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quinta-feira, 16 de julho de 2020

O incerto destino de Pokémon Unite


Após a transmissão Pokémon Presents que apresentou New Pokémon Snap, Pokémon Smile e Pokémon Café, houve o anúncio que teríamos outra apresentação. Isso levantou expectativas erradas de que seria algo grande, como um remake de Diamond & Pearl para o Switch, quando na verdade era algo bem diferente. Pokémon Unite será um novo MOBA gratuito da Pokémon Company para Switch, Android e iPhone em parceria com a Tencent. Aqui entre nós, tenho certas dúvidas sobre o destino do jogo.

Resumão da New Game + Expo

Ainda no clima de Não-E3 2020, várias empresas se reuniram algumas semanas atrás (perdão pela demora, estava sem internet) para apresentar alguns de seus jogos. O evento não teve um apresentador oficial e focou-se mais no trailers dos games, o que costuma ser algo positivo no geral, mas houve muitos jogos pequenos, principalmente RPGs voltados para nichos de PC, tornando o evento um pouco cansativo. Alguns jogos até ocuparam espaço demais, como se ninguém controlasse o que seria exibido ou por quanto tempo.


Assim que o evento começou tivemos de cara um vídeo de Catherine: Full Body, planejado para o Nintendo Switch em 7 de julho. Essa é uma versão melhorada do game da geração passada sobre Vincent, um rapaz que tem medo de compromisso e se envolve com duas Catherines diferentes. No novo jogo há ainda uma terceira personagem de interesse romântico.

Em seguida tivemos No More Heroes 3 para o Nintendo Switch apresentado, porém já de cara com uma "pegadinha". O diretor Suda 51 ficou no meio da tela enquanto o gameplay rolava enquanto falava sobre os tempos difíceis de pandemia e como para alguns jogadores é uma oportunidade para jogar seu backlog. Mencionou inclusive que ainda nem mesmo terminou Super Mario Odyssey.

A Natsume mostrou Harvest Moon One World, um novo jogo da franquia que não parece tão interessante, com personagens simples e visuais um pouco genéricos. Será lançado no final do ano para PS4 e Switch. Na sequência tivemos um novo jogo de quebra-cabeça da Aksys Games chamado Tin & Kuna, o qual até parece ter um pouco de potencial e carisma. Sairá também no final de 2020 para PS4, Xbox One, Switch e PC.


Billion Road mostrou um jogo de tabuleiro fofo para PC e Switch que acredito que tenha ligação com a série Fortune Road. Basicamente você viaja pelo Japão com um estilo meio Monopoly, mas com vários locais japoneses e de alguma forma tem batalhas de monstros no meio. É um jogo meio difícil de entender, às vezes um pouco genérico de ver, mas simpático.

Fight Crab que é um jogo que gostei bastante quando foi anunciado apareceu no evento com um trailer épico, mas um pouco longo demais para seu conceito. Em seguida o personagem The Warden de For Honor foi anunciado como um personagem convidado para Samurai Shodown, porém acredito que o anúncio havia vazado antes do evento. Não é um anúncio tão interessante, acho que um assassino popular de Assassin's Creed como Ezio teria sido uma escolha melhor.

Um joguinho bem estilo anime isekai, "RE:Zero Starting Life in Another World - The Prophecy of the Throne" (sem zueira, esse é o nome completo) para o final do ano no PS4, Switch e PC. O próximo jogo apresentado foi Fallen Legion Revenant, um jogo de estratégia para o PS4 e Switch no início de 2021. Imagino que seja interessante para quem é fã da franquia, mas não é muito impressionante.

De repente, do nada, surgiu então um Neo Geo Pocket Color e o jogo de luta The King of Fighters R2. Pelo anúncio não deu pra entender bem o que vai rolar, mas foi anunciado como parte de uma coletânea "Neo Geo Pocket Color Selection" para o Switch. Não foi mencionado se os jogos serão vendidos separadamente ou se será uma coletânea completa, tampouco quais jogos viriam juntos. Vamos ter que esperar pra ver.


Mais um trailer bem estilo anime, Trails of Cold Steel IV, primeiro no PS4 em 27 de outubro, depois para PC e Switch em 2021. Novamente, deve ser um bom jogo para quem acompanha a série, mas não faz sentido para quem não a conhece e nem passa um nível de qualidade fora do comum. Logo na sequência tive a mesma sensação com Death end re;Quest 2 que sai já em 25 de agosto para o PS4 e PC. Ao menos esse me interessou levemente por ter o escritor de Corpse Party envolvido.

O próximo jogo chamado Idol Manager pareceu tipo um Fallout Shelter onde você administra a vida de várias idols vivendo no mesmo lugar. Será lançado para PC ainda em 2020 e com certeza deve ter um público para isso, mas... será que era relevante o bastante para estar nessa conferência?

A série Danganronpa apareceu para comemorar seu décimo aniversário desde o lançamento do primeiro jogo em 2010 com a presença de Kazutaka Kodaka da Tokyo Games, criador da franquia. Infelizmente o anúncio que ele traria não era nada muito espetacular, apenas que o primeiro jogo da série, Danganronpa: Trigger Happy Havoc, estará disponível em dispositivos Android e iPhone.

Surge então Café Enchanté, uma visual novel (otome que chama?) aparentemente voltada para o público feminino com homens que são também algum tipo de criatura sobrenatural, acredito. É bom que haja jogos desse tipo, mas uma boa temática ajuda a levar a história mais longe do que apenas a parte de namoros. A temática de um café não pareceu tão interessante quanto os mistérios de um Code: Realize - Guardian of Rebirth, por exemplo. O jogo sairá no final de 2020 para o Switch.

Um jogo que não teve praticamente nada mostrado foi "Escape from Asura" que ficou na tela por uns 10 segundos, seguido pela data para 2021 no PS4 e Switch. Mas as coisas ficariam bem interessantes muito em breve.


Koji Igarashi aparece para falar sobre Bloodstained, mais precisamente sobre a igualmente excelente versão 8 Bits Bloodstained: Curse of the Moon, anunciando então que o jogo teria uma sequência. Uma das coisas mais interessantes no jogo é que você terá vários personagens com habilidades diferentes, entre eles um Corgi pilotando uma armadura movida a vapor. Sairá para o PS4, Xbox One, Switch e PC "em breve". Esse tem tudo pra ser supimpão.

Foi mostrado então um pouco de gameplay de Guilty Gear Strive, novo jogo já anunciado da série, o qual traz aquele belo estilo visual de Dragon Ball FighterZ. O problema é que Guilty Gear é uma série muito difícil de entrar. Quem já está nela, está confortável, mas quem não está não tem incentivo algum para começar. O jogo sai no início de 2021 para o PlayStation 4.

A seguir foi mostrado um jogo baseado no anime Fairy Tail, que não tenho certeza se já foi revelado antes. É muito difícil de entender o que o jogo será, se apenas um daqueles jogos de luta em arena genéricos que vários animes tem feito ou realmente uma aventura / RPG profundos. Mesmo a informação oficial é desencontrada, o que nunca é bom sinal. Sairá em 31 de julho para PS4, Switch e PC.

A Samurai Shodow NeoGeo Collection apareceu logo depois. A coletânea já havia sido lançada na Epic Games Store e estava anunciada para PlayStation 4, Xbox One e Switch em 28 de julho. Acho que a novidade foi uma edição física limitada para PS4 e Switch pela Limited Run, uma empresa decidada a esses lançamentos. São 7 jogos com suporte a multiplayer online, entre eles Samurai Shodown V Perfect que era inédito, além de várias artes, entrevistas e documentos em um modo museu. Um pacotão de respeito.

Outra visual novel voltada para o público feminino foi Piofiore: Fated Memories da Idea Factory, essa sim é bem mais parecida com Code: Realize e dá pra ver um certo ar de mistério nela. Sairá no final de 2020 para o Nintendo Switch.


Quando Neptune apareceu eu achei que seria algo sobre o último capítulo da série, mas foi um spin-off chamado Neptunia Vitual Stars. Ao menos eu acho que é isso, ficou difícil de saber se é o mesmo jogo. A jogabilidade pareceu legal, um misto de ação com idols para o PS4 em 2021. Normalmente os spin-offs da série não são tão bons, mas as personagens têm muito potencial.

Mais um jogo incomum de se ver foi "Pretty Princess Party", um jogo de minigame sobre ser uma princesa e salvar um castelo. Parecia ser feito para meninas mas bem estereotipado. Sai no final de 2020 para o Switch. Mais um para Switch e também PC foi um novo capítulo de "Shinen the Wanderer: The Tower of Fortune and the Dice of Fate". É uma série que eu não tenho muito apreço devido a natureza "Mystery Dungeon" de labirintos gerados aleatoriamente e etc.

Para começar a encerrar o evento tivemos um reel de vários jogos, alguns já lançados inclusive: Shantae and the Seven Sirens, Trails of the Cold Steel 3, void tRrLM(); //Void Terrarium, Giraffe and Annika, Volta-X, 13 Sentinels: Aegis Rim, RPG Maker MV, Prinny 1-2: Exploded and Reloaded (remakes do PSP), Robotics: Notes Double Pack, Mad Rat Dead, Tasomachi e Bright Memory.

A última surpresa seria um título da Falcom. A primeira coisa que me veio à cabeça foi a série Ys e estava certo, Ys IX: Monstrum Nox para PS4, Switch e PC em 2021. A série Ys é o tipo de jogo que eu fico me perguntando quem ainda está jogando, pois não é muito interessante e segue com uma numeração digna de um Final Fantasy ou Dragon Quest.

Muitos jogos foram apresentados, muitos mesmo, mas quantos realmente tiveram algum impacto? Acho que o melhor anúncio da apresentação foi Bloodstained: Curse of the Moon 2 e isso é um jogo 8 Bits. A New Game+ Expo Foi no geral uma apresentação um pouco fraca apesar de trazer muita quantidade de anúncios.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Min Min se arma como nova lutadora de Super Smash Bros. Ultimate


Na semana passada tivemos a revelação de uma nova lutadora para Super Smash Bros. Ultimate, a personagem Min Min da série Arms, sétima integrante por DLC e a primeira da segunda temporada de DLCs do jogo. No calor do momento vi muita gente celebrando a inclusão de Min Min mas não me parece uma personagem que todos estejam ansiosos para ter. Do ponto de vista da jogabilidade ela parece interessante, mas ainda é uma personagem menor de um jogo que poucos jogaram.

sábado, 27 de junho de 2020

Analisando Crash Bandicoot 4 em 1 minuto e meio


Crash Bandicoot 4: It's About Time foi revelado recentemente em um trailer de 1 minuto e meio pela Activision e pela Toys for Bob, companhia que cuidou dos remakes dos três jogos originais e da série Spyro The Dragon. O novo jogo será lançado para PlayStation 4 e Xbox One em 2 de outubro e seguirá o estilo do Crash clássico com fases em corredores porém com uma nova temática de viagem no tempo. Vamos falar um pouco sobre por que o jogo deverá ser legalzinho, mas não excepcional como os originais.

A Toys For Bob é uma companhia competente, com alguns jogos que eu realmente gosto ou admiro, como Tony Hawk's Downhill Jam e Skylanders, porém eles não são uma Naughty Dog ou Traveller's Tales. Para não mencionar que após a aquisição pela Activision e ter sido forçada a trabalhar praticamente só em Skylanders e Remakes, as melhores mentes criativas da empresa já devem ter saído.


Como o subtítulo dá a entender a temática da vez será viagem no tempo, algo que muitas séries exploram atualmente. Viagem no tempo é um ótimo tema para criar conteúdo de maneira fácil e barata. Seu personagem está viajando no tempo e por isso ele terá contato com diversas localidades e eras riquíssimas de detalhes e mitologias, eras por si só que já são excitantes. Crash no Velho Oeste? Crash na era Mesozoica? Crash na Segunda Guerra Mundial? talvez não esse último.

Há no entanto um defeito em viagem no tempo, o mesmo defeito de quando um personagem simplesmente visita um mundo fantástico como um herói que irá salvá-lo. Você pega mitologias e conteúdos de terceiros, sem ampliar seu próprio mundo ou mitologia. Em outras palavras, enquanto Crash estiver visitando todas essas épocas interessantes, seu mundo continuará o mesmo. É um pônei de um truque só.

Um dos melhores exemplos de jogo que amplia a mitologia da série é Super Mario Bros. 3 que mostrou reinos vizinhos ao Reino dos Cogumelos. Era incrível ter um reino de deserto, um reino de gigantes e um reino nas nuvens, locais que Mario nunca mais visitou naquele mesmo formato. O mesmo acontecerá com Crash ao criar mundos que nunca mais poderá visitar.


A jogabilidade em si é como o clássico Crash, porém com alguns problemas novos. Só o fato de ser a jogabilidade clássica não seria um problema, pois há muitos anos não temos um Crash novo, porém é uma pena que não vejamos alguma evolução. Isso acontece principalmente porque a empresa que está fazendo o jogo não é a mesma que criou a série, eles não têm o DNA inicial que permitiria uma evolução natural. É possível entender as origens de uma franquia e evolui-la, porém é mais difícil.

A grande novidade aqui são power-ups, como antigravidade e desacelerar o tempo. O único problema é que esses power-ups são usados de maneira errada. Simplesmente há momentos no jogo em que você precisa deles para passar por algum desafio. Isso não é um "aumento de poder", se você não pode realizar o que precisa sem o power-up, ele é meramente uma ferramenta.

Novamente tomando Super Mario Bros. como exemplo, completar as fases de Mario com power-ups é mais fácil e a experiência de cruzar as fases com cada um deles é diferente. Como Mario pequeno você é cuidadoso e procura por um cogumelo. Como Super Mario você já tem uma garantia de poder e de ser atingido sem morrer, mas quer mais, uma flor de fogo, por exemplo. Quando está com a Flor de Fogo, foca-se em confrontar inimigos, algo que não faria se precisasse pular na cabeça deles.


Acredito que a Activision como publisher também vai interferir no nível de dificuldade do jogo, mostrando que algumas das maiores reclamações são sobre o jogo ser muito difícil e como provavelmente Spyro teve mais sucesso com o público infantil do que Crash. Posso estar errado e eles estarem convencidos que a dificuldade faz parte do que torna o jogo essencial, mas o normal é a publisher querer abaixar a barra para aumentar o público.

Crash Bandicoot 4: It's About Time até tira uma página do manual da Nintendo de coadjuvantes irritantes com uma nova máscara no lugar de Aku Aku, então seria bom se eles tivessem tirado um pouco mais de coisas legais para deixar a jogabilidade melhor. Simplesmente fazer Crash como na época do PlayStation One mas com tecnologia melhor só nos levará para algo semelhante a Crash Bandicoot: Wrath of Cortex, algo que não parecia uma evolução real e que com o tempo matou o fogo da franquia.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Review de Beyond Blue


Eu sou um grande fã de jogos de mergulho, acho que desde Blue: Legend of Water no PlayStation One, e definitivamente encontrei meu jogo perfeito em Endless Ocean no Nintendo Wii. Tenho ao mesmo tempo desconforto pela grandiosidade do mar (talassofobia) e fascínio pelos seus mistérios. Beyond Blue é um jogo de mergulho para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch, PC, Android e iOS dos mesmos criadores de Never Alone que acabou por não me entregar certas coisas que eu esperava mas me surpreendeu em outras do jeito certo.

O jogo é inspirado pelo documentário Blue Planet II da BBC Earth de 2017. Assim como muitos jogos de mergulho, não há desafio propriamente dito, você não vai ficar sem ar e nada vai tentar te matar enquanto estiver submerso. Há outras coisas para "gamificar" o mergulho, como coletar informações de peixes, mas o foco está em aproveitar a beleza do oceano. Nesse ponto Beyond Blue parece menos com um jogo e mais com uma experiência guiada.


A história segue os passos da doutora Mirai Soto, uma personagem que embarcou em uma viagem de pesquisa para produzir filmagens e streams do fundo do mar. Ao lado dela há dois coadjuvantes que a acompanham por rádio em seus mergulhos, André e Irina, que cuidam da parte técnica. O objetivo de Mirai é observar um baleal de baleias cachalotes que aumentou com a chegada de uma recém-nascida de uma tonelada.

Durante os mergulhos há um certo script a ser seguido. O jogador fica relativamente livre para explorar o que quiser, mas tem objetivos que precisa seguir para avançar. Seja um local a ser alcançado ou um número pequeno de criaturas que precisam ser escaneadas. De tempos em tempos é preciso ir até uma boia que detecta sons para encontrar golfinhos e baleias.

A jogabilidade é bem simples, você apenas nada na direção em que quer ir e pode nadar um pouco mais rápido. Uma escolha estranha é que o direcional analógico direito, que normalmente controlaria a câmera, controla também o movimento. Acredito que seja para não causar desorientação como é comum em jogos do tipo. É possível anular esse movimento, como olhar para baixo enquanto nada para cima ao utilizar os gatilhos.


Há algumas coisas realmente belas para se ver nesse jogo, como se você estivesse jogando um documentário. É uma oportunidade de ver animais realizando ações que raramente veríamos em um jogo, investigar corais e fontes termais que até podem ser a origem da vida no planeta. Em meio a isso um pequeno mistério de proporções mais humanas também se desenrola.

Entre cada mergulho há uma história paralela sobre Mirai e sua irmã Ren para quem ela liga de seu submarino. Ren está com dificuldades para lidar com sua vida na faculdade e cuidar da avó que está com demência. Em qualquer outro jogo poderia parecer que essa história é só atochada para dar mais substância e peso emocional, porém há um interessante paralelo com a forma matrilinear que as próprias baleias cachalotes vivem, na qual irmãs, mães e avós ficam juntas para sempre.

Visualmente o jogo é bonito, mas talvez não tão vivo quanto eu gostaria que fosse. Há pelo menos uma boa quantidade de animais marinhos e suas representações e animações realmente roubam a cena pela fidelidade. O modelo da doutora Mirai no submarino não é muito bom. É algo que dá pra ignorar, mas que também não dá pra não se assustar na primeira vez.


Há uma boa seleção de músicas para escutar no submarino e durante seus mergulhos, desde canções originais até algumas famosas como Miles Davis. A dublagem é ótima e traz alguns grandes nomes como Anna Kay Akana do YouTube como Mirai, Hakeem Kae-Kazim de Hotel Rwanda como André e Mira Furlan de Babylon 5 (Delenn!) e Lost como Irina.

Um dos poucos problemas que eu tive com o jogo é que ele é bem curto e não muito rejogável. Apesar de liberar mergulho livre após terminar a história, esta modalidade não funciona tão bem quanto em outros jogos de mergulho. Durante o jogo também é possível liberar alguns documentários bem legais sobre vida marinha, porém não são gameplay.

Beyond Blue é um daqueles raros jogos que consegue dar um soco emocional sem soar pretensioso pois domina bem o assunto que está falando e traça paralelos interessantes. Apesar de alguns defeitos ainda assim vale muito a pena se arriscar e se deixar envolver por essa experiência pelo tempo que ela durar.

Nota: 8,5/10

quarta-feira, 24 de junho de 2020

EA Play com Star Wars, Apex Legends e mais


Ainda devido aos meus problemas de internet na semana passada eu perdi o EA Play Live, basicamente a apresentação da Electronic Arts se tivéssemos tido E3 esse ano. O evento começou com o CEO da Electronic Arts, Andrew Wilson, falando sobre algumas situações do mundo, como parabenizando pessoas na linha de frente do combate ao covid-19 ou reconhecendo a importância do movimento Black Lives Matter.

O evento em si no entanto foi apresentado por Greg Miller, o qual muitos podem conhecer da época na IGN e atualmente parte da Kinda Funny Games. Anteriormente, Andrew Wilson disse que o evento teria 45 minutos... ouch. Também deram alguns jogos grátis para quem assistisse e juntasse letras durante a apresentação, o que soou um pouco desesperado.

O formato do show foi para que desenvolvedores aparecessem para falar sobre seus jogos, o que normalmente deixa as coisas mais lentas e conceituais do que simplesmente mostrar gameplay.


A primeira atração do evento foi Apex Legends que entra em sua quinta temporada com algumas novidades. No entanto, a relevância de Apex atualmente é praticamente nula desde que Call of Duty: Warzone tomou o mercado de assalto. Um movimento inteligente é que Apex já preparou uma versão para o Switch no final do ano, uma plataforma na qual Call of Duty não poderia persegui-los.

The Sims 4 apareceu comentando sobre como sempre defendeu diversidade e realmente foi uma das primeiras franquias que abraçou o tema de maneira natural. Afinal, é um simulador de vida e na vida há muitos tipos diferentes de pessoas. Uma coisa estranha é que eu tive a impressão que já vi o vídeo apresentado antes. Uma decepção foi quando anunciaram uma "nova plataforma" para o jogo e era apenas o Steam. Este é um jogo que deveria estar no Switch, combina com o console e seu público.

Depois do anúncio que The Sims 4 chegaria ao Steam foi mencionado que outros também seriam lançados, como Dead Space, Command & Conquer Remastered e o serviço de assinatura EA Access / Origin Access. Também foi mencionado que 7 jogos da EA seriam lançados para o Switch, porém com Burnout Paradise e Apex Legends entra a lista, não tenho muita fé sobre os outros. Ainda assim teria sido legal ter alguns novos nomes para ao menos ter certeza se valem a pena ou não.


Em seguida tivemos uma animação bem legal com os desenvolvedores do selo EA Originals, até focar-se em um deles especificamente: Joseph "Fuck the Oscars" Fares, criador de A Way Out. Eu não gostei de A Way Out, mas ele falou sobre seu novo jogo "It Takes Two" que sairá em 2021 e pareceu ok. Um jogo de quebra-cabeça e plataforma com bonecos que simbolizam os pais de uma criança. Não mostrou jogabilidade, o que nunca é bom, mas novamente, problemas de quarentena.

Um mais interessante foi Lost in Random, um jogo com um visual meio gótico, meio Tim Burton em O Estranho Mundo de Jack. Não entendi muito bem quem são as criaturas do mundo, talvez bonecos, mas eles parecem ser governados pelo "aleatório", um dado simples. A protagonista então encontra um dado capaz de ir de encontro ao que governa o mundo. O gameplay parece trazer um pouco de combate bacana, lembra um pouco Alice: Madness Returns. Vejo algum de potencial nele.

Rocket Arena foi basicamente mais um Overwatch, agora da EA, mas simplesmente não dá. Sai já em 14 de julho para PlayStation 4, Xbox One e PC com um passe de batalha saindo logo depois no dia 28, sem qualquer acanhamento. Estranhamente não vai sair no Switch, onde faria mais sentido, já que está menos saturado de jogos desse gênero.

Chegou a hora de finalmente vermos Star Wars Squadrons, um jogo de nave no universo de Star Wars que havia vazado anteriormente e será lançado já em 2 de outubro para PlayStation 4, Xbox One e PC. Não fiquei muito impressionado porque na prática não parece tão diferente assim das partes de nave de Battlefront 2. Há algumas coisas bem legais como dominar a inércia para deslizar pelos céus como se fizesse drift.


Há também diferentes naves com papéis específicos na batalha, porém com confrontos de 5 contra 5 não me parece uma grande dinâmica. Me pergunto por que não realizar batalhas de grande escala como em World of Tanks ou World of Warships. Foi prometido que o jogo terá também um modo single player, mas não tem cara de que vá ser lá grande coisa. Uma curiosidade é que Star Wars Squadrons será todo jogável em realidade virtual, mas dá pra imaginar uma nave em primeira pessoa rodando no espaço? Alguém vai acabar passando mal.

O penúltimo anúncio foi um trailer de Madden NFL 21 e Fifa 21, sobre o qual não posso falar muito. Eu gostei de Fifa 20 e é legal que vão manter o modo Volta ao invés de descartá-lo logo em troca de algum novo gimmick. Em seguida Cuz Perry e Derran Chung surpreenderam com o anúncio de um novo jogo da série Skate, algo que fãs estavam pedindo há muito tempo, mas que não sei se realmente queriam.

Foi um evento bem simples, não tão monótono, mas nada para sentir falta da E3. Não tivemos grandes anúncios, não tivemos um novo Need for Speed, não tivemos gameplay de alguns dos maiores títulos, entre outras coisas. Isso é um pouco incomum para a EA, pois no lançamento dos novos consoles ela deveria ser a primeira a colocar jogos de esporte com visuais impressionantes, mas isso não aconteceu. Pode ser pela quarentena ou porque o salto dessa geração não parecerá tão impressionante.


terça-feira, 23 de junho de 2020

New Pokémon Snap, Smile, Café e mais


Na semana passada eu tive problemas sérios com minha internet então não pude acompanhar a transmissão Pokémon Presents da The Pokémon Company. Eu não estava completamente offline, no entanto, então eu soube a respeito de um novo Pokémon Snap que foi o ápice da apresentação, porém após ver o vídeo não fiquei tão empolgado quanto a maioria estava.

A transmissão foi apresentada por Tsunekazu Ishihara, o presidente da The Pokémon Company, com uma estante cheia de pelúcias de pokémon no fundo enquanto músicas clássicas da série tocavam. Alguns jogadores acham que a estante pode indicar o próximo remake da série Pokémon e a empresa mencionou que terá um novo anúncio no dia 24, mas vamos esperar.