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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

PS Plus Extra Setembro 2026 ganha WWE 2K26, RuneScape, Ball x Pit e mais


O catálogo da PS Plus Extra e Deluxe de setembro para o PlayStation 5 e PS4 foi anunciado esta semana com alguns jogos bem interessantes, como Sniper Elite: Resistance, WWE 2K26 e principalmente Ball X Pit, um joguinho pra lá de viciante.

Há também vários outros jogos legais como Ninja Gaiden: Ragebound, Slitterhead, Date Everything e Dungeons of Hinterberg, este último um indie com bastante personalidade. Além disso, na PS Plus Deluxe, recebemos o único RPG da série da Capcom, Mega Man X Command Mission.

A PS Plus Extra está disponível por R$ 74,90 por mês ou R$ 592,90 por ano (34% de desconto) enquanto a PS Plus Deluxe sai por R$ 86,90 por mês ou R$ 691,90 por ano (33% de desconto).

Os jogos da PS Plus Extra e Deluxe ficam disponíveis a partir do dia 15 de setembro. Vamos nos aprofundar em cada um deles a seguir.

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PS Plus Extra

  • RuneScape: Dragonwilds | PS5
  • WWE 2K26 | PS5
  • Ball x Pit | PS5
  • Date Everything! | PS5
  • Slitterhead | PS5, PS4
  • Ninja Gaiden: Ragebound | PS5, PS4
  • Dungeons of Hinterberg | PS5, PS4
  • Sniper Elite: Resistance | PS5, PS4

PS Plus Deluxe

  • Mega Man X: Command Mission | PS5, PS4
  • Metro 2033 Redux | PS4


PS Plus Extra

RuneScape: Dragonwilds | PS5

Este mês temos alguns jogos que já haviam sido anunciados para o Xbox Game Pass anteriormente, como RuneScape: Dragonwilds do estúdio Jagex é um spin-off do clássico MMORPG Runescape que traz elementos de sobrevivência, ação e RPG. Jogadores podem se aventurar sozinhos ou se reunir em um grupo com até quatro pessoas para explorar o mundo esquecido de Gielinor repleto de dragões, obtendo recursos, erguendo construções e ganhando cada vez mais poder e habilidades para derrotar a Dragon Queen como objetivo final.



WWE 2K26 | PS5

O jogo anual de luta livre da Visual Concepts traz divertidas lutas com estrelas de antigamente e nomes modernos, incluindo um elenco com The Rock, Triple H, John Cena, Rhea Ripley, Rey Fénix, Rusev, Blake Monroe e muitos mais em um total de 400 lutadores. O modo 2K Showcase permite revisitar momentos da história da luta livre e reescrever os acontecimentos com históris alternativas e mais. Sempre um joguinho divertido para se ter.



Ball x Pit | PS5

Um jogo que não posso recomendar o bastante, Ball x Pit do estúdio Kenny Sun and Friends e publicado pela Devolver Digital, é um roguelite viciante que basicamente pega a ideia do Breakout e coloca você com diversos personagens contra inimigos.

Ao matar inimigos você recebe pontos de experiência e pode melhorar os projéteis adicionando efeitos poderosos e criando sinergias entre diferentes poderes e habilidades especiais de personagens. Depois recursos obtidos podem ser usados para criar uma pequena vila que também te dá bônus. Quando o jogo foi lançado o "grind", o custo para evoluir, estava meio pesado, mas ajustaram em atualizações seguintes.



Date Everything! | PS5

Outro que já estava no Xbox Game Pass, Date Everything é um romance visual, literalmente, em que você pode namorar com basicamente tudo que vir pela casa, utensílios domésticos, objetos em geral e até conceitos abstrados como sua própria solidão. Tudo graças a um óculos mágico que permite ver qualquer coisa como um potencial amante, amigo ou inimigo. O jogo traz 100 personagens namoráveis no total para conquistar neste conceito doido do estúdio independente Sassy Chap Games.


Slitterhead | PS5, PS4

O jogo de terror e ação do criador de Silent Hill, Keiichiro Toyama, foi uma ótima adição à PS Plus Extra, pois apesar de ser um jogo interessante, não é lá de alta qualidade, então é bacana poder jogar sem comprar. O jogo se passa na cidade de Kownloon nos anos 90 onde monstros chamados "Slitterheads" estão matando pessoas e se disfarçando como humanos. Jogadores assumem o papel de uma entidade sobrenatural investigando os casos, possuindo pessoas para se locomover pela cidade, até encontrar pessoas chamadas de "Raridades", que possuem poderes especiais para lutar contra os Slitterheads criando armas de sangue. Um conceito curioso do Bokeh Game Studio, mas com uma execução acidentada.


Ninja Gaiden: Ragebound | PS5, PS4

Um outro jogo interessante no catálogo, Ninja Gaiden: Ragebound, traz uma aventura 2D do estúdio The Game Kitchen, os mesmos de Blasphemous, publicado pela Dotemu. O game acompanha Kenji Mozu do clã Hayabusa, um discípulo de Ryu Hayabusa que deve proteger a vila de uma onda de demônios na ausência do protagonista tradicional da série. Kenji luta com espadas, semelhante a Ryu, e tem ajuda também da alma da ninja Kumori do clã Black Spider, que oferece habilidades especiais usadas com Ki. É o tipo de jogo que muita gente pode ter vontade de jogar, mas não de comprar.



Dungeons of Hinterberg | PS5, PS4

Um jogo indie super charmoso do estúdio Microbird Games, Dungeons of Hinterberg se passa em um mundo que era inicialmente parecido com o nosso, até que magia surgiu nos alpes austríacos na cidade de Hinterberg e algumas pessoas desistiram de suas vidas normais para virarem aventureiros. Essa é a história de Luisa, uma ex-estagiária de direito que vai viver aventuras nessa cidade lutando contra monstros e explorando masmorras. Há também um elemento social conforme você conversa com as pessoas que vivem na cidade e se torna parte das vidas delas. Ótimo jogo para ter na PS Plus Extra, pois muita gente pode nunca ter ouvido falar dele.



Sniper Elite: Resistance | PS5, PS4

Sniper Elite: Resistance é um spin-off da série Sniper Elite que coloca jogadores no papel do atirador Harry Hawker, dando umas férias para Karl Fairburne (não necessariamente porque o jogo se passa junto com os dele). Enquanto enfrenta forças do eixo na Segunda Guerra Mundial jogadores terão que se virar por fases Sandbox, bem abertas, onde precisam eliminar inimigos e completar objetivos.

Há muitas ferramentas disponíveis para se manter furtivo, como armadilhas e oportunidades para atirar sem que ouçam seu disparo. O jogo recompensa jogadores com belas câmeras de Raios-X atravessando os órgãos internos dos inimigos.

"Mas ele já não estava na PS Plus?"
Um caso semelhante aconteceu em outro mês na PS Plus, um jogo da PS Plus Essencial sendo adicionado à PS Plus Extra, o que faz muitas pessoas se perguntarem por qual motivo. Para quem resgatar Sniper Elite: Resistance na PS Plus Essencial esse mês, ele fica na sua conta para sempre, enquanto a partir de outubro, as pessoas apenas poderão jogá-lo enquanto ele estiver na extra.



PS Plus Deluxe

Mega Man X: Command Mission | PS5, PS4

Lançado originalmente em 2004 para PlayStation 2 e GameCube (eu joguei e tenho a versão GC), Mega Man X: Command Mission é o único RPG da saga do caçador de robôs da Capcom e vale pela curiosidade, apesar de ser um jogo meio mediano. O jogo conta a história de uma rebelião de um robô chamado Epsilon que domina Giga City, e após ser considerado um Maverick, um robô rebelde, caçadores como X, Zero e Axl terão que enfrentá-lo e ao longo do jogo é possível recrutar novos personagens para o time. As batalhas são em turno e um dos problemas é que os chefes são esponjosos, demoram muito para morrer.


Metro 2033 Redux | PS4

A série de FPS pós-apocalíptica da 4A Games originalmente lançada em 2010 terá seu remaster de 2014 adicionado ao catálogo da PS Plus Deluxe. O jogo se passa em uma versão da Rússia devastada há 20 anos por uma catástrofe nuclear, na qual a população de Moscou passou a viver na proteção dos túneis de Metrô da cidade. No papel de Artyom, que nasceu nos últimos dias da civilização, jogadores terão que encarar perigos como radiação e criaturas mutantes para salvar os sobreviventes do único mundo que ele conhece.


Perguntinhas da galera

Quando a PS Plus entra em promoção em 2026?
A PS Plus deverá ter promoções na semana da Black Friday na última sexta-feira de novembro (27) e também no final do ano durante o período de festas. Nestas ocasiões fica bem barato assinar o período anual do serviço.

Quais jogos serão adicionados ao PlayStation Plus em setembro?
Em Setembro 2026 a PS Plus Essencial terá: Sniper Elite: Resistance, Wobbly Life, Chained Echoes e MLB The Show 26; a PS Plus Extra terá: RuneScape: Dragonwilds, WWE 2K26, Ball x Pit, Date Everything!, Slitterhead, Ninja Gaiden: Ragebound, Dungeons of Hinterberg e Sniper Elite: Resistance; e a PS Plus Deluxe terá: Mega Man X: Command Mission e Metro 2033 Redux.

Quais serão os próximos jogos da PS Plus Extra?
Os jogos que entram no catálogo da PS Plus Extra Setembro 2026 são: RuneScape: Dragonwilds, WWE 2K26, Ball x Pit, Date Everything!, Slitterhead, Ninja Gaiden: Ragebound, Dungeons of Hinterberg e Sniper Elite: Resistance.

Quais são os lançamentos de PS5 em setembro de 2026?
Os principais lançamentos do PlayStation 5 em Setembro 2026 incluem: Marvel's Wolverine, The Blood of Dawnwalker, Onimusha: Way of the Sword, Silent Hill: Townfall, Control Resonant, entre outros.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

PS Plus de Setembro 2026 tem Sniper Elite Resistance e mais

A Sony anunciou recentemente os jogos da PS Plus Essencial de setembro para assinantes, incluindo o spin-off da saga de tiro Sniper Elite: Resistance, o jogo de beisebol MLB The Show 26, o RPG retrô Chained Echoes e o jogo multiplayer Wobbly Life.

Os jogos estarão disponíveis a partir de 1º de setembro até 5 de outubro e usuários têm até o dia 31 de agosto para resgatar os jogos da PS Plus de Agosto: Dying Light 2, Big Walk e Signalis.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

PS Plus Extra Agosto 2026 tem Helldivers 2, Kingdom Come 2 e mais

A Sony revelou pelo PlayStation Blog os jogos da PS Plus Extra e Deluxe do mês de Agosto de 2026, os quais têm algumas boas pérolas como Helldivers 2, Kingdom Come: Deliverance 2 e Vampire Survivors (que já é baratinho mesmo, melhor comprar que jogar na Plus).

Os jogos desse mês são bons, mas achei o catálogo leve, já teve uma quantidade maior de jogos. A PS Plus Extra é basicamente o conceito do Xbox Game Pass, uma assinatura que dá acesso a um catálogo de jogos, porém sem lançamentos. Já a PS Plus Deluxe dá acesso também a alguns jogos clássicos, mas não acho que o preço valha a pena.

A PS Plus está disponível para assinar por valores de R$ 49,90 na PS Plus Essencial, R$ 74,90 na PS Plus Extra e R$ 86,90 na PS Plus Deluxe. Porém sai bem mais barato assinar anual por R$ 359,90 na Essencial, R$ 592,90 na Extra e R$ 691,90 na Deluxe.

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quarta-feira, 29 de julho de 2026

PS Plus de Agosto 2026 tem Dying Light 2, Big Walk e Signalis

Nesta última terça-feira (29) a Sony anunciou os próximos games que virão para os assinantes da PS Plus Essencial no mês de agosto, a partir do dia 4. Usuários receberão Dying Light 2 Stay Human: Reloaded Edition, Big Walk e Signalis, além de um pacote avatares e poses para Marvel Tokon: Fighting Souls.

A PS Plus Essencial está disponível a partir de R$ 49,90 por mês, mas fica muito mais barato assinar um ano todo por R$ 359,90. Também vale a pena dar uma olhada na PS Plus Extra que tem catálogo de jogos por R$ 74,90 por mês ou R$ 592,90 por ano.

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PS Plus Essencial Agosto 2026
  • Dying Light 2 Stay Human: Reloaded Edition - PS5, PS4
  • Big Walk - PS5
  • Signalis - PS4 (PS5)
  • Pacote de conteúdo em Marvel Tokon

Dying Light 2 Stay Human: Reloaded Edition | PS5, PS4


O FPS de zumbis da Techland Dying Light 2 Stay Human é o grande destaque do mês, um jogo que não fez tanto sucesso no lançamento, mas retorna agora com algumas melhorias na versão Reloaded Edition, inclusive com suporte ao Português do Brasil. Assim como no jogo original há um sistema de dia e noite em que criaturas mais perigosas saem à noite e o jogador precisa se proteger em abrigos.

O jogo segue a história de um novo personagem com amnésia chamado Aiden Caldwell, que após ter sofrido nas mãos de um cientista louco está se transformando em algo diferente e não humano. Dying Light 2 se passa em um futuro apocalíptico ainda pior que o primeiro no qual o mundo basicamente foi devastado e sobrou apenas uma última cidade bastião, Villedor, ou apenas "A Cidade".

Eu gostei muito do primeiro Dying Light, mas o segundo não me pegou tanto com seu foco em verticalidade, pois o que eu mais gostava do primeiro era justamente a loucura das ruas infestadas de zumbis e usar movimentos de parkour para evitá-los. Tem isso no 2, porém menos. Uma coisa legal da Reloaded Edition é que finalmente adicionaram armas de fogo, que o jogo lançou sem.


Big Walk | PS5


Para fãs de multiplayer estilo "Friend Slop", Big Walk foi um novo jogo da produtora House House, conhecida pelo sucesso de Untitled Goose Game, mas que não teve tanto impacto quanto seu game anterior. Acho que pode ser mais interessante jogar jogos como "Peak" e "RV There Yet?" do que Big Walk. Ou quem sabe assistir A Longa Marcha: Caminhe ou Morra do Stephen King.

A ideia em Big Walk é explorar com um grupo de 2 a 12 amigos tentando encontrar formas de progredir no jogo, encontrando desafios pelo caminho que exigirão comunicação e cooperação. É quase obrigatório usar um microfone para jogar, mas em alguns casos a comunicação precisará ser indireta, o que também é divertido.


Signalis | PS4 (PS5)


Um game independente do estúdio Rose-Engine, Signalis é um game de terror futurista sobre uma androide Replika chamada Elster, que desperta em um mundo surreal cheio de tecnologia e monstros e precisa descobrir o paradeiro de sua parceira desaparecida.

O jogo tem um visual retrô em 2D e segue os moldes do gênero Survival Horror, como inventário limitado e quebra-cabeças. Eu particularmente não joguei Signalis, mas ouço muitas pessoas dizendo que ele lembra Silent Hill. A história também parece ter um grande apelo para o público LGBTQIA+ que abraçou o game por alguns de seus temas.

Apesar de o jogo só ter saído no PS4, é possível jogar ele no PS5 já que o console é retrocompatível.

Perguntas da galera

Quando a PS Plus entra em promoção em 2026?
A PS Plus entra em promoção sempre a cada duas semanas, mas especialmente tem grandes promoções no final do ano como durante a Black Friday e Natal.

Quando chega a PS Plus de agosto?
Os jogos do nível PS Plus Essencial chegam em 4 de agosto, mas os da PS Plus Extra e PS Plus Deluxe costumam ser adicionados no meio do mês, por volta do dia 15.

Qual é o preço do PlayStation Plus em 2026?
O preço mensal da PS Plus está salgado, R$ 49,90 por mês, porém dá pra conseguir um desconto ao assinar um ano por R$ 359,90. 12 meses a R$ 49,90 sairia praticamente o mesmo preço de um ano da PS Plus Extra.

Quando será a próxima promoção da PS Plus?
A PS Plus tem novas promoções sempre a cada duas semanas, então basta ficar ligado se essa semana já teve promoção para se alinhar ao calendário.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Review de Superliminal


Superliminal é um jogo de quebra-cabeça que brinca com a ideia de objetos mudarem de tamanho de acordo com sua perspectiva e desafia jogadores a resolverem vários puzzles com esse conceito. A história segue um protagonista que viaja pelos seus sonhos em uma espécie de tratamento para problemas psicológicos mas que acaba virando uma jornada por sua sobrevivência. O jogo está disponível para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

Todo o jogo se passa nesse mundo dos sonhos no qual o protagonista tem vários sonhos dentro de sonhos (você por aqui, Nolan?) que abordam certas questões específicas. O que começa como um tratamento, no entanto, acaba virando um problema quando os responsáveis perdem o controle e o jogador fica à deriva em seus sonhos, com a chance de ter seu cérebro derretido, algo que já me aconteceu uma ou duas vezes... essa semana.

Os quebra-cabeças em si tem uma grande vibe de Portal com aquela sensação de salas de teste, porém com uma mecânica mais fácil de envolver sua mente do que portais. Pegar objetos e fazê-los ficarem maiores ou menores permite que eles se tornem plataformas, interajam com o cenário ou mesmo tenham suas capacidades ampliadas, como uma luz que pode se tornar mais forte se o objeto for maior.


Falar muito mais do que isso seria entregar demais o jogo. Ele vive realmente na surpresa de conhecer uma nova situação, levar um tempo para compreendê-la e então passar até com certa facilidade depois que encontra a solução. Nenhum dos quebra-cabeças é difícil demais, mas não costumam ser tão fáceis a ponto de você os resolver sem pensar.

A jogabilidade é um pouco estranha, não dá pra não reparar nisso. Objetos podem ser rotacionados no eixo horizontal, mas não no vertical, o que às vezes dificulta para que você consiga transpor exatamente o que está tentando fazer para os controles. Essa parte não chega a ser um problema, é algo que dá pra se acostumar.

De longe o maior problema da jogabilidade é a movimentação da câmera. Ela simplesmente não parece natural, ao menos no PlayStation 4, talvez seja diferente no PC com um mouse. Essa movimentação irregular aliada a poucos objetos fixos na tela pode causar enjoos por cinetose, o que não é muito legal.


Visualmente o jogo tem uma identidade bem definida com alguns corredores que parecem um hotel de luxo e áreas de bastidores com um certo tom sombrio, como se você não devesse estar lá, assim como em Portal. Há também momentos em que o jogo decide ficar bem louco e exibir visuais únicos que fazem você se perguntar "mas que diabos?".

A música é tranquila para servir de fundo dos quebra-cabeças e a maior parte do som vem através de narrações. Espalhados pelo jogo estão rádios nos quais o Dr. Glenn Pierce tentará se comunicar com o jogador para guiá-lo ou oferecer interessantes pontos de vista. Também há uma inteligência artificial que parece não entender a situação do jogador e até o atrapalha, porém seria injusto compará-la com Glados. Ambas as dublagens são boas e dão o ritmo da história perfeitamente.

Superliminal não é particularmente longo. Ele dura entre 2 e 3 horas de acordo com sua capacidade de resolver os quebra-cabeças, porém ele também não tenta se estender desnecessariamente. Por respeitar o seu tempo a história dele também não soa pretensiosa. Em nenhum momento os puzzles ficam repetitivos, há sempre novas ideias que levam alguns instantes para "clicar" e serem resolvidas, e quando não há mais ideias o game acaba sem tentar enrolar.


Após terminar o jogo é possível procurar alguns extras como troféus e colecionáveis, porém não há realmente tanto incentivo assim para jogar de novo e isso é algo que eu acabei sentindo falta. O conceito do jogo é interessante mas não super duradouro e Superliminal trabalha bem com o que tem mas imediatamente te deixa com fome de jogar alguma outra coisa.

Nota 7,5/10

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Review de Summer in Mara


Summer in Mara é um game independente criado através de uma campanha coletiva no site Kickstarter e que foi lançado recentemente para Nintendo Switch e PC, com versões para PlayStation 4 e Xbox One a caminho em uma data ainda não definida. O jogo traz uma aventura tranquila e divertida sobre ajudar pessoas, conquistá-las pelo seu estômago e cuidar do meio-ambiente, porém também se perde em alguns momentos com missões repetitivas e vazias.


A história começa com Koa, uma menina que é criada por sua avó Haku em uma ilha misteriosa e que nunca viu o resto de seu mundo, chamado aqui de Mara. Após o tutorial dá pra notar que se passou algum tempo, já que o barco que sua avó usava está largado quebrado e não se vê mais a velhinha em lugar algum. Inicialmente não fica claro o que aconteceu e ninguém menciona o fato, mas com certeza a avó de Koa faleceu em algum momento e ela está vivendo em sua ilha sozinha há um tempo.

Tudo muda quando ela encontra Napopo, uma criaturinha anfíbia que foi parar em sua ilha, não fala seu idioma e precisa de ajuda. Este é o estopim para Koa consertar o barco de sua avó e conectar-se pela primeira vez com a civilização, levando consigo sua ingenuidade e vontade de ajudar os outros. Durante sua jornada ela encontra antigos amigos de sua avó e faz também novos amigos.

Lá pela metade do jogo surgem os antagonistas Elits, alienígenas que querem destruir o planeta em nome do progresso e adicionam um pouco mais de ritmo e motivação à história. Ainda assim, eles demoram tanto para serem apresentados no jogo que quando surgem parecem um pouco deslocados com o resto da temática.


Inicialmente a jogabilidade envolve cuidar da sua ilha, plantando sementes, molhando-as e colhendo-os quando chegar a hora. Você pode também extrair minérios, plantar mais árvores usando seus frutos e erguer novas construções como poços. Com o tempo mais opções ficam disponíveis como cuidar de animais e outras coisas a mais. Apesar de esta parecer a jogabilidade principal do jogo, ela é apenas uma parte, nem mesmo tão grande.

Os alimentos obtidos servem também para Koa poder comer, já que precisa regularmente recobrar sua energia para não desmaiar de cansaço. Felizmente não é nada exagerado como em Stranded Sails, há energia o suficiente para fazer várias coisas durante o dia, porém você precisa voltar para sua ilha ou barco à noite para dormir.

Assim que você consertar seu barco no início do jogo irá então zarpar para a ilha adjacente Qualis, onde há uma grande e simpática cidade repleta de personagens interessantes. Uma vez lá eis que surge a principal forma de jogabilidade de Summer in Mara: realizar tarefas para os outros. Não há como eu reiterar o suficiente o quanto do jogo é simplesmente andar de um lado para o outro fazendo favores para os outros, mas eu vou tentar.

Os personagens na cidade são relativamente interessantes, possuem suas próprias histórias, jeitos de ser e desejos. Aos poucos você se envolve na vida deles, porém suas missões são sempre muito vazias. Leve um item para aquela pessoa, plante algo para aquela outra, conserte este item pra mim, cobre de alguém algo que me deve. Koa se torna meramente uma garota de recados sob o pretexto de "gostar de ajudar".


Há um pouco de Crafting no jogo também, porém apenas em sua própria ilha Koa pode fabricar itens, plantar suas sementes ou cozinhar. Isso significa que sempre que um personagem precisa de algo fabricado, plantado ou cozido, você terá que voltar a sua ilha. Percebeu que faltou um ingrediente? Volte para Qualis, suba dois lances de escada até o mercado, compre o ingrediente, volte para sua ilha, cozinhe, volte para Qualis, entregue a comida e provavelmente uma nova missão igual surgirá.

O jogo tem uma enorme dose de repetição que só adiciona mais água ao feijão de Summer in Mara. No início chega a ser divertido conhecer esses personagens novos e como eles interagem com o carisma de Koa. No final as missões também ficam mais íntimas e relevantes para os personagens e nós já os conhecemos o bastante para talvez nos importar. É tudo o que acontece essas duas pontas que é completamente insosso.

Assim que você tem acesso a um mapa e percebe que sua ilha e Qualis são apenas dois quadradinhos em um mapa de 6x6 blocos, parece que haverá mais exploração, ao estilo The Legend of Zelda: Wind Waker, porém a única ilha grande e com uma cidade é Qualis. Todas as outras são apenas pequenas curiosidades, locais com um ou outro item incomum, uma nova fruta para levar para sua ilha, sem realmente adicionar muito à história, personagens ou jogabilidade.


Dá pra ver que muito trabalho foi investido para tornar Qualis interessante, mas apesar de visualmente terem tido sucesso, a cidade não tem vida e nem exerce bem sua função para a jogabilidade. Os NPCs que habitam a cidade são totalmente estáticos e têm falas inúteis, nem mesmo uma pequena dica do jogo escapa por eles.

Os locais da cidade por sua vez são muito isolados, com grandes pedaços onde tudo que você faz é ficar correndo sem parar de um lado para o outro visando chegar onde quer. Há ainda um sistema de dia e noite que não adiciona à jogabilidade de maneira alguma, mas faz certos locais só serem acessíveis em um certo horário. O que poderia ser algo interessante, na prática só significa que além das viagens pela cidade serem cansativas, algumas são perdidas.

O visual é o ponto alto de Summer in Mara com cores vibrantes que trazem alegria por conta própria até que seja o momento de passar mais tensão com tons mais escuros. O mesmo pode ser dito da música do jogo que é relaxante e tranquila na maior parte do tempo, até que precise ser um pouco mais séria. Não há vozes infelizmente, os personagens falam apenas com pequenos sons de fundo, mas os diálogos são adornados com belas artes 2D.


Summer in Mara é uma aventura de umas 30 horas que poderia facilmente ser condensada em 15 para ser mais concisa, divertida e interessante. todas essas horas a mais tornam o jogo desnecessariamente pesado e acabam por matar o pique do jogador até mesmo quando coisas mais interessantes começam a acontecer perto do final. Apesar do potencial e uma tonelada de charme que carrega o jogo por umas boas horas, Summer in Mara faz de tudo para ser uma esquecível canção de verão.

7/10