi a revelação de Alex Kidd in Miracle World DX, um remake do clássico game que vinha na memória do Master System e é especialmente importante para o público brasileiro agora para PlayStation 4, Xbox One, Switch e PC. Apesar de a ideia de um remake de Alex Kidd me animar muito e ficar feliz de rever o jogo, não achei lá essas coisas.

O desenvolvimento está nas mãos da Merge, estúdio que trabalhou também em Streets of Rage 4, com um trailer divulgado recentemente pela IGN. Um problema que tive logo de cara é que o trailer não toca a clássica música Sutakora Sassa que é o tema de Alex Kidd, mas tudo bem, afinal ela pode apenas não estar presente no trailer.


Meu principal problema no entanto foi o visual escolhido. Tecnicamente está impecável, uma perfeita atualização do personagem com animações fluídas e a primeira tela do jogo me parece perfeita. Porém, depois disso tudo me parece ficar escuro demais, algo que acho que não repassa bem o bastante o legado das cores do Master System.

Uma diferença que sempre senti em Alex Kidd em relação a Super Mario Bros. é que Alex é como uma celebração, vibrante, colorido, tudo a ver com a cultura latina e praticamente moldado para nós. Ao escurecer com realismo essas cores, mata-se também esse espírito vibrante e principalmente esse gosto tão tipicamente brasileiro que o jogo tinha.

Infelizmente o trailer também não mostrou as novidades prometidas, como novas fases, novos modos e lutas alternativas contra chefes. Teria sido muito mais fácil convencer as pessoas com isso. E com a clássica música tema, não apenas um trechinho no final. O jogo com certeza será bacana, mas confesso que não estou tão animado por ele quando deveria estar por um remake de Alex Kidd.

Por que Velozes & Furiosos: Encruzilhada vai falhar?


Quem estava assistindo o Game Awards 2020 deve lembrar de como foi estranho quando de repente Vin Diesel e Michelle Rodriguez surgiram no palco para anunciar um jogo baseado na franquia "Velozes & Furiosos", chamado "Velozes & Furiosos: Encruzilhada" ou "Fast and Furious: Crossroads" em inglês. Após ver esse primeiro trailer de gameplay, é óbvio que o jogo vai falhar. Mas por que isso é interessante para nós? Porque apesar de falhar parece que ele será muito legal.


O púbico da série Velozes & Furiosos curte a adrenalina e testosterona da série, eles curtem corridas. Eles são o público de Need for Speed Underground, Need for Speed Most Wanted, Burnout, assim como o próprio público de Need for Speed é o público de Need for Speed. Quando Need for Speed tenta coisas bizarras como Need for Speed The Run e Need for Speed Payback, que não são nada Need for Speed, ele erra o próprio público e falha. Por isso Velozes & Furiosos: Encruzilhada vai errar seu público alvo assim como esse jogos.

A vantagem de quando um jogo erra seu público alvo tão claramente mas ainda investe recursos em sua criação é que acidentalmente pode atingir outro público normalmente esquecido que não receberia esses recursos. Velozes & Furiosos: Encruzilhada me parece perfeito para quem gostou do recente jogo da série Spyhunter para o Nintendo 3DS e PS Vita. Caramba, olhando o trailer de lançamento chegam a parecer o mesmo jogo ou uma sequência.


Para um jogo de corrida é péssimo ser tão scriptado quanto Velozes & Furiosos: Encruzilhada parece ser, porém em um jogo de espião como Spyhunter, é como um jogo de tiro sob trilhos, nos moldes de Star Fox ou Kid Icarus Uprising. Seu objetivo é encarar diferentes missões no estilo Arcade com exageradas situações cheias de adrenalina equipado com vários gadgets / bugigangas.

Nesse caso ser scriptado não é tão problemático, assim como em Star Fox, porque o prazer está na jogabilidade e no prazer de rejogar algo mesmo quando já se sabe o que vai acontecer. A escalada de eventos para que pareçam cada vez mais épicos ajuda a manter o interesse do jogador enquanto uma boa jogabilidade se repete. Por exemplo, em Star Fox você usa as mesmas mecânicas de tiro durante todo o jogo, mas em situações progressivamente mais inusitadas e difíceis.

Dito isso, toda essa ideia apenas significa que a jogabilidade do jogo será legal. A temática de Velozes & Furiosos e os personagens ainda estão lá e ao menos para mim não são tão interessantes quanto uma temática de espiões como Spyhunter. Porém, com que frequência veríamos uma sequência de Spyhunter, não é mesmo?

O jogo "Velozes & Furiosos: Encruzilhada" ou "Fast and Furious: Crossroads" seria lançado em maio, mas sofreu um atraso e agora sairá em 7 de agosto para o PlayStation 4, Xbox One e PC.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Review de Dead or School


Eu gosto de jogar jogos ruins. Não jogos ruins ruins, mas aqueles jogos que são ruins em alguns setores para se sobressaírem em outros. A indústria de jogos é permeada por jogos pretensiosos com visuais fotorrealistas e narrativas supostamente profundas que acreditam que isso garante enaltecimento automático, então constantemente eu me vejo procurando a antítese deles, jogos ruins que não têm bons gráficos, não têm boa história mas garantem que você vai se divertir.

Dito isso, uma jornada por jogos ruins que acabam sendo bons traz também muitos jogos ruins... ruins. Jogos ruins que não têm as qualidades redentoras que você esperava que os tornaria bons, então ficam sendo apenas.. ruins. Dead or School tenta ser um jogo ruim bom e falha, mas não chega a ser um jogo ruim ruim, o que o coloca em uma categoria que também não é tão interessante, o medíocre.

A história do jogo se passa em um futuro não tão distante no qual criaturas mutantes forçaram a humanidade a fugir para o subsolo, onde viveram por duas gerações. O jogador controla Hisako, uma menina da terceira geração criada no subterrâneo que possui grande força e começa a ter o desejo de retornar à superfície.


A principal motivação dela, no entanto, é bem ridícula. Hisako quer ser uma estudante e frequentar uma escola com amigos porque isso parece muito divertido, tudo graças a um uniforme de colegial guardado pela avó dela. A história ridícula quase funciona pra mim, mas ela me deu mais cringe do que eu gostaria. Ainda assim eu vou dar o benefício da dúvida de que ela é um ruim do tipo bom.

No quesito jogabilidade, no entanto, dá pra ver um certo amadorismo. Dead or School é um jogo independente, do tipo que a jogabilidade parece ter sido feita por uma única pessoa em qualidade e por muitas pessoas na falta de foco. A ação se desenrola lateralmente em fases com gráficos 3D, vulgarmente, 2.5D.

Você tem três tipos diferentes de ataque, com espada, com uma arma de fogo de médio porte e com uma arma de fogo de grande porte. Todos os ataques usam seu fôlego e você não pode simplesmente atacar sem parar ou a personagem fica cansada. Os golpes não parecem que encaixam e mesmo os tiros não têm peso, naquele estilo RPG onde só causam dano, sem real impacto.

O jogo tem vários sistemas e subsistemas, um em cima do outro, como se quantidade fosse torná-lo profundo. Cada arma pode ser melhorada, pode receber upgrades, têm uma árvore de habilidades própria, desviar de golpes no momento certo pode causar um momento de câmera lenta, se a personagem sofrer dano demais suas roupas se rasgam e seu poder de ataque aumenta em troca de baixa defesa e mais.


São tantas coisas acontecendo que você não consegue dominar nenhum desses sistemas e nem sentir o suficiente a influência de cada um deles na jogabilidade para se importar com algum deles. A jogabilidade parece uma colcha de retalhos, um amontoado de coisas incoerentes que acaba atrapalhando e deixando o jogo mais devagar porque você precisa investir muito mais tempo para entendê-lo.

Visualmente a aparência do jogo não é muito inspirada, parece um amontoado de recursos comprados em lojas da Unreal ou Unity. A personagem principal até é bacana e os inimigos têm um efeito legal de saltarem da frente da tela para a ação, porém os cenários são muito genéricos e de má qualidade. Se o resto do jogo fosse bom eles poderiam ser mais toleráveis como um conjunto consciente de sua própria baixa qualidade. A música foi onde senti que estava um pouco acima do resto do jogo e é até agradável.

Eu não gostei muito de Dead or School, mas apesar de tudo ele não é ruim. Seu preço atualmente é um pouco caro, mas em uma promoção dá pra se arriscar e ver se ele bate naquele exato ponto de equilíbrio de jogo ruim que é bom pra você individualmente, pois ele é um jogo popular com algumas pessoas. Eu esperava algo mais próximo da série Senran Kagura mas acabei com algo que se assemelha aos jogos independentes de Touhou.

Nota: 6/10

Review de Hidden Through Time


Hidden Through Time é um jogo de encontrar objetos, um pouco no estilo de "Onde está o Wally?", porém com várias coisas ao invés do famoso personagem. Não é um jogo muito ambicioso, ele se propõe a algo e realiza essa tarefa perfeitamente, o que me dá um certo dilema para analisá-lo já que o mesmo tempo ele faz tão bem seu trabalho mas não apresenta muita profundidade além disso. O jogo está disponível para PlayStation 4, Xbox One, Switch, PC, Mac e Android. A versão analisada foi a do PS4.

A parte "Through Time", "através do tempo" em português, é a grande sacada do jogo. O tema de cada fase é uma parte da história da raça humana, desde os tempos das cavernas até eras mais modernas. É divertido ver o mundo evoluindo ao seu redor e o conteúdo de épocas como Antigo Egito e revolução industrial são conteúdos fantásticos.


Ao início de cada fase você recebe uma lista de itens e cada um deles tem uma dica, próximo de uma charada, que indica onde você poderá encontrá-lo. Não é preciso encontrar todos os itens em uma fase para passar adiante, apenas alguns, porém para desbloquear fases futuras é preciso ter um certo número de itens. Caso o jogador não encontre todos os itens de primeira, pode voltar à fase posteriormente. O jogo também salva seu progresso o tempo todo, então é fácil parar de jogar e voltar depois.

Os cenários e animação são extremamente parecidos com os livros do Wally e isso significa também aquela dose de carisma que inclui ver várias situações engraçadas espalhadas pelo campo de busca que não tem necessariamente a ver com o que você está procurando. É possível também olhar dentro de construções com um clique que faz as paredes sumirem.

O visual é simpático, com personagens 2D estilo vetorial e com animações básicas. Houve alguns momentos em que senti lentidão, o que não é muito perdoável para um jogo 2D simples em um PlayStation 4, apesar de não atrapalhar muito. A música é tranquila e relaxante, algo necessário se você demorar muito em uma fase.


O jogo acaba rápido, mas é interessante para jogadores que gostam de troféus / conquistas já que dá pra se guiar por eles para ter algum conteúdo extra. Também há um modo de criação de mapas no qual você pode criar suas próprias fases com facilidade e também baixar fases de outros jogadores para jogar. Em teoria isso deveria estender muito a vida útil do jogo, mas não há muitos mapas bons para experimentar.

Eu me diverti bastante com Hidden Through Time, toda sua execução do que se propõe a fazer é perfeita, porém senti falta de um algo mais, mesmo que irrisório. Algo que talvez desse uma sensação de progressão, construção, algo que permitisse você sentir que além de vencer as fases estivesse fazendo algo mais como reconstruindo uma cidade ou criando um museu. Ainda assim só posso elogiá-lo e recomendá-lo para jogadores que gostam desse estilo.

Nota: 8,5/10

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Impressões de Call of Duty: Warzone


Recentemente Call of Duty: Warzone foi lançado de surpresa como um Battle Royale gratuito da Activision que utiliza a mesma base de Call of Duty: Modern Warfare, mas não exige o jogo, funciona independente do mesmo. Como de costume eu embarquei por motivos de trabalho, mas então aconteceu o que eu não esperava, eu adorei o jogo.

Quando PlayerUnknown's Battlegrounds foi lançado eu comprei o jogo e joguei um pouco, mas logo vi que não era um jogo pra todo mundo, exigia um compromisso de tempo e habilidade muito grandes. Se você não tivesse tempo não tinha como esperar as partidas de quase uma hora e se não tivesse habilidade morreria assim que encontrasse alguém depois de 20 minutos vagando sozinho. Eu vi o potencial mas não podia recomendar pra um grande público.

O tempo passou, PUBG inspirou uma onda de outros jogos semelhantes, dos quais provavelmente o mais popular é Fortnite. No entanto a mistura de mecânica de tiro e construção também não é nada intuitiva para a maioria dos jogadores. Depois tivemos um outro Battle Royale bem expressivo, Apex Legends, da Respawn Entertainment, a mesma equipe de Titanfall, então isso me chamou a atenção. Porém, ainda assim não era muito legal.


Ao chegar em Call of Duty: Warzone realmente me senti em casa, era esse o Battle Royale que eu queria todo esse tempo. Ele tem toda a boa jogabilidade FPS de um Call of Duty, a qual eu esperava de Apex Legends, com uma mecânica de Battle Royale rápida e divertida que atualiza a fórmula para funcionar bem também para quem não tem tanto tempo nem tanta habilidade.

As partidas são rápidas porque o circulo que se fecha ao redor dos jogadores e incentiva o confronto, uma marca dos Battle Royale, é realmente rápido e mais mortal que em outros jogos. A habilidade conta menos porque você pode coletar dinheiro pela partida e comprar itens que te ajudam a sobreviver. Seus companheiros de time também podem te ressuscitar por dinheiro. É um Battle Royale que realmente suporta diferentes tipos de jogadores.

Acredito que a principal evolução da fórmula aqui são os "Contratos", algo semelhante a side quests que o jogador pode pegar e completar em troca de dinheiro e itens. Normalmente em um Battle Royale pode haver um grande período de tempo em que nada está acontecendo, quando não tem ninguém por perto e todos se escondem até sua posição não ser mais segura. Isso não acontece em Warzone porque todos querem e sabem como obter mais dinheiro e itens, então se arriscam mais.


Posso me imaginar facilmente viciado nesse jogo, apesar de infelizmente não ser bom o bastante nele. Eu jogo bem FPS, se jogar algumas horas fico calibrado para ir muito bem, consigo matar um bocado de gente no início, mas não sou tão bom a ponto de nunca morrer em um confronto 1 x 1. O maior problema é o de vários jogos online do PlayStation 4, o quanto de espaço eles ocupam no HD. São dezenas de GB apenas para um jogo, nunca houve tão pouca coisa instalada no meu PS4.

Apesar disso, recomendo que todos deem uma chance para Call of Duty: Warzone e talvez se surpreendam tanto quanto eu.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Precificação: Onde Nintendo e Sony estão errando


Um dia desse estava vendo uma discussão sobre jogos da família PlayStation vs jogos da Nintendo e sobre como os preços caem rapidamente no PlayStation mas não na Nintendo, logo isso deveria ser um sinal de valor e qualidade. Um detalhe que não estava na conversa mas incluo também aqui é a questão do Steam e suas promoções com descontos vertiginosos. Uma coisa curiosa é que ambos naquela conversa estavam errados, mas por motivos diferentes.

A questão aqui começa sobre duas coisas: Valor e Preço. Parecem a mesma coisa mas são diferentes. Valor é uma mistura entre o que o seu produto oferece de concreto, e a percepção abstrata que o público tem de quanto ele vale. Já preço é o valor monetário, ou seja, puramente concreto, que você está pedindo pelo seu produto. Se o valor supera o preço, é um bom negócio, se o preço supera o valor, achamos que algo está caro e não vale a pena gastar aquele dinheiro.

Preços na Sony

A Sony, Microsoft e a maioria das Third Parties utiliza um sistema de preço chamado Price Skimming, o qual é basicamente um sistema de camadas de cebola. Inicialmente um jogo é lançado por US$ 60 que é aproximadamente o máximo que o público está disposto a pagar em um lançamento, e desde o seu lançamento seu preço vai baixando, seja natural ou artificialmente, com o intuito de pegar novos consumidores que não pagariam os US$ 60 iniciais, tanto por não verem qualidade quanto por limitações financeiras.

De cara não é difícil perceber o quanto Price Skimming é anti-ético. Se cobra mais de quem dá mais valor ao produto, seus fãs mais fiéis. Os consumidores que veem mais valor no seu jogo são punidos com preços mais altos, enquanto os que acham que seu jogo não vale tudo isso recebem descontos posteriormente. Não é um modelo justo e nem desejável porque nesse molde seus fãs são explorados e muitas vezes se sentem enganados quando veem o quanto o produto caiu de preço depois.


O processo de queda de preço como um todo afeta a percepção de valor do jogo. Se já é esperado que o preço caia logo em seguida nos próximos meses, cada vez mais pessoas esperam para comprá-lo com o desconto. O próprio presidente da Nintendo, Satoru Iwata, falou sobre isso uma vez ao discutir precificação do Wii e DS, sobre a qual falaremos depois.

Mesmo quando é um bom jogo, mas o preço cai, diminui-se a percepção de valor dele e presume-se que ele não é tão bom quanto um jogo cujo preço não caiu. Até mesmo vemos casos em que isso é completamente verdadeiro como no caso de bombas como Anthem e Jump Force. Como não estavam vendendo bem, rapidamente seu preço caiu para tentar não encalhar o estoque. Normalmente quanto mais próximo do lançamento vem o corte de preço, pior é o jogo.

Preços na Nintendo

Então, Price Skimming é ruim porque o preço cai e os consumidores se sentem enganados, certo? Aí temos a Nintendo com jogos que lançam a US$ 60 e... ficam nesse preço quase que permanentemente... e também está errado. Até o GameCube a Nintendo fazia Price Skimming também. Praticamente bastava um jogo vender mais de 1 milhão para ela lançar uma versão de baixo custo em sua linha "Player's Choice" que custava apenas US$ 20. Era muito mais fácil comprar jogos da Nintendo naquela época e o GameCube era uma boa opção como segundo console.

Então veio o Nintendo Wii e o Nintendo DS liderados por Satoru Iwata e "A Estratégia do Oceano Azul", sobre a qual já falamos extensivamente aqui no blog em diversas ocasiões. Existem alguns pontos simples nessa estratégia que falam sobre "Valor excepcional", encontrar algo que gere uma percepção de valor incrivelmente alta, e não abaixar seus preços nunca pois queda de preço equivale a perda de valor.

Preço de banana, sacou?

Os jogos do Nintendo Wii e Nintendo DS não caíam de preço, eles ficavam no mesmo preço durante praticamente toda a sua vida. Havia uma percepção de valor alta sobre eles, então as pessoas não se incomodavam tanto de pagar muito. Este modelo é desejável e rentável, porém apenas se você estiver seguindo à risca "A Estratégia do Oceano Azul", algo que a Nintendo parou de seguir um pouco depois da metade da vida do Wii.

Por exemplo, como em um produto de "Valor Excepcional" a relação entre valor e preço pende mais pelo abstrato e o preço não será reduzido após o lançamento, você precisa pensar melhor no preço de lançamento. Um jogo como Arms que não tem o mesmo nível de produção de um The Legend of Zelda não deveria ser vendido pelos mesmos US$ 60.

Na época do Wii e DS a Nintendo entendia isso, mesmo que aplicasse pouco. Alguns jogos saíam mais baratos como Endless Ocean e Brain Age, mas a maioria ainda mantinha o preço de lançamento. Vale lembrar que na época esse preço de lançamento no Wii ainda era US$ 50 enquanto todas as outras empresas já haviam subido seu preço para US$ 60.

Este modelo de preços que não caem é muito lucrativo para a empresa, porém ele exige necessariamente que você meça os seus preços de lançamento ou então começará a rumar para um caminho elitista onde as pessoas se esforçam para pagar em troca da suposta alta qualidade, pela marca atrelada ao produto, não tão diferente da Apple.


Dá pra ver exatamente quando a Nintendo abandonou a Estratégia do Oceano Azul no Wii pois foi quando eles lançaram a linha "Nintendo Selects", jogos de Wii mais baratos. Porém não foi uma boa ideia manter a política de não baixar preços em produtos de oceano vermelho como o Wii U, 3DS e Switch, pois isso está deixando os jogos da Nintendo muito caros. Muitos fãs da Nintendo atualmente reproduzem o mesmo discurso que fãs da Apple e têm uma lealdade quase elitista à marca.

Preços na Microsoft e Game Pass

Assim como a Sony, a Microsoft e as Third Parties no seu console praticam Price Skimming e já falei tudo sobre isso acima. No entanto, há um outro modelo de preços no Xbox em alta e que precisamos muito falar sobre, o Xbox Game Pass. Por uma assinatura mensal jogadores podem jogar mais de 200 jogos em uma espécie de Netflix de games.

A assinatura custa US$ 9,99, por mais de 200 jogos que nas lojas são vendidos por US$ 60 quando são lançamentos e US$ 30 e US$ 20 quando são remakes ou jogos independentes. Essa conta simplesmente não fecha. Não se sabe exatamente quanto a Microsoft está pagando aos desenvolvedores, está tudo bem escondido.

Alguns desenvolvedores já comentaram que é feito um pagamento adiantado baseado no que a Microsoft acha que o jogo vale, semelhante aos acordos de exclusividade da Epic Games Store. Não sabemos se é de fato o caso, mas parece ser o mais provável. A questão é, como a Microsoft está fazendo dinheiro vendendo uma coleção que valeria mais de US$ 200 a US$ 2 mil a US$ 10 por mês? A resposta é que talvez não esteja.


Como sabemos, a Microsoft tem dinheiro para queimar e o Xbox One foi um grande fracasso pra ela. Faria sentido antes de lançar uma próxima geração de produtos tentar limpar sua barra com um serviço excepcional, algo que pode não continuar na próxima geração. A Sony fez o mesmo com a PlayStation Plus que quando foi lançada no final da vida do PlayStation 3 só trazia jogos bons e depois passou a trazer jogos fracos no PlayStation 4.

Para desenvolvedores isso pode parecer bom, afinal eles têm mais estabilidade e não recrimino quem nunca fechou uma parceria de grande porte ficar satisfeito com milhares de dólares. Porém o Game Pass rouba os indies de seu momento "sink or swim", quando lançam seu jogo e descobrem se ele vai sobreviver ou afundar.

A longo prazo o Game Pass também significa curadoria, o que por um lado é bom pois o usuário leigo pode experimentar mais e ter algo mais voltado para seu gosto, porém por outro lado temos grandes companhias ditando o que está na moda, o que você vai ver com mais frequência, quais jogos têm mais chance de se tornarem seus jogos favoritos.

Preços no Steam

O Steam foi a loja que começou com promoções de descontos vertiginosos e isso agradou muito aos usuários do PC. Criou-se hype nas Steam Sales e desde esse princípio eu já vi um risco muito grande de desvalorização dos jogos. O que de fato aconteceu, já que hoje Flash Sales e descontos enormes são comuns também entre a Sony, Microsoft e Third Parties.


No entanto, muito se pode perdoar do Steam já que o mercado de PC era um faroeste antes dele. Se a opção for entre vender jogos muito barato e pirateá-los, ainda é mais vantajoso para a produtora que o jogador pague um pouco. Pirataria não existe atualmente nos consoles, no entanto, então emular essas super promoções prejudicou mais ainda a noção de valor em troca de mais compras compulsivas, pessoas que compram jogos porque estão baratos e muitas vezes nem mesmo os jogam.

Hoje o Steam sofre um problema de "discoverability", a capacidade de descobrir novos jogos em meio ao seu mar de novos softwares. Um bom jogo pode ser lançado no Steam e as pessoas simplesmente não saberem sobre ele porque está enterrado no meio de vários outros de baixa qualidade, não jogos subjetivamente ruins, mas jogos ruins de verdade, feitos sem qualquer esforço, que tentam enganar usuários a comprá-los.

O que isso tem a ver com preços? Para serem sequer vistos, muitos jogos se lançam em promoções sem precisarem realmente baixar o seu preço. E então tem jogos ruins que baixam seu preço para aparecerem nas mesmas promoções. É um jogo de gato e rato.

Preços nas Third Parties

Uma das formas que as Thirds Parties, empresas terceirizadas que publicam em várias plataformas, como Elecronic Arts, Activision, Bethesda, Ubisoft e etc, têm tentado se manter lucrando infinitamente é através de novos modelos de monetização. Tudo começou com a venda de DLCs e quando não reclamamos o suficiente disso, o buraco só começou a ficar mais fundo.


Talvez muitos não lembrem dos "Online Pass", um passe normalmente de US$ 10 que permitia jogar um certo game de uma empresa online. Eles vinham com os jogos novos, mas se você os comprasse usados era preciso comprar o Online Pass separadamente. Na época o medo das empresas eram jogos usados, mas logo elas viram que havia formas melhores e mais indiretas.

Ao invés de vender passes para jogar online, passaram a vender passes de conteúdo, os "Season Pass", além de DLCs separados. Hoje ao comprarmos um jogo de luta há temporadas separadas de conteúdo sendo vendido, com personagens diferentes de acordo com a temporada comprada. Vale no entanto lembrar que após um certo tempo costuma ser lançada uma versão com vários dos extras anteriores, normalmente antes de lançar novamente outra temporada, fazendo os consumidores realmente de otários.

Isso para não falar de "Lootboxes", as caixas com conteúdo surpresa, e outras mecânicas que estão puramente imitando jogos de azar. Não precisamos falar sobre, pois aparentemente quem vai acabar tomando essa decisão no lugar das produtoras e jogadores será o governo de cada país. Muitos já proibiram Lootboxes e as equipararam a jogos de azar.

De volta aos blocos primordiais

Todas essas técnicas de precificação estão erradas, simples assim. Elas são excessivamente confusas, mirabolantes, às vezes anti-éticas, tudo porque o mercado de jogos não tem crescido, então só sobrou a alternativa de extrair mais dinheiro das mesmas pessoas. Ninguém quer expandir o mercado mas todo mundo quer mais dinheiro.


Não há maior sinal de que todas essas formas de vender estão erradas do que um simples fato: Minecraft. Um jogo como Minecraft simplesmente nunca surgiria ou não pagaria o suficiente ao seu criador em todas essas formas de vendas. Qual a fórmula tão fantástica de venda de Minecraft? Você compra, o jogo é seu. Não irão cobrar por expansões, nem por conteúdo extra (ao menos na fase pré-Microsoft), afinal você já pagou por ele. E assim Minecraft se tornou um dos jogos mais vendidos de todos os tempos e deixou seu criador rico.

Se o criador de Minecraft não tivesse muita fé no jogo e lançasse ele no Game Pass ainda meio incompleto, talvez ele fosse deixado de lado e nunca recebesse todas as atualizações até a versão 1.8 que o tornaram tão relevante. Como um criador de primeira viagem, ele poderia ter pego alguns milhares de dólares e ido fazer outro jogo para ganhar mais um pouco, sem jamais saber que seu jogo valia 2,5 bilhões.

A pura definição de comércio é muito simples, um substituto para o escambo. Antes duas pessoas trocavam A por B, enquanto hoje duas pessoas trocam A por uma unidade monetária que depois é usado com uma terceira para comprar B. Comércio é simplesmente dar às pessoas o que elas querem em troca de dinheiro com base no que de fato valem. A ideia de lucrar em cima de alguém não é particularmente inerente ao conceito de comércio e São Tomás de Aquino já avisava que lucro excessivo era imoral e um pecado.


Hoje parece que comércio é o que menos acontece, já que todos tentam nos vender o mínimo possível, apenas nos permitindo uso, sem capacidade de revenda. Você não possui praticamente nenhum dos seus jogos digitais no PlayStation, Xbox, Nintendo Switch e PC. Nunca poderá revendê-los por um valor maior do que pagou se ficarem raros, não poderá deixá-los de herança para seus filhos depois que morrer.

Por que pagamos tanto para empresas que nos dão tão poucos direitos? Simplesmente porque não temos alternativa quando queremos jogar. Minecraft foi um modelo extremamente honesto de venda e isso se refletiu em seu incrível sucesso. Porém, cada vez é mais raro que nos ofereçam uma venda honesta. Isso nos leva a essas terríveis conversas sobre precificação onde simplesmente ninguém está certo.


domingo, 26 de janeiro de 2020

Deeeer Simulator é o mais novo simulador bizarro de animais


Deeeer Simulator é o mais novo simulador animalesco baseado em física nos moldes de Goat Simulator para PC, no qual o jogador assume o papel de um veado e tenta causar o máximo de caos possível. Há algumas diferenças interessantes de design aqui e alguns desafios que precisarão ser superados. Sim, falando no futuro, pois o jogo ainda está em desenvolvimento e disponível em acesso antecipado. Atualmente ele está custando R$ 24,20 no Steam através deste link e acho que vale a pena pelo que já é oferecido.

O humor do jogo me agrada bastante, é bem parecido com Goat Simulator mas com um pouco mais de loucura ainda. O jogo diverte sempre que mostra algo novo e bizarro, mas há um limite de quantas coisas novas dá pra mostrar antes de elas acabarem. Na versão em acesso antecipado senti que ainda falta bastante conteúdo.

A jogabilidade tem alguns elementos interessantes. Por exemplo, é possível equipar armas no veado, as quais tomam o lugar do chifre, como pistolas, rifles a laser e granadas. Há também um sistema de repressão policial no estilo de GTA, então todo o caos que você causa tem uma reação, o que eu achei mais interessante do que em Goat Simulator.


Algo que eu vejo tanto como algo interessante quanto um desafio de design é que você pode matar qualquer criatura que encontra e destruir quase todos os prédios, algo que vai bem além do que Goat Simulator oferece, mas também impediria o jogador de realizar certas interações e possíveis missões se forem adicionadas no futuro.

Deeeer Simulator tem um potencial realmente grande e espero que ele continue crescendo para realizá-lo. Ele me lembra bastante como Goat Simulator começou antes de ficar famoso e cresceu até se tornar o sucesso que foi.

sábado, 25 de janeiro de 2020

Um jogo sobre encontros ruins: Table Manners


Uma vez eu tive um encontro tão ruim que eu só reparei que não tinha pedido a comida no restaurante depois de 1 hora. "Table Manners:The Physics-Based Dating Game" parece estar querendo captar toda essa atmosfera de encontros ruins em um único jogo de física cheio de situações constrangedoras para PC, com lançamento marcado para 14 de fevereiro, data na qual o Dia dos Namorados é comemorado em vários países.

O jogo é desenvolvido pela Echo Chamber Games e publicado pela Curve Digital. Aparentemente sua jogabilidade trata-se de uma mistura de Surgeon Simulator e Job Simulator, em primeira pessoa mas sem exclusividade para visores de realidade virtual. Controlando apenas uma mão com o mouse você tem que tentar não fazer feio demais no seu encontro, o que de cara já parece bem difícil.

Esse tipo de jogo tende a ser divertido, mas depende bastante de quanto a produtora coloca de conteúdo para o jogador descobrir. Ele não exige uma placa de vídeo muito potente, uma GTX 760 ou equivalente já está bom, mas pede um processador razoável, i5-2500K, e 6 GB de memória RAM. Dá para encontrá-lo no Steam neste link, apesar de ainda não termos um preço.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Review de We Happy Few: We All Fall Down


We All Fall Down é o terceiro e último DLC de We Happy Few, o qual segue os passos de Victoria Byng, uma personagem que conhecemos apenas por alto durante a campanha de Ollie e filha do General Byng. Este é o mais longo dos DLCs e o que mais parece com uma quarta campanha, enquanto os outros soam mais como histórias paralelas, porém isso acaba sendo uma coisa negativa pois traz mais linearidade e menos diversão.

Na campanha de Ollie ele faz com que Victoria pare de tomar a droga Alegria, o que a liberta e faz com que ela comece a notar a realidade de que as pessoas estão famintas pelas ruas. Isso a lança em uma jornada para destruir os suprimentos de Alegria para que o povo desperte também enquanto vê alucinações de sua mãe que foi deportada como espiã. O problema aqui é: já destruímos a distopia de We Happy Few com os outros três personagens, precisávamos mesmo fazer isso de novo?

As missões desse DLC são extremamente lineares e se resumem a ir de um lugar a outro da cidade de Wellington Wells e vendo um pouco mais do que aconteceu enquanto a cidade era destruída. Diferente dos outros dois que tinham uma história própria que funcionava muito bem, We All Fall Down é um puxadinho de uma história que já estava completa.


Assim como nos outros DLCs há mais ênfase em combate e Victoria conta com uma arma própria, um chicote bastante eficiente. Eventualmente ela encontra também uma pistola capaz de atordoar os inimigos, mas não é tão útil quanto eu gostaria. Há também um sistema de upgrade ao coletar Engenhocas espalhadas pelo cenário porém há só uns dois upgrades mais essenciais e o resto é superficial. Se houvesse upgrades mais interessantes a jornada e exploração seriam mais divertidas.

Um dos problemas que eu tive com o combate é que se você estragar uma parte de stealth há muitos inimigos de uma só vez para lutar com você. O combate em si não é difícil mas a personagem toma muito dano por golpe e é fácil morrer. Há uma grande quantidade de Bálsamos de Cura espalhados pelo mundo, mas durante os combate não dá pra se curar, então não resolvem esse problema.

Além do combate a segunda parte que compõe esse DLC são desafios de plataforma, os quais não combinam nada com a jogabilidade e o cenário de We Happy Few. O chicote de Vicky pode ser usado para acessar áreas superiores próximas ao segundo andar e telhado das casas, mas é difícil entender quais caminhos você pode percorrer e enxergá-los. Nas alturas os caminhos às vezes são feitos de tábuas de madeira, canos e jardineiras suspensas, mas é difícil ter certeza se um lugar é acessível para pisar ou apenas um enfeite de cenário.


Para quem já jogou We Happy Few, não há motivo para retornar por We All Fall Down, mas talvez para quem ainda vá conhecer o jogo possa gostar de ter "quatro" campanhas ao invés de três. No entanto como DLC os outros dois anteriores "They Came From Below" e "Lightbearer" foram mais divertidos e ofereceram um ponto de vista mais diferenciado.

O fato de que os personagens dos DLCs não podem ser usados no modo sandbox do jogo é um grande desperdício, já que isso realmente combinaria com as partes mais "rogue" da aventura e adicionaria ainda mais valor ao passe de temporada.

5/10