Minecraft teve uma nova atualização lançada recentemente, a terceira do ano, de número 26.3 para as edições Bedrock (consoles, mobile e PC) e Java (só PC) chamada Wilderness Bound, a qual adiciona algumas novidades na natureza, incluindo um bioma e acampamentos.
A principal adição é o bioma Floresta Sombreada (Dappled Forest), uma floresta semi-iluminada com cara de outono que introduz as novas árvores de Álamo (Poplar) que tem folhas vermelhas, laranja e amarelas como se estivessem para cair, cujas mudas crescem em qualquer uma dessas cores.
Nessas árvores cresce também um novo tipo de cogumelo chamado Cogumelos-de-prateleira (Shelf Mushroom) que pode ser usado para comida ou decoração. Ele tem um efeito curioso que permite quicar neles como se fossem camas. Ele também não tem exigências de baixa iluminação como a maioria dos cogumelos.
Outra grande novidade são os Acampamentos Abandonados (Abandoned Camps), pequenas tendas com baús e barris contendo itens úteis, além de camas de palha para jogadores dormirem, fogueiras para cozinharem comida e algumas almofadas para sentar.
Alguns baús nos acampamentos abandonados terão Mapas do Explorador mostrando pontos de interesse como Mansões da Floresta e Monumentos do Oceano.
Já para a galera da construção adicionaram um pequeno presente, escadas e lajes de lã e concreto em todas as 16 cores disponíveis para esses blocos, o que deve manter uma galera ocupada por um bom tempo.
Perguntinhas da galera
O que é Minecraft Wilderness Bound? É a mais recente atualização de Minecraft, lançada em setembro com o novo bioma Floresta Sombreada (Dappled Forest), Acampamentos Abandonados (Abandoned Camps), novas árvores de Álamo (Poplar) e mais.
Wilderness Bound já foi lançado? Sim, a atualização Wilderness Bound já foi lançada para Minecraft e está disponível em todas as plataformas, inclusive consoles, Android, iPhone e PC com a versão Bedrock e também no PC pela versão Java.
Qual a atualização mais controversa de Minecraft? Depende de cada jogador. Eu acredito que o mais controverso foi a atualização Caves & Cliffs: Part 2 que mudou por completo o estilo das cavernas do jogo, alterando drasticamente a jogabilidade.
Minecraft vai adicionar um novo bioma em 2026? Sim, o novo bioma Floresta Sombreada (Dappled Forest) foi adicionado na atualização Wilderness Bound de setembro.
O Xbox Game Pass teve sua Wave 2 de jogos revelados para o Xbox Series X, Xbox Series S e Xbox One, incluindo tudo que ainda vai sair em setembro e uma trapaçazinha com dois jogos do começo de outubro. A Wave 1 havia sido meio fraquinha com apenas 6 jogos, mas a Wave 2 está trazendo 11 títulos de uma vez, apesar de muitos serem apenas títulos entrando no Game Pass Premium.
Gears of War: E-Day é o destaque, mas ele só vem em outubro, então eu fico com Ninja Gaiden 4, apesar de não chegar a ter jogado esse, mas sou fã dos dois primeiros (resta saber se não é ruim como o 3). Minecraft Dungeons 2 também estará disponível já no lançamento.
Para quem vai assinar o Xbox Game Pass, ele tem 3 níveis: Essencial (50+ Jogos) de R$ 43,90 ao mês, Premium (200+ jogos) de R$ 59,90 ao mês e Ultimate (400+ jogos e lançamentos no primeiro dia) por R$ 76,90. Há também o PC Game Pass (300+ jogos e alguns lançamentos) para jogar no computador.
A assinatura traz também o serviço de jogos na Nuvem Xbox Cloud Gaming, mas a partir de novembro ele terá limitação de horas. 5 horas para assinantes Essencial, 10 horas para Premium e 15 horas para Ultimate.
Atualização 17/09/2026: Shape of Dreams foi lançado de surpresa no Xbox Game Pass durante a apresentação do Xbox na feira de jogos Tokyo Game Show.
Já disponível - Moonlighter 2: The Endless Vault(Caso tenha perdido)
Já disponível - EA Sports FC 27 - Teste de 10 horas no EA Play
16 de Setembro - Marvel Cosmic Invasion
16 de Setembro - Planet of Lana 2
16 de Setembro - Routine
16 de Setembro - Ultimate Sheep Raccoon
17 de setembro - Shape of Dreams
17 de Setembro - Kernel Hearts
17 de Setembro - Ninja Gaiden 4
22 de Setembro - Dune: Awakening
22 de Setembro - Well Dweller
23 de Setembro - Mad King Redemption
25 de Setembro - Call of Duty: Black Ops 6
25 de Setembro - Rematch
29 de Setembro - Minecraft Dungeons 2
02 de Outubro - Keeper
06 de Outubro - Gears of War: E-Day
Já disponível
RuneScape: Dragonwilds Xbox Game Pass Ultimate, Premium e PC Game Pass Nuvem, Xbox Series X/S e PC
O spin-off do MMORPG Runescape chegou esta semana ao Xbox Game Pass e PS Plus trazendo um jogo de sobrevivência em um grande mundo de fantasia e magia habitado por dragões. Usuários podem se aventurar sozinhos ou em grupo para explorar o continente esquecido de Ashenfall, erguendo construções e desenvolvendo habilidades para lutar com os perigos dos céus e derrotar a feroz Dragon Queen.
Moonlighter 2: The Endless Vault (Caso tenha perdido) Xbox Game Pass Premium Nuvem, Xbox Series X/S, Portátil e PC
Um "Caso tenha perdido" que vale a pena mencionar é Moonlighter 2 do estúdio Digital Sun, o qual foi adicionado no Xbox Game Pass ainda na "Wave 1" de lançamentos, mas não estava no anúncio oficial, chegando no dia seguinte sem avisar ninguém.
O jogo é a sequência de um roguelike no qual você explora dungeons e retorna com itens para vender em sua loja, administrando as preferências das pessoas e até tendo que lidar com ladrões. A maior evolução em relação ao primeiro é a introdução de gráficos 3D que caíram muito bem no jogo.
EA Sports FC 27 - Teste de 10 horas no EA Play Xbox Game Pass Ultimate Console e PC
Para quem é assinante do Xbox Game Pass Ultimate há um teste antecipado de 10 horas de EA Sports FC 27, o jogo de futebol da Electronic Arts que costumava ser FIFA. Há alguns tempo os jogos da série estão bons, sem muitas mudanças, mas neste adicionaram um hub de socialização e minigames chamado The Grounds que vale a pena dar uma olhada como é, apesar de sentir que pode ser só mais um lugar pra venderem microtransações.
EA Sports FC 27 está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X, Xbox Series S, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch 2 por R$ 349 e para Nintendo Switch e PC pelo Steam, Epic Games Store e EA App por R$ 299.
16 de Setembro
Marvel Cosmic Invasion Xbox Game Pass Premium Nuvem, Xbox Series X/S, Portátil e PC
Um game de pancadaria beat'em up da Tribute Games nos moldes dos clássicos fliperamas chega agora ao Xbox Game Pass Premium. Marvel Cosmic Invasion coloca os heróis da Marvel para enfrentar a titular invasão cósmica do vilão Annihilus, um tirano insectoide e seu exército de criaturas.
Jogadores podem escolher entre uma dupla de heróis com um elenco que inclui: Capitão América, Homem de Ferro, Homem-Aranha, Wolverine, Motoqueiro Fantasma Cósmico, Pantera Negra, Tempestade, Nova, Rocket Raccoon, Mulher Hulk e Beta Ray Bill (além de DLC como Ciclope e Coisa), para enfrentar hordas de monstros usando combos, ataques aéreos, golpes especiais e mais.
Como nos clássicos fliperamas é possível também jogar com amigos em até 4 pessoas, incluindo no multiplayer local e online.
Planet of Lana 2 Xbox Game Pass Premium Nuvem, Xbox Series X/S, Portátil e PC
Outro game chegando ao Xbox Game Pass Premium é o charmoso Planet of Lana 2 do estúdio Wishfully, um jogo de aventura, plataforma e quebra-cabeça com gráficos 3D, mas jogabilidade 2D, o vulgo 2.5D (urgh). No primeiro jogo, Lana enfrentou uma invasão alienígena para salvar seu vilarejo e pelo caminho encontrou uma criaturinha simpática chamada Mui.
Na sequência ela terá que lidar com duas tribos lutando pelos avanços tecnológicos deixados pelos invasores e descobrir a origem de Mui. É uma aventurinha leve que dura umas 6 horas e vale seu investimento.
Routine Xbox Game Pass Premium Nuvem, Console, portátil e PC
Para quem gosta de terror, Routine da produtora Lunar Software é um prato cheio que também chegou ao Xbox Game Pass Premium. Uma jornada de ficção científica por uma base lunar em primeira pessoa com visuais e iluminação bem impressionantes deixando os sustos ainda mais fortes.
Jogadores controlam um protagonista sem nome, sem contato após a comunicação da base ter sido interrompida, quando se depara com uma ameaça assustadora. Apenas uma dica, prestem atenção nos cenários, pois encontrar o caminho certo faz parte da jogabilidade e isso não é algo que vai agradar todo mundo.
Ultimate Sheep Raccoon Xbox Game Pass Premium Nuvem, Console e PC
Um jogo caótico multiplayer chegando ao Xbox Game Pass Premium (pra que eu ainda assino o Ultimate?) é Ultimate Sheep Raccoon, uma sequência de Ultimate Chicken Horse do estúdio Clever Endeavour Games, agora com bicicletas.
Seu objetivo no jogo é muito simples, completar uma pista 2D com uma jogabilidade de física, porém a cada volta completada, todos os jogadores podem botar obstáculos na pista. Coloque algo difícil demais e nem você conseguirá completar, então é preciso equilíbrio.
O jogo tem suporte para até 8 jogadores online e conta com crossplay com o PlayStation 5, Nintendo Switch 2 e 1 e PC. Um ótimo party game para curtir com a galera.
17 de Setembro
Shape of Dreams Xbox Game Pass Premiu, Ultimate e PC Game Pass Nuvem, Xbox Series X/S, Portátil e PC
Lançado de surpresa durante a apresentação da Microsoft para a Tokyo Game Show, Shape of Dreams é um game roguelike da Neowiz, criadores de Lies of P, que traz disputas contra hordas de inimigos bem parecidas com o clássico Hades.
Jogadores enfrentam criaturas, fortalecem seus personagens e aos poucos chegam cada vez mais longe na aventura. Um detalhe legal que Hades não tem é suporte a multiplayer. Até quatro pessoas podem se aventurar ao mesmo tempo, com suporte a Crossplay entre plataformas.
Kernel Hearts Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass Nuvem, Xbox Series X/S e PC
Neste lançamento para o Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass, jogadores irão fazer basicamente uma maratona de simulador de anime roguelike, virando uma garota mágica, encarando a Torre de Babel, matando anjos e finalmente eliminando Deus.
Desenvolvido pela Ephemera Games, o jogo traz um combate de ação frenético e permite que você ganhe novas habilidades ao longo da sua jornada. Quem sabe, né? Pode surpreender.
Ninja Gaiden 4 Xbox Game Pass Premium Nuvem, Xbox Series X/S, Portátil e PC
Eu ainda não joguei Ninja Gaiden 4, sou muito fã do 1 e 2, mas o 3 foi bem caído. O quarto jogo tem a Team Ninja da Koei Tecmo, que não é mais a mesma desde a saída do finado Tomonobu Itagaki, mas em compensação recebeu auxílio da PlatinumGames, que são mestres em jogos de ação.
Ninja Gaiden 4 traz de volta Ryu Hayabusa, protagonista tradicional da série, e introduz também o ninja Yakumo, do Clã do Corvo, ora se enfrentando, ora se unindo para enfrentar a maldição do esqueleto do Dark Dragon.
22 de Setembro
Dune: Awakening Xbox Game Pass Ultimate, Premium e PC Game Pass Nuvem, Xbox Series X/S, Portátil e PC
Neste jogo de sobrevivência do universo de Duna desenvolvido pela Funcom, jogadores vivem uma realidade alternativa em que Paul Atreides nunca nasceu para realizar a profecia e seguir a história tradicional dos livros.
No papel de um agente disfarçado, você precisará sobreviver no planeta desértico de Arrakis e descobrir por que os Fremen desapareceram.
Well Dweller Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass Nuvem, Console, portátil e PC
Um game inteiro criado por um único desenvolvedor, Well Dweller é uma obra do desenvolvedor Kyle Thompson, um Metroidvania com uma ambientação bem sombria e que parece bem legal.
Jogadores controlam um passarinho chamado Glimmer que brande um fósforo como se fosse um porrete, lutando contra monstros em ambientes de conto de fadas (se ignorar os gigantes corpos ao fundo) enquanto tenta queimar a Rainha Má para salvar sua família.
23 de Setembro
Mad King Redemption Xbox Game Pass Ultimate, Premium e PC Game Pass Nuvem, Xbox Series X/S, Portátil e PC
Criado pelo estúdio Secret Mission, Mad King Redemption é um jogo estilo Beat'em Up clássico, mas com elementos de progressão roguelike para jogadores ficarem mais forte ao longo da jornada.
O reino está dominado por um Rei Louco que usou magia proibida para ressuscitar sua Rainha e erguer hordas de monstros que terão que ser enfrentadas. Jogadores começam com 4 heróis e podem torná-los mais fortes com artefatos, habilidades e até desbloquear novos personagens.
25 de Setembro
Call of Duty: Black Ops 6 Xbox Game Pass Premium Nuvem, Console, portátil e PC
Um dos capítulos da saga desenvolvidos pela Treyarch e Raven Software, Call of Duty: Black Ops 6 é um jogo de tiro FPS repleto de ação, mas que também é meio que o início da queda de qualidade da série. Você assume o controle de um grupo secreto tentando desmontar uma organização ainda mais secreta que conseguiu se infiltrar até mesmo na CIA.
Há alguns detalhes na campanha que não caem muito bem, como a integração de zumbis (como alucinação) e outras ideias mirabolantes que não combinam. O tiroteio e a ação momento a momento continuam bons como sempre.
Rematch Xbox Game Pass Essential Nuvem, Xbox Series X/S e PC
Não listado junto com os outros games, mas que eu vou adicionar aqui, é o jogo de futebol Rematch, da Sloclap, os mesmos criadores de Sifu. O jogo traz disputas rápidas 5 contra 5 com jogabilidade arcade e alta intensidade.
Diferente dos outros títulos que estão chegando no Xbox Game Pass Premium e Ultimate, Rematch vem para integrar o catálogo do nível mais básico, o Xbox Game Pass Essencial.
29 de Setembro
Minecraft Dungeons 2 Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass Nuvem, Console, portátil e PC
O próximo RPG de ação da franquia Minecraft chega ao final do mês trazendo mais confrontos contra hordas de inimigos e coleta de equipamentos nos moldes de Diablo.
A temática de Minecraft se perde um pouco no geral, mas é legal ver os clássicos inimigos do jogo de blocos transformados nas mais diversas variantes especificamente para este título.
02 de Outubro
Keeper Xbox Game Pass Premium Nuvem, Xbox Series X/S e PC
Este joguinho charmoso da produtora Double Fine traz aquela típica vibe de "jogo artístico", contando uma história sem palavras sobre um farol esquecido e uma ave mística que formam uma curiosa dupla.
O jogo tem apenas quatro horas de duração, então vale a pena mergulhar cegamente e deixar a experiência se revelar para você no ritmo do jogo.
06 de Outubro
Gears of War: E-Day Xbox Series X/S, portátil, PC e Nuvem Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass
E finalmente um lançamento de peso em outubro temos Gears of War: E-Day, um dos primeiros exclusivos do Xbox em muito tempo, já que foi anunciado que não sairá no PlayStation 5.
O jogo é uma prequel que conta sobre o início da invasão dos Locusts e como Marcus Fenix se tornou parte essencial da luta contras as criaturas intraterrenas e da franquia. Assim como os outros capítulos da série, ele é um Cover Shooter em que você se esconde atrás de cobertura para trocar pipoco com os inimigos.
Os gráficos estão realmente bem bacanas e carregam um bocado do jogo nas costas, mesmo que tecnicamente a jogabilidade e história sejam um pouco que a mesma coisa de antigamente. Porém, após capítulos mornos como Gears 4 e Gears 5, esta é um bem-vindo retorno à forma.
Deixando o catálogo em 30 de setembro
Acabou-se o que era doce, ao final de setembro alguns jogos deixarão o Xbox Game Pass. Alguns não são lá grandes perdas como Lara Croft and the Guardian of Light que pode ser comprado bem barato, mas alguns como Atomfall, Little Nightmares 2 e Sifu realmente farão falta. Por outro lado, nada tão impactante quanto a perda de Cyberpunk 2077 recentemente.
Atomfall (Nuvem, Console e PC)
Lara Croft and the Guardian of Light (Nuvem, Console e PC)
Little Nightmares 2 Enhanced Edition (Nuvem, Console e PC)
Little Rocket Lab (Nuvem, Console e PC)
Sifu (Nuvem, Console e PC)
SOPA Tale of the Stolen Potato (Nuvem, Console e PC)
Sworn (Nuvem, Console e PC)
Terminull Brigade (Nuvem, Console e PC)
Perguntinhas da Galera
Quais são os lançamentos do Game Pass para 2026? O maior lançamento que chega ao serviço é sem dúvida Gears of War: E-Day, mas há também alguns como Minecraft Dungeons 2, Neon Abyss 2 e uma grande recomendação: There Are No Ghosts At The Grand. Por enquanto não tem tanta coisa ainda para 2026 e alguns podem até escorregar para 2027.
Haverá um Game Pass gratuito em 2026? É o que dizem rumores fortes, porém este "Game Pass gratuito" para ser na verdade um Xbox Cloud Gaming gratuito, de forma que jogadores poderiam jogar na nuvem ao assistir anúncios, não necessariamente ter acesso ao catálogo do Game Pass.
Quais são os lançamentos do Game Pass em setembro? Contando as Wave 1 e 2 temos jogos como Dune: Awakening, Moonlighter 2: The Endless Vault, Minecraft Dungeons 2 e Kernel Hearts. Gears of War: E-Day chega no comecinho de outubro.
Quais jogos serão adicionados ao Game Pass em agosto de 2026? Em agosto o Xbox Game Pass recebeu jogos como Resonance: A Plague Tale Legacy, Beast of Reincarnationm Grounded 2, PowerWash Simulator 2, Heretic + Hexen, Egging On, BlazBlue Entropy Effect X, Aerial_Knight's DropShot, Shelldiver e mais.
Esse final de semana tivemos a MineCon 2018, um evento que reúne todas as maioridades novidades relacionadas a Minecraft em um ano e para surpresa de ninguém os anúncios foram bem caídos. Vale a pena dar uma olhada no artigo anterior "Como a Microsoft destruiu Minecraft" já que não vamos falar dessa parte toda da questão, apenas de como as novidades continuam levando Minecraft por um caminho de irrelevância.
A primeira novidade é "Village and Pillage", que dá uma maior diferenciação entre os habitantes das vilas e entre habitantes de vilas em biomas diferentes. Cada bioma agora terá diferentes tipos de arquitetura e isso promete pelo menos uma maior variedade às cidades, mas vale lembrar que cidades são ocorrências relativamente raras em Minecraft, então poucas vezes você teria contato constante com duas diferentes.
O destaque ficou para um novo tipo de inimigo que anda em bando chamados Pillagers, saqueadores que lembram um pouco os já adicionados Illagers que aparecem nas mansões porém com um elemento nômade. Eles atacam com uma nova arma, a besta, a qual poderá também ser construída por jogadores, e costumam andar com uma criatura que parece um búfalo para atacar inimigos.
Particularmente eu gosto da ideia de um grupo de inimigos que ofereça algum desafio, pois após dominar uma área com uma fortaleza é muito difícil se sentir ameaçado em Minecraft, porém eles poderiam facilmente dizimar um vilarejo antes que você tivesse tempo de protegê-lo. Para não mencionar que novamente isso afeta a parte de "contraste" do jogo, deixando os dias igualmente perigosos em relação às noites.
O ideal seria que Minecraft tivesse etapas mais demarcadas para que inimigos não viessem atacar antes de você estar pronto, como em um Tower Defense. Criar fortalezas é legal, mas Minecraft não foi bem projetado para isso, uma vez que você erga uma defesa ao seu redor, os inimigos não podem entrar. Por isso há todo o elemento de mineração para que você tenha que se expor ao perigo em troca de recompensa.
Muitos elementos de Minecraft hoje parecem precários, mal feitos demais para um jogo tão popular. Até hoje é dificílimo criar armadilhas para matarem inimigos automaticamente, elas são ineficientes, bugadas, exigem constante manutenção. O tipo de coisa que poderia ser consertado em um Minecraft 2 e integrado desde o início no design se esse fosse o foco do jogo.
O segundo anúncio foi que estavam ampliando os biomas, pretendem adicionar extras a todos os biomas do jogo, mas irão fazer isso um de cada vez a começar pela Taiga graças a uma votação de usuários. Agora temos pandas comedores de bambu e mais gatos. São adições bem vazias que mais uma vez inflam o jogo sem qualquer retorno para a jogabilidade.
São as típicas adições de Jeb, sempre mais, mais, mais, sem qualquer motivo para o mais. Em cinco segundos eu consigo pensar em adições melhores. Ao invés de um Panda, simplesmente um urso, faça o jogador ter um pouco de medo da fauna. É algo simples e que adiciona à jogabilidade, não apenas mais um enfeite para o cenário.
Por fim tivemos o primeiro prego na tampa do caixão de Minecraft, o anúncio de um novo jogo chamado Minecraft: Dungeons, um dungeon crawler genérico com diferentes classes de personagens e aposto também que terá geração de dungeons aleatória. Esse é o tipo de jogo sem alma e genérico que a Microsoft faz quando tem uma franquia e deseja explorá-la por uma grana básica, praticamente um Fable Legends.
Não que eu diga que não vá fazer sucesso, não sei como anda a popularidade da estética de Minecraft hoje em dia, se crianças ainda são encantadas por qualquer coisa com visual de blocos como era na época que o jogo foi lançado. Muitos jogos ruins se firmaram entre bases jovens de jogadores sem muito discernimento graças a essa estética. Porém eu não espero um jogo relevante.
Eu realmente sinto falta de quando Minecraft era um bom jogo.
A Telltale Games, empresa que fazia vários jogos episódicos das mais variadas franquias, anunciou sua falência recentemente e não foi uma surpresa tão grande para quem acompanhava esses jogos. Como dizia um famoso comediante, "Eu quero ser apenas saudável o suficiente para quando eu morrer as pessoas ainda perguntarem "de que?"". Vamos lembrar um pouco da história da Telltale Games e ver onde ela errou.
Basicamente, a Telltale Games foi fundada em 2004 para produzir jogos simples, uma espécie de nova geração de jogos do gênero "Point and Click" (Apontar e Clicar) que haviam sido deixados pra trás pela indústria. Para produzi-los com gráficos modernos ela criou uma engine própria para gerar gráficos em 3D, mas veja bem, isso era 2004.
Fazia sentido então que essa companhia que queria ressuscitar os games de aventura de apontar e clicar fosse atrás de franquias do estilo. Tivemos então o retorno de Sam & Max, os quais não eram muito lucrativos em 2D devido ao alto custo de animar os personagens, o retorno de Monkey Island, o qual a LucasArts já não tinha muito interesse de produzir e versões novas de franquias que faziam um razoável sucesso no PC como CSI.
Então a Telltale pegou suas primeiras grandes franquias, séries de filmes que já não recebiam novos conteúdos na época: Jurassic Park e De Volta Para o Futuro (Back to the Future). Foi aqui que eles começaram a sair um pouco da sua zona de conforto. Como eram franquias meio mortas ninguém tinha expectativas muito altas e Jurassic Park realmente não os levou a lugar nenhum. Mas Back to the Future agiu praticamente como um quarto filme após a trilogia e aumentou bastante a mitologia da série.
Parece ter sido na forma como eles lideram com essas franquias que fez com que eles entrassem em contato com a série The Walking Dead de Robert Kirkman, a qual na época estava começando a ganhar atenção na TV e já era um sucesso nos quadrinhos. Este foi um ponto de virada para a Telltale Games que subitamente se tornou um dos garotos grandes do playground.
O primeiro jogo de The Walking Dead da Telltale era incrível, principalmente porque era muito bem escrito assim como as HQs. A história era visceral, desesperadora e havia momentos em que ser um jogo tornava a história individualizada, como escolher quem vai receber comida quando não há suprimentos pra todos. Ele também nos apresentou ao clássico sistema de escolhas da Telltale, que geravam consequências na história. Tudo isso era amarrado com uma nostálgica jogabilidade de Point and Click e tudo estava bem no mundo.
O jogo foi muito aclamado por público e crítica, porque era realmente bom assim, ao ponto de muita gente chorar no final de tão envolvente. As escolhas em geral pareciam alterar significantemente a história e até fazer com que personagens chegassem mais longe ou não na sua história do que na de outras pessoas.
No entanto as escolhas não eram tão profundas assim e a maior parte da história estava sempre sob um trilho impossível de ser alterado. Por ser o primeiro jogo da Telltale tudo parecia ser verdade e "Clementine irá lembrar disso" parecia uma promessa real. Até certo ponto elas foram verdade, mas acho que nunca da forma como os jogadores esperavam que seriam.
A Telltale Games pegou essa ilusão de escolha e fez o que qualquer ilusionista sabe que não deve fazer, repetiu o truque várias vezes diante da mesma plateia. Após perceber o sucesso de The Walking Dead foram vários jogos em sequência nos anos seguintes como Tales from the Borderlands, The Wolf Among Us, Game of Thrones e uma segunda temporada de The Walking Dead.
Os jogos não eram ruins, mas de repente os produtos da Telltale se tornaram algo formulaico e o mais importante, eram jogos que contavam apenas histórias, não tinham mais uma jogabilidade relevante. Havia claro a necessidade de ter que guiar os personagens a fazer algo e a jornada não progredir até você descobrir o que e Quick Time Events no qual você precisava apertar um botão, porém não havia qualquer liberdade dentro desses trechos.
Chegou um momento em que todos sabiam o que esperar de um game da Telltale e eles começarem a entrar em promoções e serem distribuídos de graça em serviços de assinatura como PS Plus e Games with Gold. Provavelmente o ponto mais baixo da empresa, assim como dos jogos da série The Walking Dead foi o game dedicado a Michonne em 2016, com apenas 3 episódios, praticamente sem escolhas e sem revelar nada sobre a personagem ou sua vida anterior (evitando dar spoilers, na HQ muito mais já foi explicado).
As escolhas passaram a determinar menos para onde a história ia e mais sobre quem sobrevivia e assim destravava novos diálogos ou tinha pequenas referências a escolhas passadas em episódios futuros, o que era bastante monótono. Logo a Telltale se tornou mais uma daquelas empresas que prometem uma grande aventura cheia de escolhas que nada mais fazia do que colocar o jogador sempre no mesmo caminho.
Demorou muitos anos para a Telltale Games chegar a Walking Dead e levou muitos mais para ela começar a se mexer novamente. Apenas há poucos anos ela havia decidido mudar sua engine gráfica, a qual ainda era a mesma de 2004 e já apresentava muitos problemas como travadas ao mudar de cena que muitas vezes faziam você morrer à toa.
Estranhamente eu diria que um dos pontos altos da empresa foi justamente em Minecraft: Story Mode. Acho que ninguém esperava que esse jogo ficasse bom e isso deu uma chance ótima à Telltale para surpreender e mostrar do que realmente era capaz. A campanha ficou divertida, cheia de referências e metalinguagem para fãs de Minecraft e ainda teve episódios extras sobre mais elementos desse mundo, incluindo YouTubers.
A segunda temporada de Minecraft: Story Mode mostrou ainda o que poderia ser uma evolução para a Telltale. O jogo oferece um sistema de combate interessante e conta até mesmo com lutas contra chefões, as quais ofereciam um desafio real tanto de jogabilidade quanto estratégia, algo que remete ao que um videogame de verdade deveria ser.
Porém, já era tarde demais. A boa vontade do público com a empresa já havia se esgotado faz tempo. Quando ouvimos que a Telltale havia declarado falência ninguém demonstrou surpresa, mais provável termos imaginado "também... pudera".
Foi como se em algum momento eles achassem que não precisavam mais fazer jogos, só precisavam contar histórias.
Minecraft foi um dos maiores fenômenos no mundo dos jogos nos últimos anos, um joguinho independente que sozinho se tornou um dos mais vendidos de todos os tempos e moldou dezenas de outros ao seu redor. No entanto após seu criador, Markus "Notch" Persson ficar de saco cheio do jogo e vendê-lo para a Microsoft, a empresa conseguiu fazer o que sempre faz: destruir completamente algo bom.
Por mais que eu gostasse de colocar a culpa toda na Microsoft, isso não é possível. Inicialmente Minecraft havia sido feito por uma única pessoa, Notch, e eventualmente a equipe da sua empresa, Mojang, cresceu para um total de quatro integrantes. A morte de Minecraft começa antes da Microsoft comprá-lo, ainda quando ele era de propriedade da Mojang, no exato momento em que Notch parou de ligar para o jogo.
Após Notch criar um jogo tão livre e adaptável como plataforma, o público fez exatamente isso, começou a adaptar Minecraft para seus gostos, com mods, servidores, etc. Minha impressão é que Notch não parecia curtir que tantas pessoas jogassem Minecraft de uma maneira diferente da que ele concebeu. Elas se apropriaram do jogo e talvez seu criador tenha perdido a vontade de trabalhar em algo que não parecia mais seu.
Soon...
Nesse ponto entra o programador Jens "Jeb" Bergensten. Acredito que ele foi o primeiro contratado da Mojang, para ajudar Notch justamente com a parte chata de manter um jogo tão amplo, o código. Até hoje Minecraft não é muito otimizado, afinal foi criado por uma pessoa só e Notch nem parece gostar muito de programar. Jeb começou como uma espécie de ajuda, mas logo estava também adicionando seu próprio estilo e conteúdo ao jogo.
Aqui vemos a diferença de dois tipos de pessoa no mundo da criação de jogos: os que criam e os que adicionam à criação. Para os que criam pode ser difícil imaginar novas coisas para adicionar a um jogo sem necessariamente criar algo novo e para os que adicionam pode ser difícil criar algo novo, porém fácil de adicionar coisas relevantes a algo já existente.
Quando Notch queria algo novo em Minecraft, ganhávamos coisas como o Nether, o The End, O Ender Dragon, o Adventure Mode, o Super Plano. Quando Jeb queria algo novo em Minecraft, ganhávamos mais animais, mais biomas, mais inimigos, mais itens. Dá pra ver como ambos faziam o jogo crescer de maneiras diferentes e o tornavam mais interessante, no entanto um não funcionaria sem o outro.
Depois que Notch perdeu a vontade de trabalhar em Minecraft ficamos apenas com Jeb. Nada mais era criado, tudo era ampliado e melhorado, afinal esse era o estilo de Jeb, sua filosofia. Tornar Minecraft "maior e melhor" era muito distante do sentimento de simplicidade que levou Notch a criar Minecraft em primeiro lugar e isso começou a transformar o jogo.
Essa transformação ainda estava no início quando a Microsoft comprou Minecraft e então ela deu seguimento a essa filosofia como um rolo compressor. Minecraft como uma plataforma, não como um jogo, cada vez com mais coisas, cada vez mais complexo, cada vez menos próximo do que era sua visão inicial e cada vez menos relevante para os fãs que o tornaram um sucesso.
Até hoje o que vemos em Minecraft é a filosofia de Jeb: novo sistema de combate, adição de templos marinhos com um novo chefe, adição de mansões com habitantes assassinos com machados (isso não era um jogo para crianças?), cada vez mais biomas, cada vez mais itens, capas para voar e futuramente uma nova expansão aquática com golfinhos, tartarugas, tridentes, navios afundados e mais.
A Microsoft além de incentivar esse estilo de conteúdo também por sua vez deve ter suas próprias ideias baseadas no que está na moda no mundo dos jogos. Os minigames para jogar multiplayer, loja de conteúdo a venda, criação de conteúdo por usuários, muitas coisas que os jogadores que curtiam a base de Minecraft vão odiar, enquanto crianças podem achar o máximo... por um tempo.
Cada vez Minecraft tem mais coisas, porém ele não parece mais divertido, apenas mais inflado. Coisas pararam de ser criadas nele e agora são apenas adicionadas. Toda a mensagem inicial de Minecraft com simplicidade, coleta de recursos e sobrevivência parece ter se perdido devido a esses novos conteúdos terem vazado para a fórmula original e acabado por estragá-la.
Minecraft era um jogo sobre sobrevivência e aventura, com dias tranquilos e noites perigosas, no qual um jogador se sentia acuado pelo mundo, até começar a conquistá-lo e se sentir poderoso (até ser explodido por um Creeper e começar de novo). O jogador construía itens como ferramentas e armaduras para minerar e obter melhores materiais para se tornar mais poderoso.
Hoje há quase tantos montros de dia quanto há de noite graças a todas as adições que vêm mexendo na estrutura do jogo esse tempo todo. Zumbis e Esqueletos agora são capazes de se esconder em sombras e na água para não serem queimados pelo sol e eu só fico pensando "Me respeita que eu sou da época que zumbi de Minecraft só andava pra frente". Há Bruxas e Slimes em biomas de pântano e zumbis de pele seca em biomas quentes que também não são queimados pelo sol. Antigamente apenas Creepers restavam de dia, o que levou a tantos memes de "O Crepeer explodiu minha casa".
Com tantos monstros durante o dia o jogo perdeu um elemento importantíssimo de seu equilíbrio, o contraste. Antes apenas as noites eram terrivelmente perigosas, mas agora tanto noite quanto dia são problemáticos, então você não tem como ser surpreendido, está sempre preparado. Isso significa que não há uma montanha russa de emoções, a tensão desaparece após você se acostumar com esse mundo, que apesar de mais hostil, se torna inofensivo porque não oferece tranquilidade.
Essa filosofia se reflete também nos itens do jogo. Antigamente você poderia ir com um machado em uma árvore e uma picareta em uma montanha, retirar madeira e pedras para fazer ferramentas. Hoje você receberá frutas da árvore e encontrará pelo menos quatro tipos de pedra diferentes nas montanhas, isso de acordo com o bioma em que está.
Flores que eram apenas um detalhe no cenário hoje produzem corantes para tingir lã, tapetes, camas, criar fogos de artifício e... nada disso realmente adiciona à aventura, só sobrecarrega seu inventário com vários tipos de itens diferentes. Por que até hoje não adicionaram algo tão simples quanto poder criar uma mochila no jogo pra carregar mais itens? Quando Notch determinou aquele espaço de inventário acredito que havia no máximo uns 64 itens diferentes em todo o jogo.
Atualmente há uma quantidade tão grande de itens para ser criada, alguns tão irrelevantes e tão pouco intuitivos de se obter que um jogador novato, e até mesmo um veterano como eu, teriam dificuldade de entender tudo que poderiam criar e todas as possibilidades que o jogo espera que você explore para sobreviver como feitiços e poções.
Vivemos em uma época em que jogos evoluem o tempo todo e na verdade nem sempre isso é bom pois podem mudar coisas que simplesmente estavam boas do jeito que eram. Se Goombas e Tartarugas ficassem mais inteligentes, isso tornaria Super Mario Bros. melhor? Talvez alterasse exatamente o perfeito equilíbrio que torna o jogo tão prazeroso.
Recentemente a Microsoft lançou uma nova versão de Minecraft unificada para todas as plataformas com multiplayer integrado entre PC, Xbox e até Nintendo Switch. Porém, ela tem como base a Windows 10 Edition, o que foi um péssimo negócio para quem tinha a versão feita especificamente para consoles. Por sorte as versões do PlayStation ficaram de fora dessa por picuinha da Sony, senão eu nem estaria jogando agora.
O futuro de Minecraft agora é mais incerto do que nunca. Pode se tornar mais uma das franquias inutilizadas da Microsoft, como as da Rare, que ela mesma estraga mas pensa que apenas se desgastaram naturalmente com o tempo. Um Minecraft 2 teria mais a ver com Sea of Thieves e Fable do que com o jogo original.
Senhoras e senhores, meninas e meninos, é aquela época do ano de novo onde iremos ver qual das empresas que se apresentaram na grande feira Electronic Entertainment Expo, E3 2017. O evento realizo entre os dias 13 e 15 de junho teve suas pré-conferências alguns dias antes e apesar de termos tido algumas surpresas o evento no geral foi fraco.
Entramos meio cegos para a maioria das empresas, sem muita noção do que iríamos ver com exceção de um ou outro vazamento. A Microsoft tinha um certo foco em seu novo Xbox One Scorpio, que agora virou Xbox One X (& Knuckles) porém ela também lidou muito melhor com ele do que era o esperado e fez o básico: "Não encheu o saco".
A conferência da Microsoft teve uma hora e quarenta de duração, o que é bastante para os padrões pré-E3 pós-déficit de atenção, mas não foi tão chata quanto uma transmissão de uma hora e quarenta soa. A da Sony conseguiu ser mais cansativa com apenas 1 hora e a da Nintendo acabou deixando a desejar com apenas 25 minutos, os quais ela suplementa com transmissões ao vivo também cansativas e que mostram demais dos jogos.
Porém, sem mais delongas, analisemos uma a uma as conferências para decidir quem venceu realmente a E3 2017.
Microsoft
A Microsoft abriu com uma rápida retrospectiva e logo depois trouxe Phil Spencer, chefe em matéria de Xbox para o palco. Logo de cara ele veio falar de Xbox One Scorpio, especialmente seu novo nome Xbox One X. Eu aqui comprando um bolinho, com meu mumicate e Phil Spencer vem me falar de Xbox One X... gráficos melhorados, data de lançamento, mas preço? Ahhhh não, 1 hora e 40 de pílula sendo dourada.
Até aí tudo dentro do esperado. Claro que a Microsoft ia mostrar o Scorpio, esse era o foco dela. Porém uma coisa linda e maravilhosa aconteceu: Ela não me encheu o saco com isso. O Scorpio foi mostrado, foi dito que os jogos seriam melhores nele e vida que segue, vamos mostrar quais são esses jogos.
Assim como o PlayStation 4 Pro, essa é a atitude correta com esses consoles melhorados pois eles são produtos de nicho para uma parcela muito pequena do público entusiasta que já vai ficar sabendo deles de qualquer jeito, então não tem por que dedicar um tempão como se todos que estão assistindo fossem sair correndo para comprar um.
Um problema que afetou bastante a conferência foi o uso da palavra "exclusivo" com a maior liberdade criativa possível. "Exclusivo nos consoles", "Exclusivo no lançamento", "Exclusivo primeiro trailer". Já há algum tempo a Microsoft tenta enganar o público com falsos exclusivos e é simplesmente feio.
Depois disso tivemos Forza Motorsport 7, provavelmente a melhor série de corrida atualmente, com gráficos bem impressionantes no Xbox One X por rodar a 4K e a 60 FPS simultaneamente, sem precisar escolher um ou o outro como costuma acontecer no PS4 Pro. Gran Turismo Sport nem deu as caras na conferência da Sony, o que é bem ruim para fãs de corrida.
Na sequência um gameplay completamente scriptado, porém interessante em conceito, de um jogo de tiro pós-apocalíptico. Aí toda a esperança se esvaiu quando veio o nome: "Metro Exodus". A série Metro é bem fraca e eu teria facilmente me interessado um mínimo por esse jogo se ele simplesmente não tivesse o nome Metro.
Ei! Assassin's Creed Origins! Todo mundo já sabia que estava vindo e sobre o que seria, com a origem dos assassinos no Egito. Com certeza será um capítulo divisivo para fãs, mas isso é uma coisa boa, o jogo não parou por um ano apenas para ficar igual quando voltasse. Como todos sabem, será um jogo multiplataforma, sai em 27 de outubro.
A seguir a Microsoft começou a mostrar alguns Indies, o que deixou uma certa falta por mais títulos grandes e acho que diminuiu o anúncio seguinte. Battlegrounds para Xbox One no final do ano (exclusivo temporário). Foi uma ótima sacada da Microsoft perceber o sucesso de Battlegrounds e trazê-lo para o seu lado, porém é um jogo para um tipo muito específico de jogador e que ainda está muito mal otimizado no PC. Há potencial mas o fenômeno mesmo deverá permanecer no PC, como foi Day-Z.
Uma série de indies depois disso como Deep Rock Galactic, um FPS multiplayer com terreno que pode ser destruído, The Darwin Project, uma espécie de Let it Die da Microsoft, e o bem mais interessante State of Decay 2. O primeiro State of Decay foi um jogo bacana e os produtores parecem estar com a mentalidade certa para a sequência. Porém, Play Anywhere... falemos mais sobre isso depois.
Minecraft teve algumas novidades anunciadas como a possibilidade de unificar o multiplayer através de várias plataformas. É realmente bizarro ver a Xbox Live chegando ao Nintendo Switch mesmo antes do próprio serviço da Nintendo. O PlayStation 4 ficou de fora. Outro anúncio bacana é que ele vai receber um pacote de gráficos melhorados, que é uma coisa que os mods já fazem pelo jogo no PC e agora será oficial.
Logo depois tivemos Dragon Ball FighterZ, um novo jogo de Dragon Ball Z em 3D que utiliza a tecnologia da Arc System Works para simular 2D em alta resolução. A jogabilidade parece ter um toque de Marvel vs. Capcom mais do que Guilty Gear e o lançamento está marcado pro início de 2018. Só não te muito motivo para estar estar na conferência da Microsoft já que é multiplataforma.
Tivemos o MMORPG Black Desert com um trailer que empolga muito mais que o jogo, depois alguns indies em sequência como The Last Night, que parece quase uma reimaginação de Flashback. Então chegamos finalmente aos jogos First Party da Microsoft e estúdios secundários. Sea of Thieves abusou de nossa paciência com mais um gameplay e nada mais da Rare esteve no show para sua redenção.
Ainda games como o espacial Tacoma, o muito atrasado Cuphead para setembro e o bonitinho Super Lucky's Tale para novembro. Por ter uma aparência fofinha demais, Super Lucky's Tale pareceu bastante deslocado, mas não parece de todo mal. Já Cuphead deverá ser bem divertido, pois atrasaram o jogo para adicionar mais conteúdo e agora ele tem fases completas e não só lutas contra chefes. Ainda assim, é um jogo que já atrasou bastante.
Sabe quem mais estava muito atrasado? Crackdown 3. O jogo teve um trailer divertido por contar com a participação de Terry Crews, mas mostra basicamente o mesmo conceito de evolução da época do primeiro Crackdown para o Xbox 360, sem grandes diferenciais. O jogo sai em 7 de novembro e pelo menos tem uma coisa boa: eu podia jurar que a Microsoft o tornaria exclusivo do Xbox One X, o que não aconteceu.
O programa ID@Xbox mostrou alguns indies que serão lançados para o console, mas novamente temos o problema de não saber quais são multiplataforma (provavelmente a maioria) e a Microsoft apenas está tentando nos convencer que são exclusivos. Lembram de Unravel em 2015? Não foi um segmento tão chamativo, mas considerando que a Sony sequer deu espaço para os indies, acaba sendo um ponto para a Microsoft.
Foram mostrados títulos como: Osiris: New Dawn, Raids of the Broken Planet, Unruly Heroes (de olho na versão PS4), Path of the Exile, Battlerite, Surviging Mars, Fable Fortune, Observer, Robotract infinity, Dunk lords, Minion Masters, Forced to Duel, Brawlout, Ooblets, Ark and Light, Strange Brigade, Riberbond, Hello Neighbor, Shift e Conan Exiles.
Um jogo estranho chamado Ashen também foi mostrado, parece um indie comum, personagens "artísticos" sem rosto e etc. Life is Strange: Before the Storm, prequel do primeiro Life is Strange também estava lá e realmente parecia um desperdício de tempo usar a conferência da Microsoft para um jogo que estará em tantas plataformas.
Middle-earth: Shadow of War (Terra-média: Sombras da Guerra) também ganhou um espaço desnecessário para mostrar coisas que qualquer trailer lançado em qualquer outro momento da vida do jogo poderia mostrar. Ori and the Will of Spirits trouxe a sequência do aclamado indie Ori, porém é um jogo de continuidade, só interessa o mesmo público do primeiro. Uma coisa legal é que o anúncio teve um pianista tocando ao vivo.
O assunto se volta para a retrocompatibilidade do Xbox One e há uma certa tensão no ar. Recentemente pesquisas demonstraram que pouquíssimas pessoas utilizam a retrocompatibilidade do Xbox One, então Phil Spencer teve que basicamente dizer que era tudo mentira, que as pesquisas não tinham os dados corretos. Então veio o anúncio de que jogos do primeiro Xbox também virão para a retrocompatibilidade ainda esse ano, entre eles Crimson Skies. No entanto, não mostraram mais nenhum jogo, o que foi estranho.
Retrocompatibilidade é uma coisa bacana e eu ficaria bastante satisfeito se pudesse baixar jogos de PS1, PS2 e PS3 no PS4, mas o fato de que jogar games antigos é um dos pontos mais fortes do Xbox One não é legal para ele como console. Retrocompatibilidade pode ser legal para amenizar a transição de consoles e nostalgia, mas ela simboliza também o "olhar para trás".
Apenas no final da conferência a Microsoft voltou a falar do Xbox One X, sobre os jogos que irão receber atualizações para rodarem a 4K no console, como: Gears of War 2, Killer Instinct, Halow Wars 2, Minecraft, Final Fantasy 15, Ghost Recon Wildlands e Rocket League. Finalmente veio então o preço: US$ 499, um valor que meio que o condena antes mesmo de ser lançado.
O evento se encerrou com uma nova franquia da EA que havia sido mostrada apenas como teaser na conferência da empresa no dia anterior: Anthem, desenvolvido pela BioWare. Aparentemente é uma mistura de RPG com ação que lembra bastante os moldes de Destiny com uma pitada de Halo, Porém é um pouco difícil dizer o que era real e o que era scriptado na demonstração que foi apresentada. E adivinhem só? Não é exclusivo.
Sony
A conferência da Sony começou um dia após a da Microsoft com um breve vídeo mostrando alguns jogos e aqui tiro um instante para destacar algo. Até hoje, ninguém faz melhores vídeos com pequenos trechos de jogos do que a Sony. Já temos tantos anos de evento com Microsoft e Nintendo exibindo seus produtos e mesmo que tenha games piores, a Sony consegue fazer um vídeo mais atraente com eles que as concorrentes.
Uma coisa bem legal é que o palco desse ano era meio vivo e dinâmico, com vários elementos que mudavam de acordo com a temática de cada jogo. Pessoas penduradas no meio de Days Gone, efeitos pirotécnicos, papel simulando neve, fumaça, pessoas tocando música zen com flauta, violino e shamisen, entre tantos outros. Esses dois últimos parágrafos são praticamente as únicas coisas que eu tenho de positivas para falar da Sony.
Uncharted: The Lost Legacy apareceu, mas é bem difícil se importar com um novo capítulo sem Drake, já que era o carisma dele que segurava toda a estrutura do jogo. Horizon: Zero Dawn receberá um novo DLC, o que é bom para mantê-lo na imprensa daqui pra frente já que seu lançamento foi muito ofuscado por Legend of Zelda: Breath of the Wild.
Uma decepção foi quando Days Gone apareceu. Days Gone deverá ser um jogo mediano mas importante para o line-up da Sony pois tem bons conceitos e parece ter uma jogabilidade interessante com hordas de zumbis frenéticas. Porém o demo da E3 se focou na história e ignorou justamente esse ponto alto do jogo que foi o destaque do ano passado. Days Gone poderia pegar o público de Dead Rising com esforços certos.
Uma boa surpresa foi Monster Hunter World, um jogo que parece trazer mais elementos singleplayer para a franquia, como um mundo mais aberto e a possibilidade de montar armadilhas para lutar com os monstros. Tem potencial de atrair novos fãs para a série. Monster Hunter é uma boa conquista para o PS4 no Japão e esse pode ser o jogo que o torne relevante também no ocidente.
Shadow of the Colossus teve um remake anunciado, o que foi bacana porém não exatamente um arrasa-quarteirão. O estúdio responsável é um pouco pequeno e até agora só cuidava de Remasters, então vai ficar algo meio The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D do Nintendo 3DS, um remake que não está bem à altura do original, só o atualiza. Eu gostaria que mexessem bastante e adicionassem coisas para deixar os fãs da parte artística do jogo de cabelo em pé.
Marvel vs. Capcom Infinite esteve presente para confirmar um modo história novo bem bacana, porém multiplataforma como já sabemos. Assim como Call of Duty WWII apareceu também, o qual apesar de multiplataforma faz bastante peso quando aparece numa conferência, uma das vantagens de estar na frente no mercado.
Então começou a parte mais chata da conferência, o foco no PSVR, o visor de realidade virtual. A questão é que o PSVR já foi lançado, até com boas vendas para seu estilo de produto, ele é uma flecha já lançada, a Sony já devia poder dizer se acertou algo ou não. Não é o tipo de produto que precisava desse tempo todo na feira ou desse tipo de apresentação.
Foram mostrados jogos como Skyrim em VR, Star Child, The Inpatient, Bravo Team, Moss e o mais fácil de satirizar: Monster of the Deep Final Fantasy 15. Imagine começar mostrando um Final Fantasy 15 para a realidade virtual e aí revelar que na verdade ele é um jogo de pesca... dá para estar mais desconectado com o público do que isso?
O novo God of War veio após esse trecho e ele poderia ser um alívio, não fosse o fato de que não há mais nada dele que tornava God of War a série de sucesso que era. Quando o combate aparece no vídeo é simplesmente patético ver o que o jogo se tornou. As declarações em entrevistas posteriores são ainda piores, claramente renegando tudo que God of War era para supostamente evoluir ou avançar a série.
Já o próximo vídeo foi do jogo Detroit: Become Human, o qual até teve um trailer decente, mas em que nada reflete a real vibe do jogo. A Quantic Dream é uma empresa que foca-se em experiências lineares, então todo aquele papo de "você pode fazer várias escolhas e alterar os rumos da história" sempre levam aos mesmos enredos limitados.
O penúltimo jogo apresentado foi Destiny 2 e há pouco a se falar sobre ele. É um jogo que ao mesmo tempo que é completamente direcionado ao público do primeiro, joga fora tudo que eles fizeram, então... meio complicado. Apesar de parecer interessante é difícil imaginar Destiny 2 atingindo um público ainda maior que o primeiro.
A conferência se encerrou com o novo Spider-Man da Insomniac Games. Foi uma apresentação custosa porque trouxeram uma segunda tela gigante para ficar acima da tela onde todo o resto da conferência estava sendo apresentada, como as duas telas fossem um efeito de revistas em quadrinhos. Então começou a grande decepção.
Mais uma vez temos um Homem-Aranha com os piores erros de design para o personagem. Um jogo scriptado, com stealth e Quick Time Events (aqueles momentos em que você tem que apertar um botão senão falha). Vemos nele um Homem-Aranha extremamente ineficiente que deixa a cidade inteira ser destruída, a famosa escola Man of Steel de Zack Snyder.
O helicóptero está fugindo, siga-o para capturá-lo? Não, siga-o para desencadear a próxima cutscene, o próximo diálogo engraçadinho com uma voz que diz o que você tem que fazer e só o capture quando o jogo disser que é a hora de fazer isso... apertando apenas alguns botões, não querem que você, o jogador, estrague essa belíssima cena cinematográfica.
Um jogo que tinha potencial para ser o melhor do Homem-Aranha desde o icônico Spider-Man 2 agora vai se perder nos erros de The Amazing Spider-Man 2.
Nintendo
Como já virou costume, a Nintendo não tem mais conferência na E3 e 2017 não foi exceção. Ela apenas libera uma espécie de Nintendo Direct especial, dessa vez chamada de Nintendo Spotlight 2017. O evento foi extremamente curto, com apenas 25 minutos. Já a vi dedicar muito mais apenas para Pokémon ou Fire Emblem, então esse tempo pareceu bem pouco.
Talvez o mais estranho é que o evento foi todo focado no Nintendo Switch, sem qualquer anúncio para o Nintendo 3DS. Poderia significar que agora o foco dela é o Switch, porém logo depois no seu show ao vivo Nintendo Treehouse anunciou vários jogos para o 3DS, jogos que não tem qualquer motivo para não saírem também no Switch. Para que a empresa unificou seus estúdios de console e portátil se ia continuar fazendo jogos separadamente?
O vídeo abriu com um compilado de alguns títulos novos para o Switch. Rocket League foi uma boa surpresa, mas a Nintendo chegou muito atrasada nessa festa. Uma coisa que a maioria das pessoas não deve saber também é que Rocket League não fica bacana em uma tela pequena. Então tivemos o difícil de engolir Fifa 18, uma versão Frankenstein sem campanha que não será a mesma do PlayStation 4, Xbox One e PC.
Chega então Reggie para nos apresentar os jogos inciais em dois trailers: Xenoblade Chronicles 2, um jogo que é difícil de se justificar no Switch já que os dois outros títulos foram pouco jogados. O videogame precisa de versões atualizadas, ou uma coletânea, do primeiro Xenoblade Chronicles do Wii e do Xenoblade Chronicles X do Wii U.
Uma "surpresa" é que tivemos um novo Kirby anunciado para o Switch. Kirby é um estilo de jogo leve e acessível que combina bastante com portátil, no entanto não parece ter muitas novidades em relação aos outros. Kirby Return to Dreamland era tão monótono que me dava sono e Kirby Epic Yarn não tinha desafio nenhum. Os últimos Kirby do 3DS foram razoáveis porém também sem desafio.
Então tivemos Shinya Takashi, presidente da The Pokémon Company. Recentemente Pokkén Tournament DX foi anunciado para o Switch, então falaram um pouco disso, porém o grande anúncio mesmo era que o Switch terá um Pokémon "da série principal". Infelizmente foi só isso que tivemos, palavras, com direito a falarem que levaria mais de um ano para o jogo sair.
É meio óbvio que eles não querem fazer sombra nos novos Pokémon Ultra Sun e Pokémon Ultra Moon, mas aqui começamos a ver o Switch e o 3DS canibalizando um ao outro. Daqui a um ano a situação do Switch pode ser bem diferente e a Nintendo se lamentar que não lançou um Pokémon quando teve a chance. Segundo rumores, esse jogo se chama Pokémon Stars e já deveria estar engatilhado há muito tempo.
O próximo anúncio também foi uma surpresa: Metroid Prime 4! Era algo que ninguém estava esperando e poderia ter sido muito positivo... se houvesse algo. Havia apenas um logo do jogo e um aviso que ele estava em desenvolvimento, o que no mínimo dá uns 2 anos até ele sair. Ele também não será feito pela Retro Studios, mas pela própria Nintendo.
Assim como Kirby, o dinossauro Yoshi também teve um novo jogo anunciado de surpresa, com uma vibe semelhante de falta de desafio como Yoshi's Wolly World. Os gráficos têm aparência de papelão e o gimmick dessa vez é que você pode ir para a parte de trás do cenário, o que dá um certo charme mas não segura o jogo. Esse também é para 2018.
Fire Emblem Warriors apareceu com o mesmo estilo de Dynasty Warriors de sempre. Não acredito que a série Fire Emblem mova tantos fãs a ponto de ter um spin-off se antes mesmo de Fire Emblem: Awakening a série estava para ser encerrada. Hyrule Warriors foi uma escolha muito melhor, a ideia de fazer um jogo do estilo musou com Star Fox era muito mais curiosa, Fire Emblem é apenas óbvio demais nesse contexto e não empolga.
Depois disso Eiji Aonuma aparece para falar sobre os itens de The Legend of Zelda em The Legend Scrolls 5: Skyrim e dos novos DLCs de The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Não dá pra reclamar né, o jogo é brilhante, deixa os caras venderem uns DLCs pra ele. Minha única reclamação é que eles poderiam ter mais substância para realmente darem longevidade ao jogo, mas ele já é perfeito como é. Also, Amiibos.
Reggie falou sobre alguns torneios que seriam realizados durante a E3 e esse é o tipo de coisa que não interessa muito para 90% das pessoas assistindo a conferência. Depois tivemos Mario + Rabbids, uma surpresa que poderia ser agradável mas que já vazou demais na internet e também já havia aparecido mais cedo na conferência da Ubisoft. É um jogo que seria legal se fosse mais voltado para a ação, estratégia não combina muito com o estilo desses personagens.
Finalmente Super Mario Odyssey! Este é um jogo que me dá muita curiosidade, pois há mentes novas trabalhando nele e elas estão fazendo coisas diferentes do que estamos acostumados. Porém, ao mesmo tempo é um jogo que não me interessa jogar, pois a direção que estão levando o encanador é completamente errada.
O grande destaque do trailer mostrado (ao som de um remix bacana) é que Mario agora é capaz de possuir inimigos e assim usar suas habilidades. Soa familiar, não? Isso muda a relação do jogador com os inimigos e eles deixam de ser desafios para virarem ferramentas. Há muito para se falar de Super Mario Odyssey, então vamos torcer para termos um post só para ele depois.
Conclusão
Esse foi um ano muito morno para todos, porém especialmente negativo para a Sony, que vinha de uma sequência de vitórias e então resolveu sentar confortável no seu trono sem fazer esforço. A conferência da Microsoft foi um pouco grande demais, porém ainda foi 1 hora e 40 minutos interessantes, diferente da conferência da Sony que me entediou com 1 hora. A Nintendo se apressou demais, não deu pra mostrar o suficiente em 25 minutos e ficou claro que ela não tinha outras coisas para mostrar.
A Microsoft teve alguns jogos bacanas em sua conferência, porém houve o problema dos exclusivos que não eram exclusivos. Mesmo alguns "exclusivos" que são... "exclusivos", não são... exclusivos, graças ao programa Play Anywhere que permite jogar tanto no Xbox One quanto no PC. Nos últimos anos a Microsoft estava tomando um sabugo da Sony, ficou nervosa e anunciou que lançaria seus jogos tanto para o Xbox One quanto para o PC, com lançamentos simultâneos e cross-buy (compre uma versão, ganhe ambas).
Então apesar de a Microsoft não ter feito uma conferência muito ruim, os motivos para comprar um Xbox One continuam sendo nulos. É mais negócio jogar esses títulos no PC. Sim, eu vivo dizendo que PC não é uma boa plataforma de jogos, mas se a alternativa for comprar um console de R$ 1 mil para poder jogar um "exclusivo", as pessoas vão comprá-lo para PC.
Até mesmo se o fato de jogar no PC as desanimar e não permitir que aproveitem o jogo ao seu máximo, inconscientemente, elas ainda não comprariam um Xbox One e dariam preferência à solução que permitiria jogar com o menor investimento financeiro possível. A longo prazo o Play Anywhere acabou por prejudicar a Microsoft por tirar todo o valor da plataforma dela.
A Sony foi entediante demais. Jogos que não empolgaram, realidade virtual fora de hora, ausências fortíssimas como Gran Turismo Sport, The Last of Us: Part 2, Final Fantasy 7 Remake, Death Stranding, entre tantos outros anúncios dos últimos anos. Segundo a empresa alguns exclusivos foram guardados para o evento PS Experience, mas sem um line-up forte mostrado na E3, o PlayStation 4 pode perder alguns meses em vendas para o Xbox One como foi na época do lançamento do Xbox One S.
Normalmente quando Sony e Microsoft estão ruins, considera-se automaticamente uma vitória para a Nintendo. No entanto mesmo a Nintendo esteve muito caída nessa E3. O Nintendo Switch teve um bom lançamento, mas e depois? O que será a vida dela pós-The Legend of Zelda: Breath of the Wild? Essa é uma pergunta que a Nintendo ainda não conseguiu responder.
Para quem comprou o videogame por uma aventura épica como The Legend of Zelda pode ser difícil viver agora de Arms, Pokkén Tournament DX, Kirby e Yoshi. Não há frescor nesse line-up, parece exatamente os mesmos tipos de jogos que poderiam estar sendo feitos para o Wii U, porém sem a bola de ferro amarrada no pé que o Wii U era.
Fora da conferência a Nintendo ainda anunciou um jogo extremamente promissor chamado Metroid: Samus Returns para o Nintendo 3DS. Trata-se de um remake de Metroid 2: Return of Samus do GameBoy original agora com gráficos em 3D mas mantendo a movimentação 2D. Automaticamente já tem potencial para virar um dos melhores jogos do 3DS ao lado de Kid Icarus Uprising e The Legend of Zelda: A Link Between Worlds. Porém, por que esse jogo não está no Switch?
Segundo Reggie é porque o Nintendo 3DS tem maior base instalada, o que significa que ele não entende em nada a função dos jogos First Party (jogos produzidos pela própria fabricante), que é a de aumentar a base instalada. Além disso, nem quis dizer que o jogo não devesse sair apara o 3DS, mas que tenha duas versões, uma também para Switch. De que adiantou essa unificação dos estúdios da Nintendo se os jogos estão saindo em plataformas diferentes quando não existe limitação para isso?
Infelizmente os melhores anúncios da Nintendo foram anúncios vazios, como Metroid Prime 4 (duvido que esse nome fique) e o novo Pokémon RPG. Sem um teaser, sem imagens, não há nada para realmente ficar animado, ou mesmo para ter certeza de que esses jogos seguirão a direção que esperamos, e o anúncio acaba não realizando sua função principal que é de criar demanda pela plataforma.
Basicamente, Nintendo e Microsoft tiveram conferências fracas e a Sony teve uma péssima... então obviamente a vencedora só pode ser...
Ubisoft
A Ubisoft. Foi de longe a melhor conferência de todo o evento, talvez a única coisa memorável dessa E3. Apesar de sentir falta de Aisha Tyler como apresentadora, a Ubisoft trouxe desenvolvedores carismáticos e animados para falar de seus jogos.
Tivemos momentos incríveis como Miyamoto no palco ao lado de Yves Guillemot, presidente da Ubisoft, brincando com armas para anunciar Mario + Rabbids. Miyamoto não estava sequer na conferência da Nintendo e essa falta de espontaneidade da presença física, de interação entre duas pessoas ao vivo foi algo que a Nintendo decidiu abrir mão com suas conferências pré-gravadas.
Claro que tivemos jogos "anuais" como Assassin's Creed e Far Cry 5 que não são particularmente criativos apesar de populares, porém Mario + Rabbids foi uma boa surpresa, a presença de Beyond Good and Evil 2 após o anúncio de que o jogo não estaria na E3 para despistar foi agradável e há o ponto chave da conferência: The Crew 2.
Por que The Crew 2? Essa E3 foi extremamente previsível, muito mais do mesmo, e a Ubisoft é uma das poucas empresas que não está com essa mentalidade. Há jogos anuais como Assassin's Creed, Far Cry e Just Dance, mas há também coisas bizarras e inesperadas como Mario + Rabbids, Starlink (o jogo de nave em que você a monta como um brinquedo) e South Park: A Fenda que Abunda Força.
Porém é em The Crew 2 que vemos melhor como isso se reflete em um jogo. O primeiro The Crew era um jogo de corrida de carros em mundo aberto meio inexpressivo, ousado para a Ubisoft, mas só isso. Então vem The Crew 2 e aquele jogo de corrida de carros passa a incorporar também aviões e barcos. Não que eu esteja dizendo que The Crew 2 vai ser sensacional, mas a mentalidade por trás dele é ótima, é ambiciosa.
Em qualquer outra produtora a sequência de um jogo de corrida de carros é um jogo de corrida de carros "maior e melhor". Nunca a sequência de um jogo de corrida de carros seria um jogo de corrida de carros, aviões e barcos. The Crew 2 me lembrou de como Diddy Kong Racing tentou avançar mais o estilo de jogo de Mario Kart do que a Nintendo jamais tentou, a ambição que havia nos olhos da Rare.
Por seu estilo de pensar único, pelos bons jogos apresentados, pela presença de desenvolvedores carismáticos, e uma das palavras-chave aqui é presença, a Ubisoft merece muito ser considerada a vencedora dessa E3 2017 enquanto todos os outros ficaram presos no óbvio. Em 2º lugar temos obviamente a Devolver Digital.