quinta-feira, 16 de julho de 2020

Nintendo Treehouse de Paper Mario: The Origami King e... Bakugan?


Paper Mario: The Origami King teve uma apresentação da Nintendo Treehouse recentemente na qual foi apresentado um pouco mais de seu gameplay. A transmissão foi apresentada por três produtores e houve muito problema de interrupções entre eles, como se não tivesse sido pré-gravada, algo que foi meio incômodo. Alguns de meus maiores temores sobre Paper Mario: The Origami King se confirmaram nessa apresentação e por isso não o recomendo.


Pouca coisa nova foi mostrada durante a apresentação e acredito que esse seja um problema de falta de planejamento por conta da pandemia. Esta não foi uma típica demonstração da Nintendo, o nível de qualidade estava bem abaixo do normal. Algumas informações sobre o combate "vazaram" anteriormente e foram confirmadas na apresentação.

Uma novidade interessante que foi mostrada é a mecânica de "confete", na qual Mario joga confete para consertar áreas danificadas do mundo. O único problema é que parecem ter exagerado nisso, pois há muitas áreas danificadas e todas as coisas com as quais você interage no mundo parecem dar confete. É uma mecânica que na mesma apresentação eu achei interessante quando foi revelada e já estava enjoado dela antes de acabar.

O combate é de longe a minha maior decepção com o jogo. Adivinhem só, não há pontos de experiência. Ao vencer você apenas ganha moedas, uma grande quantidade delas aparentemente, e as utiliza para "pagar" a torcida de Toads que podem tornar as batalhas mais fáceis pra você. Em outras palavras, mais uma vez o combate se tornará decorativo, um mero quebra-cabeça de alguns segundos que interrompe a ação, algo completamente desnecessário assim como em Paper Mario: Sticker Star.


Ao começar uma batalha, Mario está no centro da tela e discos ao redor dele giram como se fosse o palco de Hamilton com inimigos. Você tem um certo número de giradas de disco que pode realizar antes do combate, alinhando-os para maximizar sua estratégia de dano, como colocá-los em linha reta para ir pulando um atrás do outro.

Perceba que aqui acontece algo semelhante ao que falei no artigo de Avengers, o combate se torna repetitivo e você tem que se virar para acabar com ele o mais rápido possível, porém aqui é uma desvantagem. Em um jogo como Avengers o combate e ficar mais forte são o objetivo. Em um RPG o mesmo poderia ser verdade, com pontos de experiências, enquanto em Paper Mario as lutas são meramente um incômodo. 

As lutas se tornaram meramente quebra-cabeças, como aqueles de deslizar peças para formar uma imagem. E nada exemplifica isso melhor do que os chefes. Enquanto na maioria das batalhas é Mario que está no centro, nos chefes o inimigo fica no centro e Mario precisa descobrir uma forma de vencê-lo ao girar discos. Na mais do que outro quebra-cabeça de andar com setas e apertar botões de forma que nem há mais elementos de RPG no jogo. Me pergunto quem ainda acha que Paper Mario fica melhor sem lutas de verdade.


Sabe o que eu não questiono? Os excelentes diálogos, situações, humor e identidade visual do jogo. Tudo isso é perfeito, desde Sticker Star e Color Splash. A questão é: dá pra um jogo se segurar só nessas coisas? Às vezes, sim. Mas se Paper Mario: Sticker Star me mostrou algo é que para a série Paper Mario simplesmente não.

Mudando de assunto, a apresentação teve uma decepção ainda maior no final. Já havia sido anunciado que após o gameplay de Paper Mario haveria a revelação de um novo jogo da WayForward para o Switch, e a Nintendo tentou segurar a onda dizendo que seria um jogo licenciado, pra ninguém imaginar que seria um jogo da própria Nintendo desenvolvido pela WayForward.

Então eles revelaram... Bakugan? Bakugan: Champions of Vestroia para o Switch pela WayForward. Foi... terrível? O jogo não tinha peso e nem era interessante, não é sequer como se fosse um Yokai Watch, era apenas um jogo muito desinteressante que a Nintendo estava fazendo o favor de promover para a WayForward.

  

Houve falta de tato da Nintendo, porque os fãs estão famintos. Não houve apresentação para a E3 e agora que Paper Mario: The Origami King já foi lançado, não há lançamentos para esse ano. Anunciar tão em cima da hora os jogos que ainda serão lançados nos próximos meses não é uma boa estratégia e não permite que os fãs criem hype pelo que está por vir, o que por sua vez prejudica vendas futuras.

Muito em breve devemos ter uma Direct e os fãs esquecerão como a Nintendo os deixa com fome e como odeiam essa sensação, mas eu não esqueço. Há muito tempo venho falando como esse método não é o ideal e os fãs apenas percebem no momento que estão com fome. Basta algumas migalhas para esquecerem rapidamente e voltarem a ficar na defensiva.

Parte do que está acontecendo é inevitavelmente a agenda atrasada da Nintendo em conjunto com a pandemia, que tem proposto novos desafios. Por exemplo, há com certeza jogos em produção no momento que ninguém sabe quando ficarão prontos, pois o desenvolvimento em meio a uma pandemia é mais complexo. Isso significa até mesmo que há a possibilidade de não haver mais grandes lançamentos para o Switch esse ano, algo que duvido, mas que poderia acontecer.

Review de SpongeBob SquarePants Battle for Bikini Bottom - Rehydrated


SpongeBob SquarePants: Battle for Bikini Bottom - Rehydrated é uma remasterização de um clássico jogo do Bob Esponja para o PlayStation 2 com algumas áreas nas quais chega a parecer um remake. O design do jogo em si ainda apresenta algumas limitações na jogabilidade e conceitos por causa do material de fonte, porém ainda é bem divertido. Ao menos no começo.

A história começa como se fosse um episódio comum de Bob Esponja. O vilão Plankton decide criar robôs para dominar a Fenda do Biquíni e acidentalmente perde o controle deles. Enquanto isso Bob Esponja e Patrick acreditam que eles mesmos criaram os robôs ao desejá-los através de uma concha mágica e sentem que precisam resolver o problema.

O jogador começa controlando Bob Esponja, indo em fases em busca de "Espátulas Douradas" que liberam novas fases. Devido à época, há uma forte inspiração de Super Mario 64 em seu design. Há aproximadamente dez fases diferentes e em cada uma delas há várias Espátulas Douradas para encontrar, as quais você apenas tem uma leve pista de como encontrar.

As Espátulas Douradas podem estar no meio das fases ou serem recompensas por realizar alguma missão para alguém. No início é fácil encontrá-las, porém as próprias fases não são como os grandes campos abertos de Super Mario 64. Há momentos em que elas ficam mais lineares como em um jogo de plataforma tradicional e outros em que ficam um pouco labirínticas demais e com localização pouco intuitiva. Muitas vezes é preciso acessar áreas novas que você nem sabia que existiam para poder encontrar as Espátulas Douradas.


Em alguns momentos da fase é possível trocar para Patrick ou Sandy, cada qual com suas próprias habilidades e Espátulas Douradas para obter. Não há realmente nenhum momento em que o jogador fique livre para explorar com os personagens, há sempre um objetivo para utilizá-los e Espátulas específicas para cada um deles.

Através das fases há diversos inimigos robôs para enfrentar e aqui realmente há uma boa variedade de inimigos. Até o final do jogo você ainda estará conhecendo novos tipos de adversários que se apresentam em combinações interessantes com os anteriores já apresentados. Todos os personagens têm um ataque básico de curta distância e Bob Esponja aprende alguns de longa distância durante o jogo.

A dificuldade do jogo é estranhamente bem alta, talvez difícil demais para uma criança ou jogador menos experiente. Inicialmente Bob Esponja possui apenas três "corações" que são na verdade cuecas. É possível aumentar esse número para quatro ou cinco ao encontrar cuecas douradas, porém elas não estão em locais óbvios e talvez não cheguem a quem mais precisa.

Algumas Espátulas Douradas também são especialmente difíceis de obter, seja pela dificuldade do jogo em si ou por mecânicas um pouco arcaicas da época do PlayStation 2. Esse alto nível de dificuldade poderia ser perdoado se o jogador não precisasse de tantas delas para terminar o jogo, porém é preciso reunir 75 para chegar ao chefão final. Jogando de uma maneira mais relaxada apenas havia conseguido 50.


Há Espátulas que são obtidas de maneira diferente também, como as que são dadas por Patrick e pelo senhor Sirigueijo. Patrick oferece um "Coçador de costas dourado" - "Espátula, Patrick" - "Eu não falo italiano" em troca de 10 meias sujas que estão escondidas pelas fases. Já o senhor Sirigueijo vende Espátulas em troca de objetos brilhantes, que são os principais colecionáveis espalhados pelas fases e como recompensas por matar inimigos. Elas poderiam ser uma forma de facilitar o jogo, mas são tão difíceis de obter quanto as outras.

Visualmente o jogo se divide um pouco. O original do PlayStation 2 era extremamente escuro e com texturas bem mortas, algo que era comum naquela época. A versão reidratada joga cores na sua cara sem medo e fazem parecer outro jogo. Há também a parte técnica, como a presença de grama e efeitos melhores, porém a principal diferença está simplesmente no uso de cores com verdes e rosas dominando, especialmente na primeira fase.

O problema é que ainda há fases mais escuras e elas são bem numerosas. Bob Esponja tem em sua maior parte essa vibe de alegria e cores berrantes, então faz pouco sentido que não haja mais fases que se aproveitem da beleza da Fenda do Biquíni. Não demora muito para estar em ambientes escuros e sombrios como o Cemitério do Holandês Voador, a Caverna do Homem-Sereio e o Laboratório do Balde de Lixo. Claro, é preciso haver fases mais sombrias em um jogo, porém a proporção não está muito adequada aqui.


No setor sonoro há também algumas decepções. Infelizmente não há dublagem em português, o que não é tão incomum mas faz uma enorme falta em um jogo com alcance infantil, ainda mais do Bob Esponja. Há dublagem até em polonês, mas não na nossa língua. As músicas foram remasterizadas, porém seus loops ainda são curtos demais e se tornam um pouco repetitivas. Também há algumas falas que se repetem muito através do jogo.

Uma novidade da remasterização foi a adição de um modo multiplayer local e online, porém realmente não valeu a pena. Trata-se de arenas nas quais o jogador enfrenta várias ondas de robôs. Em teoria isso até poderia funcionar, mas na prática é sofrível e não adiciona nada ao jogo. Poderiam ter colocado alguns minigames no lugar.

SpongeBob SquarePants: Battle for Bikini Bottom - Rehydrated é um jogo que gasta seus melhores momentos logo no início. As primeiras fases passam uma sensação de Spyro Reignited Trilogy, antes de começar a ficar exageradamente difícil e complicado, deixando um gosto meio amargo na boca. Há alguns bons momentos no jogo e o carisma de Bob Esponja segura um pouco, porém irá decepcionar fãs que comprem baseados apenas nas primeiras horas ou trailers.

7/10

Earth Defense Force 6 e EDF: World Brothers


Earth Defense Force 6 foi anunciado recentemente no Japão já para 2021 e como fã da série me preocupo que ele possa não passar pelo ocidente ou ir direto para a próxima geração, que não tenho intenção de comprar por enquanto. Além do sexto capítulo canônico foi revelado também um spin-off chamado Earth Defense Force: World Brothers que mistura um visual meio Minecraft à franquia.

Quem me conhece e sabe o quanto eu sou fanático por EDF e Minecraft deve pensar que estou pirando com ambos os anúncios, mas... não. Assim como quando EDF 5 foi anunciado, eu ainda não vi o que terá de novo no sexto jogo para garantir meu interesse. Uma grande diferença no entanto é que quando EDF 5 foi anunciado eu pensei que poderia ser a queda da série por se tornar repetitiva e na verdade foi o melhor capítulo de todos os tempos, então agora a Sandlot tem minha fé inabalável no próximo jogo.

Haverá alguns spoilers da história de EDF 5, então se você ainda não o jogou ou terminou... o que está esperando? EDF 6 será uma sequência direta do 5, o qual foi meio que um reboot. De tempos em tempos a série volta a um ponto inicial onde a Terra está sendo invadida pela primeira vez e de alguma forma diferente somos apresentados ao herói lendário Storm 1.


Em EDF 5 basicamente alienígenas chamados Primers invadiram e dizimaram a população da Terra, literalmente, sobraram apenas 10% de humanos. Lutamos contra um Deus alienígena e vencemos. Porém as coisas não ficaram tão tranquilas depois disso. Muitos alienígenas ficaram para trás e se assentaram na Terra, tomando cidades e continuando a luta. Dá pra ver pelos mapas que a Terra está em sua maior parte destruída.

A situação já começa bastante desesperançosa, mas eu quero saber quais novidades teremos em matéria de jogabilidade. Claro, deverá ser um jogo bem legal só com o básico que eles sabem fazer muito bem, mas quero saber como pretendem ir além. Isso ainda pode demorar um pouco para ver.

Já o spin-off será produzido pela Yuke, a mesma companhia de Earth Defense Force: Iron Rain, o qual eu não gostei muito. Não é tão ruim quanto outros spin-offs como Insect Armageddon, mas definitivamente a alma de EDF não está ali, é no máximo uma cópia mediana de algo muito maior do que eles conseguem enxergar com os olhos.


Apesar de à primeira vista o nome que se pensa para esse tipo de visual ser "Minecraft", pelos quadrados, o termo correto seria que são gráficos Voxels, muito utilizados em diversos tipos de jogos para dar essa aparência de um sprite em 3D. Um jogo recente que também usava esse tipo de visual é The Touryst para o Switch.

Uma coisa que vale a pena ressaltar é que esses blocos são apenas no visual, não há elementos de construção no jogo. Então fica a questão, o que ele oferece além de uma experiência simplificada de EDF? Pode ser bom para jogadores mais jovens, mas não me parece ter qualquer função de existir além disso, basta jogar EDF 5 ou 6.

Após o que aconteceu com EDF 5 apenas posso esperar, pois já vi que mesmo quando a empresa não divulga bem o que vai rolar no próximo jogo ainda pode vir com um produto arrasador. Não colocaria muita fé em EDF: World Brothers mas aguardarei por mais notícias de EDF 6.

Vingadores na Mesa de Guerra


A Square Enix e a Crystal Dynamics revelaram um pouco mais do jogo dos Vingadores em um evento chamado "Avengers War Table", no qual descobrimos quem é o vilão e tivemos novos trailers com a jogabilidade. Apesar de o visual dos personagens ainda não ser nada impressionante, acho que finalmente as pessoas estão começando a ver o potencial do jogo como mencionei um ano atrás.

O jogo será dividido em dois tipos de missão como já havia mencionado antes, mas agora com nomes oficiais: Hero Missions e War Zones. As Hero Missions são as missões voltadas para o single player, a campanha do jogo, focadas em narrativa e em jogar com personagens específicos. As War Zones são como arenas multiplayer onde você escolhe seu personagem e se reúne com amigos para completar objetivos.


Foi mostrada uma nova Hero Mission chamada "Once an Avenger" focada em como Thor retorna ao grupo. O personagem tem uma boa variedade de golpes e até convence. Algo que parece um problema aqui é que o combate é meio repetitivo e cansativo contra inimigos robôs que fazem mais ou menos a mesma coisa. A grande reviravolta é que isso é algo positivo.

Assim como em Earth Defense Force, onde tudo que você faz é matar formigas gigantes repetidamente, o foco em Avengers está no combate do ponto de vista do personagem. Você deve ser capaz de destruir dezenas de inimigos insignificantes, e rápido, para que você se sinta poderoso e eles não se tornem um problema. Não é sobre eles, é sobre você. O combate ser repetitivo coloca em você a responsabilidade de eliminar os inimigos rapidamente sem que fique chato.

A cooperação entre personagens diferentes também foi mostrada, como Thor pode dar uma carga indireta no Homem de Ferro e assim por diante. Este é o potencial para um grande jogo cooperativo surgir, algo que Overwatch poderia ter sido se quisesse, mas se contentou em ter quase nenhum conteúdo single player ou cooperativo.


O objetivo do jogo aparentemente é refazer as mesmas missões várias e várias vezes para obter equipamentos melhores, como em MMORPGs, algo que levou jogadores a sentirem semelhanças com Destiny. Enquanto Destiny funciona bem, a comparação é limitada pois ignora o tema e os personagens. É simplesmente muito mais legal ser um super-herói.

O sistema de "Gear" não é novidade pra mim, mas se ele se tornar o foco do jogo como em Destiny pode ser um pouco frustrante. Imagino que isso deve acontecer, pois é mais fácil para empresas venderem microtransações com equipamentos que oferecem grandes saltos enquanto os itens obtidos no jogo são mais fracos. Não chegará a estragar o jogo, mas o tornará mais cansativo de acordo com o equilíbrio escolhido pelos produtores, e principalmente por executivos.

Em Earth Defense Force você recebe armas progressivamente mais poderosas e nem sempre o aumento é considerável, mas sempre que a dificuldade aumenta você tem uma nova arma providencialmente provida pelo melhor equilíbrio manual possível, produtores que há anos trabalham em uma mesma série. Sem conta que você sempre podia ir pro online com uma ótima comunidade e eles te ajudarão a obter boas armas, como em um MMORPG, porém apenas com a parte positiva.


O potencial de Avengers só cresce a cada aparição, agora só resta fecharem o negócio e de fato realizarem todo esse potencial. Além de ser um bom jogo, um jogo de super-heróis que funcione tão bem poderá criar ondas e imitadores, poderemos entrar na nova geração com um novo paradigma de dar poder ao jogador, algo que saia da mesma estrutura estabelecida por Minecraft há mais de 10 anos de sobrevivência e crafting de itens.

O incerto destino de Pokémon Unite


Após a transmissão Pokémon Presents que apresentou New Pokémon Snap, Pokémon Smile e Pokémon Café, houve o anúncio que teríamos outra apresentação. Isso levantou expectativas erradas de que seria algo grande, como um remake de Diamond & Pearl para o Switch, quando na verdade era algo bem diferente. Pokémon Unite será um novo MOBA gratuito da Pokémon Company para Switch, Android e iPhone em parceria com a Tencent. Aqui entre nós, tenho certas dúvidas sobre o destino do jogo.

O público não reagiu bem ao anúncio, o que foi um erro da própria Pokémon Company de permitir que expectativas erradas fossem geradas. Se tivessem anunciado na transmissão anterior ou avisado que seria um jogo mobile, não teria causado tanto impacto negativo. Ao apresentarem Pokémon Unite, subitamente todos se esqueceram da satisfação anterior de New Pokémon Snap.

O jogo é basicamente um MOBA comum com skin de Pokémon. Dois times de cinco monstrinhos andam pelo mapa se enfrentando e capturando pontos específicos do cenário enquanto capturam pokémons pelo caminho e ficam mais fortes, até evoluindo durante a partida. Ao evoluir todos ficam mais fortes e ganham novos golpes, inclusive um "Ultimate" chamado de "Unite Move".

Esse é um ponto que me preocupa, o jogo não tem muita personalidade, não há nem mesmo vantagem de tipos que é algo comum em pokémon. Só colocar Pokémon em algo não é garantia de sucesso. Pokémon Duel, por exemplo, não caiu no gosto do público. Pokémon Masters que ainda é bem fiel ao elemento de batalha do jogo também nunca decolou.

O gênero dos MOBAs por si só já está bem saturado. Quem já está em uma posição confortável, como League of Legends, a mantém, mas todos que tentam pegar um pedaço do bolo não encontram mais aquela febre de pessoas dispostas a tentar algo novo. Apenas colocar uma skin popular não garante que muitos usuários irão querer jogar seu jogo, como aconteceu com Infinite Crisis, o MOBA da DC Comics que morreu em seis meses.


Essas preocupações me fazem pensar que o jogo possa ser um fracasso, pois em jogos online é preciso ter um grande sucesso para ter também um bom matchmaking. Se houver poucas pessoas jogando, há também poucas opções de pessoas para formarem seu time e o time adversário em um nível de habilidade próximo do seu. Mas então eu tenho várias outras dúvidas que podem sinalizar sucesso.

O jogo está sendo feito em parceria com a Tencent, que é uma força poderosa no mundo mobile, não apenas em uma questão de tamanho ou finanças mas de qualidade de desenvolvimento. Eles foram capazes de tornar PUBG Mobile melhor que o PlayerUnknown's Battlegrounds do PC. Não acredito que simplesmente lançariam Pokémon Unite como um jogo qualquer.

Apesar de o mercado de MOBAs estar saturado, não há MOBAs voltados para um público mais jovem e com simplicidade. Pokémon Unite poderia atingir um bolsão que não sabemos que existe e se tornar ainda mais popular do que se imaginaria, mas como não há indícios desse bolsão, não temos como saber até ser lançado.


Outro ponto está nas plataformas que ele irá cobrir: Switch e Mobile. O mercado está especialmente saturado no PC e um pouco menos no mobile. Porém, não há uma infinidade de mobas no Switch. Jogadores casuais vindos do Switch, que talvez nem saibam o que é um MOBA, poderiam retroalimentar as versões mobile devido ao crossplay e esse ambiente funcionar bem para que o jogo floresça. Felizmente lembraram de lançar pro Switch também e isso será um ponto forte para eles.

Dito isso, eu realmente estou na dúvida se Pokémon Unite será um fracasso ou um sucesso. Temos forças poderosas empurrando em ambos os lados e será um interessante caso de estudo depois que for lançado.

Resumão da New Game + Expo

Ainda no clima de Não-E3 2020, várias empresas se reuniram algumas semanas atrás (perdão pela demora, estava sem internet) para apresentar alguns de seus jogos. O evento não teve um apresentador oficial e focou-se mais no trailers dos games, o que costuma ser algo positivo no geral, mas houve muitos jogos pequenos, principalmente RPGs voltados para nichos de PC, tornando o evento um pouco cansativo. Alguns jogos até ocuparam espaço demais, como se ninguém controlasse o que seria exibido ou por quanto tempo.


Assim que o evento começou tivemos de cara um vídeo de Catherine: Full Body, planejado para o Nintendo Switch em 7 de julho. Essa é uma versão melhorada do game da geração passada sobre Vincent, um rapaz que tem medo de compromisso e se envolve com duas Catherines diferentes. No novo jogo há ainda uma terceira personagem de interesse romântico.

Em seguida tivemos No More Heroes 3 para o Nintendo Switch apresentado, porém já de cara com uma "pegadinha". O diretor Suda 51 ficou no meio da tela enquanto o gameplay rolava enquanto falava sobre os tempos difíceis de pandemia e como para alguns jogadores é uma oportunidade para jogar seu backlog. Mencionou inclusive que ainda nem mesmo terminou Super Mario Odyssey.

A Natsume mostrou Harvest Moon One World, um novo jogo da franquia que não parece tão interessante, com personagens simples e visuais um pouco genéricos. Será lançado no final do ano para PS4 e Switch. Na sequência tivemos um novo jogo de quebra-cabeça da Aksys Games chamado Tin & Kuna, o qual até parece ter um pouco de potencial e carisma. Sairá também no final de 2020 para PS4, Xbox One, Switch e PC.


Billion Road mostrou um jogo de tabuleiro fofo para PC e Switch que acredito que tenha ligação com a série Fortune Road. Basicamente você viaja pelo Japão com um estilo meio Monopoly, mas com vários locais japoneses e de alguma forma tem batalhas de monstros no meio. É um jogo meio difícil de entender, às vezes um pouco genérico de ver, mas simpático.

Fight Crab que é um jogo que gostei bastante quando foi anunciado apareceu no evento com um trailer épico, mas um pouco longo demais para seu conceito. Em seguida o personagem The Warden de For Honor foi anunciado como um personagem convidado para Samurai Shodown, porém acredito que o anúncio havia vazado antes do evento. Não é um anúncio tão interessante, acho que um assassino popular de Assassin's Creed como Ezio teria sido uma escolha melhor.

Um joguinho bem estilo anime isekai, "RE:Zero Starting Life in Another World - The Prophecy of the Throne" (sem zueira, esse é o nome completo) para o final do ano no PS4, Switch e PC. O próximo jogo apresentado foi Fallen Legion Revenant, um jogo de estratégia para o PS4 e Switch no início de 2021. Imagino que seja interessante para quem é fã da franquia, mas não é muito impressionante.

De repente, do nada, surgiu então um Neo Geo Pocket Color e o jogo de luta The King of Fighters R2. Pelo anúncio não deu pra entender bem o que vai rolar, mas foi anunciado como parte de uma coletânea "Neo Geo Pocket Color Selection" para o Switch. Não foi mencionado se os jogos serão vendidos separadamente ou se será uma coletânea completa, tampouco quais jogos viriam juntos. Vamos ter que esperar pra ver.


Mais um trailer bem estilo anime, Trails of Cold Steel IV, primeiro no PS4 em 27 de outubro, depois para PC e Switch em 2021. Novamente, deve ser um bom jogo para quem acompanha a série, mas não faz sentido para quem não a conhece e nem passa um nível de qualidade fora do comum. Logo na sequência tive a mesma sensação com Death end re;Quest 2 que sai já em 25 de agosto para o PS4 e PC. Ao menos esse me interessou levemente por ter o escritor de Corpse Party envolvido.

O próximo jogo chamado Idol Manager pareceu tipo um Fallout Shelter onde você administra a vida de várias idols vivendo no mesmo lugar. Será lançado para PC ainda em 2020 e com certeza deve ter um público para isso, mas... será que era relevante o bastante para estar nessa conferência?

A série Danganronpa apareceu para comemorar seu décimo aniversário desde o lançamento do primeiro jogo em 2010 com a presença de Kazutaka Kodaka da Tokyo Games, criador da franquia. Infelizmente o anúncio que ele traria não era nada muito espetacular, apenas que o primeiro jogo da série, Danganronpa: Trigger Happy Havoc, estará disponível em dispositivos Android e iPhone.

Surge então Café Enchanté, uma visual novel (otome que chama?) aparentemente voltada para o público feminino com homens que são também algum tipo de criatura sobrenatural, acredito. É bom que haja jogos desse tipo, mas uma boa temática ajuda a levar a história mais longe do que apenas a parte de namoros. A temática de um café não pareceu tão interessante quanto os mistérios de um Code: Realize - Guardian of Rebirth, por exemplo. O jogo sairá no final de 2020 para o Switch.

Um jogo que não teve praticamente nada mostrado foi "Escape from Asura" que ficou na tela por uns 10 segundos, seguido pela data para 2021 no PS4 e Switch. Mas as coisas ficariam bem interessantes muito em breve.


Koji Igarashi aparece para falar sobre Bloodstained, mais precisamente sobre a igualmente excelente versão 8 Bits Bloodstained: Curse of the Moon, anunciando então que o jogo teria uma sequência. Uma das coisas mais interessantes no jogo é que você terá vários personagens com habilidades diferentes, entre eles um Corgi pilotando uma armadura movida a vapor. Sairá para o PS4, Xbox One, Switch e PC "em breve". Esse tem tudo pra ser supimpão.

Foi mostrado então um pouco de gameplay de Guilty Gear Strive, novo jogo já anunciado da série, o qual traz aquele belo estilo visual de Dragon Ball FighterZ. O problema é que Guilty Gear é uma série muito difícil de entrar. Quem já está nela, está confortável, mas quem não está não tem incentivo algum para começar. O jogo sai no início de 2021 para o PlayStation 4.

A seguir foi mostrado um jogo baseado no anime Fairy Tail, que não tenho certeza se já foi revelado antes. É muito difícil de entender o que o jogo será, se apenas um daqueles jogos de luta em arena genéricos que vários animes tem feito ou realmente uma aventura / RPG profundos. Mesmo a informação oficial é desencontrada, o que nunca é bom sinal. Sairá em 31 de julho para PS4, Switch e PC.

A Samurai Shodow NeoGeo Collection apareceu logo depois. A coletânea já havia sido lançada na Epic Games Store e estava anunciada para PlayStation 4, Xbox One e Switch em 28 de julho. Acho que a novidade foi uma edição física limitada para PS4 e Switch pela Limited Run, uma empresa decidada a esses lançamentos. São 7 jogos com suporte a multiplayer online, entre eles Samurai Shodown V Perfect que era inédito, além de várias artes, entrevistas e documentos em um modo museu. Um pacotão de respeito.

Outra visual novel voltada para o público feminino foi Piofiore: Fated Memories da Idea Factory, essa sim é bem mais parecida com Code: Realize e dá pra ver um certo ar de mistério nela. Sairá no final de 2020 para o Nintendo Switch.


Quando Neptune apareceu eu achei que seria algo sobre o último capítulo da série, mas foi um spin-off chamado Neptunia Vitual Stars. Ao menos eu acho que é isso, ficou difícil de saber se é o mesmo jogo. A jogabilidade pareceu legal, um misto de ação com idols para o PS4 em 2021. Normalmente os spin-offs da série não são tão bons, mas as personagens têm muito potencial.

Mais um jogo incomum de se ver foi "Pretty Princess Party", um jogo de minigame sobre ser uma princesa e salvar um castelo. Parecia ser feito para meninas mas bem estereotipado. Sai no final de 2020 para o Switch. Mais um para Switch e também PC foi um novo capítulo de "Shinen the Wanderer: The Tower of Fortune and the Dice of Fate". É uma série que eu não tenho muito apreço devido a natureza "Mystery Dungeon" de labirintos gerados aleatoriamente e etc.

Para começar a encerrar o evento tivemos um reel de vários jogos, alguns já lançados inclusive: Shantae and the Seven Sirens, Trails of the Cold Steel 3, void tRrLM(); //Void Terrarium, Giraffe and Annika, Volta-X, 13 Sentinels: Aegis Rim, RPG Maker MV, Prinny 1-2: Exploded and Reloaded (remakes do PSP), Robotics: Notes Double Pack, Mad Rat Dead, Tasomachi e Bright Memory.

A última surpresa seria um título da Falcom. A primeira coisa que me veio à cabeça foi a série Ys e estava certo, Ys IX: Monstrum Nox para PS4, Switch e PC em 2021. A série Ys é o tipo de jogo que eu fico me perguntando quem ainda está jogando, pois não é muito interessante e segue com uma numeração digna de um Final Fantasy ou Dragon Quest.

Muitos jogos foram apresentados, muitos mesmo, mas quantos realmente tiveram algum impacto? Acho que o melhor anúncio da apresentação foi Bloodstained: Curse of the Moon 2 e isso é um jogo 8 Bits. A New Game+ Expo Foi no geral uma apresentação um pouco fraca apesar de trazer muita quantidade de anúncios.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Min Min se arma como nova lutadora de Super Smash Bros. Ultimate


Na semana passada tivemos a revelação de uma nova lutadora para Super Smash Bros. Ultimate, a personagem Min Min da série Arms, sétima integrante por DLC e a primeira da segunda temporada de DLCs do jogo. No calor do momento vi muita gente celebrando a inclusão de Min Min mas não me parece uma personagem que todos estejam ansiosos para ter. Do ponto de vista da jogabilidade ela parece interessante, mas ainda é uma personagem menor de um jogo que poucos jogaram.

Estava pensando se devia fazer um artigo ou não sobre a revelação de Min Min, porque no fundo não tenho nada tão interessante para falar a respeito dela e até fiquei um pouco decepcionado com a revelação. Então pensei que seria uma boa explicar por que muitas vezes Super Smash Bros. não bate com as minhas expectativas, não apenas no Ultimate mas na série como um todo.


Devido a quarentena a apresentação foi na casa do criador da série, Masahiro Sakurai, e foi bem legal ver como é a casa dele, com vários videogames e duas televisões gigantes lado a lado. Ele falou como gosta de ter a TV ligada enquanto joga e sobre como a Nintendo mandou equipamento especial para ele gravar a live em casa. O vídeo teve 35 minutos, a maior parte dedicado à jogabilidade da personagem, a qual não vou comentar muito.

A revelação de Min Min veio em uma divertida animação na qual Kirby e Captain Falcon estão comendo lâmen quando um convite para Smash Bros chega em uma arena um pouco distante de Arms. Vários personagens lutam pelo convite e no início chega a parecer que Spring Man ou Ribbon Girl vão ser os escolhidos, até que no final da luta "Min Min arms herself!".

A jogabilidade de Min Min parece muito boa com um alto alcance pelos seus braços que se esticam, diferentes armas e algumas fraquezas óbvias no combate de proximidade. Seu Final Smash me pareceu um pouco fraco, basicamente uma sequência de vários socos com todos os outros personagens de Arms, nada muito interessante.

Todos sabiam desde o início que o novo lutador seria um personagem de Arms, pois isso já havia sido sabiamente revelado por Sakurai em uma transmissão anterior. Ao revelar a série de onde seria o próximo personagem, evitou-se a chance de decepção por não ser uma série maior. Porém entre o tempo de anunciar que seria da série Arms e de fato anunciar a personagem, criaram-se expectativas também problemáticas.


Quase sempre eu prefiro que os protagonistas representem suas séries, então eu acho que Spring Man teria sido uma opção melhor inicialmente. No entanto, há uma grande falta de representantes femininas em Super Smash Bros., então também entenderia Ribbon Girl, até mesmo Twintelle que fez muito sucesso como personagem de DLC do próprio Arms.

Eu não liguei para Arms e acredito que muitos jogadores de Super Smash Bros. podem não ter ligado também, então Min Min não é uma personagem que boa parte do público sequer conheça. Spring Man e Ribbon Girl eu ao menos sei quem são, estão na capa do jogo, nos materiais promocionais com destaque e Twintelle teve uma grande parcela de atenção na internet quando foi anunciada.

Porém o que me desanima não é apenas a escolha da personagem, mas porque muitos usuários já haviam achado uma solução mais interessante: um lutador "oficial" e skins que o transformassem em outros personagens. Trabalhoso? Sim, um pouco, mas não tremendamente, não fora do escopo de um projeto do tamanho de Smash. Por isso eu gostaria que essa tivesse sido a opção escolhida.

Por que esperar tanto de Super Smash Bros.? Por que achar que um novo personagem por DLC poderia acabar sendo vários? Eu não esperaria isso de Street Fighter, Mortal Kombat ou qualquer outro jogo de luta. Porque eu simplesmente acho que Super Smash Bros. se tornou algo maior do que só um jogo de luta. Então quando o assunto é Super Smash Bros. eu espero aquele Plus Ultra que entrega o que você espera e um pouco mais.


Sakurai transformou Super Smash Bros. em uma espécie de celebração da indústria de jogos a partir do ponto de vista da Nintendo. Além de uma celebração da própria Nintendo pelo ponto de vista de Sakurai, o qual parece ter uma visão até mesmo melhor do que a Nintendo tem, ou demonstra, de si mesma.

Durante a transmissão foi mencionado que o dublador do Captain Falcon no Japão é o mesmo do personagem Vegeta, muito requisitado e apostaria que provavelmente caro. Também foi dito que a Nintendo utiliza os mesmos arquivos de áudio do Captain Falcon desde a época do Nintendo 64. Eu achei que falariam então que iriam chamá-lo para gravar novos áudios, mas isso não aconteceu. Já estamos acostumados a essa certa pão-durice da Nintendo.

A Nintendo não deve achar que é necessário gastar nisso. Pode continuar economizando em um detalhe desses e lucrando bastante. Já Sakurai simplesmente diz: "Esse jogo precisa de uma orquestra". A Nintendo acha que orquestra é muito cara e afirma que midis seriam suficentes. Então Sakurai bate o pé e diz "Se você não contratar uma orquestra eu vou pagar uma do meu bolso" porque ele sabe que o jogo merece isso.

Eu acho que nada passa melhor essa sensação do que os Echo Fighters de Super Smash Bros. e Super Smash Bros. Melee. Personagens adicionados quando o jogo já estava mais ou menos pronto e não dava tempo de fazer muito, mas que Sakurai simplesmente queria enfiar no jogo. Se temos Mario, não é tão difícil fazer Luigi, se alterarmos um pouco o Kirby podemos conseguir Jigglypuff, com um truque temos Pichu a partir de Pikachu e Ganondorf se ignorarmos esses golpes do Captain Falcon.


Se eu ligo tanto para as revelações de novos personagens de Super Smash Bros. Ultimate é em parte pela grande surpresa que era ver de repente um "Challenger Approaching" no Nintendo 64. Assim Smash Bros. conseguia entregar vários personagens extras puramente por esforço, porque Sakurai queria que eles estivessem no jogo. Por isso sinto falta desse espírito quando não é possível simplesmente colocar um modelo diferente em Min Min para ter mais personagens. Inclusive eu sempre achei que Super Smash Bros. Ultimate teria muito mais Echo Fighters.

Por exemplo, a transmissão também anunciou mais Mii Fighters, basicamente roupas para os personagens Mii. Entre eles Ninjara de Arms, Heihachi de Tekken, Marie e Callie de Splatoon e Vault Boy de Fallout. Apesar de visualmente bem legais, a jogabilidade deles é muito limitada. A essa altura os movesets de cada personagem do jogo já deveriam ser fragmentados para que fosse possível atribuir certos movimentos a lutadores Mii ou Echo sem copiar movesets inteiros e assim criar Frankensteins bem interessantes, talvez até mesmo criados pelos próprios jogadores.

Nesta mesma lógica de esperar muito eu sigo sentindo falta de um modo Single Player para o jogo que não seja apenas de lutas. O que é curioso já que até mesmo Street Fighter e Mortal Kombat tiveram novos conteúdos de história adicionados por DLC. Será que é pedir demais por um novo Adventure Mode?