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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

PS Plus Outubro 2026 tem F1 25, Hunt Showdown e EDF World Brothers 2


Os jogos do PlayStation 5 e PlayStation 4 para assinantes da PS Plus Essencial em outubro 2026 foram revelados pela Sony no PlayStation Blog, trazendo uma seleção razoável incluindo o jogo de corrida de Fórmula 1, F1 25; o jogo de extração Hunt: Showdown 1896; e o caótico Earth Defense Force: World Brothers 2, o único do mês que me interessou.

Para um mês de outubro a seleção está muito fraca em jogos de terror. Em compensação haverá alguns pacotes de itens virtuais para Call of Duty: Warzone, Hunt: Showdown 1986 e Overwatch 2 com temáticas assustadoras de Halloween.

Assinantes tem até o dia 5 de outubro para resgatarem os jogos da PS Plus Essencial de Setembro 2026: Sniper Elite: Resistance, MLB The Show 26, Wobbly Life e Chained Echoes.

A PS Plus Essencial é o nível mais básico do serviço que possibilita jogar multiplayer online e recebe 3 a 4 jogos mensais que ficam em sua conta e podem ser jogados sempre que sua assinatura estiver ativa. A PS Plus Essencial custa R$ 49,90 por mês, porém tem 39% de desconto na assinatura anual por R$ 359,90. Vale a pena esperar por promoções na Black Friday para assinar.

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Índice - PS Plus Essencial Outubro 2026

  • F1 25 | PS5
  • Hunt: Showdown 1896 | PS5
  • Earth Defense Force: World Brothers 2 | PS5, PS4
  • Pacotes HorrorFest
  • Perguntas da galera


F1 25 | PS5

O jogo oficial do torneio de Fórmula 1 desenvolvido pela Codemasters traz a experiência mais completa de simulação para fãs do esporte possível. Você pode esperar por todas as equipes, incluindo as novas Audi e Cadillac, todos os pilotos, de Max Verstappen a novatos dos novos times, e a inclusão da nova pista Madring em Madri, na Espanha, a primeira nova pista no circuito desde F1 2023.

Há diversos modos para competir incluindo um modo campanha chamado Ponto de Frenagem (Braking Point) e o modo My Team no qual você pode administrar sua própria equipe. Tudo com suporte a Crossplay entre PS5, Xbox Series X/S e PC.


Hunt: Showdown 1896 | PS5

O único jogo da lista que dá pra dizer que é um pouco de "terror" com aspas é Hunt: Showdown 1896 da Crytek (os caras de Crysis), anteriormente conhecido apenas como Hunt: Showdown. Ele é um jogo de tiro FPS de extração, gênero bem popular nos últimos anos, no qual para progredir você precisa caçar monstros e criaturas horrendas, mas também escapar com vida do mapa enquanto outros jogadores querem pegar seus itens.

É sempre vantajoso quando um jogo multiplayer entra na PS Plus porque vários amigos e pessoas podem testar ao mesmo tempo, mas esse estilo de progressão de alto risco não é para todo mundo.


Earth Defense Force: World Brothers 2 | PS5, PS4

Eu adoro a série Earth Defense Force, mas os spin-offs não são lá grande coisa. Earth Defense Force: World Brothers 2 foi criado pelo estúdio Yuke's e não pela Sandlot que faz os jogos principais da série, e traz uma versão simplificada com gráficos voxel quadrados estilo Minecraft.

No jogo as forças de defesa da Terra, a EDF, precisa enfrentar a ameaça de um monstro gigante chamado Gaiark que separou o planeta Terra quadrado em vários pedaços. Há uma grande variedade de personagens com diferentes armas e inimigos de vários capítulos de EDF. É possível jogar com até quatro pessoas em cooperativo online.


Pacotes HorrorFest

Em 1º de outubro jogadores receberão o Pacote de Terror de Call of Duty: Warzone; em 6 de outubro o pacote para Iniciante de Hunt: Showdown 1896; e em 7 de outubro o Pacote Temático de Q3 Draugr de Overwatch 2.


Perguntas da galera

Quando chega a PS Plus de outubro?
A PS Plus de outubro 2026 chega na primeira terça-feira do mês em 6 de outubro com F1 25, Hunt: Showdown 1896, Earth Defense Force: World Brothers 2 e Pacotes HorrorFest com itens para Call of Duty: Warzone, Hunt: Showdown 1896 e Overwatch 2.

Como ter PS Plus grátis em 2026?
Não tem como assinar a PS Plus de graça, nunca houve um método para isso. O Xbox Game Pass tem um método pelo Microsoft Rewards, mas não há nada semelhante para a PS Plus.

Vai ter PS Plus para PS4 em 2026?
Tecnicamente a PS Plus não tem mais foco em jogos do PlayStation 4, porém sempre acabam saindo jogos para o console. No entanto, não é garantido que esse continue sendo o caso.

Quais jogos serão adicionados ao PlayStation Plus em 2026?
Os jogos da PS Plus de Outubro 2026 incluem o game de corrida F1 25, o FPS de extração multiplayer Hunt: Showdown 1896 e o game de tiro cooperativo Earth Defense Force: World Brothers 2.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Minecraft recebe atualização de acampamento Wilderness Bound

Minecraft teve uma nova atualização lançada recentemente, a terceira do ano, de número 26.3 para as edições Bedrock (consoles, mobile e PC) e Java (só PC) chamada Wilderness Bound, a qual adiciona algumas novidades na natureza, incluindo um bioma e acampamentos.

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A principal adição é o bioma Floresta Sombreada (Dappled Forest), uma floresta semi-iluminada com cara de outono que introduz as novas árvores de Álamo (Poplar) que tem folhas vermelhas, laranja e amarelas como se estivessem para cair, cujas mudas crescem em qualquer uma dessas cores.

Nessas árvores cresce também um novo tipo de cogumelo chamado Cogumelos-de-prateleira (Shelf Mushroom) que pode ser usado para comida ou decoração. Ele tem um efeito curioso que permite quicar neles como se fossem camas. Ele também não tem exigências de baixa iluminação como a maioria dos cogumelos.

Outra grande novidade são os Acampamentos Abandonados (Abandoned Camps), pequenas tendas com baús e barris contendo itens úteis, além de camas de palha para jogadores dormirem, fogueiras para cozinharem comida e algumas almofadas para sentar.

Alguns baús nos acampamentos abandonados terão Mapas do Explorador mostrando pontos de interesse como Mansões da Floresta e Monumentos do Oceano.

Já para a galera da construção adicionaram um pequeno presente, escadas e lajes de lã e concreto em todas as 16 cores disponíveis para esses blocos, o que deve manter uma galera ocupada por um bom tempo.


Perguntinhas da galera

O que é Minecraft Wilderness Bound?
É a mais recente atualização de Minecraft, lançada em setembro com o novo bioma Floresta Sombreada (Dappled Forest), Acampamentos Abandonados (Abandoned Camps), novas árvores de Álamo (Poplar) e mais.

Wilderness Bound já foi lançado?
Sim, a atualização Wilderness Bound já foi lançada para Minecraft e está disponível em todas as plataformas, inclusive consoles, Android, iPhone e PC com a versão Bedrock e também no PC pela versão Java.

Qual a atualização mais controversa de Minecraft?
Depende de cada jogador. Eu acredito que o mais controverso foi a atualização Caves & Cliffs: Part 2 que mudou por completo o estilo das cavernas do jogo, alterando drasticamente a jogabilidade.

Minecraft vai adicionar um novo bioma em 2026?
Sim, o novo bioma Floresta Sombreada (Dappled Forest) foi adicionado na atualização Wilderness Bound de setembro.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

PS Plus Extra Setembro 2026 ganha WWE 2K26, RuneScape, Ball x Pit e mais


O catálogo da PS Plus Extra e Deluxe de setembro para o PlayStation 5 e PS4 foi anunciado esta semana com alguns jogos bem interessantes, como Sniper Elite: Resistance, WWE 2K26 e principalmente Ball X Pit, um joguinho pra lá de viciante.

Há também vários outros jogos legais como Ninja Gaiden: Ragebound, Slitterhead, Date Everything e Dungeons of Hinterberg, este último um indie com bastante personalidade. Além disso, na PS Plus Deluxe, recebemos o único RPG da série da Capcom, Mega Man X Command Mission.

A PS Plus Extra está disponível por R$ 74,90 por mês ou R$ 592,90 por ano (34% de desconto) enquanto a PS Plus Deluxe sai por R$ 86,90 por mês ou R$ 691,90 por ano (33% de desconto).

Os jogos da PS Plus Extra e Deluxe ficam disponíveis a partir do dia 15 de setembro. Vamos nos aprofundar em cada um deles a seguir.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

PS Plus de Setembro 2026 tem Sniper Elite Resistance e mais

A Sony anunciou recentemente os jogos da PS Plus Essencial de setembro para assinantes, incluindo o spin-off da saga de tiro Sniper Elite: Resistance, o jogo de beisebol MLB The Show 26, o RPG retrô Chained Echoes e o jogo multiplayer Wobbly Life.

Os jogos estarão disponíveis a partir de 1º de setembro até 5 de outubro e usuários têm até o dia 31 de agosto para resgatar os jogos da PS Plus de Agosto: Dying Light 2, Big Walk e Signalis.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

PS Plus Extra Agosto 2026 tem Helldivers 2, Kingdom Come 2 e mais

A Sony revelou pelo PlayStation Blog os jogos da PS Plus Extra e Deluxe do mês de Agosto de 2026, os quais têm algumas boas pérolas como Helldivers 2, Kingdom Come: Deliverance 2 e Vampire Survivors (que já é baratinho mesmo, melhor comprar que jogar na Plus).

Os jogos desse mês são bons, mas achei o catálogo leve, já teve uma quantidade maior de jogos. A PS Plus Extra é basicamente o conceito do Xbox Game Pass, uma assinatura que dá acesso a um catálogo de jogos, porém sem lançamentos. Já a PS Plus Deluxe dá acesso também a alguns jogos clássicos, mas não acho que o preço valha a pena.

A PS Plus está disponível para assinar por valores de R$ 49,90 na PS Plus Essencial, R$ 74,90 na PS Plus Extra e R$ 86,90 na PS Plus Deluxe. Porém sai bem mais barato assinar anual por R$ 359,90 na Essencial, R$ 592,90 na Extra e R$ 691,90 na Deluxe.

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quarta-feira, 29 de julho de 2026

PS Plus de Agosto 2026 tem Dying Light 2, Big Walk e Signalis

Nesta última terça-feira (29) a Sony anunciou os próximos games que virão para os assinantes da PS Plus Essencial no mês de agosto, a partir do dia 4. Usuários receberão Dying Light 2 Stay Human: Reloaded Edition, Big Walk e Signalis, além de um pacote avatares e poses para Marvel Tokon: Fighting Souls.

A PS Plus Essencial está disponível a partir de R$ 49,90 por mês, mas fica muito mais barato assinar um ano todo por R$ 359,90. Também vale a pena dar uma olhada na PS Plus Extra que tem catálogo de jogos por R$ 74,90 por mês ou R$ 592,90 por ano.

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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Review de Superliminal


Superliminal é um jogo de quebra-cabeça que brinca com a ideia de objetos mudarem de tamanho de acordo com sua perspectiva e desafia jogadores a resolverem vários puzzles com esse conceito. A história segue um protagonista que viaja pelos seus sonhos em uma espécie de tratamento para problemas psicológicos mas que acaba virando uma jornada por sua sobrevivência. O jogo está disponível para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

Todo o jogo se passa nesse mundo dos sonhos no qual o protagonista tem vários sonhos dentro de sonhos (você por aqui, Nolan?) que abordam certas questões específicas. O que começa como um tratamento, no entanto, acaba virando um problema quando os responsáveis perdem o controle e o jogador fica à deriva em seus sonhos, com a chance de ter seu cérebro derretido, algo que já me aconteceu uma ou duas vezes... essa semana.

Os quebra-cabeças em si tem uma grande vibe de Portal com aquela sensação de salas de teste, porém com uma mecânica mais fácil de envolver sua mente do que portais. Pegar objetos e fazê-los ficarem maiores ou menores permite que eles se tornem plataformas, interajam com o cenário ou mesmo tenham suas capacidades ampliadas, como uma luz que pode se tornar mais forte se o objeto for maior.


Falar muito mais do que isso seria entregar demais o jogo. Ele vive realmente na surpresa de conhecer uma nova situação, levar um tempo para compreendê-la e então passar até com certa facilidade depois que encontra a solução. Nenhum dos quebra-cabeças é difícil demais, mas não costumam ser tão fáceis a ponto de você os resolver sem pensar.

A jogabilidade é um pouco estranha, não dá pra não reparar nisso. Objetos podem ser rotacionados no eixo horizontal, mas não no vertical, o que às vezes dificulta para que você consiga transpor exatamente o que está tentando fazer para os controles. Essa parte não chega a ser um problema, é algo que dá pra se acostumar.

De longe o maior problema da jogabilidade é a movimentação da câmera. Ela simplesmente não parece natural, ao menos no PlayStation 4, talvez seja diferente no PC com um mouse. Essa movimentação irregular aliada a poucos objetos fixos na tela pode causar enjoos por cinetose, o que não é muito legal.


Visualmente o jogo tem uma identidade bem definida com alguns corredores que parecem um hotel de luxo e áreas de bastidores com um certo tom sombrio, como se você não devesse estar lá, assim como em Portal. Há também momentos em que o jogo decide ficar bem louco e exibir visuais únicos que fazem você se perguntar "mas que diabos?".

A música é tranquila para servir de fundo dos quebra-cabeças e a maior parte do som vem através de narrações. Espalhados pelo jogo estão rádios nos quais o Dr. Glenn Pierce tentará se comunicar com o jogador para guiá-lo ou oferecer interessantes pontos de vista. Também há uma inteligência artificial que parece não entender a situação do jogador e até o atrapalha, porém seria injusto compará-la com Glados. Ambas as dublagens são boas e dão o ritmo da história perfeitamente.

Superliminal não é particularmente longo. Ele dura entre 2 e 3 horas de acordo com sua capacidade de resolver os quebra-cabeças, porém ele também não tenta se estender desnecessariamente. Por respeitar o seu tempo a história dele também não soa pretensiosa. Em nenhum momento os puzzles ficam repetitivos, há sempre novas ideias que levam alguns instantes para "clicar" e serem resolvidas, e quando não há mais ideias o game acaba sem tentar enrolar.


Após terminar o jogo é possível procurar alguns extras como troféus e colecionáveis, porém não há realmente tanto incentivo assim para jogar de novo e isso é algo que eu acabei sentindo falta. O conceito do jogo é interessante mas não super duradouro e Superliminal trabalha bem com o que tem mas imediatamente te deixa com fome de jogar alguma outra coisa.

Nota 7,5/10

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Review de Summer in Mara


Summer in Mara é um game independente criado através de uma campanha coletiva no site Kickstarter e que foi lançado recentemente para Nintendo Switch e PC, com versões para PlayStation 4 e Xbox One a caminho em uma data ainda não definida. O jogo traz uma aventura tranquila e divertida sobre ajudar pessoas, conquistá-las pelo seu estômago e cuidar do meio-ambiente, porém também se perde em alguns momentos com missões repetitivas e vazias.


A história começa com Koa, uma menina que é criada por sua avó Haku em uma ilha misteriosa e que nunca viu o resto de seu mundo, chamado aqui de Mara. Após o tutorial dá pra notar que se passou algum tempo, já que o barco que sua avó usava está largado quebrado e não se vê mais a velhinha em lugar algum. Inicialmente não fica claro o que aconteceu e ninguém menciona o fato, mas com certeza a avó de Koa faleceu em algum momento e ela está vivendo em sua ilha sozinha há um tempo.

Tudo muda quando ela encontra Napopo, uma criaturinha anfíbia que foi parar em sua ilha, não fala seu idioma e precisa de ajuda. Este é o estopim para Koa consertar o barco de sua avó e conectar-se pela primeira vez com a civilização, levando consigo sua ingenuidade e vontade de ajudar os outros. Durante sua jornada ela encontra antigos amigos de sua avó e faz também novos amigos.

Lá pela metade do jogo surgem os antagonistas Elits, alienígenas que querem destruir o planeta em nome do progresso e adicionam um pouco mais de ritmo e motivação à história. Ainda assim, eles demoram tanto para serem apresentados no jogo que quando surgem parecem um pouco deslocados com o resto da temática.


Inicialmente a jogabilidade envolve cuidar da sua ilha, plantando sementes, molhando-as e colhendo-os quando chegar a hora. Você pode também extrair minérios, plantar mais árvores usando seus frutos e erguer novas construções como poços. Com o tempo mais opções ficam disponíveis como cuidar de animais e outras coisas a mais. Apesar de esta parecer a jogabilidade principal do jogo, ela é apenas uma parte, nem mesmo tão grande.

Os alimentos obtidos servem também para Koa poder comer, já que precisa regularmente recobrar sua energia para não desmaiar de cansaço. Felizmente não é nada exagerado como em Stranded Sails, há energia o suficiente para fazer várias coisas durante o dia, porém você precisa voltar para sua ilha ou barco à noite para dormir.

Assim que você consertar seu barco no início do jogo irá então zarpar para a ilha adjacente Qualis, onde há uma grande e simpática cidade repleta de personagens interessantes. Uma vez lá eis que surge a principal forma de jogabilidade de Summer in Mara: realizar tarefas para os outros. Não há como eu reiterar o suficiente o quanto do jogo é simplesmente andar de um lado para o outro fazendo favores para os outros, mas eu vou tentar.

Os personagens na cidade são relativamente interessantes, possuem suas próprias histórias, jeitos de ser e desejos. Aos poucos você se envolve na vida deles, porém suas missões são sempre muito vazias. Leve um item para aquela pessoa, plante algo para aquela outra, conserte este item pra mim, cobre de alguém algo que me deve. Koa se torna meramente uma garota de recados sob o pretexto de "gostar de ajudar".


Há um pouco de Crafting no jogo também, porém apenas em sua própria ilha Koa pode fabricar itens, plantar suas sementes ou cozinhar. Isso significa que sempre que um personagem precisa de algo fabricado, plantado ou cozido, você terá que voltar a sua ilha. Percebeu que faltou um ingrediente? Volte para Qualis, suba dois lances de escada até o mercado, compre o ingrediente, volte para sua ilha, cozinhe, volte para Qualis, entregue a comida e provavelmente uma nova missão igual surgirá.

O jogo tem uma enorme dose de repetição que só adiciona mais água ao feijão de Summer in Mara. No início chega a ser divertido conhecer esses personagens novos e como eles interagem com o carisma de Koa. No final as missões também ficam mais íntimas e relevantes para os personagens e nós já os conhecemos o bastante para talvez nos importar. É tudo o que acontece essas duas pontas que é completamente insosso.

Assim que você tem acesso a um mapa e percebe que sua ilha e Qualis são apenas dois quadradinhos em um mapa de 6x6 blocos, parece que haverá mais exploração, ao estilo The Legend of Zelda: Wind Waker, porém a única ilha grande e com uma cidade é Qualis. Todas as outras são apenas pequenas curiosidades, locais com um ou outro item incomum, uma nova fruta para levar para sua ilha, sem realmente adicionar muito à história, personagens ou jogabilidade.


Dá pra ver que muito trabalho foi investido para tornar Qualis interessante, mas apesar de visualmente terem tido sucesso, a cidade não tem vida e nem exerce bem sua função para a jogabilidade. Os NPCs que habitam a cidade são totalmente estáticos e têm falas inúteis, nem mesmo uma pequena dica do jogo escapa por eles.

Os locais da cidade por sua vez são muito isolados, com grandes pedaços onde tudo que você faz é ficar correndo sem parar de um lado para o outro visando chegar onde quer. Há ainda um sistema de dia e noite que não adiciona à jogabilidade de maneira alguma, mas faz certos locais só serem acessíveis em um certo horário. O que poderia ser algo interessante, na prática só significa que além das viagens pela cidade serem cansativas, algumas são perdidas.

O visual é o ponto alto de Summer in Mara com cores vibrantes que trazem alegria por conta própria até que seja o momento de passar mais tensão com tons mais escuros. O mesmo pode ser dito da música do jogo que é relaxante e tranquila na maior parte do tempo, até que precise ser um pouco mais séria. Não há vozes infelizmente, os personagens falam apenas com pequenos sons de fundo, mas os diálogos são adornados com belas artes 2D.


Summer in Mara é uma aventura de umas 30 horas que poderia facilmente ser condensada em 15 para ser mais concisa, divertida e interessante. todas essas horas a mais tornam o jogo desnecessariamente pesado e acabam por matar o pique do jogador até mesmo quando coisas mais interessantes começam a acontecer perto do final. Apesar do potencial e uma tonelada de charme que carrega o jogo por umas boas horas, Summer in Mara faz de tudo para ser uma esquecível canção de verão.

7/10