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domingo, 13 de setembro de 2026

4 Jogos que me fizeram o jogador que sou hoje


Um trend que vi nas redes sociais recentemente era a proposta de "4 Jogos que fizeram o jogador que você é hoje", como os 4 jogos que foram mais importantes para formar sua história como um gamer.

Eu resolvi pensar um pouco e selecionar os que me foram mais importantes ao longo da vida e que tiveram o maior impacto na minha "carreira" como jogador.

Eles não estão em ordem de importância, mas ordem cronológica conforme eu fui encontrando-os ao longo da vida.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Qual personagem de videogame você seria?


Esses dias vi esse trend na rede social Twitter (jamais será X) de perguntar a uma inteligência artificial a seguinte questão: "Com base em tudo que você sabe sobre mim, que personagem de videogame eu seria? Diga apenas o nome". E o que realmente me fez pensar em fazer um post com isso foi a resposta, que achei fora do comum.

É nóis que voa, bruxão

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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Tributo: Sonic and the Black Knight


Sonic and the Black Knight foi um jogo bem ruim do Nintendo Wii e isso dito por alguém que realmente gostou do jogo anterior: Sonic and the Secret Rings. Havia problemas demais na jogabilidade, ele era extremamente curto e tudo de legal que havia sido feito no Secret Rings acabou não traduzindo bem pro Black Knight. Mas sabe o que esse jogo tinha? Uma trilha sonora irada.

Claro, música nos jogos modernos de Sonic the Hedgehog divide os fãs. Há quem ama e há quem odeia esse estilo cafona de cantar como se fosse um desenho de sábado de manhã. Como eu estive lá na revolução do Sega CD e Dreamcast com Sonic Boom e Open Your Heart, eu associo essas músicas a momentos bastante épicos.

Acho que a trilha sonora de Sonic and the Black Knight, no entanto, dá um passo além nessa discussão. Ao misturar as batidas de sempre da banda Crush 40 com uma temática celta temos uma das melhores trilhas sonoras da série, talvez não com picos tão altos quanto em outros jogos, mas com uma média muito mais impressionante na quantidade de músicas legais.

Separei algumas das minhas músicas preferidas do jogo para relembrá-las e apresentá-las a quem não teve a chance de jogá-lo na época.


   

Além disso, Sonic também completa 29 anos nesse mês de junho e eu acabei entrando numa collab no Twitter criada pelo @aryelsereio onde eu fiz esse desenho do Sonic Gold Knight, meio que a versão do "Super Sonic" de Sonic and the Black Knight visto em um dos vídeos.


quarta-feira, 6 de maio de 2020

Pandemia & Previsões


Como todos já devem saber, a pandemia do novo coronavírus afetou bastante o mercado de jogos esse ano e seus efeitos podem ser bem duradouros. Para quem segue o blog e curte as previsões que fazemos de mercado sobre quais videogames vão vender mais ou quais jogos vão fazer sucesso (ou não) achei legal avisar que vamos ter que suspender previsões devido a imprevisibilidade da pandemia.

Ainda devo analisar os últimos números fiscais da Nintendo porque tenho coisas pra falar sobre eles desde os relatórios do terceiro trimestre, porém em março, quando a Organização Mundial da Saúde oficializou a pandemia, já temos anomalias muito fora do comum com o lançamento de Animal Crossing: New Horizons superando jogos como Mario, Zelda e Call of Duty.

Esta é uma hora para desconfiar de previsões, porque ninguém sabe como de fato uma pandemia afeta o mercado de games a longo prazo, nunca tivemos nada parecido antes. Uma das primeiras análises sérias veio da analista Karol Severin da empresa MIDiA, que descreveu o mercado de jogos como "um peixe em crescimento em um lago que está secando". Em outras palavras, que este súbito pico no mercado de jogos precede um momento bem menos oportuno.

Assim como em um primeiro instante jogos como Animal Crossing podem vender muito no início da pandemia e quarentena, o mercado de games pode mudar ou entrar em colapso quando o tempo de isolamento aumentar e o clima começar a ficar mais pesado.

Quando o isolamento começou (nos países sérios) e as pessoas começaram a ficar em casa, disparou o interesse por jogos clássicos e simples para jogar com amigos. Jogos de cartas, de tabuleiro, sinuca, UNO, stop/adedanha. Tudo isso porque a impressão era a de que todos apenas haviam ganhado alguns dias de descanso com os amigos online.

Porém, com o aumento do tempo de quarentena, a ficha começou a cair. O isolamento se tornou parte da rotina, muitas pessoas começaram a trabalhar em home office, mas agora têm que lidar também com sedentarismo (algo não tão problemático para muitos jogadores de videogame). Isso por sua vez aumentou a procura por jogos de exercício para quebrar a monotonia, dar movimento e queimar calorias, entre eles Ring Fit Adventure. Também aumentou a procurar por jogos adultos, mas vamos pular essa.

O Switch em seu quarto ano quando já deveria estar desacelerando, subitamente bateu recordes de vendas com números equiparáveis a seu lançamento. Enquanto o PlayStation 4 que já caía de maneira esperada em seu ano final antes do lançamento de seu sucessor, teve uma queda ainda maior do que deveria. Nesse cenário é impossível saber como PlayStation 5 e Xbox Series X irão se portar.

Apesar disso eu ainda devo arriscar um ou outro palpite por diversão, porém minha margem de erro seria alta demais para dizer com certeza a reação do mercado como costumo fazer. A própria definição de sucesso e fracasso podem mudar. Um ano cheio de ports pode ser péssimo normalmente para um videogame, mas em uma quarentena quando todos os principais lançamentos são atrasados? Aceitável.

Quanto mais tempo a quarentena durar, maior será também o impacto econômico dela. O dinheiro para entretenimento irá diminuir e uma recessão será inevitável. Videogames perderão a prioridade para coisas mais essenciais e quando o vírus parar finalmente de circular o que todos irão querer fazer é ir lá pra fora com pessoas, não comprar jogos e consoles.

São pessoas que geram riqueza, não empresas. A pandemia não está só matando números estatísticos, são pessoas que têm seus sonhos interrompidos e uma sociedade que fica sem suas contribuições futuras. Pessoas que deixam de comprar seus jogos preferidos para se divertirem, pessoas que não estão mais lá para criar nossos jogos favoritos.

A forma como a pandemia afetará o mercado de jogos será algo a se estudar retroativamente, depois que passar, tentando entender seus efeitos para entender situações semelhantes no futuro. Pode parecer até bobagem falar de videogames nesse momento que tantas coisas mais importantes estão acontecendo, mas eles fazem parte das artes que não só nos mantêm vivos como fazem valer a pena viver, nos ajudam a não quebrar sob tanta pressão.

Vale lembrar que ninguém está seguro no ambiente atual, até eu posso não estar mais aqui para fazer os posts que todos amam odiar. Fiquem em casa, exagerem nos cuidados e sobrevivam. E para o caso de não nos vermos mais, Bom Dia, Boa Tarde e Boa Noite.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Coisas para fazer na Quarentena #NaBaladaEdition


Diferente da maioria, inicialmente eu não fiquei cheio de tempo livre na quarentena, pelo contrário, com todo mundo em casa eu comecei a ter mais trabalho do que nunca. Porém, com o novo coronavírus (COVID-!9) se espalhando cada vez mais, o ritmo está começando a diminuir até pra mim e por ora parece que vou ter algum tempo livre.

Ficar em quarentena pra mim é bastante fácil porque sou muito caseiro, então acho que posso dar algumas boas ideias pra vocês. Como a maioria é baseada nos meus próprios interesses, então vai haver muitos crossovers entre cada sessão de conteúdo. Aqui vão algumas atividades para fazer nesse período de quarentena e no final uma grande lista de recomendações.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Entrevista na Rádio Gazeta


Esses dias dei uma entrevista curtinha ao vivo pra Rádio Gazeta falando sobre jogos antigos e alguns aspectos do mercado de jogos, a qual está disponível para ouvir online agora no site deles.

Quem tiver interesse em ouvir e só clicar aqui.


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Desenho de Shantae 5

    

Fiz um pequeno fanart de Shantae 5 (sobre o qual falei um pouco outro dia no blog) com uma grande inspiração do anime Tengen Toppa Gurren Lagann, o qual todos deveriam assistir na Netflix ou comprar o mangá se ainda não o tiverem feito, é provavelmente o meu preferido de todos os tempos.

Nos jogos, Shantae utiliza o cabelo como arma e os personagens de Gurren Lagann usam furadeiras, então transformei o cabelo dela em uma espécie de furadeira, enquanto mantive o número "5" meio escondido ali como na arte de anúncio do jogo.

Fiquei bastante satisfeito com o resultado, especialmente com as cores, mas alguns efeitos do cabelo eu ainda não aprendi a fazer digitalmente como com o lápis.

Post relacionados:
- Shantae 5 anunciado para PS4, Xbox One, Switch e PC

terça-feira, 9 de abril de 2019

Reviews de filmes


Olá pessoal, adicionei duas reviews de filmes aqui no blog: Capitã Marvel e Shazam, que foram os dois últimos filmes que vi no cinema. Estava dividido sobre colocar reviews de filmes aqui já que é um blog de games, então achei melhor deixar vocês decidirem se querem que eu poste esse tipo de conteúdo ou não.

Não seria algo frequente, pois eu não costumo ir muito ao cinema, é preciso algo meio excepcional pra me tirar de casa e os únicos filmes futuros que eu tenho certeza que vou ver na tela grande são Vingadores: Ultimato e Star Wars IX, então não faria sentido tipo abrir um segundo blog só pra isso, mas às vezes eu sinto que tem muito que eu gostaria de falar sobre um filme e não tenho onde.

Também não tiraria meu foco de videogames porque são coceiras diferentes. Quando dá vontade de escrever sobre uma coisa não dá pra pegar aquela mesma energia e escrever sobre outra, o que significa que um tipo de conteúdo não subtrai do outro.

Diferente de videogames eu não sou um especialista em cinema, mas entendo o suficiente de cultura pop para dizer se um filme entretém ou não. Dificilmente faria review de algum filme mais profundo, só os blockbusters mesmo. Deem uma olhada no que foi postado e me digam o que acham.

segunda-feira, 18 de março de 2019

No Man's Sky Beyond, Online, Superstar Soccer Deluxe 98 Final Ver.


Já tem algum tempo que eu queria falar sobre No Man's Sky e os mais recentes anúncios parecem uma oportunidade perfeita. Após várias atualizações que mudaram severamente o jogo, ele receberá mais uma chamada No Man's Sky Beyond, a qual será dividida em três partes. A primeira delas é "No Man's Sky Online" que vai introduzir elementos de MMO ao jogo.

Eu sou um grande fã de No Man's Sky... ou ao menos eu era quando ele foi lançado em 2016, antes de ele virar outros jogos. Eu comprei o jogo na pré-venda e apesar de toda a polêmica gostei muito do que ele entregava (com exceção dos crashes). Porém cada atualização para satisfazer o público o transformava em algo diferente, engessado, Tudo que havia de ambicioso no original foi sendo destruído aos poucos. Vamos falar um pouco sobre como foram esses últimos anos.

O Céu de Homem Nenhum

Se você chegou agora e está meio perdido, No Man's Sky é um jogo de exploração espacial com um universo quase infinito gerado proceduralmente. Ele ficou em desenvolvimento por muito tempo, uns três anos, e durante esse período o criador do jogo, Sean Murray, fez muitas promessas sobre o que seria possível fazer no jogo e acabou não entregando.

A questão é que a única promessa que realmente não foi entregue no lançamento é que você poderia ver outros jogadores no universo. É estranho, porque Sean sempre falava que você poderia vê-los mas que seria incrivelmente raro, já que é um universo quase infinito. Então logo nas primeiras semanas jogadores se encontraram online e não se viram, o que gerou muitos comentários negativos.


Claro, era um elemento grande do jogo que estava fora, porém qualquer um que tivesse pensado que No Man's Sky era um jogo multiplayer pra jogar com amigos já estava esperando algo completamente errado do jogo desde o começo. Por fim, o que causou a grande repercussão negativa não era tanto o que o jogo não tinha, mas que aquilo que ele tinha não era tão legal assim para a maioria.

Basicamente, No Man's Sky é um livro de ficção científica de Isaac Asimov em movimento e foi vendido para um público que esperava encontrar Star Wars. Muita coisa no jogo era sobre mistério, sobre reflexão, contemplação, imaginação, não sobre mostrar explicitamente um monstro e deixar que você o matasse para obter loot.

Eu gostava de como No Man's Sky era simples e minimalista, que parecesse ao mesmo tempo um universo vazio mas também cheio de coisas a fazer. Acho que falei bem sobre isso na review que fiz do jogo. Cheguei a ganhar o troféu de Platina nele, marco quando você ganha todos os outros troféus. Porém agora a minha review é totalmente inútil, pois aquele não é mais o jogo.


Nenhum Homem no Céu

As reclamações acabaram com o jogo em seu lançamento, Sean Murray entrou para o hall dos desenvolvedores mentirosos ao lado de Peter Molyneux e ninguém mais queria saber da Hello Games, que estava totalmente calada em suas redes sociais. No final daquele mesmo ano então começaram as atualizações, a começar pelo "Foundation Update" que adicionou a possibilidade de criar bases. Alguns meses depois tivemos o "Path Finder Update" que adicionou veículos.

Além das adições toda a forma de jogar também foi reformulada. Elementos mudaram, a forma de obtê-los mudou, criaram problemas que não existiam antes para que soluções fossem consideradas conteúdo. Ainda parecia o mesmo jogo, um pouco diferente, difícil de se acostumar. A sensação de solidão e contemplação deram lugar a uma casa bonita na praia e um carrão... nada sutil.


Ok, foram boas adições para quem não gostava do jogo como estava antes, mas estragou um pouco para quem gostava. Pior ainda, as pessoas que a Hello Games estava querendo agradar, não queriam gostar de No Man's Sky, sequer estava olhando para o jogo desde toda a polêmica do lançamento. Por que olhariam? Havia outros jogos para se interessar.

Mais alguns meses e então tivemos a atualização "The Atlas Rises" no mês de aniversário do jogo em agosto de 2017. Agora além de coisas para fazer, No Man's Sky tinha também uma campanha de 30 horas com eventos lineares e quests geradas aleatoriamente que transformavam o jogador em um garoto de tarefas glorificado. Aqui foi onde realmente deu pra sentir a perda da alma do jogo.

Tínhamos algo especial com No Man's Sky, algo que estava sendo destruído por completo até que só sobrasse a mesma estrutura cansada de outros jogos, porém aceita. "Vá naquele planeta pegar 3 itens", "Vá naquele outro matar 10 criaturas", "Me traga 100 desse elemento". Não coincidentemente foi aqui que as pessoas começaram a olhar para o jogo e dizer que agora havia coisas para fazer nele, mesmo que no fundo não quisessem fazê-las.


Novamente No Man's Sky mudou, virou algo que não era para agradar quem não lhe dava valor. Todos que reclamavam da falta de uma história linear ou de quests não podiam mais reclamar disso, então qual seria a desculpa deles para não comprar o jogo, simplesmente porque nunca pretenderam comprar? "Onde está o multiplayer?".

Próximo Céu, Nenhum Homem

Até a atualização "The Atlas Rises" eu ainda estava acompanhando No Man's Sky, completando cada novo conteúdo apesar de ele já ter mudado tantas vezes. Então veio outra grande mudança chamada "No Man's Sky Next", a qual coincidiu com o lançamento do jogo também para o Xbox One. Adivinha qual a grande novidade? Multiplayer.

Agora finalmente você podia ver outras pessoas, mas apenas outras três como se fosse Minecraft. Na verdade parecia mesmo Minecraft porque o jogo também recebeu novidades no sistema de construção voltadas justamente para criar construções maiores do que apenas bases. Algumas pessoas até disseram: "Ok, agora vale a pena comprar".


No entanto agora quem não quer jogar sou eu. Não foi apenas adicionado multiplayer ao jogo, toda a estrutura foi remodelada e mais uma vez ficou desnecessariamente complicado. Consegue imaginar como seria se Minecraft um dia atualizasse e você não pegasse mais madeira de árvores? Nem pedras de montanhas? Não criasse gravetos para fazer ferramentas? Esse é o nível da reestruturação de No Man's Sky Next.

Tudo que eu já havia conquistado no jogo até então foi jogado no lixo, marcado como "tecnologia obsoleta" na atualização. Fiquei preso em um planeta porque a Hello Games não pensou que pessoas que já tinham um save não teriam plantas para criar coisas essenciais, como combustível para a nave. Minha base inicialmente foi "apagada" mas semanas depois de muito silêncio foi explicado como resgatá-la.

No Man's Sky conseguiu perder todo o seu charme, todo o seu mistério, pra virar quase um party game. Um jogo que parece querer ser Minecraft no espaço e nem mesmo isso consegue ser porque toda a estrutura por baixo dele não é para um jogo desse tipo. E agora ele me diz que vai fazer isso de novo.


Sem Homem no Céu Além

A expansão No Man's Sky Beyond começará por No Man's Sky Online, atualização que transformará o jogo quase em um MMO, provavelmente será possível ver todas as pessoas no universo e não apenas três. Pode ser uma ótima adição ao jogo e gerar finalmente o estilo de experiência que todos estavam esperando, praticamente uma comunidade online de espaçonaves como no MMO gratuito "EVE Online".

Porém eu duvido muito porque a estrutura básica do No Man's Sky original continua por baixo disso tudo e essa estrutura é marcada por um ponto: uma jogabilidade ruim. Um jogo de ficção científica sobre mistério, reflexão, contemplação, imaginação, não depende tanto de sua jogabilidade, pois a maior parte do trabalho está sendo feito na cabeça do jogador. Agora um jogo de ação, aventura, MMO, significa colocar muito estresse em uma peça que não foi projetada para suportar isso.


Nem mesmo acredito que esse seja o maior problema da coisa. No Man's Sky se tornou insosso porque virou várias coisas e não conseguiu ser apenas uma. No início ele fazia apenas uma coisa muito bem e decepcionava muita gente que não queria essa coisa. Agora ele faz dezenas de coisas de maneira medíocre ou ruim e todos aplaudem essa servitude porém sem se empolgar com o jogo já que ele não tem mais nada de excepcional.

Um produto precisa ter uma mensagem, uma filosofia, querer dizer algo ao jogador. Se a mensagem pode facilmente ser mudada porque o jogo não deu certo quer dizer que ela não era tão importante assim para que merecesse nossa atenção.

No Man's Sky já foi três jogos diferentes e agora promete ser um quarto. Para cada pessoa que gostou dos três jogos anteriores ele pode ter se transformado em algo que logo em seguida não os agrada. Digamos que alguém goste da quarta versão, o que o protegerá da quinta?

Posts relacionados:
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- Céu de homem nenhum
- O céu está lindo hoje e ele não é de ninguém

segunda-feira, 11 de março de 2019

30 Dias de Games - 4ª Semana (Final)


Encerrando com a quarta semana do "Desafio 30 Dias de Games" das redes sociais, criado pelo ilustrador "Vinicius Goro" (@viniciusgoro). Vamos ver os últimos jogos que tenho pra comentar. Vamos lá /o/



Dia 25 - Gênero favorito
Action Adventure / Ação Aventura

O gênero de The Legend of Zelda, não por coincidência. O Action Adventure tem as vantagens do gênero de ação, como a ação frenética em si, porém ele te dá um algo mais, como a preparação, uma jornada, um crescimento. Muitas vezes um bom action adventure adentra no território dos RPGs porque o crescimento se torna cada vez mais óbvio e numérico. Um excelente exemplo recente além de Breath of the Wild é Horizon: Zero Dawn.


Dia 26 - Personagem favorito
Link de The Legend of Zelda

Na verdade eu até gosto mais de Mario que do Link, porém Mario tem se transformado em algo bem menos empolgante a cada aventura, enquanto Link ainda está bem representado. Eu sinto falta do Mario com atitude dos jogos clássicos e o guerreiro alegre de Super Mario Bros. 3. Nesse vácuo, Link se torna cada vez mais carismático e imponente a cada jogo, além de ser a melhor personificação de "Coragem" do mundo dos jogos.

Um dos poucos bons momentos de Wind Waker

Dia 27 - Primeiro jogo que jogou
Pitfall

Não dá pra evitar muito. Todo mundo que teve um Atari 2600 provavelmente foi introduzido ao mundo dos jogos por Pitfall. Era a maior aventura dos consoles na época e mesmo jogando constantemente nunca perdia a graça. A Activision era uma empresa formidável e até hoje sofro muita influência dos seus incríveis jogos do Atari.


Dia 28 - Melhor cutscene
Roleta russa em Killer 7

Já mencionei que Suda 51 escreve muito bem? Poisé, essa cena é uma das mais icônicas do jogo, um momento em que Garcian Smith joga roleta russa e faz você ficar embasbacado com o quanto o personagem é frio e disposto a apostar tudo. também adoro a cena do Union Hotel quando Garcian se lembra de enfrentar os Killer 7, mas digamos que ninguém a entenderia muito bem e nem por qual motivo a resposta para "onde estava Kevin Smith?" é tão genial.


Dia 29 - Universo de jogo que gostaria de viver
Pokémon

Não tem outra resposta pra essa pergunta. Não sou uma pessoa particularmente escapista, não gosto da ideia de viver em mundo de jogos, minha vida já é atribulada o bastante só com o que tenho, acho que não é o caso de muitos jogadores de videogame, mas é o meu. Porém como negar a construção de mundo de Pokémon? Toda uma sociedade criada ao redor de criaturas que alteram completamente a forma que eles veem o mundo. Acho que é um mundo com o qual podemos aprender muito. Talvez se um lobo-guará disparasse lasers teríamos mais cuidado com o ambiente onde eles vivem.


Dia 30 - Indique um jogo
Earth Defense Force

A série inteira, qualquer um que você possa colocar suas mãos. Earth Defense Force 5, 2017, 4.1, Portable 3, 2, os originais do PlayStation 2, o que tiver por perto (bom, não a versão Tactics japonesa). Há algo de muito especial na série EDF desde que foi concebida como um jogo de tiro "simples" da série Simple 2000 e eu temo que isso possa se perder com o tempo conforme a produtora Sandlot fica cada vez mais ciente disso. Ah, se você jogou o Insect Armageddon deu azar, é o único que não é da Sandlot.


Inclusive aproveito para falar de mais um jogo da mesma produtora, a Sandlot, que é brilhante e quase ninguém conhece: Zangeki no Reginleiv do Nintendo Wii. É como um EDF porém com mitologia nórdica e controles de movimento incrivelmente prazerosos. Inclusive acho que a Nintendo surrupiou a tecnologia deles, mas... isso é história para um outro dia.


Grato por acompanharem meus trinta dias de jogos e me darem a chance de falar sobre alguns títulos que adoro mas que normalmente não cabem em outros artigos que costumo fazer. Nos vemos por aí o>

terça-feira, 5 de março de 2019

O método Tezuka de fazer jogos


Recentemente eu comprei um mangá de Osamu Tezuka, criador de Astro Boy e praticamente o pai da animação japonesa, chamado "Faculdade de Mangá". É uma série de histórias/aulas com uma ênfase muito maior em "história" que servia como um tipo de guia para artistas que queriam ser mangakás no Japão após a crise causada pela Segunda Guerra Mundial.

Quando eu costumo falar de Osamu Tezuka é mais sobre a disrupção que seu modelo de negócios trouxe para o Japão e para os Estados Unidos nos anos 80, mas nesse mangá descobri um assunto totalmente diferente no qual tínhamos algo em comum. Havia semelhanças no estilo de Tezuka de ensinar a desenhar com o estilo que eu aprendi ser o melhor para criar jogos.

Como mencionado antes, o mangá tem uma ênfase maior na história. São basicamente três histórias principais com alguns toques de aula no início e no fim. O mangá em si é bem menos didático do que eu esperava que fosse ser e algumas partes específicas só funcionavam mesmo para os desenhistas japoneses da época, instruções passo a passo como marca de tinta barata. Ainda assim algo muito curioso de se ver.

Então vem a parte que eu considero mais essencial do mangá, quando Tezuka fala sobre a progressão da dificuldade dos projetos. Ao ter uma boa noção de desenho o artista deveria começar com tirinhas de quatro quadros como as de jornal, depois criar uma versão própria de uma história já existente como um conto de fadas e só por último começar a fazer seu próprio mangá.

Essa progressão parece um pouco óbvia, mas eu que estou aprendendo a desenhar nunca antes havia pensado em começar por tirinhas. Nunca pensei em recontar uma história já conhecida. Como muitos que aspiram criar sua própria obra eu já estava pensando no resultado final: "como posso desenhar minha própria história em quadrinhos?".

O curioso é que eu já conheço esse método de progressão porém para criação de jogos. Eu o usava para tentar ensinar desenvolvedores mais jovens que constantemente não terminavam seus projetos. Primeiro, crie minigames. Depois desenvolva um clone de um jogo já conhecido que você goste. Por último invista em realizar seu próprio projeto.

A maioria dos desenvolvedores começa diretamente tentando realizar seu próprio projeto e as dificuldades que encontram são tremendas, o suficiente para desistirem ou adiarem indefinidamente. Como aprender a criar jogos exige várias etapas é especialmente importante conseguir completar projetos e se você nunca completa nenhum, é porque está mirando alto demais logo de cara.


Desenhar as tiras é também uma forma de prática, assim como desenhar uma história que você já conhece. Prática te permite produzir as partes mais simples de um projeto com maior velocidade. O mesmo vale para minigames e clones de jogos. Um desenvolvedor iniciante que pule direto para um projeto grande perde velocidade tanto nas partes complexas quanto simples, desmotivando-se mais facilmente.

O procedimento para criar um jogo original e para criar um clone de um jogo são muito diferentes. Trabalhar com limitações é um processo de auto-descobrimento para um desenvolvedor no qual ele verá onde estão suas falhas e o que ele não sabe. Se você cria um design, programa uma jogabilidade e o resultado sai ruim, você não sabe se o erro está no design ou na jogabilidade. Se você copia um jogo de sucesso e a jogabilidade sai ruim, você tem certeza sobre onde errou e no que precisa melhorar.


Por exemplo, em um jogo original seu personagem pode pular a altura que você quiser, mas em um clone de Mario é importante manter uma certa altura. No seu próprio jogo os obstáculos podem ser como você quiser e se você errar a altura, basta fazer o personagem pular mais alto, porém isso pode afetar o resultado final sem que você se dê conta. Em um clone de Mario quem definiu as condições que você precisa seguir não foi você, então não dá pra apenas aumentar a altura.

O distanciamento emocional de criar um projeto baseado em algo já existente e não em uma ideia original sua também é importante. Quando temos uma ideia nos tornamos defensivos e menos propensos a alterá-la de acordo com o que o produto final pede. Uma pessoa que tenha vontade de fazer um RPG épico prefere dar início ao projeto e nunca terminá-lo do que começar por algo mais simples.


A ansiedade de desenvolver um jogo próprio também é grande. Às vezes um desenvolvedor fica tão ansioso por colocar aquela ideia pra fora que se apressa e passa por cima do aprendizado. Imagine se ao desenhar um mangá um artista ficasse tão ansioso por uma cena de batalha que deixasse de desenhar os cenários em vários quadros anteriores.

Realizar um projeto próprio é bem difícil e exige um investimento alto de tempo e disciplina para aprender todo o necessário antes de começá-lo para que todo o ânimo inicial não se queime e ele não seja abandonado no meio. Então oferece um certo alívio ver alguém tão importante quanto Osamu Tezuka mostrar o caminho para quem está apenas começando.

segunda-feira, 4 de março de 2019

30 Dias de Games - 3ª Semana


Continuando com a terceira semana do "Desafio 30 Dias de Games" das redes sociais, criado pelo ilustrador "Vinicius Goro" (@viniciusgoro). Vejamos que revelações nada surpreendentes nos esperam pela frente. Vamos lá /o/


Dia 17 - Aposta de Hit 2019
Resident Evil 2 (Remake)

Minha aposta era o remake de Resident Evil 2, sem grandes surpresas. É um GOTY lançado em janeiro. Esse é o Pokémon Heart Gold da Capcom, o jogo que todos os fãs da série queriam ver e ela não decepcionou. Eles foram ousados de reimaginarem o jogo em terceira pessoa e sem a câmera fixa, algo que a própria Nintendo não arrisca nos seus jogos como Pokémon e no recentemente anunciado remake de The Legend of Zelda: Link's Awakening.


Acho que não espero mais nada que vá ser bem recebido em 2019 para falar a verdade. Talvez o novo Hollow Knight: Silksong que promete ser bem feito mesmo que não seja muito minha praia. Ah, Devil May Cry 5 parece estar muito bom, até mesmo para quem não é muito fã da série como eu. Como eu sinto falta de Ninja Gaiden...

Dia 18 - Aposta de Flop 2019
Anthem

Quando eu escrevi esse texto Anthem ainda não havia sido lançado, mas estava muito na cara o que ia acontecer. Deve ser o maior flop pelo simples fato que vai gerar muita indiferença, vai escorregar entre os dedos da relevância. Assim como o primeiro Destiny que de certa forma flopou mas permaneceu por perto e gerando dinheiro para a Activision, Anthem deve dar um dinheiro, mas sempre gerar uma sensação de desconforto.


Entre outros flops, provavelmente Rage 2 não encontrará um público assim como foi com o primeiro jogo. Se ainda for lançado, Minecraft Dungeons também promete não dar muito certo. E apesar de estar muito ansioso pelo jogo, Days Gone será massacrado pela mídia, especialmente porque será comparado ao nível de outros exclusivos como God of War e Horizon, mas me agradam alguns conceitos nele.

Dia 19 - Jogo que curtiu mas não terminou
Final Fantasy 15

Eu adorei o jogo e quando gosto tanto assim de um jogo eu demoro muito para jogar tudo porque o saboreio muito mais. "Terminar" o jogo não é necessariamente o meu objetivo e sim aproveitá-lo ao máximo. Às vezes posso acabar explorando onde não devia e encontrando monstros muito fortes e passando por altos perrengues e é assim que eu gosto de jogar, como uma aventura, não apenas seguindo um script linear.


Vale também mencionar Bloodstained: Curse of the Moon, a versão bônus em 8 Bits do jogo Bloodstained que eu apoiei pelo Kickstarter. Este jogo reproduz perfeitamente a sensação dos clássicos Castlevania 8 Bits e exatamente por isso eu não sinto necessidade de terminá-lo. A qualquer momento eu posso jogá-lo e me divertir independente de até onde eu chegar, como em um clássico Cartucho de NES.

Dia 20 - Jogo mais criativo
Flower, Sun and Rain

Este é mais um de Suda 51, porém de uma época em que ele tinha um pouco menos compromisso com jogabilidade. Killer 7 e No More Heroes trouxeram Suda para o grande público, mas Flower, Sun and Rain traz sua bizarrice e humor com uma jogabilidade bem menos acessível, a qual eu só tolero porque ele é tão bom escrevendo.


Nesse jogo você tem que impedir um atentado terrorista que explode um avião, no entanto assim que você chega ao hotel e passa uma tarde lá, o avião explode. Então o dia começa a se repetir estilo Feitiço do Tempo (Groundhoug Day) e você tem que trilhar caminhos estranhíssimos ajudando pessoas para chegar ao fundo disso. Não se trata de uma mecânica como em Majora's Mask, mas de uma ideia psicodélica mesmo.

Dia 21 - Passou muita raiva jogando
Rocket League

Por onde eu sequer começo... Eu não sou um atleta pro em Rocket League, não sou um mestre dos aerials, não estou no nível de um jogador platina (na verdade virei ontem mas ainda não estou no nível). No entanto eu sei o básico do jogo, sei jogar razoavelmente bem. Todos os outros jogadores no entanto parecem desconhecer as regras mais básicas do jogo, tipo não seguirem todos a bola ao mesmo tempo, não deixarem suas posições abertas, não largarem a bola para ir atrás de boost.


É um péssimo sistema de matchmaking repleto de jogadores despreparados e dependendo do dia e horário que você joga, essa quantidade ainda aumenta! É praticamente impossível subir no ranking de uma maneira descompromissada, é preciso tirar toda a diversão do jogo, como ficar permanentemente na defesa para tentar consertar os erros dos seus companheiros de time. Acredito que muitos dos problemas poderiam ser resolvidos com um mero tutorial obrigatório sobre os conceitos básicos do jogo quando o usuário subisse de ranking.

Dia 22 - Melhor jogabilidade
The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Não estou falando tanto sobre o feeling da jogabilidade, a qual eu poderia dar a jogos fantásticos como Bayonetta 2 ou Titanfall 2, quanto sobre o conceito da jogabilidade. Breath of the Wild te permite fazer um infinito de ações usando como base apenas alguns elementos de física e é o jogo que melhor consegue atualmente capturar a ideia na mente do jogador e colocá-la em prática na tela, é o jogo que apresenta as melhores reações para as suas próprias ações.


Dia 23 - Chefão mais difícil
Absolute Radiance

Até hoje não teve um chefão que eu não vencesse, o que inclui chefes de jogos como Viewtiful Joe, Ninja Gaiden e Cuphead, então o mais difícil só pode ser mesmo o mais recente, o último chefe de Hollow Knight em um modo que é tipo um Boss Rush. Eu cheguei a vencer o Pure Vessel algumas vezes, ainda acho ele um pouco difícil apesar de achá-lo mais "cheap" já que tira o dobro de dano que um chefe comum. Mas ao vencê-lo ainda tem a Absolute Radiance pra encarar e eu ainda nem cheguei nela mas provavelmente vai ser muito pior.


Uma coisa engraçada é que o único motivo que eu ainda não me dediquei a vencer esse chefe é que tem feito um calor de 53º no RJ, não dá nem vontade de ligar um videogame. Talvez eu devesse escolher o Sol do Super Mario Bros. 3 como chefão mais difícil.

Dia 24 - Final decepcionante
The Legend of Zelda: Skyward Sword

Eu não gostei de Skyward Sword, acho um dos piores Zeldas da série ao lado de Spirit Tracks, mas ao menos Spirit Tracks não estragou várias outras coisas da franquia pra mim. Eu considero o final de Skyward Sword um baita desrespeito de Aonuma com Miyamoto ao alterar vários elementos da história de Zelda para carcar sua teoria de Link e Zelda como casal, eternamente reencarnando.


Zelda nunca foi sobre romance, os personagens são a representação da coragem e sabedoria, fatores que independem de quem os representa, mas agora estão presos a dois personagens permanentemente. Só mostrou mais uma vez a falta de tato de Aonuma com a série.

Semana que vem voltamos com a úúúúltima semana o/

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

30 Dias de Games - 2º Semana


Continuando o "Desafio 30 Dias de Games" das redes sociais, criado pelo ilustrador "Vinicius Goro" (@viniciusgoro), vamos ver o que nos espera na segunda semana. Vamos lá /o/


Dia 9 - Pior protagonista
Kratos no novo God of War

Não me convence esse novo Kratos e não o reconheço como o personagem que um dia já foi. Kratos era meio superficial desde o primeiro God of War, mas isso funcionava porque era um jogo de ação frenético, ele cumpria seu papel. Agora querem me convencer que esse mesmo Kratos é profundo, está arrependido, cheio de conflitos e... não bate com a pessoa que ele era, que se precisasse de algo em uma prateleira alta usaria o corpo de alguém como banquinho. Não me convence nem um pouco.


Dia 10 - Personagem mais irritante
Fi

A companheira de Link em The Legend of Zelda: Skyward Sword. Esse trope da Nintendo de sempre ter um parceiro para falar pelos seus protagonistas mudos é extremamente irritante, mas Fi conseguia fazer um esforço extra pra ser ainda mais chata que todos os outros. Ela era meio robótica e falava através de probabilidades e porcentagens, o que não combinava nada com o resto do jogo que já era bem ruim.


Dia 11 - Companion ou sidekick favorito
Midna

Irônico falar do trope dos companions irritantes estilo Navi e Fi, para logo em seguida falar como minha companion favorita é a Midna, que de cara parece exatamente a mesma coisa. No entanto, ela era justamente uma subversão desse clichê, uma personagem atrevida, ousada, cujas intenções você poderia até mesmo desconfiar. É uma pena que ela tenha sido deixada de lado, seria ótimo ver um retorno dela como a Twilight Princess no futuro.


Dia 12 - Personagem crush
Mei

Mei is Bae. Mesmo não gostando muito de Overwatch eu adoro o design da Mei, não há muitas personagens gordinhas no mundo dos jogos e ela se destaca fácil. Ainda a acho um pouco magra demais e com frequência lançam skins que parecem alterar o corpo dela. Quem sabe no futuro surjam mais personagens thiccs.


Dia 13 - Jogo mais assustador
Corpse Party

Essa é uma série que poucas pessoas conhecem e menos ainda se envolvem. O primeiro Corpse Party é um jogo de RPG Maker muito linear e cheio de problemas que eu poderia criticar muito. Porém é também a coisa mais assustadora que eu já joguei na vida. A história é bem envolvente e os personagens extremamente perturbados, no melhor estilo terror japonês. Em outros jogos da série há mais jogabilidade, mas eles são menos assustadores.


Menção honrosa: Ouço falar muito bem de White Day: A Labyrinth Named School, um jogo de terror coreano se não me engano para PC e que ganhou uma versão para PlayStation 4. Soube que algumas pessoas na Coreia chegaram a devolver o jogo de tão assustador.

Dia 14 - Daria um bom filme
Killer 7

Normalmente eu estou sempre falando para tirar a história do foco dos jogos porque em sua maioria elas são de segunda classe e acabam só atrapalhando a jogabilidade. Killer 7 é aquela rara exceção que faria valer a pena ter um filme. Escrito e dirigido por Goichi Suda, o "Suda 51", esse jogo traz uma história louca sobre um assassino com sete personalidades diferentes que desmascara uma grande conspiração internacional enquanto elimina seus alvos. Foi o primeiro jogo que ao terminar eu tive que procurar na internet "o que diabos eu acabei de jogar?".


Dia 15 - Pior jogo que já jogou
Escape Dead Island

Muito provavelmente ao menos. Eu gosto de Dead Island em geral apesar de todos os seus defeitos, então eu fiquei animado de ver Escape, um jogo mais relaxado e com visual criativo. Aí me foi jogada esta coisa terrível na cara. O jogo é péssimo, com uma história terrível e cheio de bugs. O protagonista sofre de alucinações e flashbacks que fazem você nunca saber se está jogando algo real e toda hora volta ao mesmo lugar sem progredir como se estivesse tentando acordar de um episódio de paralisia do sono. É medonho de tão ruim.


Dia 16 - Ansioso pra jogar em breve
Earth Defense Force 5

A essa altura meu pelotão já está matando insetos gigantes sem mim, mas infelizmente não tá fácil pegar lançamentos com o dólar tão alto. Eu sei que não será muito diferente do EDF 4, que por sua vez não era muito diferente do EDF 2017, mas mesmo com passos pequenos eles sempre andam um pouco pra frente e continua como uma ótima série para jogar em multiplayer online.


Para quem não conhece, Earth Defense Force é uma série sobre andar por aí com metralhadoras e bazucas matando insetos gigantes. Inicialmente é só divertido pela bizarrice e tosqueira, mas quanto mais você joga, mais o jogo se aprofunda com um sistema meio no estilo de Diablo onde dificuldades maiores trazem armas melhores e assim por diante.

Semana que vem voltamos com mais dias e mais jogos o/

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Eu acidentalmente LEGO Battle Royale por toda a internet

Então... talvez eu tenha criado o gênero de LEGO Battle Royale por acidente...

Tudo começou quando o site IGN fez um post na sua conta de Twitter perguntando "Que jogos você gostaria que adicionassem um modo Battle Royale?" com sugestões como The Last of Us 2, Gears of War 5 ou Splatoon 2.

Para quem não sabe, Battle Royale é um novo gênero de tiro que explodiu ano passado com PlayerUnknown's Battlegrounds e desde então deu origem a vários outros como Fortnite, Black Ops 4, Free Fire, Knives Out, entre outros.



Então eu sugeri: LEGO Marvel Super Heroes

E parece que a internet gostou bastante da ideia, porque o tweet teve mais de mil curtidas D=


Foi divertido ver alguns comentários como "Arrumem uma equipe de produção" ou "LEGO, dê um emprego para esse homem", porém os que mais me interessavam eram os que diziam: "eu jogaria isso". Especialmente de pessoas que expressavam que não jogariam outros Battle Royale.

Eu gosto da ideia de LEGO multiplayer, experiências multiplayer simplificadas nesse meio de FPS complicados cheios de habilidades que se anulam, personagens que andam pelas paredes e monetização agressiva em itens cosméticos inseridos num sistema de progressão criado pra te viciar.

Alguns anos atrás tanto a Minecraft quanto LEGO parecem ter sido mal assessorados que o futuro de jogos para crianças seria o multiplayer de minigames, pois ambos foram na mesma direção. Não deu muito certo e hoje as pessoas mal lembram desses modos.

No entanto, eu e meu sobrinho sempre brincávamos com LEGO Marvel Super Heroes, testando os poderes de cada herói e formas de matar um ao outro em um jogo que era puramente cooperativo e que tentava evitar ao máximo que os jogadores se matassem.


Realmente espero ver uma evolução dos jogos de LEGO pois eles andam terrivelmente repetitivos. Não que Battle Royale seja realmente a direção que eu queira que eles vão, mas... se isso acontecer, já sabem de quem é a culpa =x