| Home | Notícias | Artigos | Eventos | Indies | Reviews de Jogos | Reviews de Filmes |

Mostrando postagens com marcador Metroid. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Metroid. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Nintendo Direct Setembro 2026: Novos Metroid, Kirby e mais


Samus esfregando a cara do meliante no chapisco

A mais recente Nintendo Direct de 9 de setembro de 2026, logo após uma Nintendo Direct dedicada ao aniversário de 40 anos de The Legend of Zelda, trouxe várias novidades para o Nintendo Switch 2, inclusive o anúncio de dois novos grandes exclusivos da Nintendo: Metroid Ravenous e Kirby and the World Beyond.

Fora esses anúncios no entanto, foi um evento bem morno e sem graça. Esta foi uma Direct muito centrada em "Agora também no Nintendo Switch 2", sobre vários jogos chegando ao console que já estava disponíveis em outras plataformas antes.

Por exemplo, a Nintendo Direct abriu com Monster Hunter Wilds, que será lançado no Nintendo Switch em 4 de dezembro de 2026, quase dois anos após os outras videogames.

Porém, vamos aos assuntos que foram realmente legais, incluindo Metroid, Kirby e Mario Kart World.

#Publi na Amazon
Compre aqui Nintendo Switch 2 c/ Mario Kart World
Compre aqui Nintendo Switch 2 (só o console) 
Compre aqui Nintendo Switch 1 OLED c/ Super Mario Bros. Wonder


Destaques da Nintendo Direct Setembro de 2026

  • Agora também no Nintendo Switch 2
  • Final Fantasy VII Revelation
  • Hyrule Warriors: Age of Calamity - Definitive Edition
  • Meccha Chameleon
  • Star Fox Adventures no Nintendo Switch Online
  • Fire Emblem: Fortune's Weave
  • Professor Layton and the New World of Steam
  • Pikmin 4 Nintendo Switch 2 Edition
  • Onyx: The Dark Grip
  • Tomb Raider: Legacy of Atlantis
  • Metroid Ravenous
  • Mario Kart World com pistas do Super Nintendo
  • Metal Slug Ultimate Collection
  • Persona 4 Revival e Persona 6
  • Kirby and the World Beyond
  • Mais novidades
  • Perguntinhas da galera


Agora também no Nintendo Switch 2

Aqui vamos listar todos os jogos que são apenas ports, jogos que já estavam disponíveis em outras plataformas e chegam "Agora também no Nintendo Switch 2" (rolem os créditos). Não há muito o que falar sobre alguns deles, exceto que agora também estão disponíveis na plataforma da Nintendo, alguns até sendo um pouco antigos:

  • Já lançado - Meccha Chameleon
  • Já lançado - Star Fox Adventures (GC)
  • 04/12/2026 - Monster Hunter Wilds 
  • 18/09/2026 - LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight
  • 29/09/2026 - The Witcher 3: Wild Hunt Remastered (c/ expansões)
  • 08/10/2026 - The Crew Motorfest
  • 08/10/2026 - Hell is Us
  • 15/10/2026 - House Flipper 2
  • 15/10/2026 - It Takes Two
  • 16/10/2026 - Resident Evil 2 Remake
  • 16/10/2026 - Resident Evil 3 Remake
  • 16/10/2026 - Resident Evil 4 Remake Gold Edition
  • 22/10/2026 - Fatal Fury: City of the Wolves (só R$ 59,99!)
  • 05/11/2026 - Stellar Blade Complete Edition (c/ skin de Bayonetta)
  • 05/11/2026 - Guardians of the Galaxy Encore Edition
  • 12/11/2026 - Pikmin 4 Nintendo Switch 2 Edition + Dandori Academy
  • 03/12/2026 - Xenoblade Chronicles 3 Nintendo Switch 2 Edition
  • ??/12/2026 - The Ascent: Ultimate Edition
  • ??/12/2026 - Palia Nintendo Switch 2 Edition
  • Ainda 2026 - 007 First Light
  • 14/01/2027 - Danganronpa 2x2
  • 25/02/2027 - Hyrule Warriors: Age of Calamity - Definitive Edition
  • Chega 2027 - Monster Hunter Wilds: Ascendance
  • Chega 2027 - The Witcher 3: Wild Hunt - Songs of the Past (DLC)
  • Chega 2027 - Kingdom Come: Deliverance 2 Royal Edition (c/ DLC)
  • Chega 2027 - Cairn (Demo já disponível)
  • Chega 2027 - Far Cry 3 Classic Edition
  • Chega 2027 - Far Cry 3 Blood Dragon Classic Edition


Final Fantasy VII Revelation

Um pequeno trailer de FF7 Revelation apareceu na apresentação confirmando que o jogo chega em 8 de abril de 2027 junto com as outras versões. A data havia sido anunciada pela primeira vez na State of Play da Sony. O jogo é a conclusão da saga de Final Fantasy 7 Remake e Final Fantasy 7 Rebirth, ambos já disponíveis no Nintendo Switch 2. Também anunciaram o spin-off de Zack, Crisis Core Final Fantasy 7 Reunion, "agora também no Nintendo Switch 2" com lançamento já hoje.



Hyrule Warriors: Age of Calamity - Definitive Edition

Eu gosto batante da saga Hyrule Warriors do estúdio Omega Force da Koei Tecmo e a versão "agora também no Nintendo Switch 2" traz algumas vantagens realmente relevantes como taxa de quadros a 60FPS e mais inimigos na tela. A história deste game conta sobre a guerra contra Ganondorf enquanto Link estava dormindo antes dos eventos de The Legend of Zelda: Breath of the Wild com jogabilidade "Musou" como em Dynasty Warriors lutando contra exércitos de inimigos.

A nova versão também inclui conteúdo do passe de expansão do jogo e uma nova dificuldade Calamity Mode. Porém essa belezura de atualização não é grátis. Quem tinha o original ganha um desconto na compra e pode transferir seu save. Esse é um jogo em que 60FPS e maior número de inimigos realmente fazem a diferença e faz valer a pena o upgrade.


Meccha Chameleon

Um jogo multiplayer simples que tem feito muito sucesso no Steam, Meccha Chameleon coloca um grupo de jogadores como bonequinhos que precisam se esconder no cenário, escolhendo um local e uma pose e em seguida sendo pintados para se camuflarem, enquanto outro grupo de jogadores tenta encontrá-los. É um jogo simples, mas que tem tudo para funcionar muito bem no Nintendo Switch 2. Um ponto negativo é que não há motivo para o jogo não sair também no Nintendo Switch 1.



Star Fox Adventures no Nintendo Switch Online

Assinantes do Nintendo Switch Online + Pacote de Expansão (que nome ruim) receberam Star Fox Adventures do GameCube em seu catálogo. Este era um jogo da antiga Rare, o último em sua fase de ouro na Nintendo e já mostrando alguns sinais de cansaço. O game é basicamente um clone de The Legend of Zelda: Ocarina of Time que originalmente se chamava Dinosaur Planet para o Nintendo 64.

A Nintendo moveu o projeto para o GameCube e colocou Fox McCloud de Star Fox como protagonista, o que por um lado nos deu a ótima personagem Krystal para a franquia, já que este game foi sua estreia, mas em troca assassinou completamente o caráter de Fox nesse jogo. Os gráficos eram impressionantes para a época, porém o jogo é apenas mediano.



Fire Emblem: Fortune's Weave

O novo capítulo da saga Fire Emblem apareceu rapidamente exibindo um pouco de seus personagens e com sua data de lançamento para 17 de setembro de 2026. Já falamos sobre esse jogo antes, que será de estratégia como os outros, mas se passa dentro de uma competição, os Heroic Games (Jogos Heroicos) que realiza um desejo de seu vencedor. A parte mais legal é que há exploração fora das fases, como dungeons, além de recrutamento e socialização com sua equipe. Não é um jogo pelo qual esteja animado.



Professor Layton and the New World of Steam

Neste jogo do Professor Leitão e a Steam Machine jogadores irão encarar um mundo da era do vapor enquanto resolvem quebra-cabeças dos mais variados tipos. Os jogos da série Professor Layton sempre foram bem legais na era do Nintendo DS, mas eles perderam um pouco de força com os anos. O personagem é carismático e elegante, mas realmente não sinto muita vontade de jogar os games dele atualmente, talvez gostasse mais de uma animação episódica pela Netflix. Professor Layton and the New World of Steam chega em 10 de dezembro de 2026 para o Nintendo Switch 2.



Pikmin 4 Nintendo Switch 2 Edition

Pikmin 4 do Nintendo Switch ganhou uma versão melhorada "Agora também no Nintendo Switch 2", porém houve algo legal na apresentação que vale a pena falar sobre. O cachorrinho Oatchi poderá ser comandado por comandos de voz, como "vá até ali buscar meus Pikmin". Não sabemos se será limitado para inglês, o jogo original tinha suporte a português no Nintendo Switch, mas ainda é bem legal. Há também uns torneios semanais chamados Dandori Academy, mas que não são nada interessantes. A nova versão chega em 12 de novembro de 2026 e adivinhem só, é um upgrade pago.



Onyx: The Dark Grip

Um jogo com conceito interessante, mas que sinto que não vai muito longe, foi Onyx: The Dark Grip, do estúdio Bloober Team, conhecidos por Layers of Fear e o remake de Silent Hill 2. No jogo você é uma presença sobrenatural enquanto o protagonista Holden investiga uma estranha cidade. É possível interagir com o mundo do jogo de várias formas pela tela de toque, como destrancar portas ou ler pensamentos de pessoas, porém Holden percebe suas intervenções como algo sobrenatural e começa a questionar sua realidade. O conceito é bom, mas sinto que o jogo não será tão impressionante na execução e só pode ser jogado em modo portátil.



Tomb Raider: Legacy of Atlantis

O remake reimaginado do primeiro Tomb Raider da Amazon Game Studios mostrou um pouco de seu gameplay e valeu um dos momentos engraçados da Nintendo Direct em que Lara Croft atira com uma pistola contra uma pantera, mas atira mal, porque se acertar algum tiro a classificação etária do vídeo sobe. Enquanto os visuais do remake parecem ótimos, há certas atualizações que não gostei muito, como falas engraçadinhas para Lara e um sistema de combate voltado para dar piruetas para desviar de ataques.


Metroid Ravenous

Foi aqui que a Nintendo Direct realmente começou a esquentar (e depois esfriaria pra não esquentar mais), com um novo jogo da saga Metroid com jogabilidade em 2D. O jogo tem uma vibe incrível bem sombria com Samus sendo atacada e até exibindo um inimigo atravessando seu torso com uma lâmina. Há uma temática de sobrevivência do mais forte em que ela aparentemente irá devorar seus inimigos. Extremamente promissor, é só não inventarem que será um jogo Roguelite. O lançamento está marcado já para 28 de janeiro de 2027 com Amiibos para acompanhar e eu odeio muito essa coisa da Nintendo de revelar o jogo faltando poucos meses pro lançamento.


Mario Kart World com pistas do Super Nintendo

Facilmente o jogo que está tendo seu potencial mais desperdiçado, Mario Kart World poderia ser quase um Live Service com conteúdos regulares e DLCs pagos. Ao menos ele finalmente recebeu uma atualização muito boa (e gratuita!) com pistas de Super Mario Kart, atualizadas graficamente e com os Painéis "?" no meio da pista. Haverá também duas novas rotas no modo Knockout Tour. Depois daqui a Nintendo Direct esfriou um pouco até o final.



Metal Slug Ultimate Collection

Uma nova coletânea de jogos da franquia Metal Slug, incluindo capítulos de Metal Slug 1 ao 7, incluindo Metal Slug X, além de Metal Slug Advance. Acho que uma das maiores novidades é Metal Slug 7, originalmente do Nintendo DS. Pela primeira vez nos consoles também teremos a Metal Slug Location Test Ver., uma versão inacabada, que vale como curiosidade. Eu acho que teria sido melhor colocarem os do Neo Geo Pocket, mas imagino que licenciaram para outra coletânea. Lançamento em 2027 no Nintendo Switch 2 e Nintendo Switch.



Persona 4 Revival e Persona 6

O clássico Persona 4 terá seu remake lançado no Nintendo Switch 2, porém com certo atraso, saindo em 20 de maio 2027 em comparação a outras plataformas que receberão em 18 de fevereiro de 2027. Persona 4 é um ótimo jogo sobre um grupo de jovens usando o poder sobrenatural das Personas para enfrentar ameaças e desvendar mistérios, como um canal de TV à meia-noite que está matando pessoas. Persona 6 também foi confirmado para o console, porém sem maiores informações.



Kirby and the World Beyond

O evento foi encerrado com a revelação de uma nova aventura de Kirby que apresentou um novo design de mundo aberto, algo que já fez maravilhas pelas franquias da Nintendo. Kirby continua com seu poder de absorver as habilidades de inimigos e aparentemente há vários golpes novos que você pode realizar com habilidades antigas. Além de que algumas podem ser usadas também para exploração. É um jogo bastante promissor que chega ao Nintendo Switch 2 em meados de 2027.


Mais novidades

O evento teve também algumas novidades menos relevantes, como acessórios para Pokémon Pokopia como parte de seu Expansion Pass no final de 2026, novas fases no multiplayer do remake de Star Fox para 29 de setembro de 2026, confirmação de que Youkai Watch 2: Haunted Domain está em desenvolvimento para o Nintendo Switch 2 e mais. Vou jogando a seguir algumas delas.


Xenoblade Chronicles 3 Nintendo Switch 2 Edition terá um modo Heroes's Vault que é basicamente um Roguelite estilo Vampire Survivors, além de uma nova personagem chamada Shimmer, em 3 de dezembro de 2026. Foi revelado Stage Fright, novo jogo de terror leve cooperativo dos criadores de Overcoooked! em que crianças exploram uma cidade fantasma e resolvem quebra-cabeças que exigem cooperação, com lançamento para 2027.

Disney Dreamlight Valley receberá a expansão The Keepsake Sea com sereias e áreas submarinas em novembro de 2026, a Bandai Namco anunciou um novo jogo simpático chamado Ondeh Ondeh Kaya's Tasty Tale, sobre uma jovem resolvendo quebra-cabeças e tentando provar que pode ser uma criadora de mundos, o qual sairá em 2027. Novos Amiibos de Kirby Air Riders em 12 de novembro de 2026: Sword Kirby & Dragoon e Noir Dedede & Hydra.

Um vídeo de Nintendo Switch Sports Resort exibindo exploração livre da ilha, chega em 22 de outubro, Mega Man: Dual Override revelou Protoman como um personagem jogável, com lançamento para meados de 2027. Tivemos também Eternal Anima, um novo RPG da Marvelous que chega em 4 de março de 2027. Yu-Gi-Oh! Tag Force GX, novo jogo de cartas com disputas em dupla em 16 de fevereiro de 2027. Romancing Saga 3: edstinies United, um remake do clássico RPG em 16 de fevereiro de 2027.


The Apothecary Diaries: The False Imperial Brother, um novo jogo baseado no anime que chega no início de 2027. Sonic Pico Park, um jogo multiplayer baseado em Pico Park, mas agora com personagens de Sonic em 12 de novembro de 2026. Dragon Quest Monsters: The Withered World em 3 de dezembro de 2026 com demo já disponível. Toneko's Mystery Dungeon Classic HD, já disponível. Os ratinhos de Hela em 1º de dezembro de 2026. O misterioso Eriksholm: The Stolen Dream em 3 de dezembro de 2026.

Bluey's Happy Snaps para os jogadores mais jovens chega em 15 de outubro de 2026. Hot Wheels: Infinite Rush em 10 de setembro de 2026 e Fading Echo em 17 de setembro de 2026 com demo já disponível para baixar agora.

Assim encerramos todas as novidades da Nintendo Direct Setembro 2026. Até a próxima!


Perguntinhas da galera

Qual é a próxima Nintendo Direct em 2026?
Provavelmente não haverá mais Nintendo Direct esse ano, a menos que seja focada em um jogo específico. A Nintendo já apresentou todas as suas novidades nos eventos de 8 e 9 de setembro.

Qual evento da Nintendo acontecerá em 2026?
A Nintendo parece ter encerrado seus eventos em 2026. A empresa ainda pode anunciar algo pontual, porém não deve haver mais grandes eventos como a Nintendo Direct. A Nintendo deve participar de outros eventos como Tokyo Game Show (Set 17-21) e Brasil Game Show (Out 8-12).

Quais são os lançamentos da Nintendo para 2026?
Os maiores lançamentos da Nintendo ainda em 2026 são Fire Emblem: Fortune's Weave em 17 de setembro, Pikmin 4 Nintendo Switch 2 Edition em 12 de novembro e o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time em 5 de novembro.

Quando será a próxima Nintendo Direct?
É possível que vejamos uma Nintendo Direct em 2027, entre os meses de Fevereiro e Março de 2027, ou antes caso a empresa queira falar mais sobre jogos que serão lançados em janeiro.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Review: Metroid: Samus Returns é o remake que a série precisava


Após tanto tempo aqui estamos de volta com um novo capítulo da série Metroid... o qual não é bem novo, mas um remake. Metroid: Samus Returns é um remake de Metroid 2: Return of Samus do GameBoy feito um pouco às pressas pela Mercury Steam, os caras do spin-off Castlevania: Lords of Shadow. O resultado como esperado é um dos melhores títulos da biblioteca do Nintendo 3DS e seu melhor lançamento do ano.

Apesar de eu não ter gostado muito do trabalho da MercurySteam em Castlevania, especialmente no Castlevania: Lords of Shadow - Mirror of Fate do Nintendo 3DS, aqui eles tinham um mapa de design perfeito para seguir até o grande X vermelho onde estava enterrado o tesouro. Assim como em Adventures of Mana do PS Vita, um design vindo do GameBoy é muito forte pois trabalhava com pesadas limitações.

Ainda assim eles poderiam ter estragado o jogo com novos elementos caso se esforçassem bastante, mas não foi o que aconteceu. A grande maioria das adições ajuda a tornar o clássico mais acessível e menos frustrante, sem torná-las obrigatórias, de forma que um jogador das antigas ainda pode aproveitar o jogo inteiro sem utilizar essas modernidades.

Chama o Samus

Um ponto simplesmente maravilhoso que surge desde o início é que o jogo praticamente não tem história. A Federação Galáctica precisa que alguém extermine todos os metroids no planeta SR388, e alguma mente muito inteligente diz "Chama o Samus", aquele cyborgue irado laranja e pronto, acaba por aí. Não tem mais história praticamente no jogo inteiro, com exceção de uma ou outra cena sem diálogo que realmente adiciona mais tensão.


Assim que o jogo começa no entanto você é recebido por duas surpresas desagradáveis. A primeira é que a movimentação é obrigatoriamente no Circle Pad, não é possível se mover pelo D-Pad, o que é algo imenso pra mim, mas posso relevar. A segunda coisa foi um pouco mais preocupante, um novo sistema de contra-ataque que não havia no original.

Todos os inimigos do jogo em algum momento irão resolver que a melhor estratégia de ataque deles é brilhar para te avisar que vão atacar e se jogar contra você, o que requer que você aperte um botão rapidamente para reagir. É chato, é desnecessário, é forçado na sua goela durante todo o jogo, mas ok... dá pra tentar ignorar com muita força de vontade.

O resto da jogabilidade acertou muito com a introdução de um botão de mira livre que ao segurar permite que Samus atire em qualquer direção. Esse botão finalmente dá um passo adiante na escalada de poder de Samus em 2D e faz você se sentir mais poderoso, mortal e ninja por poder atacar inimigos exatamente onde quer e não apenas pra frente e nas diagonais.

Outro elemento novo são as Aeion Ability, habilidades que custam Aeion, um tipo de geleca amarela oferecida o tempo todo ao matar inimigos. A maioria delas tem usos específicos para situações criadas exatamente para elas, como te dar uma torradeira e só deixar você adquirir um upgrade se fizer uma incrível torrada. Porém, Deus abençoe a Scan Pulse.


A Scan Pulse é uma nova habilidade que escaneia o ambiente ao seu redor e te diz se há blocos quebráveis. Normalmente em Metroid você é obrigado a atirar em tudo que parece suspeito, o que apesar de raiz, não é muito intuitivo, mas o Scan Pulse te poupa dessa parte. Se você simplesmente acha que não é assim que se joga Metroid, basta não usá-lo e o jogo não irá forçar isso.

Vale lembrar que o Metroid 2 de GameBoy era um jogo muito difícil de jogar, não apenas pela dificuldade em si, mas porque porque exigia um compromisso de tempo e atenção muito grande para acompanhar toda a complexidade que estava rolando naquela telinha. Por várias vezes eu desisti no meio da jornada no GameBoy, mas fiquei preso do início ao fim no Nintendo 3DS.

Além do óbvio modo Sleep que te permite parar e retomar a jogatina a qualquer momento, há mais salas de saves e também Checkpoints automáticos para que você não perca todo o seu progresso caso morra em um chefão antes de ter tido a chance de salvar. Isso é bem mais difícil para fãs puristas de Metroid aceitarem, porém é mais fácil convencer um jogador a tentar lutar contra um chefe novamente do que refazer todo o seu caminho.

Ali Samus e os 40 Metroids

Um ponto no qual o design do jogo não esconde suas origens de GameBoy é em sua premissa simples, a qual acaba trabalhando em seu favor: extermine 40 Metroids. Simplesmente isso, apenas 40 inimigos específicos que você precisa matar sem uma história com grandes reviravoltas e isso é ótimo.


Cada área tem um certo número de Metroids que precisam ser exterminados e você precisa eliminá-los para atravessá-la. Isso deixa a ação um pouco mais linear no sentido de que tudo se resolve na área em que você está no momento, sem o tradicional backtracking para outras áreas, porém o jogo te dá a liberdade para matar esses Metroids na ordem que quiser, o que é bem divertido. Não adianta procurar na internet por qual o último Metroid da área 5, pois ele será diferente para cada pessoa.

Quando pensamos em "40 Metroids" pode-se imaginar que seria chato enfrentar as mesmas criaturas quarenta vezes, certo? Porém os Metroids do planeta estão fazendo oba-oba com várias espécies da fauna e evoluindo em várias versões diferentes, o que deixa as coisas bastante excitantes. Obviamente quando faltarem uns 5 para matar você estará um pouco cansado, mas o jogo continua surpreendendo com batalhas através de múltiplas telas e Metroids que fogem para outros locais no meio do combate. Os chefes finais também dão uma apelada, mas não chegam a ser excessivamente frustrantes.

Um detalhe sensacional é que no GameBoy apenas era possível matar os Metroids com seus mísseis e essa ainda é uma das melhores formas no jogo. Porém agora há a possibilidade também de usar o sistema de contra-ataque (urgh) e o Ice Beam, com efeitos diferenciados. Qualquer um que compreenda a mitologia de Metroid sabe que as criaturinhas eram vulneráveis ao frio inicialmente, porém em nenhum momento o jogo diz isso pra você, é como uma piscadinha para os fãs que diz "Você sabe o que fazer".

Not that Prime

Os visuais do jogo são bons, um pouco genéricos às vezes mas servem ao seu propósito de maneira perfeita. Os gráficos são em 3D mas vistos por uma perspectiva lateral como em Metroid clássicos e praticamente não há mudança de câmera exceto por cutscenes. A trilha sonora é um pouco menos feliz pois simplesmente nenhuma música é memorável, com exceção de uma versão de Lower Norfair de Super Metroid / Magmoor Caverns de Metroid Prime para as partes com calor extremo.


Conclusão

Tecnicamente pode até parecer que Metroid: Samus Returns não é lá essas coisas, porém as aparências enganam. Apesar de um visual simples e até alguns escorregões na jogabilidade, o cerne da franquia Metroid vive com fervor neste remake que se garante todo graças a seu design clássico de alta qualidade. Facilmente um dos melhores games da coleção atual do Nintendo 3DS.

Nota 8,5/10

domingo, 18 de junho de 2017

E3 2017: Quem ganhou?


Senhoras e senhores, meninas e meninos, é aquela época do ano de novo onde iremos ver qual das empresas que se apresentaram na grande feira Electronic Entertainment Expo, E3 2017. O evento realizo entre os dias 13 e 15 de junho teve suas pré-conferências alguns dias antes e apesar de termos tido algumas surpresas o evento no geral foi fraco.

Entramos meio cegos para a maioria das empresas, sem muita noção do que iríamos ver com exceção de um ou outro vazamento. A Microsoft tinha um certo foco em seu novo Xbox One Scorpio, que agora virou Xbox One X (& Knuckles) porém ela também lidou muito melhor com ele do que era o esperado e fez o básico: "Não encheu o saco".

A conferência da Microsoft teve uma hora e quarenta de duração, o que é bastante para os padrões pré-E3 pós-déficit de atenção, mas não foi tão chata quanto uma transmissão de uma hora e quarenta soa. A da Sony conseguiu ser mais cansativa com apenas 1 hora e a da Nintendo acabou deixando a desejar com apenas 25 minutos, os quais ela suplementa com transmissões ao vivo também cansativas e que mostram demais dos jogos.

Porém, sem mais delongas, analisemos uma a uma as conferências para decidir quem venceu realmente a E3 2017.

Microsoft

A Microsoft abriu com uma rápida retrospectiva e logo depois trouxe Phil Spencer, chefe em matéria de Xbox para o palco. Logo de cara ele veio falar de Xbox One Scorpio, especialmente seu novo nome Xbox One X. Eu aqui comprando um bolinho, com meu mumicate e Phil Spencer vem me falar de Xbox One X... gráficos melhorados, data de lançamento, mas preço? Ahhhh não, 1 hora e 40 de pílula sendo dourada.


Até aí tudo dentro do esperado. Claro que a Microsoft ia mostrar o Scorpio, esse era o foco dela. Porém uma coisa linda e maravilhosa aconteceu: Ela não me encheu o saco com isso. O Scorpio foi mostrado, foi dito que os jogos seriam melhores nele e vida que segue, vamos mostrar quais são esses jogos.

Assim como o PlayStation 4 Pro, essa é a atitude correta com esses consoles melhorados pois eles são produtos de nicho para uma parcela muito pequena do público entusiasta que já vai ficar sabendo deles de qualquer jeito, então não tem por que dedicar um tempão como se todos que estão assistindo fossem sair correndo para comprar um.

Um problema que afetou bastante a conferência foi o uso da palavra "exclusivo" com a maior liberdade criativa possível. "Exclusivo nos consoles", "Exclusivo no lançamento", "Exclusivo primeiro trailer". Já há algum tempo a Microsoft tenta enganar o público com falsos exclusivos e é simplesmente feio.


Depois disso tivemos Forza Motorsport 7, provavelmente a melhor série de corrida atualmente, com gráficos bem impressionantes no Xbox One X por rodar a 4K e a 60 FPS simultaneamente, sem precisar escolher um ou o outro como costuma acontecer no PS4 Pro. Gran Turismo Sport nem deu as caras na conferência da Sony, o que é bem ruim para fãs de corrida.

Na sequência um gameplay completamente scriptado, porém interessante em conceito, de um jogo de tiro pós-apocalíptico. Aí toda a esperança se esvaiu quando veio o nome: "Metro Exodus". A série Metro é bem fraca e eu teria facilmente me interessado um mínimo por esse jogo se ele simplesmente não tivesse o nome Metro.

Ei! Assassin's Creed Origins! Todo mundo já sabia que estava vindo e sobre o que seria, com a origem dos assassinos no Egito. Com certeza será um capítulo divisivo para fãs, mas isso é uma coisa boa, o jogo não parou por um ano apenas para ficar igual quando voltasse. Como todos sabem, será um jogo multiplataforma, sai em 27 de outubro.


A seguir a Microsoft começou a mostrar alguns Indies, o que deixou uma certa falta por mais títulos grandes e acho que diminuiu o anúncio seguinte. Battlegrounds para Xbox One no final do ano (exclusivo temporário). Foi uma ótima sacada da Microsoft perceber o sucesso de Battlegrounds e trazê-lo para o seu lado, porém é um jogo para um tipo muito específico de jogador e que ainda está muito mal otimizado no PC. Há potencial mas o fenômeno mesmo deverá permanecer no PC, como foi Day-Z.

Uma série de indies depois disso como Deep Rock Galactic, um FPS multiplayer com terreno que pode ser destruído, The Darwin Project, uma espécie de Let it Die da Microsoft, e o bem mais interessante State of Decay 2. O primeiro State of Decay foi um jogo bacana e os produtores parecem estar com a mentalidade certa para a sequência. Porém, Play Anywhere... falemos mais sobre isso depois.

Minecraft teve algumas novidades anunciadas como a possibilidade de unificar o multiplayer através de várias plataformas. É realmente bizarro ver a Xbox Live chegando ao Nintendo Switch mesmo antes do próprio serviço da Nintendo. O PlayStation 4 ficou de fora. Outro anúncio bacana é que ele vai receber um pacote de gráficos melhorados, que é uma coisa que os mods já fazem pelo jogo no PC e agora será oficial.


Logo depois tivemos Dragon Ball FighterZ, um novo jogo de Dragon Ball Z em 3D que utiliza a tecnologia da Arc System Works para simular 2D em alta resolução. A jogabilidade parece ter um toque de Marvel vs. Capcom mais do que Guilty Gear e o lançamento está marcado pro início de 2018. Só não te muito motivo para estar estar na conferência da Microsoft já que é multiplataforma.

Tivemos o MMORPG Black Desert com um trailer que empolga muito mais que o jogo, depois alguns indies em sequência como The Last Night, que parece quase uma reimaginação de Flashback. Então chegamos finalmente aos jogos First Party da Microsoft e estúdios secundários. Sea of Thieves abusou de nossa paciência com mais um gameplay e nada mais da Rare esteve no show para sua redenção.

Ainda games como o espacial Tacoma, o muito atrasado Cuphead para setembro e o bonitinho Super Lucky's Tale para novembro. Por ter uma aparência fofinha demais, Super Lucky's Tale pareceu bastante deslocado, mas não parece de todo mal. Já Cuphead deverá ser bem divertido, pois atrasaram o jogo para adicionar mais conteúdo e agora ele tem fases completas e não só lutas contra chefes. Ainda assim, é um jogo que já atrasou bastante.


Sabe quem mais estava muito atrasado? Crackdown 3. O jogo teve um trailer divertido por contar com a participação de Terry Crews, mas mostra basicamente o mesmo conceito de evolução da época do primeiro Crackdown para o Xbox 360, sem grandes diferenciais. O jogo sai em 7 de novembro e pelo menos tem uma coisa boa: eu podia jurar que a Microsoft o tornaria exclusivo do Xbox One X, o que não aconteceu.

O programa ID@Xbox mostrou alguns indies que serão lançados para o console, mas novamente temos o problema de não saber quais são multiplataforma (provavelmente a maioria) e a Microsoft apenas está tentando nos convencer que são exclusivos. Lembram de Unravel em 2015? Não foi um segmento tão chamativo, mas considerando que a Sony sequer deu espaço para os indies, acaba sendo um ponto para a Microsoft.

Foram mostrados títulos como: Osiris: New Dawn, Raids of the Broken Planet, Unruly Heroes (de olho na versão PS4), Path of the Exile, Battlerite, Surviging Mars, Fable Fortune, Observer, Robotract infinity, Dunk lords, Minion Masters, Forced to Duel, Brawlout, Ooblets, Ark and Light, Strange Brigade, Riberbond, Hello Neighbor, Shift e Conan Exiles.


Um jogo estranho chamado Ashen também foi mostrado, parece um indie comum, personagens "artísticos" sem rosto e etc. Life is Strange: Before the Storm, prequel do primeiro Life is Strange também estava lá e realmente parecia um desperdício de tempo usar a conferência da Microsoft para um jogo que estará em tantas plataformas.

Middle-earth: Shadow of War (Terra-média: Sombras da Guerra) também ganhou um espaço desnecessário para mostrar coisas que qualquer trailer lançado em qualquer outro momento da vida do jogo poderia mostrar. Ori and the Will of Spirits trouxe a sequência do aclamado indie Ori, porém é um jogo de continuidade, só interessa o mesmo público do primeiro. Uma coisa legal é que o anúncio teve um pianista tocando ao vivo.


O assunto se volta para a retrocompatibilidade do Xbox One e há uma certa tensão no ar. Recentemente pesquisas demonstraram que pouquíssimas pessoas utilizam a retrocompatibilidade do Xbox One, então Phil Spencer teve que basicamente dizer que era tudo mentira, que as pesquisas não tinham os dados corretos. Então veio o anúncio de que jogos do primeiro Xbox também virão para a retrocompatibilidade ainda esse ano, entre eles Crimson Skies. No entanto, não mostraram mais nenhum jogo, o que foi estranho.

Retrocompatibilidade é uma coisa bacana e eu ficaria bastante satisfeito se pudesse baixar jogos de PS1, PS2 e PS3 no PS4, mas o fato de que jogar games antigos é um dos pontos mais fortes do Xbox One não é legal para ele como console. Retrocompatibilidade pode ser legal para amenizar a transição de consoles e nostalgia, mas ela simboliza também o "olhar para trás".

Apenas no final da conferência a Microsoft voltou a falar do Xbox One X, sobre os jogos que irão receber atualizações para rodarem a 4K no console, como: Gears of War 2, Killer Instinct, Halow Wars 2, Minecraft, Final Fantasy 15, Ghost Recon Wildlands e Rocket League. Finalmente veio então o preço: US$ 499, um valor que meio que o condena antes mesmo de ser lançado.


O evento se encerrou com uma nova franquia da EA que havia sido mostrada apenas como teaser na conferência da empresa no dia anterior: Anthem, desenvolvido pela BioWare. Aparentemente é uma mistura de RPG com ação que lembra bastante os moldes de Destiny com uma pitada de Halo, Porém é um pouco difícil dizer o que era real e o que era scriptado na demonstração que foi apresentada. E adivinhem só? Não é exclusivo.


Sony

A conferência da Sony começou um dia após a da Microsoft com um breve vídeo mostrando alguns jogos e aqui tiro um instante para destacar algo. Até hoje, ninguém faz melhores vídeos com pequenos trechos de jogos do que a Sony. Já temos tantos anos de evento com Microsoft e Nintendo exibindo seus produtos e mesmo que tenha games piores, a Sony consegue fazer um vídeo mais atraente com eles que as concorrentes.


Uma coisa bem legal é que o palco desse ano era meio vivo e dinâmico, com vários elementos que mudavam de acordo com a temática de cada jogo. Pessoas penduradas no meio de Days Gone, efeitos pirotécnicos, papel simulando neve, fumaça, pessoas tocando música zen com flauta, violino e shamisen, entre tantos outros. Esses dois últimos parágrafos são praticamente as únicas coisas que eu tenho de positivas para falar da Sony.

Uncharted: The Lost Legacy apareceu, mas é bem difícil se importar com um novo capítulo sem Drake, já que era o carisma dele que segurava toda a estrutura do jogo. Horizon: Zero Dawn receberá um novo DLC, o que é bom para mantê-lo na imprensa daqui pra frente já que seu lançamento foi muito ofuscado por Legend of Zelda: Breath of the Wild.

Uma decepção foi quando Days Gone apareceu. Days Gone deverá ser um jogo mediano mas importante para o line-up da Sony pois tem bons conceitos e parece ter uma jogabilidade interessante com hordas de zumbis frenéticas. Porém o demo da E3 se focou na história e ignorou justamente esse ponto alto do jogo que foi o destaque do ano passado. Days Gone poderia pegar o público de Dead Rising com esforços certos.


Uma boa surpresa foi Monster Hunter World, um jogo que parece trazer mais elementos singleplayer para a franquia, como um mundo mais aberto e a possibilidade de montar armadilhas para lutar com os monstros. Tem potencial de atrair novos fãs para a série. Monster Hunter é uma boa conquista para o PS4 no Japão e esse pode ser o jogo que o torne relevante também no ocidente.

Shadow of the Colossus teve um remake anunciado, o que foi bacana porém não exatamente um arrasa-quarteirão. O estúdio responsável é um pouco pequeno e até agora só cuidava de Remasters, então vai ficar algo meio The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D do Nintendo 3DS, um remake que não está bem à altura do original, só o atualiza. Eu gostaria que mexessem bastante e adicionassem coisas para deixar os fãs da parte artística do jogo de cabelo em pé.

Marvel vs. Capcom Infinite esteve presente para confirmar um modo história novo bem bacana, porém multiplataforma como já sabemos. Assim como Call of Duty WWII apareceu também, o qual apesar de multiplataforma faz bastante peso quando aparece numa conferência, uma das vantagens de estar na frente no mercado.


Então começou a parte mais chata da conferência, o foco no PSVR, o visor de realidade virtual. A questão é que o PSVR já foi lançado, até com boas vendas para seu estilo de produto, ele é uma flecha já lançada, a Sony já devia poder dizer se acertou algo ou não. Não é o tipo de produto que precisava desse tempo todo na feira ou desse tipo de apresentação.

Foram mostrados jogos como Skyrim em VR, Star Child, The Inpatient, Bravo Team, Moss e o mais fácil de satirizar: Monster of the Deep Final Fantasy 15. Imagine começar mostrando um Final Fantasy 15 para a realidade virtual e aí revelar que na verdade ele é um jogo de pesca... dá para estar mais desconectado com o público do que isso?

O novo God of War veio após esse trecho e ele poderia ser um alívio, não fosse o fato de que não há mais nada dele que tornava God of War a série de sucesso que era. Quando o combate aparece no vídeo é simplesmente patético ver o que o jogo se tornou. As declarações em entrevistas posteriores são ainda piores, claramente renegando tudo que God of War era para supostamente evoluir ou avançar a série.


Já o próximo vídeo foi do jogo Detroit: Become Human, o qual até teve um trailer decente, mas em que nada reflete a real vibe do jogo. A Quantic Dream é uma empresa que foca-se em experiências lineares, então todo aquele papo de "você pode fazer várias escolhas e alterar os rumos da história" sempre levam aos mesmos enredos limitados.

O penúltimo jogo apresentado foi Destiny 2 e há pouco a se falar sobre ele. É um jogo que ao mesmo tempo que é completamente direcionado ao público do primeiro, joga fora tudo que eles fizeram, então... meio complicado. Apesar de parecer interessante é difícil imaginar Destiny 2 atingindo um público ainda maior que o primeiro.

A conferência se encerrou com o novo Spider-Man da Insomniac Games. Foi uma apresentação custosa porque trouxeram uma segunda tela gigante para ficar acima da tela onde todo o resto da conferência estava sendo apresentada, como as duas telas fossem um efeito de revistas em quadrinhos. Então começou a grande decepção.


Mais uma vez temos um Homem-Aranha com os piores erros de design para o personagem. Um jogo scriptado, com stealth e Quick Time Events (aqueles momentos em que você tem que apertar um botão senão falha). Vemos nele um Homem-Aranha extremamente ineficiente que deixa a cidade inteira ser destruída, a famosa escola Man of Steel de Zack Snyder.

O helicóptero está fugindo, siga-o para capturá-lo? Não, siga-o para desencadear a próxima cutscene, o próximo diálogo engraçadinho com uma voz que diz o que você tem que fazer e só o capture quando o jogo disser que é a hora de fazer isso... apertando apenas alguns botões, não querem que você, o jogador, estrague essa belíssima cena cinematográfica.

Um jogo que tinha potencial para ser o melhor do Homem-Aranha desde o icônico Spider-Man 2 agora vai se perder nos erros de The Amazing Spider-Man 2.


Nintendo

Como já virou costume, a Nintendo não tem mais conferência na E3 e 2017 não foi exceção. Ela apenas libera uma espécie de Nintendo Direct especial, dessa vez chamada de Nintendo Spotlight 2017. O evento foi extremamente curto, com apenas 25 minutos. Já a vi dedicar muito mais apenas para Pokémon ou Fire Emblem, então esse tempo pareceu bem pouco.


Talvez o mais estranho é que o evento foi todo focado no Nintendo Switch, sem qualquer anúncio para o Nintendo 3DS. Poderia significar que agora o foco dela é o Switch, porém logo depois no seu show ao vivo Nintendo Treehouse anunciou vários jogos para o 3DS, jogos que não tem qualquer motivo para não saírem também no Switch. Para que a empresa unificou seus estúdios de console e portátil se ia continuar fazendo jogos separadamente?

O vídeo abriu com um compilado de alguns títulos novos para o Switch. Rocket League foi uma boa surpresa, mas a Nintendo chegou muito atrasada nessa festa. Uma coisa que a maioria das pessoas não deve saber também é que Rocket League não fica bacana em uma tela pequena. Então tivemos o difícil de engolir Fifa 18, uma versão Frankenstein sem campanha que não será a mesma do PlayStation 4, Xbox One e PC.

Chega então Reggie para nos apresentar os jogos inciais em dois trailers: Xenoblade Chronicles 2, um jogo que é difícil de se justificar no Switch já que os dois outros títulos foram pouco jogados. O videogame precisa de versões atualizadas, ou uma coletânea, do primeiro Xenoblade Chronicles do Wii e do Xenoblade Chronicles X do Wii U.


Uma "surpresa" é que tivemos um novo Kirby anunciado para o Switch. Kirby é um estilo de jogo leve e acessível que combina bastante com portátil, no entanto não parece ter muitas novidades em relação aos outros. Kirby Return to Dreamland era tão monótono que me dava sono e Kirby Epic Yarn não tinha desafio nenhum. Os últimos Kirby do 3DS foram razoáveis porém também sem desafio.

Então tivemos Shinya Takashi, presidente da The Pokémon Company. Recentemente Pokkén Tournament DX foi anunciado para o Switch, então falaram um pouco disso, porém o grande anúncio mesmo era que o Switch terá um Pokémon "da série principal". Infelizmente foi só isso que tivemos, palavras, com direito a falarem que levaria mais de um ano para o jogo sair.

É meio óbvio que eles não querem fazer sombra nos novos Pokémon Ultra Sun e Pokémon Ultra Moon, mas aqui começamos a ver o Switch e o 3DS canibalizando um ao outro. Daqui a um ano a situação do Switch pode ser bem diferente e a Nintendo se lamentar que não lançou um Pokémon quando teve a chance. Segundo rumores, esse jogo se chama Pokémon Stars e já deveria estar engatilhado há muito tempo.


O próximo anúncio também foi uma surpresa: Metroid Prime 4! Era algo que ninguém estava esperando e poderia ter sido muito positivo... se houvesse algo. Havia apenas um logo do jogo e um aviso que ele estava em desenvolvimento, o que no mínimo dá uns 2 anos até ele sair. Ele também não será feito pela Retro Studios, mas pela própria Nintendo.

Assim como Kirby, o dinossauro Yoshi também teve um novo jogo anunciado de surpresa, com uma vibe semelhante de falta de desafio como Yoshi's Wolly World. Os gráficos têm aparência de papelão e o gimmick dessa vez é que você pode ir para a parte de trás do cenário, o que dá um certo charme mas não segura o jogo. Esse também é para 2018.

Fire Emblem Warriors apareceu com o mesmo estilo de Dynasty Warriors de sempre. Não acredito que a série Fire Emblem mova tantos fãs a ponto de ter um spin-off se antes mesmo de Fire Emblem: Awakening a série estava para ser encerrada. Hyrule Warriors foi uma escolha muito melhor, a ideia de fazer um jogo do estilo musou com Star Fox era muito mais curiosa, Fire Emblem é apenas óbvio demais nesse contexto e não empolga.


Depois disso Eiji Aonuma aparece para falar sobre os itens de The Legend of Zelda em The Legend Scrolls 5: Skyrim e dos novos DLCs de The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Não dá pra reclamar né, o jogo é brilhante, deixa os caras venderem uns DLCs pra ele. Minha única reclamação é que eles poderiam ter mais substância para realmente darem longevidade ao jogo, mas ele já é perfeito como é. Also, Amiibos.

Reggie falou sobre alguns torneios que seriam realizados durante a E3 e esse é o tipo de coisa que não interessa muito para 90% das pessoas assistindo a conferência. Depois tivemos Mario + Rabbids, uma surpresa que poderia ser agradável mas que já vazou demais na internet e também já havia aparecido mais cedo na conferência da Ubisoft. É um jogo que seria legal se fosse mais voltado para a ação, estratégia não combina muito com o estilo desses personagens.


Finalmente Super Mario Odyssey! Este é um jogo que me dá muita curiosidade, pois há mentes novas trabalhando nele e elas estão fazendo coisas diferentes do que estamos acostumados. Porém, ao mesmo tempo é um jogo que não me interessa jogar, pois a direção que estão levando o encanador é completamente errada.

O grande destaque do trailer mostrado (ao som de um remix bacana) é que Mario agora é capaz de possuir inimigos e assim usar suas habilidades. Soa familiar, não? Isso muda a relação do jogador com os inimigos e eles deixam de ser desafios para virarem ferramentas. Há muito para se falar de Super Mario Odyssey, então vamos torcer para termos um post só para ele depois.


Conclusão

Esse foi um ano muito morno para todos, porém especialmente negativo para a Sony, que vinha de uma sequência de vitórias e então resolveu sentar confortável no seu trono sem fazer esforço. A conferência da Microsoft foi um pouco grande demais, porém ainda foi 1 hora e 40 minutos interessantes, diferente da conferência da Sony que me entediou com 1 hora. A Nintendo se apressou demais, não deu pra mostrar o suficiente em 25 minutos e ficou claro que ela não tinha outras coisas para mostrar.

A Microsoft teve alguns jogos bacanas em sua conferência, porém houve o problema dos exclusivos que não eram exclusivos. Mesmo alguns "exclusivos" que são... "exclusivos", não são... exclusivos, graças ao programa Play Anywhere que permite jogar tanto no Xbox One quanto no PC. Nos últimos anos a Microsoft estava tomando um sabugo da Sony, ficou nervosa e anunciou que lançaria seus jogos tanto para o Xbox One quanto para o PC, com lançamentos simultâneos e cross-buy (compre uma versão, ganhe ambas).


Então apesar de a Microsoft não ter feito uma conferência muito ruim, os motivos para comprar um Xbox One continuam sendo nulos. É mais negócio jogar esses títulos no PC. Sim, eu vivo dizendo que PC não é uma boa plataforma de jogos, mas se a alternativa for comprar um console de R$ 1 mil para poder jogar um "exclusivo", as pessoas vão comprá-lo para PC.

Até mesmo se o fato de jogar no PC as desanimar e não permitir que aproveitem o jogo ao seu máximo, inconscientemente, elas ainda não comprariam um Xbox One e dariam preferência à solução que permitiria jogar com o menor investimento financeiro possível. A longo prazo o Play Anywhere acabou por prejudicar a Microsoft por tirar todo o valor da plataforma dela.

A Sony foi entediante demais. Jogos que não empolgaram, realidade virtual fora de hora, ausências fortíssimas como Gran Turismo Sport, The Last of Us: Part 2, Final Fantasy 7 Remake, Death Stranding, entre tantos outros anúncios dos últimos anos. Segundo a empresa alguns exclusivos foram guardados para o evento PS Experience, mas sem um line-up forte mostrado na E3, o PlayStation 4 pode perder alguns meses em vendas para o Xbox One como foi na época do lançamento do Xbox One S.


Normalmente quando Sony e Microsoft estão ruins, considera-se automaticamente uma vitória para a Nintendo. No entanto mesmo a Nintendo esteve muito caída nessa E3. O Nintendo Switch teve um bom lançamento, mas e depois? O que será a vida dela pós-The Legend of Zelda: Breath of the Wild? Essa é uma pergunta que a Nintendo ainda não conseguiu responder.

Para quem comprou o videogame por uma aventura épica como The Legend of Zelda pode ser difícil viver agora de Arms, Pokkén Tournament DX, Kirby e Yoshi. Não há frescor nesse line-up, parece exatamente os mesmos tipos de jogos que poderiam estar sendo feitos para o Wii U, porém sem a bola de ferro amarrada no pé que o Wii U era.

Fora da conferência a Nintendo ainda anunciou um jogo extremamente promissor chamado Metroid: Samus Returns para o Nintendo 3DS. Trata-se de um remake de Metroid 2: Return of Samus do GameBoy original agora com gráficos em 3D mas mantendo a movimentação 2D. Automaticamente já tem potencial para virar um dos melhores jogos do 3DS ao lado de Kid Icarus Uprising e The Legend of Zelda: A Link Between Worlds. Porém, por que esse jogo não está no Switch?


Segundo Reggie é porque o Nintendo 3DS tem maior base instalada, o que significa que ele não entende em nada a função dos jogos First Party (jogos produzidos pela própria fabricante), que é a de aumentar a base instalada. Além disso, nem quis dizer que o jogo não devesse sair apara o 3DS, mas que tenha duas versões, uma também para Switch. De que adiantou essa unificação dos estúdios da Nintendo se os jogos estão saindo em plataformas diferentes quando não existe limitação para isso?

Infelizmente os melhores anúncios da Nintendo foram anúncios vazios, como Metroid Prime 4 (duvido que esse nome fique) e o novo Pokémon RPG. Sem um teaser, sem imagens, não há nada para realmente ficar animado, ou mesmo para ter certeza de que esses jogos seguirão a direção que esperamos, e o anúncio acaba não realizando sua função principal que é de criar demanda pela plataforma.

Basicamente, Nintendo e Microsoft tiveram conferências fracas e a Sony teve uma péssima... então obviamente a vencedora só pode ser...


Ubisoft

A Ubisoft. Foi de longe a melhor conferência de todo o evento, talvez a única coisa memorável dessa E3. Apesar de sentir falta de Aisha Tyler como apresentadora, a Ubisoft trouxe desenvolvedores carismáticos e animados para falar de seus jogos.

Tivemos momentos incríveis como Miyamoto no palco ao lado de Yves Guillemot, presidente da Ubisoft, brincando com armas para anunciar Mario + Rabbids. Miyamoto não estava sequer na conferência da Nintendo e essa falta de espontaneidade da presença física, de interação entre duas pessoas ao vivo foi algo que a Nintendo decidiu abrir mão com suas conferências pré-gravadas.


Claro que tivemos jogos "anuais" como Assassin's Creed e Far Cry 5 que não são particularmente criativos apesar de populares, porém Mario + Rabbids foi uma boa surpresa, a presença de Beyond Good and Evil 2 após o anúncio de que o jogo não estaria na E3 para despistar foi agradável e há o ponto chave da conferência: The Crew 2.

Por que The Crew 2? Essa E3 foi extremamente previsível, muito mais do mesmo, e a Ubisoft é uma das poucas empresas que não está com essa mentalidade. Há jogos anuais como Assassin's Creed, Far Cry e Just Dance, mas há também coisas bizarras e inesperadas como Mario + Rabbids, Starlink (o jogo de nave em que você a monta como um brinquedo) e South Park: A Fenda que Abunda Força.

Porém é em The Crew 2 que vemos melhor como isso se reflete em um jogo. O primeiro The Crew era um jogo de corrida de carros em mundo aberto meio inexpressivo, ousado para a Ubisoft, mas só isso. Então vem The Crew 2 e aquele jogo de corrida de carros passa a incorporar também aviões e barcos. Não que eu esteja dizendo que The Crew 2 vai ser sensacional, mas a mentalidade por trás dele é ótima, é ambiciosa.


Em qualquer outra produtora a sequência de um jogo de corrida de carros é um jogo de corrida de carros "maior e melhor". Nunca a sequência de um jogo de corrida de carros seria um jogo de corrida de carros, aviões e barcos. The Crew 2 me lembrou de como Diddy Kong Racing tentou avançar mais o estilo de jogo de Mario Kart do que a Nintendo jamais tentou, a ambição que havia nos olhos da Rare.

Por seu estilo de pensar único, pelos bons jogos apresentados, pela presença de desenvolvedores carismáticos, e uma das palavras-chave aqui é presença, a Ubisoft merece muito ser considerada a vencedora dessa E3 2017 enquanto todos os outros ficaram presos no óbvio. Em 2º lugar temos obviamente a Devolver Digital.


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Super Smash Bros. reimaginado como arte Maia


Se tem uma coisa que eu curto são reimaginações dos personagens clássicos em arte, é uma coisa que eu estou sempre ligado para postar aqui no blog caso alguém também goste. Estas foram criadas pela artista Sita Navas do RetroNerdStudio, e além de fazer essas coisas para exibir na internet ela também os vende no Etsy por valores de um pouco mais de R$ 16

Além da linha que mostra vários dos personagens de Super Smash Bros., alguns impressos em painéis de madeira, ela tem também algumas artes isoladas bem bacanas, como uma de Metroid, outra de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, seguida por uma de Majora's Mask e ainda uma de Pokémon, essas mais caras por mais de R$ 50. Deem só uma olhada.