terça-feira, 9 de junho de 2020

State of Play: The Last of Us Part 2


Eu joguei The Last of Us em sua época, mas diferente da maioria dos fãs do jogo eu achei a experiência muito sem graça por ser excessivamente linear e focada na história, com uma jogabilidade limitada demais em segundo plano. Já The Last of Us Part 2 para o PlayStation 4 eu acho que tem potencial para ser bem mais legal, mesmo não fazendo tanto meu estilo.

Nas últimas semanas a Sony divulgou um State of Play de The Last of Us Part 2, acredito que para mostrar novidades que seriam apresentadas na feira de jogos GDC 2020 antes do cancelamento devido à pandemia. As novas informações foram mostradas por Neil Druckmann, diretor e escritor do jogo, além de vice-presidente da Naughty Dog, através de um vídeo com uns 20 minutos.

The Last of Us Part 2 segue os eventos do primeiro jogo alguns anos após Joel e Ellie terem passado por sua jornada. Eles estavam bem e tranquilos, até que o acampamento deles é atacado por fanáticos religiosos e Ellie parte em uma jornada por vingança. A raiva e crueldade dela às vezes parece um pouco desproporcional, como comparar Lara Croft no primeiro jogo do reboot da série e em Shadow of the Tomb Raider, mas às vezes isso justifica uma jogabilidade mais agressiva que é legal.

Visualmente acho que não é preciso dizer muito, o jogo está lindo, a Nughty Dog segue como uma das pioneiras em gráficos. Porém mais importante é que esse impacto visual não vem ao custo da jogabilidade. Os corredores artificiais do primeiro The Last of Us foram substituídos por áreas mais abertas onde você pode decidir o caminho que toma, como vai encarar inimigos ou até evitá-los. É algo que deu certo também em Uncharted 4: A Thief's End.

Foi comentado que haverá estações do ano durante o jogo, algo que aparece de maneira semelhante em Days Gone. Apesar de Days Gone não ser um jogo tão bem feito graficamente, ele traz alguns dos melhores efeitos de clima que já vi, com tempestades e neve realista alterando uma área previamente comum.


Visualmente algumas das melhores partes em The Last of Us como série são os locais onde a natureza retornou onde antes era espaço construído por humanos. Como já tem muito tempo que esses locais não são cuidados, eles agora contam com grama alta perfeita pra stealth, uma boa integração entre o mundo e a jogabilidade.

Além de as áreas serem mais abertas para combate elas permitem também um pouco de exploração, até usando cordas como em Death Stranding. Para atravessar essas novas áreas mais abertas é possível usar um cavalo e em alguns casos até um barco.

Eu vejo muita coisa de Days Gone no jogo. Por exemplo, há três forças principais de antagonistas: duas facções, uma de paramilitares e uma religiosa, além dos infectados do primeiro jogo, agora com algumas novas mutações. É possível causar conflitos entre facções diferentes para que elas se ataquem, assim como em Days Gone.

As partes de stealth e exploração de ambientes escuros estão bem mais interessantes e em alguns momentos me lembraram Resident Evil 2, assim como alguns tiroteios. A adição de cachorros que podem te farejar no meio do stealth é uma boa novidade, a qual eu acredito ter sido inspirada por Metal Gear Solid 5.


Nos combates há mais opções além de só atirar ou eliminar com stealth, há dodges com timing para desviar de ataques inimigos que lembram os de Resident Evil 3 e a possibilidade de usar inimigos como escudos humanos, algo que só faz sentido devido à violência que Ellie está disposta a cometer nesse jogo. A jogabilidade de combate parece muito a frente do primeiro The Last of Us.

Os upgrades também parecem interessantes e vão além da tradicional skill tree de jogos da Sony. Durante o jogo será possível encontrar manuais que ensinam certas habilidades ou como modificar armas com objetos coletados no mapa. Isso me parece que incentivará bastante a exploração e tornará o crescimento por novas habilidades bem mais orgânico do que só aprender algo novo a cada nível que se alcança.

O vídeo termina então com um trecho de gameplay inédito mostrando um pouco de stealth, um stealth bem feito que parece legal. Eu consigo olhar para The Last of Us 2 e ver que me divertiria com o jogo, algo que realmente não aconteceu com o primeiro. Eu não ligo para a "brilhante" história do jogo, o que é muito bom considerando que já vi spoilers dele na internet, mas simplesmente não liguei.


Acho que The Last of Us Part 2 vai ser um ótimo apanhado de tudo que significou o ápice essa geração de videogames e jogos antes de pular para a próxima. Isso também me incomoda um pouco porque tudo nele me lembra algo em outros jogos. Esse é meio que um defeito na fórmula da Sony, repetição do que dá certo. Alguns desses elementos teriam muito mais impacto se fosse a primeira vez que os vejo ao invés de já estar até enjoado de alguns deles.

Fico feliz que a sequência de The Last of Us avançou para se tornar um jogo mais completo do que apenas um jogo-filme, mas vale ressaltar que com certeza não será um dos meus jogo preferidos. Porém, diferente do primeiro, se alguém me disser que esse é seu jogo favorito, eu ao menos vou saber por que.

Paper Mario: The Origami King vai ter que se desdobrar


Recentemente a Nintendo revelou um novo jogo chamado Paper Mario: The Origami King em um trailer surpresa no final de maio e com lançamento já para 17 de julho. O trailer foi um pouco caído em conteúdo para um jogo que já deve estar pronto e apesar de visualmente estar um espetáculo, não parece muito bom em matéria de jogabilidade.

Confesso que vou ser bem cínico nesta análise por um motivo bem simples: Paper Mario não tem um bom jogo desde 2007 com Super Paper Mario, que nem era RPG, então se considerarmos quando foi o último bom RPG, teríamos que voltar a Paper Mario: The Thousand-Year Door no GameCube (o qual pessoalmente eu não gosto, mas tem muitos fãs).


Os últimos dois jogos, Paper Mario: Sticker Star e Paper Mario: Color Splash foram especialmente ruins em sua jogabilidade, apesar de sempre manterem o visual e humor da série em alta. É uma infelicidade que eles sejam ruins de jogar porque todos os outros elementos estão no lugar e esse parece ser o mesmo caso de Paper Mario: The Origami King.

O trailer não mostra muito para um jogo que será lançado tão em breve, talvez reflexo dos problemas da quarentena. Ainda assim vemos a tradicional fórmula de um vilão (Olly) e um aliado (Olivia) com poderes estranhos chegando ao mundo de Mario, não diferente de Cappy em Super Mario Odyssey. Acho que não foi uma boa ideia colocar o vilão logo no título, pois assim já sabemos que a ameaça é o tal "Origami King", seria mais misterioso se os habitantes simplesmente estivessem virando origamis do nada e o jogo se chamasse "Paper Mario: The Origami Curse".


Visualmente o jogo parece fantástico com essa mistura de papel e outros materiais, lembrando bastante Tearaway do PS Vita. The Origami King no entanto vai além e cria uma experiência visual realmente atraente além do curioso, da novidade, do "gimmick" da vez. Isso tudo aliado a um bom tipo de humor, que é algo que a série realmente nunca perdeu mesmo nos capítulos que são ruins de jogar.

Meu maior incômodo é de longe a jogabilidade. O sistema de batalha mostrado sobre mover círculos para alinhar inimigos parece uma péssima ideia. Acho que a série deveria voltar aos seus primórdios de batalha do Nintendo 64 ou GameCube, talvez até pegar algumas ideias de RPGs clássicos ou da série Mario & Luigi. Da forma que está feito parece um "gimmick", um sistema criado apenas para ser novidade em um jogo e que será esquecido depois, como os de Sticker Star e Color Splash.


Falando em Paper Mario: Color Splash, parece que ele será esquecido no Wii U aparentemente. Diferente de tantos outros jogos que tiveram ports para o Switch, ele não parece estar na lista da Nintendo. Não vejo motivo para não fazer algo semelhante a South Park: The Fractured But Whole onde a pré-venda da sequência garantia um remaster do anterior.

Todo meu problema com Paper Mario: The Origami King é que o visual e o humor te fazem querer amar o jogo, mas como os anteriores a jogabilidade simplesmente não acompanha esse nível de qualidade. Ironicamente isso é muito parecido com o tipo de jogo que vemos na Sony e Microsoft, jogos em que os visuais e história são considerados de alto nível, mas a jogabilidade não acompanha. Jogos estes que fãs da Nintendo sempre se orgulharam por não serem enganados a gostar deles.

State of Play: Ghost of Tsushima


Recentemente a Sony divulgou um novo vídeo da sua série "State of Play" focado no exclusivo Ghost of Tsushima de PlayStation 4, um jogo que tem ganhado mais peso nos últimos meses. Ele é desenvolvido pela Sucker Punch Productions, mesma equipe da série Infamous, mas parece bem mais ambicioso que os projetos anteriores da empresa. Acho que será um jogo que ficará sentado confortável em sua cadeira como melhor que Days Gone, mesmo que não tão bom quanto Horizon Zero Dawn.

A apresentação foi bem legal porque foi toda focada em gameplay, primeiro sobre exploração, depois combate, com trechos de personalização do seu samurai e modos extras. A narração foi feita por Jason Connell, diretor criativo e de arte da Sucker Punch. O jogo em si se passa em 1274 e conta sobre um samurai chamado Jin que tenta defender suas terras da invasão dos Mongóis. Para tanto ele precisar se tornar "o fantasma de Tsushima", não tão diferente de um certo fantasma de Esparta.


O vídeo comenta que a exploração será feita de um modo orgânico, sem ícones no mapa. Há um vento que te guia, pássaros e raposas que levam a locais secretos, pilhas de fumaça que indicam pessoas em perigo, árvores estranhas que indicam algo interessante e mais. Minha opinião é um pouco dividida sobre essa moda de "design orgânico" que tenho visto surgir recentemente em jogos de grandes empresas.

Tirando for The Legend of Zelda: Breath of the Wild, acho que nenhum jogo até agora conseguiu demonstra esse suposto design orgânico, de estimular o jogador a explorar com dicas sutis ao invés de ícones no mapa. Acabamos com algo ironicamente artificial, um design orgânico artificial, às vezes reduzidos a pilhas de fumaça que indicam pontos de interesse.

Days Gone tem muitas coisas supostamente orgânicas que acabam por só incomodar, você não tem uma boa noção de onde as coisas estão e após algum tempo eu mataria vários sobreviventes por ícones no mapa. Muito dessa necessidade por algo mais orgânico veio de jogos da Ubisoft saturarem o conceito de ícones colecionáveis no mapa.


Porém, não dá pra negar que esse conceito da Ubisoft era um fast food de qualidade. Você podia consumir o jogo sem pensar tanto e isso definitivamente fazia parte do sucesso de séries confortavelmente anuais como Assassin's Creed e Far Cry. Será que queremos mesmo vários jogos diferentes, cada um com seu próprio tipo de linguagem sutil com pássaros, marmotas, tamanduás, auroras boreais nos guiando para os pontos de interesse?

Há outras coisas extremamente formulaicas de exclusivos Sony que pude ver no vídeo de Ghost of Tsushima, como uma visão mais aguçada que pode ser ativada para ver elementos importantes no cenário e plantas que podem ser colhidas, acredito que para fabricar itens. Uma vantagem é que você não precisa nem descer do cavalo para pegá-las, enquanto em Days Gone a todo momento precisava descer da moto.

A exploração me deixou com um pé atrás e o combate também não me convenceu totalmente. O combate tem duas faces, uma mais samurai e uma mais ninja. Na parte samurai você pode matar os inimigos com apenas um golpe com base em um sistema de defesa e contra-ataque, acredito que parecido com o de Sekiro: Shadows Die Twice, porém bem mais simples. Não faz muito meu estilo e em um jogo de aventura pode realmente matar a diversão.


A parte stealth no entanto parece bem bacana e me lembrou do clássico Tenchu do PlayStation One. É um pouco parecido demais com outros jogos, até mesmo com Horizon Zero Dawn, mas acho que será bacana mesmo assim. Também mostraram customização do personagem, como é possível mudar equipamentos e escolher habilidades em uma Skill Tree. Imagino que será a tradicional Skill Tree dividida em três especialidades que quase todos os jogos da Sony têm.

As últimas novidades foram algumas das mais legais, como um modo "Samurai Cinema" onde fica tudo em preto e branco como nos antigos filmes de Samurai. Também é possível botar o áudio em japonês com legendas durante todo o jogo. Isso além de um Photo Mode, algo que a Sucker Punch gosta bastante. Desde Uncharted 4 acho ótima a ideia de filtros gráficos que permitem rejogar com um visual diferente.

Acho que Ghost of Tsushima realmente vai ser um bom jogo no geral. Melhor que Days Gone, não excepcional, mas bacana. Acho que a coisa mais interessante no entanto é ver como definitivamente a Sucker Punch cresceu como estúdio em qualidade e ambição, muito além do medíocre Infamous.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Análise do Ano Fiscal de 2019 da Nintendo


Recentemente a Nintendo divulgou os resultados de seu ano fiscal de 2020, o qual inclui o período entre março de 2019 até março de 2020, com alguns detalhes interessantes sobre o futuro da companhia... se ainda houver um futuro para o mundo a longo prazo. Como já mencionei no artigo sobre a pandemia, não dá mais pra saber como as coisas ficarão pela frente e muitas previsões podem sair erradas.

Olhando apenas o relatório fiscal do ano completo, poderia-se imaginar que está tudo bem na Nintendo. Os lucros apenas tem crescido ano a ano e a valorização de suas ações está atingindo os velhos ápices da época do Wii. Estas condições, no entanto, já são reflexo da pandemia e altas vendas do Switch e de jogos como Animal Crossing devido a quarentena.

Se retornarmos até janeiro, quando o mundo ainda estava um pouco mais normal, a Nintendo havia divulgado seu relatório de terceiro trimestre do ano com os seguintes fatos: não havia atingido sua meta de lucros de ¥175 milhões de Yens, ficando em ¥168,7 milhões, as ações da companhia caíram 4% devido a investidores insatisfeitos com esse resultado e o novo modelo do Nintendo Switch Lite teve vendas abaixo do esperado.


Apesar de tantas más notícias, este não é um cenário apocalíptico como costumávamos ter na época do Wii U e 3DS. Aquelas duas pedras puxavam muito a Nintendo pra baixo, a ponto da companhia mal ficar no azul. O que são ¥168,7 milhões comparados a uma época em que eles geravam ¥70 a ¥50 milhões. Isso para não mencionar o ano em que a Nintendo teve apenas ¥6 milhões e o fatídico ano de prejuízo causado pelo 3DS.

No entanto, também não é tudo céu azul para o Switch como os fãs da Nintendo gostam de imaginar. Quando fiz minha previsão inicial sobre o Nintendo Switch falei com certeza que ele não era um portátil e que veríamos a Nintendo lançar um portátil de verdade, o que aconteceu com o Switch Lite. O fato de que ambas as plataformas dividem nome e ecossistema, porém, complica muito para analisá-las.

Na minha previsão, o Switch estaria com no máximo 40 milhões de unidades vendidas quando a Nintendo lançasse seu novo portátil e foi isso que aconteceu, com vendas de 36,87 milhões em junho de 2019 e 41,67 em setembro de 2019, já com 1,95 milhões de unidades do Switch Lite. Onde as coisas começam a ficar complexas é que quando previ isso em 2017, estava certo de que uma vez que tivéssemos o portátil de verdade, não haveria mais motivos para comprar o modelo padrão.

Aconteceram no entanto duas coisas complicadas: primeiro, falava que a bateria fraca do Switch era um dos motivos de ele não poder ser tão portátil, mas logo após lançar o Lite a Nintendo lançou um novo modelo padrão do Switch com bateria melhor, sem mudar de nome. Ele é mais capaz de ser portátil que o Switch que tínhamos antes, porém ele ainda tem o mesmo nome do que era menos capaz, o que causa problemas de medição.


E segundo, algo que eu não costumo esperar da Nintendo, o Switch Lite não é bom o bastante. O Switch Lite deveria ser uma porta de entrada de custo menor para o mundo do Switch, na qual você pudesse se comprometer aos poucos. Comprar basicamente o mesmo aparelho, porém sem controles de movimento, sem o dock para conectar na TV e assim por diante.

Você deveria, no entanto, poder aos poucos comprar essas coisas e se comprometer cada vez mais com a plataforma. Você pode comprar Joycons para o Switch Lite, porém ele jamais poderá se conectar à TV pois a Nintendo não deu essa funcionalidade ao videogame. Esse foi um erro extremamente amador da empresa que não é algo que eu costumo esperar dela e acho que eles ainda nem perceberam que cometeram. Vou explicar a seguir qual o grande problema disso.

O Switch não é um portátil, o que significa que seu alcance de vendas é limitado. Mesmo que supostamente ele vendesse como um híbrido, estamos falando de 70% das vendas de um portátil de verdade. O lançamento de um portátil de verdade deveria ser capaz de pegar as vendas limitadas do Switch e levá-las além dos 120 milhões.

Como o Switch é uma plataforma unificada da Nintendo, presume-se que ela não lançará mais um console e um portátil por geração. Porém para que isso faça sentido para ela, essa plataforma única precisa ser bem lucrativa. No pior cenário da Nintendo, a geração do Wii U e do 3DS, console e portátil tinham vendas conjuntas de 75,77 milhões + 13,56 milhões. Isso significa que 90 milhões de Switch + Switch Lite, enquanto pode parecer um número alto, seria equivalente à pior época da Nintendo.


Em algum momento a Nintendo terá que considerar se valeu a pena ter apenas uma única plataforma. Em sua fase de ouro, a empresa vendeu 150 milhões de Nintendo DS + 100 milhões de Nintendo Wii. Seria possível uma plataforma unificada chegar a 250 milhões de unidades? Se não for, por que não lançar duas plataformas separadas e tentar alcançar novamente o topo com ambas? Qual o tamanho do risco de ter apenas uma plataforma caso ela falhe?

O fato do Switch Lite não ser bom o bastante vai criar uma dissonância bizarra nos números, pois vendas que deveriam ser do Switch Lite se converterão em vendas do modelo padrão do Switch. Ambas as plataformas irão se canibalizar e se prejudicar ao invés de ampliar o alcance da forma que um portátil de verdade deveria fazer.

Como o Switch Lite não pode aos poucos ser transformado na experiência padrão do Switch, com conexão à TV, significa que aqueles que escolherem pelo Lite estão abrindo mão dessa função ao comprá-lo. Um "Portátil de verdade" que deveria ser sucesso com os Tiers 2 e 3 do mercado, não tanto com o Tier 1 hardcore que preferirá o "console", acaba por deixar grande parte do seu público para trás porque eles não irão querer abrir mão disso.

Acidentalmente o Nintendo Switch Lite criou uma âncora de valor que faz as pessoas pensarem que gostariam de tê-lo, mas que é melhor pegar o Switch padrão. O Switch padrão, no entanto, exige um compromisso financeiro maior e nem todos irão se converter, muitos ficarão no meio do caminho entre não querer abrir mão das funções do modelo padrão e não terem o dinheiro extra para completarem.


Nos últimos anos quando uma plataforma Nintendo era lançada teria vendas de quase 18 milhões de unidades no ano, mas o Switch Lite teve vendas de apenas 6 milhões. Enquanto o Switch padrão vendeu mais que o Lite, 14 milhões. Ao invés de substituir o modelo padrão, o Lite está fazendo o Switch padrão parecer um negócio melhor e vender mais para algo em torno de 12 milhões de pessoas.

Bom, mas o que importa? Se for tudo Switch, não importa qual modelo fica com as vendas, certo? Não é bem assim. Um "portátil de verdade" teria como função expandir o mercado para jogadores que não são de console. Jogadores que não querem jogos grandes de console para jogar em qualquer lugar, mas querem jogos pequenos para sacar em momentos oportunos. Sem o apelo do Lite, a Nintendo perde essa capacidade de expansão.

Um analista famoso da Niko Partners, o Daniel Ahmad, comentou que a Nintendo atualmente é "completamente dependente do Switch" e que precisaria "focar em como expandir sua plataforma para 2021 e além", algo bastante semelhante ao que eu estou dizendo agora.

A Nintendo ainda não se encontrou nos projetos portáteis. O remake de The Legend of Zelda: Link's Awakening ficou caro demais para o consumidor, lado a lado com The Legend of Zelda: Breath of the Wild como se tivessem o mesmo valor. Pokémon que era um jogo de baixo custo para produzir teve que pular o equivalente a duas gerações e teve um desenvolvimento conturbado com resultados abaixo do nível de qualidade da franquia. No momento não há novos jogos portáteis anunciados para o console, mas isso pode mudar.


Fosse este um ano normal eu continuaria escrevendo sobre mais coisas, mas o que acontecerá com os videogames nos próximos meses tem bem pouca relação com sua qualidade e tudo a ver com coisas mais importantes no resto do mundo.

Tributo: Sonic and the Black Knight


Sonic and the Black Knight foi um jogo bem ruim do Nintendo Wii e isso dito por alguém que realmente gostou do jogo anterior: Sonic and the Secret Rings. Havia problemas demais na jogabilidade, ele era extremamente curto e tudo de legal que havia sido feito no Secret Rings acabou não traduzindo bem pro Black Knight. Mas sabe o que esse jogo tinha? Uma trilha sonora irada.

Claro, música nos jogos modernos de Sonic the Hedgehog divide os fãs. Há quem ama e há quem odeia esse estilo cafona de cantar como se fosse um desenho de sábado de manhã. Como eu estive lá na revolução do Sega CD e Dreamcast com Sonic Boom e Open Your Heart, eu associo essas músicas a momentos bastante épicos.

Acho que a trilha sonora de Sonic and the Black Knight, no entanto, dá um passo além nessa discussão. Ao misturar as batidas de sempre da banda Crush 40 com uma temática celta temos uma das melhores trilhas sonoras da série, talvez não com picos tão altos quanto em outros jogos, mas com uma média muito mais impressionante na quantidade de músicas legais.

Separei algumas das minhas músicas preferidas do jogo para relembrá-las e apresentá-las a quem não teve a chance de jogá-lo na época.


   

Além disso, Sonic também completa 29 anos nesse mês de junho e eu acabei entrando numa collab no Twitter criada pelo @aryelsereio onde eu fiz esse desenho do Sonic Gold Knight, meio que a versão do "Super Sonic" de Sonic and the Black Knight visto em um dos vídeos.


quinta-feira, 14 de maio de 2020

Inside Xbox deixou a peteca do gameplay cair


Na semana passada a Microsoft fez um evento "Inside Xbox" que supostamente mostraria o gameplay de títulos do Xbox Series X. O evento seria mais um duro golpe na estratégia da Sony para o PlayStation 5 de ficar quieta para manter as coisas em segredo e esperar a Microsoft fazer tudo antes para só depois reagir. Seria... porque o evento de gameplay... não teve gameplay... não teve nem jogos interessantes... foi meio que um desastre.

O começo foi promissor, quando Aaron Greenberg, gerente de marketing do Xbox, entrou por stream de sua casa e havia um Xbox Series X gigante no lugar da geladeira. Se uma piada é óbvia, faça você mesmo e pegue eles de surpresa, é a melhor técnica. Porem, o resto foi tudo ladeira abaixo a partir daí.


Uma coisa que a Microsoft falou durante o evento é sobre um programa chamado "Smart Delivery", que significa que se você compra um jogo no Xbox One, ganha ele no Xbox Series X também. Porém, isso me parece que é uma falta de incentivo para comprar um Xbox Series X. A grande maioria do público, se pudesse jogar os jogos da próxima geração com gráficos piores mas sem gastar 400 dólares para comprar um console novo, faria essa opção.

Isso tornaria a adoção do Xbox Series X ainda mais lenta. Em comparação, quando o PlayStation 4 lançou e eu já tinha uma assinatura da PS Plus, eu comecei a ganhar jogos de PS4, os quais eu não podia jogar até comprar o console. Isso sim era um grande incentivo, pois após um ano de PS Plus eu já tinha vários jogos e até comprava jogos em promoção já pensando em jogar no console futuramente.

Mas falando em decepção, o problema é quando começamos a ver os anúncios. Uma tela grande mostrava que todos os jogos eram "otimizados para o Xbox Series X". Como isso é diferente dos jogos do Xbox One que são otimizados para o Xbox One X? Acho que a Microsoft não percebe como esses nomes e forma de comunicação são confusos para o público em geral. Não quero ver otimizados, quero ver exclusivos.

Bright Memory Infinite foi o primeiro jogo a aparecer e ele é um jogo independente feito por um único desenvolvedor. É um jogo bastante impressionante de tiro, combate com espadas e trechos de carro mas ele também é um pouco exagerado. Eu acho que posso gostar dele, mas não é lá um grande exemplo de próxima geração.


A Codemasters anunciou Dirt 5, sem grandes surpresas e que sairá também em outras plataformas. "Scorn" foi um dos primeiros trailers que realmente me desanimou no evento porque é um trailer que não diz nada, seguido então por "Chorvs", um jogo de nave com um trailer que também não disse nada e ali eu comecei a ver um certo padrão nos trailers que se tornou a vibe geral do evento.

A próxima revelação foi Vampire The Masquerade Bloodlines 2, uma série que não me agrada muito mas que sei que tem fãs fiéis. Há um bom potencial em sua jogabilidade mesmo que seu visual não seja grande coisa. No início eu pensei que poderia ser algo do estúdio de We Happy Few e pensei que seria interessante algo semelhante a We Happy Few mas com super poderes.


Call of the Sea foi um jogo meio estranho, uma aventura em primeira pessoa nos anos 30 com uma aventureira em busca de alguém. Até achei charmosa, mas senti que estava na mesma vibe dos outros trailers. Muita narração e praticamente nenhum gameplay, a não ser que seja um walking simulator já que só mostrou a personagem andando.

The Ascent foi um jogo interessante, tiro em visão aérea, meio cyberpunk. Não é nada muito fora do comum, mas esses jogos de tiro costumam ser divertidos apesar de não muito profundos. O que veio depois? Isso mesmo, "The Medium", um jogo de terror com um trailer que não diz nada e já sai no final de 2020.

Um dos jogos mais bacanas da conferência foi Scarlet Nexus, um jogo da Bandai Namco que também será multiplataforma. Os monstros pareceram muito legais, mas a jogabilidade e o protagonista já são um pouco genéricos, meio Devil May Cry. Ainda assim, só o fato de ter gameplay mostra um pouco a diferença de filosofia entre jogos ocidentais e orientais.


Second Extinction, um FPS com dinossauros pareceu ok, mas também não mostrou muita coisa e o RPG japonês Yakuza Like a Dragon foi confirmado para o Xbox Series X, mas é um jogo que já saiu no PS4 há mais tempo, nada muito impressionante. Por fim o famigerado "trailer de gameplay" de Assassin's Creed Valhalla sem gameplay algum. Foi realmente a gota d'água que fez o evento ir por água abaixo.

Este evento tinha tudo para ser um forte golpe no PS5 que está cheio de segredinhos, mas acabou deixando a barriga desprotegida pra um contra-ataque. Não que a Sony pareça interessada em contra-atacar também. Essa disputa de quem pisca primeiro entre Sony e Microsoft está bem chato e demonstra uma falta de confiança de ambas, como se bastasse.

Aaron Greenberg tweetou que o problema do evento é que criaram expectativas erradas, mas ele achou apenas que não deveriam ter anunciado, simplesmente largado do nada, como a Nintendo (e eu odeio isso), sem considerar que o conteúdo do evento foi fraco, um grande erro.

Agora só devemos ver alguma coisa em junho, na semana que deveria ser a feira de jogos E3, mas que foi cancelada devido a pandemia. Será que é pedir demais que as empresas de jogos mostrem seus... jogos?


quarta-feira, 6 de maio de 2020

Pandemia & Previsões


Como todos já devem saber, a pandemia do novo coronavírus afetou bastante o mercado de jogos esse ano e seus efeitos podem ser bem duradouros. Para quem segue o blog e curte as previsões que fazemos de mercado sobre quais videogames vão vender mais ou quais jogos vão fazer sucesso (ou não) achei legal avisar que vamos ter que suspender previsões devido a imprevisibilidade da pandemia.

Ainda devo analisar os últimos números fiscais da Nintendo porque tenho coisas pra falar sobre eles desde os relatórios do terceiro trimestre, porém em março, quando a Organização Mundial da Saúde oficializou a pandemia, já temos anomalias muito fora do comum com o lançamento de Animal Crossing: New Horizons superando jogos como Mario, Zelda e Call of Duty.

Esta é uma hora para desconfiar de previsões, porque ninguém sabe como de fato uma pandemia afeta o mercado de games a longo prazo, nunca tivemos nada parecido antes. Uma das primeiras análises sérias veio da analista Karol Severin da empresa MIDiA, que descreveu o mercado de jogos como "um peixe em crescimento em um lago que está secando". Em outras palavras, que este súbito pico no mercado de jogos precede um momento bem menos oportuno.

Assim como em um primeiro instante jogos como Animal Crossing podem vender muito no início da pandemia e quarentena, o mercado de games pode mudar ou entrar em colapso quando o tempo de isolamento aumentar e o clima começar a ficar mais pesado.

Quando o isolamento começou (nos países sérios) e as pessoas começaram a ficar em casa, disparou o interesse por jogos clássicos e simples para jogar com amigos. Jogos de cartas, de tabuleiro, sinuca, UNO, stop/adedanha. Tudo isso porque a impressão era a de que todos apenas haviam ganhado alguns dias de descanso com os amigos online.

Porém, com o aumento do tempo de quarentena, a ficha começou a cair. O isolamento se tornou parte da rotina, muitas pessoas começaram a trabalhar em home office, mas agora têm que lidar também sedentarismo (algo não tão problemático para muitos jogadores de videogame). Isso por sua vez aumentou a procura por jogos de exercício para quebrar a monotonia, dar movimento e queimar calorias, entre eles Ring Fit Adventure. Também aumentou a procurar por jogos adultos, mas vamos pular essa.

O Switch em seu quarto ano quando já deveria estar desacelerando, subitamente bateu recordes de vendas com números equiparáveis a seu lançamento. Enquanto o PlayStation 4 que já caía esperadamente em seu ano final antes do lançamento de seu sucessor, teve uma queda ainda maior do que deveria. Nesse cenário é impossível saber como PlayStation 5 e Xbox Series X irão se portar.

Apesar disso eu ainda devo arriscar um ou outro palpite por diversão, porém minha margem de erro seria alta demais para dizer com certeza a reação do mercado como costumo fazer. A própria definição de sucesso e fracasso podem mudar. Um ano cheio de ports pode ser péssimo normalmente para um videogame, mas em uma quarentena quando todos os principais lançamentos são atrasados? Aceitável.

Quanto mais tempo a quarentena durar, maior será também o impacto econômico dela. O dinheiro para entretenimento irá diminuir e uma recessão será inevitável. Videogames perderão a prioridade para coisas mais essenciais e quando o vírus parar finalmente de circular o que todos irão querer fazer é ir lá pra fora com pessoas, não comprar jogos e consoles.

São pessoas que geram riqueza, não empresas. A pandemia não está só matando números estatísticos, são pessoas que têm seus sonhos interrompidos e uma sociedade que fica sem suas contribuições futuras. Pessoas que deixam de comprar seus jogos preferidos para se divertirem, pessoas que não estão mais lá para criar nossos jogos favoritos.

A forma como a pandemia afetará o mercado de jogos será algo a se estudar retroativamente, depois que passar, tentando entender seus efeitos para entender situações semelhantes no futuro. Pode parecer até bobagem falar de videogames nesse momento que tantas coisas mais importantes estão acontecendo, mas eles fazem parte das artes que não só nos mantêm vivos como fazem valer a pena viver, nos ajudam a não quebrar sob tanta pressão.

Vale lembrar que ninguém está seguro no ambiente atual, até eu posso não estar mais aqui para fazer os posts que todos amam odiar. Fiquem em casa, exagerem nos cuidados e sobrevivam. E para o caso de não nos vermos mais, Bom Dia, Boa Tarde e Boa Noite.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Coisas para fazer na Quarentena #NaBaladaEdition


Diferente da maioria, inicialmente eu não fiquei cheio de tempo livre na quarentena, pelo contrário, com todo mundo em casa eu comecei a ter mais trabalho do que nunca. Porém, com o novo coronavírus (COVID-!9) se espalhando cada vez mais, o ritmo está começando a diminuir até pra mim e por ora parece que vou ter algum tempo livre.

Ficar em quarentena pra mim é bastante fácil porque sou muito caseiro, então acho que posso dar algumas boas ideias pra vocês. Como a maioria é baseada nos meus próprios interesses, então vai haver muitos crossovers entre cada sessão de conteúdo. Aqui vão algumas atividades para fazer nesse período de quarentena e no final uma grande lista de recomendações.

Animes & Mangás

Claro, vou recomendar alguns animes e mangás legais para assistir e ler nessa época, mas quero destacar dois que têm tudo a ver com a situação: Cells at Work e Dr. Stone.

O primeiro está disponível na Netflix, é um anime de 13 episódios sobre personagens que representam o funcionamento do corpo humano, com células vermelhas e brancas lutando contra invasões de vírus enquanto explicam mais sobre o corpo humano. Tem um pouquinho de sangue demais, usado de uma maneira até meio cômica, mas é bom respeitar a classificação etária de 12 anos.


O segundo, Dr. Stone, está disponível no Crunchy Roll e conta de um acontecimento misterioso que transformou toda a humanidade em pedra. Apesar desse ponto inicial, ele não é um anime sobre magia. O personagem principal é um garoto obcecado com ciência que desperta milhares de anos depois e tenta restaurar a humanidade através da ciência. Explica bastante tudo que é feito cientificamente também.

Livros

Ler é uma boa atividade para o momento, porém nem sempre é possível com o aumento de pessoas em casa, o que pode dificultar a concentração. Leituras leves são mais fáceis dado o clima pesado no mundo, mas vejo também oportunidade para ler algumas coisas que expliquem como chegamos aqui como o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han e até Nietzsche. Alguns clássicos também são boas pedidas, como O Mágico de Oz. Muitas vezes ouvimos falar deles mas nunca lemos os originais.

Se você assina o Amazon Prime tem direito também a um serviço chamado "Prime Reading" que não é muito bem divulgado. Você pode ler vários livros gratuitamente ao pegá-los "emprestados" e depois precisa devolvê-los para o sistema. Com um Kindle é bem fácil de ler, sem ele há o "Kindle Cloud Reader", que nada mais é que ler no seu PC. Há também algumas HQs bem legais como Batman: Ano Um, The Boys e mais.


Filmes, Séries, Desenhos & Musicais

Assim como as outras categorias, tem uns que são muito óbvios e não vale a pena chover no molhado para filmes e séries extremamente populares. Então vou focar minhas recomendações nos incomuns, que nem todos conhecem e que podem se surpreender. Vale a pena também visitar uns clássicos, sou grande fã dos filmes em preto e branco, não tanto dos mudos.

Musicais eu gosto mas não sou super fã de todos. Séries estilo History Channel como Trato Feito, Guerra de Depósitos, funcionam muito bem para entreter com baixo investimento de pensamento. Aqui em filmes e séries eu vou botar uns pesados e também desenhos animados adultos, porque mesmo em quarentena às vezes é legal ver algo mais denso, à discrição do espectador.


Cursos bizarros

Depois que eu descobri o site Udemy não tem mais nada que eu não aprenda. Quando eles têm promoções, dá pra encontrar cursos por aproximadamente R$ 20. Fiz alguns ótimos investimentos em curso de desenho para melhorar nesse hobby. Porém, o segredo é não focar apenas em cursos úteis, como alguns outros que eu já comprei de pixel art ou programação em Unity. São os cursos bizarros que são mais interessantes.

Cursos de idiomas que talvez você não vá usar, malabarismo, taijutsu, música, costura, construção de maquetes, boxe, massagem, astrologia, dança, libras, hipnose, tai chi, pense em qualquer área sobre a qual você tenha a mínima curiosidade e como você pode sair de apenas um mero curioso para alguém com um conhecimento básico sobre o assunto. Isso é extremamente estimulante para o cérebro e algumas trabalham também o corpo.


Tokusatsus

É uma ótima oportunidade para rever alguns tokusatsus clássicos como Jaspion, Changeman, Flashman, Jiraya e mais. Muitos deles estão disponíveis no Amazon Prime, o qual no momento não é um serviço caro. As versões picotadas da Saban como Power Rangers, VR Troopers e Beetleborgs estão disponíveis na Netflix, mas o cringe é forte, não envelheceram nada bem.

Felizmente a Toei também lançou um canal no YouTube onde está publicando vários Tokusatsus e animes antigos, chamado Toei Tokusatsu World Official. Eles estão com legends em inglês, então temos Machine Man, Winspector, Solbrain, Bicrossers, Gavan e Sharivan, porém sem dublagem.

Canais de YouTube

Através dos anos eu acumulei uma lista especial de canais de YouTube com todo tipo de conteúdo interessante, os quais além de entreter às vezes também ensinam um pouco. Alguns dos canais são em português, mas a grande maioria é em inglês, então talvez nesse ponto a minha lista possa não ser tão útil para alguns usuários.


Infantil

Se você estiver em quarentena com crianças sem um momento de privacidade para ver algo que inclua violência ou temas adultos, essa seção tem algumas opções. Ainda são ótimos filmes por si só e eu adoro a maioria mesmo sem crianças por perto. Boa parte dos animes que mencionei também são adequados para todas as idades, com exceção de alguns poucos.



Lista suprema de recomendações quarentenadas

Anime & Mangá

Tengen Toppa Gurren Lagann (anime/mangá) - anime de ação e mechas sensacional e totalmente obrigatório. Não é muito longo e a qualidade da animação é excepcional, por isso recomendo ver o anime ao invés do mangá.


Puella Magi Madoka Magica (anime/mangá) - uma subversão do gênero de garotas mágicas com um pouco de violência e temática adulta. Também não é longo e ao lado de Gurren Lagann é um dos raros casos em que prefiro drasticamente o anime ao mangá.

Quem é Sakamoto? (anime/mangá) - comédia hilariante sobre um estudante que tudo que faz é perfeito e estiloso, é engraçado ver como as coisas dão certo pra ele e também a paródia de clichés de anime.

Mob Psycho 100 (anime/mangá) - uma história sobre um garoto com poderes paranormais poderosíssimos mas com uma humildade que o faz não se achar especial e acaba mudando todos a sua volta.

One Punch-Man (anime/mangá) - anime de ação e comédia sobre um herói que derrota todos os seus inimigos com apenas um soco e fica entediado com a vida. Algumas pessoas não curtiram tanto a segunda temporada, mas eu ainda gosto.


Red Line (anime) - um longa de corrida de carros com alguns belos efeitos de animação e uma história interessante. Aviso que tem uma pequena cena de topless no meio, caso isso seja um problema.

Castlevania (anime) - o anime de Castlevania original da Netflix está bem bacana e é a melhor coisa sendo feita com a série hoje em dia desde que a Konami resolveu engavetá-la.

Dragon Ball Super (anime/mangá/filmes) - se você ainda não viu Dragon Ball Super, agora é uma boa hora. Há muito disponível para assistir e apesar de alguns pontos baixos, há outros muito bons, como o final do torneio do poder. O mangá é diferente do anime, então vale a pena ler separadamente, até porque o mangá está mais a frente e já tem um novo vilão chamado Moro. Houve também novos filmes da série, que variam em qualidade, mas divertem.

Fullmetal Alchemist Brotherhood (anime/mangá) - uma ótima série de anime e mangá bem elaborada e complexa. Adiei muito meu contato com FMA porque não faz tanto meu estilo, mas pode fazer o de outros.

Little Witch Academia (anime/mangá) - imagine como seria Harry Potter com garotinhas colegiais no lugar do Daniel Radcliffe e você tem uma boa ideia do que é esse anime. É leve e tranquilo de ver com crianças, apesar do mau exemplo da protagonista teimosa.

SSSS Gridman (anime) - um anime recente baseado na clássica série Gridman, que era tipo um Ultraman misturado com computadores. No Brasil tivemos contato com uma versão americanizada da série, estilo Power Rangers, chamada Superhuman Samurai Syber Squad. O anime presta homenagem com o SSSS, mas é uma nova história.


Tudo do Ghibli (anime) - recentemente a Netflix adicionou muitos longas do Studio Ghibli como A Viagem de Chihiro, Meu Amigo Totoro, Serviço de Entregas da Kiki, Castelo Animado, Princesa Mononoke e mais. Para apreciar alguns desses é preciso estar em um certo estado de espírito calmo e pronto pra apreciar a beleza nessa tranquilidade.

Neon Genesis Evangelion (anime/mangá) - este é um anime que não recomendo tanto para esse período. Apesar de gostar de Evangelion, ele é também muito depressivo. Não é uma boa época para se jogar pra baixo.

Food Wars (anime/mangá) - inicialmente não parece algo muito fantástico, mas Food Wars incentiva bastante o interesse em cozinhar, o que por si só pode ser um hobby para esses momentos.

Dr. Slump (anime/mangá) - outro clássico, mas do humor, Dr. Slump tem várias situações engraçadas e simplesmente uma estética simpática cheia de carisma que vale conhecer para quem ainda não conhece.

Hellsing (anime/mangá) - este é um dos meus preferidos, apesar de um pouco antigo, aventuras de um vampiro com uma arma irada.


Hokuto no Ken (anime/mangá) - a clássica série do "você já está morto" é bem mais legal do que parece inicialmente com seu visual de Mad Max. Por trás de um monte de pancadaria há muito acontecendo na história.

Hi-Score Girl (anime) - não é um anime particularmente brilhante, mas Hi-Score Girl ganha pontos por ser uma animação sobre videogames e falar um bocado sobre a história deles.

Bananya (anime) - um anime bem fofinho sobre um gato que vive dentro de uma banana, com episódios curtos, mas que criam um universo fofo por si só.

Mazinger Z (anime) - recentemente a Netflix trouxe esse anime inédito no Brasil pra cá com dublagem. É um clássico mas talvez algumas coisas da época não agradem tanto o público de hoje em dia. Tem umas partes tensas devido ao machismo da época. Ah, coloquem em japonês ao menos uma vez para ouvir a música tema, a qual não está presente na dublagem, não sei por que.


Voltes V (anime) - outro anime de robô gigante, Voltes V passou no Brasil há muitos anos e também é um clássico de combate entre mechas, porém com uma pegada de combinação, estilo Super Sentai. Está disponível no canal da Toei.

Livros

Guia do Mochileiro das Galáxias (livro) - a clássica obra de Douglas Adams é uma leitura leve e divertida para todas as idades.

O Hobbit (livro) - bem melhor que o filme O Hobbit, bem melhor que os livros de O Senhor dos Anéis, é uma leitura leve de Tolkien, algo meio raro, com ótimos toques de aventura.


O Alquimista (livro) - sim, Paulo Coelho. É outro livro de leitura fácil e que vem com uma mensagem interessante.

Eragon (livro) - um livro com um pouco mais páginas, porém com leitura leve como a seda. Eragon é na verdade uma série, mas eu só posso votar a favor do primeiro livro porque não cheguei a ler os outros. Não se enganem pelo filme ruinzinho, o livro é bacana.

A Batalha do Apocalipse (livro) - o primeiro grande sucesso da Nerd Books, editora do Jovem Nerd, é uma história sobre o fim do mundo (estamos quase lá), com vários flashbacks que explicam aquele momento. É um pouco cansativo e cliché às vezes, além de numeroso em páginas, mas ainda é bom.

Vinte Mil Léguas Submarinas (livro) / A Volta ao Mundo em 80 Dias (livro) - sempre é uma ótima época para Júlio Verne e esses são alguns dos que eu mais gosto dele, mas há outras opções como Viagem à Lua e Viagem ao Centro da Terra.

O Mágico de Oz (livro) - clássicos sempre são bem interessantes e O Mágico de Oz é um que vale a pena ver junto com o clássico filme de 1939, já que ambos se complementam maravilhosamente.


Assim falou Zaratustra (livro) - encaro esse como um dos trabalhos mais otimistas de Nietzsche e imagino como ele ficaria chocado pela sociedade que temos hoje, na qual reagimos de imediato com o instinto mais primordial ao que nos gera emoções na internet.

A Morte e a Morte de Quincas Berro D'água (livro) - reli recentemente para um artigo aqui no blog que devem se lembrar e é um dos raros livros de Jorge Amado que eu gosto, além de ter uma magia muito característica da Bahia, de forma que esse livro simplesmente não poderia se passar em outro lugar.

O Lobo (livro) - esse é um livro que sempre acho fantástico, conta a história de um lobo em um inverno rigoroso, em primeira pessoa pela visão do animal.

Fahrenheit 451 (livro) - uma distopia não tão muito diferente da nossa, um mundo vazio de sentimentos e abundante de telas onde livros se tornaram perigosos e bombeiros os queimam. Ray Bradbury em seu melhor, recomendadíssimo.


79 Filmes para assistir enquanto dirige (livro) - o livro do Choque de Cultura com 79 reviews de filmes repletas de humor e pontos de vista incomuns. Se você gosta do programa, não tem erro com o livro.

Filmes

Marvel (filmes) - claro, filmes da Marvel são muito populares e se você não os assistiu, vale a pena fazer agora, porém para quem já assistiu, poucos são reassistíveis. Recomendo alguns como Capitão América: Soldado Invernal, Capitão América: Guerra Civil, Doutor Estranho, Guardiões da Galáxia 2, Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores Ultimato. Fora do circuito principal, Deadpool 1 e 2 também são bem bacanas.


DC (filmes) - sempre é uma boa hora para rever Batman: O Cavaleiro das Trevas, mas também LEGO Batman por motivos totalmente diferentes. Shazam também é mais divertido do que parece.

Star Wars Episódio VI / V / VI (filmes) - a trilogia original de Star Wars é sempre uma boa pedida e adiciono ainda Star Wars: Rogue One no pacote, o qual apesar de popular no lançamento, muita gente talvez ainda não tenha visto e é um filme interessante.

O Senhor dos Anéis (filmes) - ótima pedida para essa época de trevas em geral. Uma conversão quase perfeita dos livros em trilogia, a qual eu acho em alguns pontos superior à versão escrita. Vale a pena ver os três filmes com esse tempo extra e até ver a animação de 78 que cobre quase os dois primeiros filmes inteiros, mas que infelizmente não houve sequência.

Tank Girl (filme) - baseado nas histórias em quadrinhos britânicas, Tank Girl é como se fosse um filme de super herói dos anos 90 em que vemos a origem da heroína e seu confronto contra seu principal vilão tudo na mesma história. Uma coisa que o filme tem bastante é estilo. Ouvi falar de rumores de um reboot com a Margot Robbie, não sei se já foi confirmado.


Comando para Matar (filme) - não dá pra falar de Arnold Schwarzenegger sem falar de Comando, é o filme padrão dele, é como uma fita demo para mostrar o que ele é capaz.

Predador / Predador 2 (filmes) - o primeiro e o segundo filmes da série Predador são obras de arte da ação, ambos com qualidades distintas. Arnold Schwarzenegger formidável no primeiro filme e Danny Glover incrível no segundo.

Wasabi (filme) - um dos meus filmes favoritos do Jean Reno, dirigido por Luc Besson. Wasabi conta a história de um super policial que descobre ter uma filha no Japão e enfrenta a Yakuza para protegê-la.

Sharknado (filmes) - a série de filmes Sharknado é simplesmente ridícula e há momentos em que isso é muito bom. Em seus piores momentos, quando o filme realmente sabe que é horrível, ele consegue dar a volta e ficar muito bom. Não são todos os capítulos da série que são bons, no entanto, mas é uma diversão idiota muito bem-vinda.

Jumanji (filme) - o reboot de Jumanji com The Rock é um filme ok, nada fora do comum, mas que pode entreter bem para uma tarde. Eu acho o original um pouco chato, apesar de ser um bom filme, talvez valha a pena apresentá-lo para as crianças.

Krull (filme) - um clássico estilo Sessão da Tarde bastante inspirado por sucessos como Star Wars sobre um príncipe lutando contra invasores em uma terra de fantasia.


Power Rangers (filme) - o mais recente filme de 2017 traz uma roupagem mais séria para os Power Rangers e apesar de um começo terrível, mais pra frente até se torna uma boa aventura. É difícil de aturar algumas coisas, mas eu acho que tem também algo de legal no filme. Ainda prefiro o original.

Entre facas e segredos / Knives Out (filme) - um bom filme de detetive e mistério, relativamente recente, que traz Daniel Craig com um estilo muito diferente do James Bond e mostra que ele tem mais alcance como ator do que demonstra como agente secreto.

Ataque ao Prédio / Attack on the Block (filme) - um filme britânico sobre uma invasão de alienígenas em um bairro pobre com algumas estrelas como John Boyega, o Finn de Star Wars: Episódio 7, e Jodie Whittaker, atual Doctor em Doctor Who.

O Carma de um Assassino / Accident Man (filme) - um filme de ação tradicional sobre um assassino especializado em fazer mortes parecerem acidentes. O protagonista é ninguém menos que Ray Park, o ator que faz o Darth Maul em Star Wars: Episódio 1.

Chocolate (filme) - este é um filme de artes marciais um pouco incomum. Além de ter uma protagonista feminina, o que é raro nesse gênero, acredito que a menina seja autista. Ela cresce e imita filmes como os de Bruce Lee enquanto luta contra gangsteres.


Os Intocáveis (filme) - já que estamos falando de gangsteres, vamos falar logo de Al Capone. Eu não curto muito esse estilo de filme, não gosto de O Poderoso Chefão, por exemplo, mas Os Intocáveis realmente tem um ótimo roteiro e direção.

Lady Bloodfight (filme) - basicamente uma continuação de "O Grande Dragão Branco" apenas com mulheres. Tem pancadaria de boa qualidade e tem a Amy Johnston, atriz e dublê que faz captura de movimentos para Tomb Raider, Uncharted e mais outros jogos.

Herói (filme) - um dos mais poéticos filmes de artes marciais que já vi, conta a história de como o protagonista, interpretado por Jet Li, derrotou três assassinos que haviam tentado atacar um rei, com algumas belíssimas coreografias.

Ip Man (filme) - baseado na história real do homem que foi professor de Bruce Lee, Ip Man é um filme de artes marciais não apenas focado nisso, mas também no período histórico de guerra entre o Japão e a China. É um filme formidável e há sequências, porém o primeiro tem um peso incrível.

A Balada do Samurai (filme) - este é um filme meio raro de encontrar, mas é um ótimo filme de ação com espadas sobre um mundo pós-apocalíptico e um astro do rock samurai que deseja se tornar seu novo rei.


Shaolin Soccer / Kung Fu Futebol Clube (filme) - no espectro oposto dos filmes de artes marciais, este é um que não se leva muito a sério, mas é bem divertido, sobre um time de super atletas que usam kung fu para vencer no futebol.

IT (filme) - o original, não o remake. Originalmente essa versão de IT foi uma série para TV nos anos 90, mas ele se segura bem como filme e corta boas partes do livro como cenas de sexo e tartarugas cósmicas sem perder o sentido. Não curti nada o remake.

A Hora do Espanto (filme) - um clássico filme de terror no qual um jovem procura um apresentador de TV para ajudá-lo a combater as criaturas da noite. Estou falando do clássico de 86, pois houve um remake em 2011 que não assisti.

Gremlins 1 / Gremlins 2 (filmes) - os filmes da série Gremlins têm um tom de humor negro fantástico que funciona perfeitamente no original e acredito que ainda evolui na sequência. São monstrinhos que se reproduzem ao serem molhados e causam problemas. Há um toque de terror, mas no fundo são mais engraçados que assustadores.

Toc Toc (filme) - tem na Netflix, uma comédia, acredito que espanhola, sobre várias pessoas com transtorno obsessivo compulsivo em busca de uma cura com um psiquiatra especial.


RRRrrr!!! (filme) - uma comédia francesa sobre homens das cavernas que precisam resolver o primeiro caso de assassinato entre homens em meio a uma guerra por xampu entre tribos.

Clue / Os 7 Suspeitos (filme) - baseado no jogo de tabuleiro Clue / Detetive, este filme é outra divertida comédia que se sobressai com um mistério de "quem é o assassino?".

Corra que a Polícia vem aí (filmes) - a série de filmes de "Corra que a Polícia vem aí" traz algumas das comédias mais bobas e divertidas de antigamente. Leslie Nielsen em seu auge, com algumas coisas que não envelheceram tão bem, mas no geral ótimo.

Meus vizinhos são um terror / The Burbs (filme) - um Tom Hanks novinho em uma comédia sensacional sobre seus vizinhos serem assassinos. É um clássico da Sessão da Tarde que não passa mais e faz falta.

Apertem os Cintos o Piloto Sumiu (filme) - não dá pra lembrar do Leslie Nielsen sem lembrar desse outro clássico da comédia sobre um avião sem piloto e seus bizarros passageiros. Vale sempre ver e rever quando há chance.

Shaun of the Dead  / Hot Fuzz / The World's End (filmes) - A famosa "Trilogia Cornetto" de Simon Pegg e Edgar Wright traz vários filmes britânicos fantásticos e absurdos que entretém bastante. Não há ligação entre eles, é possível ver fora de ordem. Acho que alguns estão na Netflix. Em português os nomes dos filmes ficaram respectivamente: "Todo Mundo Quase Morto" / "Chumbo Grosso" / "Heróis de Ressaca".


Rudderless (filme) - um filme um pouco pesado mas bem interessante sobre um pai que lida com a morte do filho ao entrar para uma banda e cantar as músicas que ele havia escrito.

FAQ About Time Travel / Perguntas Frequentes sobre Viagem no Tempo (filme) - outro filme britânico, dessa vez sobre viagem no tempo, onde um grupo de amigos acaba viajando acidentalmente no tempo e tudo começa a dar muito errado.

Projeto Almanaque (filme) - mais um filme sobre viagem no tempo, sobre um grupo de jovens que cria uma máquina do tempo e tem que lidar com as consequências de mudar o passado.

The Man from Earth / The Man from Earth: Holocen (filme) - este é um filme curioso de baixo custo, no qual um professor reúne seus colegas de faculdade e revela ter 14 mil anos de idade, todo desenvolvido no formato de uma conversa entre eles. Houve uma sequência, não tão boa. Ambos estão disponíveis gratuitamente na internet e em troca os criadores apenas pedem uma doação através do site oficial. Caso esteja com pouco dinheiro agora, pode doar quando as coisas voltarem ao normal.


Need for Speed (filme) - estranhamente, eu gostei do filme de Need for Speed, me pareceu pegar bem o espírito da franquia, o que é mais do que dá pra falar de alguns de seus jogos recentes.

Rampage: Destruição Total (filme) - esse recente filme com Dwayne "The Rock" Johnson é na verdade baseado na franquia de jogos "Rampage" sobre criaturas gigantes que destroem cidades. Era um bom jogo nos fliperamas e particularmente divertido no Nintendo 64 e PlayStation One. Após conhecer os jogos é legal ver os personagens também no filme, mesmo que não seja nada excepcional.

The Angry Video Game Nerd: The Movie (filme) - talvez você já conheça o Angry Video Game Nerd do YouTube, ou do finado Screw Attack / Game Trailers, mas nem todos sabem que ele tem um filme. Ele conta a história de como o Nerd precisa fazer uma análise do pior jogo de todos os tempos: E.T. do Atari 2600.

Extermínio / 28 Days Later (filme) - um filme britânico de zumbis em Londres que ganhou alguns seguidores e se tornou cult. É um ótimo filme porém com temática adulta.

The Quiet Earth (filme) - um dos meus filmes favoritos, conta sobre um experimento que simplesmente varreu todas as pessoas da Terra, exceto o protagonista, um cientista que tenta descobrir o que aconteceu e como reverter isso. Há um pouco de nudez.


Sem limites (filme/série) - este é um filme que depois virou série com uma premissa bem interessante. Uma pílula que deixa a pessoa extremamente inteligente, com ramificações que vêm da ambição de cada um.

West World (filme/série) - o filme de West World é um otimo filme por si só, mas a série que ele inspirou na HBO também é muito boa, ao menos até a primeira temporada. Acho que vale a pena ver os dois, mas a série se perde um pouco a partir da segunda temporada.

Uma Cilada para Roger Rabbit (filme/animação) - uma evolução das técnicas de Mary Poppins, Uma Cilada para Roger Rabbit conta a história de um coelho de desenho animado que é incriminado e um detetive humano que precisa ajudá-lo.

Paprika (animação) - uma animação um pouco psicodélica, Paprika falha sobre entrar em sonhos e tem até uma cena que acabou sendo homenageada (copiada?) em A Origem.

Transformers: The Movie (animação) - nada de Michael Bay, estou falando do longa animado dos Transformers de 1986. Este é um dos desenhos mais fantásticos dos anos 80 e de longe um dos meus preferidos. Há cenas épicas, uma história ambiciosa e muitos personagens novos, infelizmente ao custo do Optimus Prime.


Musicais

Cantando na Chuva (filme/musical) - um dos meus musicais favoritos nos clássicos, quem nunca viu simplesmente veja, temos um ótimo Gene Kelly com uma boa história e humor.


Moulin Rouge (filme/musical) - o filme que trouxe os musicais para os tempos modernos, Moulin Rouge tem uma boa história, bons números musicais e canções marcantes.

Chicago (filme/musical) - na onda de Moulin Rouge vieram muitos filmes musicais parecidos e Chicago acho que é um dos poucos que vale a pena.

Notre-Dame de Paris (musical) - este é um lindo musical francês sobre a história que muitos conhecem pela Disney em "O Corcunda de Notre-Dame". Os números musicais são simplesmente lindos em francês, mas é preciso de legendas para entender a história.


A Hard Day's Night / Os Reis do Ié, Ié, Ié (filme/preto&branco/musical) - esse é um filme dos Beatles que é ridiculamente divertido considerando a época e a temática. Paul tem um avô troll que causa confusões o tempo todo e tem obviamente cenas musicais com a banda.

Filmes antigos

O Dia que a Terra Parou (filme/preto&branco) - Tivemos um remake desse filme com o Keanu Reeves, mas perderam muito a ideia geral da coisa. Vale muito a pena ver o original.

O Senhor das Moscas (filme/preto&branco) - um filme meio pesado sobre um grupo de crianças em uma ilha que acaba revertendo aos modelos primitivos da raça humana. Houve um remake nos anos 90, mas eu prefiro o original de 1963, é melhor em praticamente tudo.

Cidadão Kane (filme/preto&branco) - já se perguntou por que houve tanto falar sobre esse filme? A história em si não é tão envolvente, nem o final tão satisfatório, mas a forma como é contada é muito boa

12 Homens e Uma Sentença (filme/preto&branco) - este filme é um brilhante exercício em diálogo e discussão, sobre doze pessoas em um júri no qual apenas uma decide que o acusado é inocente e precisa defender seu ponto sob pressão das outras. Todo o filme se passa praticamente apenas em uma sala. Há um remake dos anos 90, mas essa versão é bem melhor e tem Henry Fonda em uma performance incrível.


"M" (filme/preto&branco) - um clássico filme alemão de 1931 sobre um assassino de crianças. Apesar da temática pesada, não é violento e questiona a moral do espectador.

Godzilla (filme/preto&branco) - o clássico filme de 1954 existe em duas versões, uma original japonesa e outra com atores americanos. Recomendo muito a versão original japonesa, é um filme que mantém sua tensão até os dias de hoje.

The Man Who Laughs (filme/preto&branco/mudo) - este além de ser em preto e branco é mudo, baseado na história de um homem que teve sua boca deformada para sempre estar sorrindo e a mulher que ele ama, a qual é cega. O visual do personagem acabou servindo de inspiração para a criação do Coringa.

Psicose (filme/preto&branco) - outro clássico, esse disponível na Amazon Prime, um filme de suspense sobre um assassino que administra um hotel. Chegou a inspirar uma série chamada Bates Motel, a qual não gosto muito. Houve um remake também que até foi bom, mas se houver a escolha, o original é melhor.

Séries & Desenhos

Star Trek (série) - a série clássica dos anos 70 é um show em roteiro e criatividade, se virando com poucos recursos mas com questões profundas sobre a raça humana. Está disponível completa na Netflix.


The Mandalorian (série) - essa é um pouco difícil de ver atualmente porque a Disney não a liberou de forma oficial, mas é uma série bem bacana de Star Wars, bem mais centrada no significado da franquia que os filmes.

Sherlock (série) - o Sherlock Holmes da BBC interpretado por Benedict Cumberbatch é uma excelente releitura do clássico personagem, com uma roupagem moderna e extremamente intrigante. A qualidade caiu um pouco nas últimas temporadas, mas ainda é fantástico.

Happy (série/18+) - uma série sobre um ex-policial que vê um amigo imaginário, em uma jornada para salvar crianças que foram raptadas. É um pouco pesado mas também bem legal e com humor negro.

Mysterious Ways - não, não a música do U2. Mysterious Ways é uma série bem antiga sobre um professor de antropologia, se não me engano, que é salvo por um "milagre" e passa a procurar eventos inexplicáveis para investigar. É bem curioso e tinha um charme semelhante ao de séries como "Early Edition" / "Edição do Amanhã".

RuPaul's Drag Race (série) - uma boa série estilo reality show sobre drag queens, testando várias habilidades relativas a moda, dança e carisma. Há várias temporadas antigas disponíveis na Netflix, além das mais novas.

Doctor Who (série) - esta é uma série britânica bem antiga que teve um reboot em 2005 e eu recomendo começar por essa nova versão. Às vezes é difícil aturar episódios insossos e efeitos especiais que fariam os Power Rangers ficarem com vergonha, mas há algo extremamente especial em Doctor Who que vale a pena ficar até sentir.


Da Geladeira pra Mesa (série) - um programa estilo reality coreano no qual chefs cozinham para convidados usando apenas o conteúdo de suas geladeiras. Há um certo choque cultural em algumas coisas, mas o programa é muio bom.

Whose Line is it Anyway - um programa de improviso bem antigo que já foi apresentado por Drew Carey e hoje conta com Aisha Tyler. É uma das coisas mais engraçadas que eu já vi na TV, hoje é um pouco mais difícil de encontrá-lo.

Brooklyn Nine Nine (série) - muitos já devem ter ouvido falar da série de comédia Brooklyn 99 sobre um grupo de policiais bem atrapalhado. A parte boa é que é uma série leve, você pode deixar de fundo e fazer outra coisa.

Dirk Gently (série) - baseado bem livremente na obra de Douglas Adams, Dirk Gently é um detetive holístico que não procura por pistas, espera que elas caiam em seu colo, para resolver casos extremamente bizarros. Para completar, Elijah Wood é um dos protagonistas ao lado do detetive.

My Boss My Hero (série/dorama) - este é um dorama japonês, não confundir com um dorama coreano de mesmo nome, sobre um chefão da máfia que precisa se disfarçar de estudante para aprender o básico e poder administrar os negócios da família. É bem divertido e emocionante também.


Brinquedos que Marcam Época (série) - uma série da Netflix sobre brinquedos famosos como Transformers, Tartarugas Ninja, LEGO, Power Rangers e a trajetória que eles tiveram desde seu sucesso. É muito interessante e uma viagem no tempo.

Final Space (desenho/18+) - um animação bem mais leve e boba mas também adulta sobre um viajante espacial que encontra uma criaturinha poderosa que pode ser usada de arma. Não é de alta qualidade, mas ocupa o tempo e serve para ficar no fundo.

Paradise Police (desenho/18+) - outra animação também boba, às vezes até um pouco escatológica, sobre um grupo de policiais muito errado. Serve como distração ao fundo. É dos mesmos criadores de Brickleberry e até tem um crossover na segunda temporada, então se você gostava do anterior é mais provável que goste desse.

Rick & Morty (desenho/18+) - acho que poucas pessoas não ouviram falar de Rick & Morty ultimamente, um desenho animado adulto sobre as aventuras de um cientista brilhante e seu neto idiota. A existência de um multiverso faz com que nenhum episódio seja igual ao outro, enquanto todas as nossas noções de propósito são destruídas pelo protagonista que não acredita em moral, propósito ou esforço.


Penn & Teller: Fool Us (série) - a dupla de mágicos Penn & Teller não é tão conhecida aqui no Brasil, mas era muito popular nos Estados Unidos. Nesse programa vários mágicos profissionais tentam enganar os dois com um truque de mágica que eles não consigam desvendar. É divertido e leve de assistir.

Mágica para a humanidade (série) - outro programa de mágica, este em um estilo ainda mais leve e mastigado com mágicas aliadas a um tema por episódio.


Infantil

Snoopy & Charlie Brown - Peanuts, O Filme (animação/infantil) - essa é uma das animações mais charmosas dos últimos anos, uma perfeita adaptação dos clássicos desenhos do Snoopy em 3D mas sem perder tecnologias e valores da época em que a turma do Minduim foi criada.


As Aventuras do Capitão Cueca - O Filme (animação/infantil) - uma ótima pedida para os pequenos, pois o Capitão Cueca é uma criação de duas crianças, as quais tentam então transformar seu diretor no seu próprio super-herói. É bem inocente e divertido.

Pokémon: Mewtwo Contra-Ataca (animação/infantil) - essa belíssima animação foi o primeiro filme de Pokémon em sua época e é uma das mais perfeitas representações do cerne da franquia. Há batalhas, há dilemas, há emoção, vale muito a pena ver. A Netflix lançou ainda um remake em 3D chamado Pokémon: Mewtwo Contra-Ataca - Evolução, mas se puder ver o original é melhor.

Mighty Morphin Power Rangers: The Movie (filme/infantil) - o primeiro filme dos Power Rangers de 1995 foi um acontecimento. Após a franquia dar uma boa grana fazia sentido mandá-la para as telonas com uma história original. No geral é um filme de ação adolescente que acho que ainda se segura atualmente.

Uma Aventura LEGO 1 / Uma Aventura LEGO 2 (animações/infantil) - quando eu soube que fariam um filme de LEGO, fiquei animado porque adoro LEGO, mas também com receio que não houvesse uma boa história a ser contada. Fiquei muito surpreso com o quanto adorei o primeiro filme e o segundo, apesar de mais simples, é bom também.


The LEGO Ninjago Movie (animação/infantil) - este é outro filme que mostra que a franquia LEGO está muito em alta com um ótimo roteiro, boas piadas e até boa ação. A linha Ninjago fala de ninjas, obviamente, mas especificamente esta história é sobre a busca do Ninja Verde por seu pai que é o vilão da história.

Os 12 Trabalhos de Asterix (animação/infantil) - um dos meus desenhos preferidos do personagem francês Asterix é sobre essa vez em que deram uma parodiada no Hércules. Há vários outros desenhos do Asterix, mas não gosto de todos.

Sonic the Hedgehog (filme/animação/infantil) - o recente filme de Sonic surpreendeu bastante pois simplesmente não é de todo mal. Há umas boas piadas e Jim Carrey fez um ótimo Robotnik. Não é nada brilhante, mas dá pra se divertir com o filme

Turma da Mônica: Laços (filme) - o filme com atores reais da Turma da Mônica é baseado em uma das graphic novels da MSP sensacional. Eu gosto mais da HQ mas o filme ainda é incrível e ótima pedida para todas as idades.


Space Jam (filme/animação/infantil) - na mesma vibe dos anteriores, Space Jam foi mais uma evolução no mundo dos desenhos ao lado de atores, com Michael Jordan e Pernalonga dividindo espaço como protagonistas. Ainda é bastante divertido apesar da época e da temática.

Mary Poppins (filme/animação/infantil) - um dos primeiros filmes a misturar atores com animação, Mary Poppins tem bastante charme com uma história simples de uma babá com poderes mágicos para cuidar de crianças travessas. Parece cliché, mas na época não era.

Detetive Pikachu (filme/animação/infantil) - Já um pouco fora do mundo tradicional de Pokémon, Detetive Pikachu traz uma história original sobre um Pikachu diferente, que fala e resolve crimes. É um filme divertido para ver os pokémons de maneira realista, mas não é muito reassistível, então só veja se ainda não tiver visto.


Canais de YouTube

Canais de amigos (português)
Qu4tro Coisas - canal do Pablo Peixoto, o YouTuber que mais trabalha no Brasil, com vários conteúdos da cultura pop
Sailor Paladina - coisas aleatórias de jogos e mais
Loucos por Lego - canal do Diego Borges com conteúdos sobre os blocos de montar
Gibizzando - canal do Felipe Vinha com vídeos sobre gibis e mangás
DRAGeek - canal de um amigo da época da Casa Dos Jogos que hoje faz jogos sobre o universo das Drag Queens com sua persona Amanda Sparks.

Jovem Nerd (português) - o canal do Jovem Nerd tem bons conteúdos mastigados para o público como conteúdo divertido baseado em listas de filmes e gameplays apesar de jogarem muito mal na maioria das vezes. É um conteúdo que diverte com facilidade. Alguns vídeos mais antigos têm algum conteúdo ofensivo, então é preferível ficar nos mais recentes e não recomendado para crianças.

Gaveta (português) - o Gaveta é quem cuida da edição dos canais do Jovem Nerd e tem um humor semelhante. Ele tem uma maior variedade de quadros com diferentes níveis de qualidade, mas normalmente bem engraçados.


Cinemateca Popular Brasileira (português) - uma coleção de filmes antigos brasileiros que eu ainda não tive tempo de explorar para ver quais pérolas estão lá, mas parece um bom acervo.

Turma da Mônica (português) - o canal oficial da Turma da Mônica tem muito conteúdo divertido com animações da turma.

Bemvindo Sequeira (português) - canal do ator não tão conhecido Bemvindo Sequeira, com esquetes de humor e mais.

Canal do Cortella (português) - pensamentos e vídeos do filósofo Mário Sérgio Cortella, uma pessoa bem bacana com ideias que valem a pena serem ouvidas.

Buenas Ideias (português) - este canal explora a história do Brasil de uma maneira divertida o suficiente para não se tornar cansativo.


Sociedade da Virtude (português) - um canal de animações variadas que tiram um sarro com o mundo dos super-heróis, dublado em português.

Tese Onze (português) - uma YouTuber que fala com bastante propriedade sobre diversos assuntos, o canal Tese Onze é uma ótima pedida para se informar e formar pensamentos.

TV Quase (português) - o canal de programas como Choque de Cultura, Último Programa do Mundo, Falha de Cobertura e muitos mais, um show de humor incessante.

VaiSeiya (português) - uma série de redublagem dos clássicos Cavaleiros do Zodíaco com alguns momentos bem divertidos. Se não me engano é feito por uma galera aqui do Rio de Janeiro, de Nova Iguaçu, mas posso estar errado.

CorridorCrew (inglês) - um grupo de especialistas em efeitos especiais que falam sobre como são feitos os efeitos de filmes famosos e constantemente recebem outros artistas e também dublês para falar sobre o assunto.


Jonathan Young / LittleVMills / 331Erock (inglês) - os dois primeiros são cantores que fazem uns remixes heavy metal e rock de músicas de anime, desenhos da disney, pop e mais. Gosto bastante do canal do Jonathan inclusive. Já o Eric "Erock" é um guitarrista que faz remixes metal, mas não canta nas músicas.

Cristina Vee / Jason Paige (inglês) - a primeira é a cantora da música tema de Shantae e o segundo da música tema de Pokémon em inglês. Ambos postam coisas interessantes sobre seus trabalhos e covers de músicas.

ERB (inglês) - o canal das famosas "Epic Rap Battles of History" traz batalhas de rap com figuras históricas e da cultura pop, com um nível de produção até bem alto em algumas delas e ótimas músicas.

DokiDoki Drawing (japonês/inglês) - Este é um canal de desenho em japonês com legendas em inglês que mostra a diferença entre um artista Pro e um Amador, com dicas e tudo mais. É bastante interessante para entender o abismo que anos trabalhando na indústria podem criar.

AntsCanada (inglês) - um cara que é especialista em formigas mostra algumas das mais interessantes fazendas de formiga com diferentes tipos e vários dilemas éticos sobre criar insetos em um ambiente fechado. É extremamente interessante.


Kitten Academy (inglês) - puramente fofinho, este é um canal focado apenas em mostrar gatinhos sem parar, com direito a lives que duram o dia inteiro. É bom para quem quer deixar algo permanente na TV ou ver algo relaxante.

America's Got Talent / Britain's Got Talent (inglês) - os canais dos programas de TV de mesmo nome, simplesmente fáceis de assistir e se entreter com diversos talentos, variedades e bizarrices.

Cinemassacre (inglês) - este é o canal do James Rolfe, o Angry Video Game Nerd. Além de todos os vídeos do personagem há varios outros conteúdos bem interessantes. James é um aficionado por filmes, especialmente de terror, então é ótimo ver assuntos do tipo no canal dele.

LastWeekTonight (inglês) / Greg News na HBO Brasil (português) - o LastWeekTonight é um programa semanal do apresentador John Oliver que fala sobre vários temas da atualidade de uma maneira divertida e informativa, modelo que foi aplicado também aqui no Greg News, mas o John Oliver ainda é bem mais legal.

SmarterEveryDay / Vsauce / Physics Girl (inglês) - estes três canais exploram coisas interessantes sobre física e outros elementos da ciência de uma maneira divertida e que entretém.


Jim Sterling (inglês) - Jim é um jornalista de games que fala sobre vários assuntos da indústria, normalmente sobre uma ótica bem crítica, mas também pontual. Em muitas questões concordamos e ver um vídeo dele pode parecer como ler um artigo meu.

TeamFourStar (inglês) - mais conhecidos pela redublagem DragonBallZ Abridged, o TeamFourStar recentemente encerrou DBA, mas ainda há 60 episódios dessa série incrivelmente divertida para ver no canal deles, além de outros conteúdos e outras séries.

Mumbo Jumbo (inglês) - este é para fãs de Minecraft. Normalmente eu não gosto de YouTubers de Minecraft, mas Mumbo Jumbo é especializado em Red Stone, então ele faz coisas realmente impressionantes no jogo.

CinemaSins / Screen Junkies / How it Should Have Ended (inglês) - estes três formam pra mim a trindade de canais de filmes no YouTube, cada um com sua especialidade. O CinemaSins aponta os "pecados" dos filmes, o Screen Junkies é conhecido pela série Honest Trailers que analisa o cerne dos filmes de forma cômica e o How it Should Have Ended é um canal sobre como deveria ser o final de certos filmes. Todos os três são bem engraçados, com alto nível de produção e mais conteúdo além do que já mencionei.

Luke Towan (inglês) - este canal faz miniaturas ridiculamente realistas, as quais você não consegue discernir de algo de verdade. Ele mostra todo o processo e é hipnotizante.


DidYouKnowGaming? (inglês) - este é um canal voltado todo para curiosidades sobre jogos com um time de pesquisa realmente impressionante. Eles descobrem segredos muito remotos de certos títulos e às vezes jogam luz em assuntos de dentro da indústria que não teríamos como saber normalmente.

ClayClaim / Sculpture Geek (inglês) - ambos são canais de modelagem em argila de personagens de games ou figuras da cultura pop. São extremamente talentosos e mostram como fazem as esculturas, apesar de não ser como uma aula.

Death Battle! (inglês) - um famoso canal sobre batalhas entre personagens de universos diferentes, talvez a mais conhecida sendo Superman vs. Goku. Eles costumam levar em consideração a matemática por trás do universo de cada personagem, mas no fundo não parece tão embasado assim. Ainda é divertido, no entanto.

Canais de animações de jogos (inglês) - eu tenho um bocado de canais focado em animações de jogos, todos realmente ótimos. A lista inclui: Animation Domination, 64 Bits, Cartoon Hooligans, Mashed, Dorkly, Hat-Loving Gamer e mais

Canais de esquetes de jogos - além de animações há canais que fazem esquetes de jogos com atores reais e às vezes efeitos especias, como o Mega64, MyNameIsBanks, Nukazooka e outros.

TerminalMontage / JelloApocalypse (inglês) - dois canais de animação de jogos que tem uma pegada semelhante. O primeiro é conhecido pela série "Something About", enquanto o segundo faz a série "So this is Basically", ambas sobre reduzir jogos até seu mínimo cômico.


Aldo Jones (inglês) - este é um canal dedicado a versões bizarras de trailers de filmes, com algumas piadas internas.

TomSka (inglês) - outro animador que faz esquetes para o YouTube, TomSka é mais conhecido pelos famosos "asdfmovie", uma série divertida, aleatória e bizarra.

Awesome Restorations (inglês) - este é um canal especializado em restaurações de objetos antigos, é interessante e relaxante ver o processo e o resultado final.

Blender Guru (inglês) - para quem quer aprender modelagem 3D no Blender, o o Blender Guru é uma ótima porta de entrada com tutoriais simples para começar a mexer no programa.

Bad Lip Reading (inglês) - um canal com esquetes e músicas dubladas sobre cenas famosas, especialmente star wars.


Bob Ross (inglês) - o clássico mestre da pintura está disponível também no YouTube com episódios para assistir e acompanhar suas técnicas

Doctor Mike (inglês) - um médico extremamente ativo em mídias sociais, o Doutor Mike oferece algumas boas dicas de saúde com conteúdo divertido, algo bastante útil nesses tempos de pandemia.

Duy Huynh (japonês) - Um canal dedicado a reviews de brinquedos de anime e tokusatsu, eu fico simplesmente maravilhado sem entender nada.

Gab Smolders (inglês) - eu não sigo muitos YouTubers de gameplay, mas para jogos de terror e jogos japoneses, não tem escolha melhor que a Evelien. Ela traduz jogos do japonês enquanto joga, então você pode entender a história de jogos que não foram lançados por aqui.

Escapist (inglês) - casa da Zero Punctuation e mais alguns quadros legais do Yahtzee Croshaw, não conheço o resto do conteúdo do canal.

masqueradentv (japonês) - um canal de esquete bizarros japoneses que provavelmente você até sabe quem eles são, só não está ligando o nome às pessoas.


FBE / React Channel / Try not to (inglês) - três canais dos Fine Bros que trazem basicamente vídeos de reação em um formato próprio e desafios tipo "Tente não rir", "Tente não ficar zangado", entre outros que são bem divertidos e às vezes adequados pra todas as idades.

Postmodern Jukebox (inglês) - um canal de música que faz remixes modernos no estilo de jazz dos anos 50, inclusive fizeram um medley de Mario com sapateado que postei aqui uma vez.

Mini Fairhurst (inglês) - uma baterista irada, acredito que britânica, que faz diversos covers de músicas. Eu ainda conheço pouco o canal, mas acho que vocês podem gostar

RealLifeLore (inglês) - este é um canal sobre vários fatos curiosos do mundo com muito conhecimento interessante e outros apenas bizarros.

retroSFX (inglês) - este canal é conhecido por uma série de vídeos em que coloca filmes famosos com efeitos sonoros de videogame, até bem divertido.

Nathan Barnatt (inglês) - talvez não conhecido por esse nome, ele é o ator por trás do personagem Keith Apicary, fã da Sega da época dos Talking Classics e parte do extinto Screw Attack. Sua música do NeoGeo é uma das mais famosas e ele já esteve em um crossover com o Angry Video Game Nerd.


Shesez (inglês) - este YouTuber é conhecido pela série Boundary Break, a qual investiga jogos fora do limite da câmera para achar algumas coisas curiosas.

Snooplax (inglês) - aqui temos um canal especializado em hacks de Nintendo 64, alterações de jogos clássicos, os quais são bem interessantes.

The School of Life (inglês) - um canal que oferece algumas ideias para pensar sobre diversos temas da vida. Não é para considerá-lo como uma voz da sabedoria, mas um início de um pensamento mais profundo sobre certas coisas.

Ska Tune Network (inglês) - um canal todo dedicado ao ritmo Ska, o qual não é lá meu preferido, mas é bem curioso ver remixes de vários tipos de música diferentes no estilo deles.


TED / TEDx Talks (inglês) - acho que todos já ouviram falar das Ted Talks, apresentações que falam sobre diversos temas. Há algumas que não são embasadas e isso é um problema, mas muitas delas são interessantíssimas.

The RSA (inglês) - este canal tem uma vibe semelhante ao TED com animações sobre vários temas que tentam explicar diversas coisas sobre o mundo, algumas muito úteis.


Esqueci alguma coisa? Claro que esqueci. Deixem mais sugestões nos comentários pra todo mundo ter o que fazer nesse tempo de quarentena.