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domingo, 13 de setembro de 2026

4 Jogos que me fizeram o jogador que sou hoje


Um trend que vi nas redes sociais recentemente era a proposta de "4 Jogos que fizeram o jogador que você é hoje", como os 4 jogos que foram mais importantes para formar sua história como um gamer.

Eu resolvi pensar um pouco e selecionar os que me foram mais importantes ao longo da vida e que tiveram o maior impacto na minha "carreira" como jogador.

Eles não estão em ordem de importância, mas ordem cronológica conforme eu fui encontrando-os ao longo da vida.

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4 Jogos que me fizeram o jogador que sou hoje

  • Pitfall!
  • Alex Kid in Miracle World
  • Super Mario Bros. 3
  • Pokémon Blue


Pitfall!

O clássico Pitfall! do Atari 2600 foi o primeiro jogo que capturou minha imaginação. Você é Pitfall Harry, explorando florestas pixeladas com telas que são meio parecidas umas com as outras, mas sempre com algo de diferente.

Você podia balançar em cipós, pular na boca de jacarés, pular por cima de cobras, desviar de troncos ou até mesmo preferir o caminho subterrâneo onde teria que encarar escorpiões e becos sem saída, tudo enquanto coletava tesouros.

Muitos jogos do Atari tinham uma tela só, mas Pitfall sempre tinha uma novidade te esperando na próxima tela e como não se tinha noção dos limites dos videogames antigamente, parecia que as possibilidades eram infinitas.



Alex Kid in Miracle World

Quando criança no Master System havia poucos jogos que passassem uma vibe tão animada quanto Alex Kidd in Miracle World. O jogo era colorido, com cores vibrantes que o NES não tinha, uma música incrivelmente viciante e mais.

Uma coisa curiosa é que Alex Kidd tinha um level design muito mais criativo do que Super Mario Bros., que apesar de ser muito bom, era basicamente só andar pra frente, sempre com os mesmos blocos em disposição diferentes.

Esse level design criativo depois descobrimos que é pelo fato do jogo ter sido uma versão de Dragon Ball que perdeu a licença. Sempre foi um dos meus jogos preferidos e tentar recriar aquela vibe é algo que sempre tento como designer.


Super Mario Bros. 3

As limitações que eu encontrei em Super Mario Bros. em não captar o bastante a minha imaginação foram resolvidas em Super Mario Bros. 3, provavelmente a obra-prima do NES. As fases são mais curtas, porém cada uma tem uma forte identidade e suas próprias particularidades.

O sistema de mapa e os power-ups permitiam diferentes experiências ao jogar múltiplas vezes, garantindo que você sempre pudesse sentir algo novo. Encarar uma fase com um conjunto de power-ups diferentes, pular uma fase que não gostasse muito, evitar os Irmãos Martelo e assim por diante.

Rejoguei em várias ocasiões, como no remake de Super Mario All-Stars e depois no relançamento para Game Boy Advance. 



Pokémon Blue

Eu comprei minha fita de Pokémon Blue antes de saber o que era Pokémon, era simplesmente o novo lançamento na locadora e eu tinha ido pra trocar um Game Shark de R$ 80 que era o mesmo valor do cartucho do jogo para o Game Boy original.

É curioso. Eu não tinha motivo para comprar aquele jogo além de que ele estava ali e parecia me chamar. Eu nem mesmo gostava de jogar no Game Boy, mas naquele dia eu me viciei em Pokémon, capturando tudo que via pela frente. E enfrentei a Elite Four no banco de um carro no escuro.

Havia uma elegância extrema na simplicidade de Pokémon. Seu mapa era simples, mas permitia você imaginar que sempre havia um outro lugar a mais para explorar, captando minha imaginação da mesma forma que Pitfall! tantos anos antes.

Talvez o mais importante sobre Pokémon para mim é que foi um assunto que me guiou pela internet. Entrei em canais de mIRC como o #PokePlanet, comecei a fazer meus próprios jogos como o Pokémon Jumper e se tornou algo em torno do qual a minha vida girou por um tempo.



E muito além

Houve muitos jogos que foram relevantes e me moldando ao longo da vida como Final Fantasy 7, Mario Kart 64, Mega Man Legends, The Legend of Zelda: Ocarina of Time, Viewtiful Joe, Earth Defense Force 2017, Osu! Tatakae! Ouendan, a lista é enorme.

Porém, tudo começou nesses 4 jogos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Review: Mario & Sonic no Rio 2016 do Nintendo 3DS surpreende na malandragem


Quando a série de jogos Mario & Sonic surgiu ainda no Nintendo Wii em 2007, ela trazia apenas um monte de minigames desecontrados que desapareciam no meio de todas aquelas coletâneas de minigames do Wii, algumas até superiores. No entanto, ela começava a esboçar uma identidade própria em sua versão para Nintendo DS.

O tempo passou, a geração dos minigames do Wii também passou, porém Mario & Sonic voltou para os jogos de Londres de 2012 com mais força em seus minigames e as coisas começaram a ficar bem interessantes. Agora dá pra dizer com certa alegria que a série encontrou o seu estilo de ser aqui no Rio de Janeiro em 2016.

Para início de conversa, de 4 em 4 anos poderíamos estar recebendo jogos super chatos e genéricos sobre os Jogos Olímpicos, mas ao invés disso vemos os dois mascotes mais icônicos dos anos 90 se enfrentarem. Por incrível que pareça, essa união dos dois para uma disputa capta muito bem o espírito olímpico, que cessa guerras e fura regimes.

100 Metros Sem Barreiras Sem Vergonha

O jogo conta com 14 modalidades principais, dentre as quais duas são mais elaboradas: Futebol e Golf. Ok, você consegue golf melhor em Mario Golf, mas futebol é só aqui. Além delas temos: 100 metros rasos, 110 metros com barreiras, salto a distância, lançamento de dardo, natação, arco e flecha, boxe, tênis de mesa, vôlei de praia, equitação, ciclismo e ginástica artística.


Todos esses eventos variam bastante em matéria de complexidade e controles, o que é bem legal para usar mais os recursos do 3DS, quase sempre esquecidos. Ha desde amassadores de botão, até minigames com a tela de toque e alguns que ressuscitam o velho espírito de Mario Party de rodar o controle.

Além de suas versões "Olímpicas", cada um desses eventos tem também uma versão "Plus", que assim como os Dream Events nos outros jogos são versões dos esportes porém com itens da série Mario e também de Sonic. Eles seriam o equivalente à Mariokartização dos esportes olímpicos.

Se tem uma coisa que a Sega ainda sabe fazer, são minigames. Ela já provou isso na época de Feel the Magic: XY/XX, The Rub Rabbits, Rhythm Thief, e Mario & Sonic não é diferente. Claro, há minigames bons e outros nem tanto, mas a experiência em geral é muito divertida. Isso é uma coisa que não tem muito no 3DS, pura e simples diversão.


Uma coisa meio chata é que os personagens são limitados para cada evento. Não faz muito sentido poder botar Bowser e Eggman para corridas... bom, talvez o Eggman, mas mesmo dentro das capacidades físicas de cada personagem há alguns que ficam de fora de certos eventos sem motivo. Não é algo que me incomode, mas talvez possa incomodar fãs de certos personagens. Pelo menos Mario e Sonic competem em todas as modalidades.

Road to Rio 2016 melhor que a de verdade

Porém, não é por apenas alguns punhados de bons minigames que eu me apaixonei por esse jogo, mas finalmente pela adição de uma campanha single player. Jogadores poderão utilizar seus Miis para se inscreverem nas academias de Mario ou Sonic e tentar ganhar a medalha de ouro nesses eventos.

Mas o melhor é que a história se passa no Rio de Janeiro, com mapas em Copacabana, Maracanã, Barra da Tijuca e Deodoro. Algum dia você já imaginou que passearia no calçadão de Copacabana em um jogo do Nintendo 3DS? Eu sem dúvida não imaginei que eles iriam por essa direção.


Trata-se de um modo RPG no qual você explora um mapa relativamente simples e treina em minigames simples que são outras modalidades olímpicas fora das 14 mencionadas anteriormente, como Badminton, Canoagem e outras. Não é nada tão complexo quanto Mario Tennis ou Mario Golf do GameBoy Color, porém é mais acessível. Há também alguns mistérios caricatos que surgem no jogo e você precisa resolver, os quais deixam as coisas mais interessantes e próximas do mundo de Mario e Sonic.

Ao vencer as provas você ganha XP para passar de nível e frutas para comprar roupas com Yoshi que personalizam seu atleta e aumentam seus atributos. Há desde roupas carnavalescas até fantasias dos personagens de Mario e Sonic. Inclusive há também do mascote Vinicius, criado pelo estúdio de animação Birdo com participação do talentosíssimo Finamore (do mundo dos milagres).

Conclusão

Qualquer um pode olhar para Mario & Sonic at the Rio 2016 Olympic Games e ver uma coletânea de minigames genérica, porém ele é bem mais do que isso. Ele é um retorno aos jogos de rápida diversão que o Nintendo DS tinha, com uma pitada de Sega clássica, uma pitada de Olimpíadas, participação de dois mascotes icônicos e uma campanha divertida para jogar caso você não seja o tipo de pessoa que curta minigames soltos.


Eu queria dar uma nota mais alta, porém confesso que vou tirar meio ponto por algo que não é exatamente relacionado ao jogo em si, mas ao fato de que ele não está disponível em português. Sério, Nintendo? Bem no meu quintal?

Nota 8,5/10

domingo, 14 de abril de 2013

Finamore no Mundo dos Milagres

Não sei se vocês conhecem meu chapa Fernando Finamore, mas recomendo bastante darem uma olhada no blog dele, Para alimentar meu hamster, com artes tanto no sentido artístico como em estripulias de guri.

De vez em quando essas artes também envolvem jogos, como essa aqui de Alex Kidd in Miracle World