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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Por que o Nintendo Switch vai falhar


Não cara, é brincadeira, não vai falhar. Devia ter visto sua cara. Sim companheiros, após essa geração de trevas com o Wii U e 3DS a Nintendo volta a nos apresentar algo que tem potencial de ser bom. A empresa revelou hoje em um vídeo curto seu novo videogame, o Nintendo Switch, anteriormente chamado pelo seu codinome Nintendo NX.

Infelizmente muitas das informações do Switch vazaram antecipadamente, então não houve realmente grandes surpresas, apenas confirmações. O Nintendo Switch é um console de mesa em formato de tablet que quando plugado em uma base envia jogos para sua TV enquanto você joga no sofá, porém ele também possui a capacidade de virar um portátil ao desplugar as laterais do joystick e plugá-las no console, uma espécie de híbrido como os rumores mencionavam.


Eu gostei bastante do conceito do console híbrido porque é muito mais fácil me convencer a comprar uma plataforma Nintendo para aproveitar os jogos dela do que duas. No entanto, não tenha dúvida, essa é uma estratégia de "terceiro pilar", como no Nintendo DS. Caso o Switch viesse a ser um fracasso, o que eu não acredito que vá acontecer, a Nintendo rapidamente lançaria um novo portátil para fingir que o Switch nunca teve a intenção de substituir esse segmento.

Há muitos pontos positivos a respeito do Switch, como a liberdade de jogar de várias maneiras, tanto como console como portátil, com joysticks tradicionais ou não, a sensação de clicar coisas e transformar seu videogame, entre outras que eu não vou perder muito tempo falando. O Switch parece muito legal, ponto. Essa é impressão que ele passa, ele é "legal" e essa é uma grande mudança para a Nintendo. O Wii U não parecia legal e teve que lidar com má vontade do público por isso.

O que a Nintendo tem com o Switch no entanto, não é uma garantia de sucesso, é potencial, boa-fé das pessoas. O público está novamente prestando atenção na Nintendo, mas ela ainda precisa honrar essa boa-fé, ela ainda tem muitas provações para passar. O que temos no momento é uma ótica positiva sobre os próximos passos que ela irá tomar.


Vamos deixar uma coisa clara, o Switch não é concorrente do PlayStation 4 e Xbox One, porém não da forma como você provavelmente está pensando. O Switch não é como o Nintendo Wii que não era concorrente do PlayStation 3 e Xbox 360, porque o Wii era o console dominante da geração. Pessoas tinham um Wii e depois um PlayStation 3 ou Xbox 360. Jogadores hardcores podem achar que isso era ao contrário, mas não, o Wii era o essencial, os outros dois eram os secundários.

Mesmo que faça sucesso, o Switch não será um sucesso como o Wii, ele não dominará a geração, ele será um segundo console para quem tem um PlayStation 4 e Xbox One, ao oferecer uma experiência diferente desses videogames e de seus sucessores. Não quer dizer que as vendas dele serão baixas, porque no momento não sabemos bem o que o Switch se tornará.

Por enquanto o Switch tem grande apelo com dois Tiers de consumidores, os fãs da Nintendo e jogadores que conhecem a Nintendo e não andavam comprando seus produtos. O terceiro Tier, os usuários que não conhecem a Nintendo ou nunca compraram/pretenderam comprar seus produtos, essencial para o sucesso do Wii, não será fisgado pelo que o Switch mostrou até agora.

Não dá pra saber se o Switch irá de fato se tornar um híbrido, pois a Nintendo em nenhum momento confirmou que está encerrando sua linha de portáteis. Se tivermos mais um jogo da série Pokémon em 2017 ou 2018, onde ele vai sair? No Nintendo 3DS? No Switch? Em ambos? Em outro portátil da Nintendo? Esta pergunta ainda não está respondida e isso significa que estamos um pouco limitados para definir o que de fato será o Nintendo Switch na prática.


Isso significa também que não podemos arriscar números de vendas ainda, sem saber se estamos falando apenas de um console de mesa com uma função curiosa (até aí, mesmo o Wii U também é um híbrido entre console e portátil) ou de algo que irá realmente unificar as plataformas de console e portátil da Nintendo em apenas um aparelho.

Outros dois detalhes essenciais ainda não foram confirmados, mas são prováveis: controles de movimento e tela de toque. Sem esses dois perderíamos tudo que o Wii e DS significaram para a Nintendo, porém sua inclusão não trazem automaticamente a vibe desses videogames. É útil para alguns jogos, mas a Nintendo já queimou a ideia do Wii Remote, seria difícil ressuscitá-la.

A maioria desses problemas não é muito séria e não acabaria realmente com o console. Obviamente o preço precisa ser razoável, ou as pessoas não o comprarão nesse tempo de crise, o que me preocupa, pois em outras ocasiões a Nintendo já se mostrou alheia à crise. Eu vejo apenas um problema realmente sério para o Switch caso ele seja mesmo um videogame que unifica console de mesa e portátil. a filosofia.

É irônico pois trata-se do mesmo problema que levou ao fracasso do PSP frente ao Nintendo DS. Um portátil cuja ideia de bons jogos seja apenas o de jogos de consoles para jogar em uma tela menor, está fadado a fracassar. A experiência que as pessoas procuram em um portátil, o trabalho que ele deve realizar, é completamente diferente do que um jogo para um console de mesa realiza. Caso o Switch tente realizar dois trabalhos, provavelmente deixará a peteca cair em um deles.


Também me preocupa a filosofia dos jogos da Nintendo. O Switch não terá apoio Third Party para jogos multiplataforma após o segundo ano, é assim que funciona em um console Nintendo. Você viu The Elder Scrolls V: Skyrim e pensa que seria legal jogar no Switch. Você compra o console por isso e quanto The Elder Scrolls VI for anunciado, ele não vai sair para o Switch. Simples assim. Imagine as pessoas que compraram um Wii U porque curtiram a ideia de jogar Call of Duty: Black Ops 2 em coop no Game Pad.

Se o Switch fizer algum sucesso, terá jogos Third Parties feitos exclusivamente para ele, o que seria bacaninha, mas é algo que não vemos no mercado desde os tempos do Wii. A maioria dos estúdios sucateou e Capcom, Konami, Namco, não se incomodam mais tanto de fazer algo específico para um console Nintendo. Square Enix com certeza trará spin-offs e Dragon Quest, isso é batata.

Agora o que eu realmente estou preocupado é a filosofia dos jogos da própria Nintendo. Eu não vejo no Switch uma proposta, uma filosofia, algo que inspire os jogos da empresa. Eles deram um passo certíssimo com The Legend of Zelda: Breath of the Wild, mas isso significou realmente uma mudança? Vai ter um remaster de Skyward Sword logo depois? Paper Mario: Color Splash? Pikmin 4?

O Switch não pode ser um sucesso com os mesmos tipos de jogos que o Wii U recebia, pois o Wii U já os tinha e ele foi um tremendo fracasso. Não pode ser como quando a Nintendo tentou portar jogos de GameCube para o Wii, é preciso de jogos novos que aproveitem a nova proposta do videogame... uma proposta essa que aparentemente não existe.


Apesar de serem questões bem preocupantes sobre o Nintendo Switch, como já mencionado a ótica no momento é positiva, todos estão olhando para a Nintendo e esperando que ela faça mais coisas legais. Basta ela não dar nenhum tiro no pé e as coisas provavelmente ficarão bem, com um aparelho que deve vender mais que o Wii U e Nintendo 3DS, mesmo que não seja um fenômeno como o Wii.

Que o Nintendo Switch possa significar mudança para a Nintendo.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Por que não podemos ter Zeldas legais?


Recentemente a Capcom anunciou uma parceria com a Nintendo para trazer um pacote especial de The Legend of Zelda para um de seus novos jogos para Nintendo 3DS, Monster Hunter Stories. A questão é que... por que essa mera colaboração tinha que parecer tão melhor do que todos os jogos de The Legend of Zelda lançados para o Nintendo 3DS?

Não me entendam mal, The Legend of Zelda: A Link Between Worlds foi incrível, porém nada ambicioso. The Legend of Zelda: Ocarina of Time e Majora's Mask meros remakes. Em momento algum tivemos um novo The Legend of Zelda em 3D nos moldes desses do Nintendo 64 ou que sequer parecessem como esse pacote temático de Monster Hunter Stories.


Se não ficar claro, quando eu falo desse tipo de coisa eu nunca estou me referindo a gráficos. Ser 2D ou 3D não importa, mas ser capaz de ver um horizonte ou não em um jogo de aventura faz toda a diferença, e é uma das minhas maiores críticas a Pokémon, por exemplo, que mantém sua câmera aérea. Falta ambição, falta vontade de ser épico.

Basicamente a Nintendo ou não tem ambição de criar uma aventura épica em um portátil como antigamente, só conseguindo pensar em como o próximo Zelda ficará lindo nos consoles, ou não acredita no lucro obtido em investir um pouco mais em um jogo portátil, algo que a Capcom claramente acredita existir, então talvez a Nintendo não devesse ignorar.

Isso é ainda mais estranho quando nos lembramos da época do GameBoy Color e GameBoy Advance. Esta é a mesma Capcom que antigamente cuidou de alguns dos melhores capítulos da série The Legend of Zelda portáteis para a Nintendo. Para quem não sabe, a Capcom fez em parceria com a Nintendo os jogos The Legend of Zelda: Oracles of Seasons/Ages e The Legend of Zelda: The Minish Cap.

Quando eu vejo esse vídeo de Monster Hunter Stories, eu vejo muito desses jogos nas imagens. Apenas nas imagens, pois cá entre nós, o jogo em si é um RPG bem diferente de Zelda, mas o vídeo foi feito para captar a alma de um The Legend of Zelda, desde o garoto Zelda e suas roupas verdes, até sua eguinha Pocotó e aos triângulos locões que caem do céu.


Este vídeo nos mostra uma alternativa, um caminho que a Nintendo não toma, como poderia ser épico um novo The Legend of Zelda com ambição no Nintendo 3DS. Normalmente aqui no blog apenas trabalhamos com hipóteses, "imaginem como poderia ser legal", mas aqui a Capcom nos mostrou exatamente o que estamos perdendo.

Onde está a Triforce da Coragem para dar à Nintendo a ambição de levar suas franquias adiante?

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Review: Mario & Sonic no Rio 2016 do Nintendo 3DS surpreende na malandragem


Quando a série de jogos Mario & Sonic surgiu ainda no Nintendo Wii em 2007, ela trazia apenas um monte de minigames desecontrados que desapareciam no meio de todas aquelas coletâneas de minigames do Wii, algumas até superiores. No entanto, ela começava a esboçar uma identidade própria em sua versão para Nintendo DS.

O tempo passou, a geração dos minigames do Wii também passou, porém Mario & Sonic voltou para os jogos de Londres de 2012 com mais força em seus minigames e as coisas começaram a ficar bem interessantes. Agora dá pra dizer com certa alegria que a série encontrou o seu estilo de ser aqui no Rio de Janeiro em 2016.

Para início de conversa, de 4 em 4 anos poderíamos estar recebendo jogos super chatos e genéricos sobre os Jogos Olímpicos, mas ao invés disso vemos os dois mascotes mais icônicos dos anos 90 se enfrentarem. Por incrível que pareça, essa união dos dois para uma disputa capta muito bem o espírito olímpico, que cessa guerras e fura regimes.

100 Metros Sem Barreiras Sem Vergonha

O jogo conta com 14 modalidades principais, dentre as quais duas são mais elaboradas: Futebol e Golf. Ok, você consegue golf melhor em Mario Golf, mas futebol é só aqui. Além delas temos: 100 metros rasos, 110 metros com barreiras, salto a distância, lançamento de dardo, natação, arco e flecha, boxe, tênis de mesa, vôlei de praia, equitação, ciclismo e ginástica artística.


Todos esses eventos variam bastante em matéria de complexidade e controles, o que é bem legal para usar mais os recursos do 3DS, quase sempre esquecidos. Ha desde amassadores de botão, até minigames com a tela de toque e alguns que ressuscitam o velho espírito de Mario Party de rodar o controle.

Além de suas versões "Olímpicas", cada um desses eventos tem também uma versão "Plus", que assim como os Dream Events nos outros jogos são versões dos esportes porém com itens da série Mario e também de Sonic. Eles seriam o equivalente à Mariokartização dos esportes olímpicos.

Se tem uma coisa que a Sega ainda sabe fazer, são minigames. Ela já provou isso na época de Feel the Magic: XY/XX, The Rub Rabbits, Rhythm Thief, e Mario & Sonic não é diferente. Claro, há minigames bons e outros nem tanto, mas a experiência em geral é muito divertida. Isso é uma coisa que não tem muito no 3DS, pura e simples diversão.


Uma coisa meio chata é que os personagens são limitados para cada evento. Não faz muito sentido poder botar Bowser e Eggman para corridas... bom, talvez o Eggman, mas mesmo dentro das capacidades físicas de cada personagem há alguns que ficam de fora de certos eventos sem motivo. Não é algo que me incomode, mas talvez possa incomodar fãs de certos personagens. Pelo menos Mario e Sonic competem em todas as modalidades.

Road to Rio 2016 melhor que a de verdade

Porém, não é por apenas alguns punhados de bons minigames que eu me apaixonei por esse jogo, mas finalmente pela adição de uma campanha single player. Jogadores poderão utilizar seus Miis para se inscreverem nas academias de Mario ou Sonic e tentar ganhar a medalha de ouro nesses eventos.

Mas o melhor é que a história se passa no Rio de Janeiro, com mapas em Copacabana, Maracanã, Barra da Tijuca e Deodoro. Algum dia você já imaginou que passearia no calçadão de Copacabana em um jogo do Nintendo 3DS? Eu sem dúvida não imaginei que eles iriam por essa direção.


Trata-se de um modo RPG no qual você explora um mapa relativamente simples e treina em minigames simples que são outras modalidades olímpicas fora das 14 mencionadas anteriormente, como Badminton, Canoagem e outras. Não é nada tão complexo quanto Mario Tennis ou Mario Golf do GameBoy Color, porém é mais acessível. Há também alguns mistérios caricatos que surgem no jogo e você precisa resolver, os quais deixam as coisas mais interessantes e próximas do mundo de Mario e Sonic.

Ao vencer as provas você ganha XP para passar de nível e frutas para comprar roupas com Yoshi que personalizam seu atleta e aumentam seus atributos. Há desde roupas carnavalescas até fantasias dos personagens de Mario e Sonic. Inclusive há também do mascote Vinicius, criado pelo estúdio de animação Birdo com participação do talentosíssimo Finamore (do mundo dos milagres).

Conclusão

Qualquer um pode olhar para Mario & Sonic at the Rio 2016 Olympic Games e ver uma coletânea de minigames genérica, porém ele é bem mais do que isso. Ele é um retorno aos jogos de rápida diversão que o Nintendo DS tinha, com uma pitada de Sega clássica, uma pitada de Olimpíadas, participação de dois mascotes icônicos e uma campanha divertida para jogar caso você não seja o tipo de pessoa que curta minigames soltos.


Eu queria dar uma nota mais alta, porém confesso que vou tirar meio ponto por algo que não é exatamente relacionado ao jogo em si, mas ao fato de que ele não está disponível em português. Sério, Nintendo? Bem no meu quintal?

Nota 8,5/10

terça-feira, 26 de julho de 2016

O estouro da bolha de Pokémon Go


Em nosso artigo sobre Pokémon Go mencionamos o quanto as ações da Nintendo haviam se valorizado com o lançamento do jogo, mas que isso se tratava de especulação de investidores, não algo que deveria ser comemorado com gifs de "está imprimindo dinheiro". Agora a bolha que se formou acaba de estourar.

As ações da Nintendo caíram drasticamente após ela explicar para investidores exatamente o que falamos aqui, que ela leva pouco do lucro gerado por Pokémon Go e que portanto não iria revisar suas previsões de lucro (as quais estão baixas). As ações caíram 17% e diminuíram o valor da empresa em US$ 6,3 bilhões. As ações só não caíram mais devido a um suposto limite da bolsa de Tóquio sobre transações diárias.

No mercado chamamos isso de bolha, um evento que cresce rapidamente porém sob uma estrutura muito frágil, cujo único futuro é estourar. A ironia das bolhas é que raramente alguém reconhece suas características antes do estouro e por isso elas continuam a acontecer.

Bolhas se alimentam de rumores, incertezas, informação errada, interpretações incorretas e muitas outras formas de se enganar. Vivemos em uma era de desinformação em que companhias jogam valores soltos, porcentagens e não-dados o tempo todo para clamarem algum tipo de vitória, sem jamais dar contexto para que o usuário tire sua própria conclusão.


Por exemplo, ao ler "17%" e "US$ 6,3 bilhões" você foi conferir o contexto em que essa informação se encaixa? Provavelmente não, ninguém tem tempo pra isso nesse mundo moderno. Se eu quisesse poderia guiar a percepção dos leitores para uma certa direção usando alguns desses truques e eles comemorariam "vitórias" de suas empresas favoritas.

"Videogame X teve vendas mais rápidas da história", não há números informados, não há números totais de vendas. "Portátil Y foi o mais vendido no ano", significou algo quando o PSP vendeu mais que o Nintendo DS em seu primeiro ano? "Videogame C tem aumento de 200% em vendas", como a Nintendo que subiu tão alto com Pokémon Go apenas porque estava em uma de suas baixas históricas.

Baixa histórica esta provocada pelo Wii U e também pelo Nintendo 3DS, o qual todos achavam que seria um sucesso, outra bolha. Tantos anos depois, com as vendas do 3DS praticamente já em seu pico, ele se sagra como o portátil menos vendido da Nintendo, salvas bizarrices como o Virtual Boy.

Durante toda a vida do Nintendo 3DS usuários insistiram em uma falsa percepção de "sucesso" enquanto ano após ano a Nintendo postava prejuízos, vendas abaixo do esperado e estatísticas distorcidas. Quem não se lembra de "O Nintendo 3DS vendeu 5 milhões de unidades mais rápido que o Nintendo DS"?


Isso é semelhante a um caso em 1840, quando Nova York tentou melhorar suas estradas de terra. Para economizar custos, utilizaram estradas de tábua de madeira, as quais durariam 8 anos e eram baratas. Durante 4 anos todos acharam a ideia um sucesso e o resto dos Estados Unidos também as usou, pouco antes de elas quebrarem e então todos perceberem que o "sucesso" partia de uma premissa falsa e houve grande prejuízo.

Esse tipo de bolha a longo prazo é também chamada de cascata de informação, quando cada nova informação errada empilha sobre a anterior para continuar a dar força à premissa incorreta anterior. As estradas eram usadas em toda parte e cada nova cidade que as adotava dava um motivo maior para a próxima também fazê-lo.

Sempre que a Nintendo reafirmava esse falso sucesso do Nintendo 3DS, dava motivo a seus fãs de fazerem o mesmo. Quanto mais pessoas reafirmando a informação incorreta, maior ficava a bolha. Porém, como toda bolha, faltam os fatos, os números para comprovar o seu valor. O Nintendo 3DS não recebe jogos como se fosse um sucesso, não vende como se fosse um sucesso, não dá lucro para a Nintendo ou outras empresas como se fosse sucesso.

Pokémon Go para smartphones nos mostrou o quanto o Nintendo 3DS estava irrelevante no mercado. Ele tem os números para impressionar e por conta disso os números não ficam escondidos atrás de porcentagens. As chamadas são como "Pokémon Go chega aos 30 milhões de downloads", "Pokémon Go lucra US$ 35 milhões".


Por outro lado, nós não sabemos nem mesmo se o próprio sucesso de Pokémon Go é uma bolha. Nós sabemos que as mecânicas de jogabilidade dele não são fortes o suficiente para manter o jogo, mas não temos como mensurar a parte humana da equação, como senso de aventura, interação social, entre outros. Este é um caso que nem mesmo nós podemos prever.

Alguns usuários desavisados que leem o blog apenas ocasionalmente às vezes acreditam que a nossa ideia é apenas criar contrapontos negativos para qualquer notícia relacionada à Nintendo. Pokémon Go é um sucesso? Então precisa haver um artigo falando que há algo de errado com ele. Novo Zelda anunciado? Saiba por que ele vai ser péssimo. E assim por diante.

Mas se acreditarmos que está tudo bem agora, tão bem quanto essas chamadas, porcentagens e estatísticas distorcidas tentam nos fazer acreditar, isso não nos faria otimistas. Caso tudo estivesse tão bem para a Nintendo quando alguns fãs insistem, não seria uma coisa boa, pois não existiria motivo para querer que ela melhore.

Nossa intenção é jogar luz nos fatos reais por trás disso tudo. Nós furamos bolhas.

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Should I stay or should I Pokémon Go

domingo, 17 de julho de 2016

Should I stay or should I Pokémon Go


Pokémon Go é um novo jogo da Nintendo para dispositivos iOS e Android que já foi lançado em alguns países (nada no Brasil né sem vergonha) e cuja única razão para você sequer precisar de uma introdução como essa é caso você tenha estado em coma durante os últimos dias. Vamos pensar um pouco sobre para onde Pokémon Go vai e o que isso significa para a Nintendo.

Pokémon Go é simplesmente um dos maiores fenômenos dos últimos tempos. Pessoas estão saindo de casa em busca de monstros virtuais, se reunindo em grandes grupos em pontos quentes de captura e interagindo com estranhos que antes passariam direto sem se entreolhar. Todos conectados por uma única causa: Pokémon.

Claro que você já ouviu falar do jogo, mas talvez você não esteja ainda com uma ideia da dimensão da coisa. As pessoas estão loucas com Pokémon Go. Está rolando uma piada na internet de que a Nintendo mudou como a sociedade funciona e o mais estranho é que isso não é um exagero. Veja por exemplo este vídeo de quando um Vaporeon aparece no Central Park e todos desejam capturá-lo.


Não temos como saber se essa febre irá durar. As mecânicas do jogo em si não são realmente muito boas, assim como seus servidores que estão testando a paciência dos jogadores. Ele confia principalmente em seu conceito forte de trazer Pokémons para o mundo real e na interação social causada por isso. Talvez enquanto pessoas forem pessoas, Pokémon Go permaneça popular.

O analista de mercado Michael Pachter, muito conhecido por errar constantemente suas previsões, acredita que esse sucesso de Pokémon Go só vai durar 4 meses. Já vimos isso acontecer com Draw Something, um fenômeno com 35 milhões de downloads nas primeiras semanas e que depois caiu drasticamente até praticamente desaparecer.

No entanto, o raciocínio de Pachter está muito errado. Ele acha que os jogadores de Pokémon Go são sedentários (couch potatoes) e vão se cansar de andar. Ele não conseguiu perceber que o jogo está atingindo um tipo de público diferente dos jogadores hardcores, como Wii Sports ou Wii Fit.

Muitas vezes já falamos sobre imersão versus emersão no blog. Sobre como a maioria dos videogames tentam oferecer um escape para jogadores hardcore se sentirem imersos em um mundo diferente do nosso. Porém, existe uma quantidade muito maior de pessoas que deseja ver o jogo emergir, que seja trazido para fora do videogame, para suas vidas diárias, e Pokémon Go capta esse público.

A verdade é que nós não sabemos o que vai acontecer, ninguém sabe. Fenômenos sociais assim podem tomar qualquer direção a qualquer momento, são variáveis demais, caos demais. E pegando uma citação de V de Vingança: "Com tanto caos alguém vai fazer algo idiota. E quando eles fizerem, as coisas vão ficar feias".


O que vai acontecer quando uma geração de crianças e jovens que cresceram com pais relapsos que os deixavam colados a smartphones e tablets, sem noção de riscos ou consequências de suas ações, se encontrar com um aplicativo que os lança no mundo real para capturar criaturas imaginárias?

Não sabemos o quanto a marca Pokémon e Nintendo podem ser danificadas se as coisas derem errado. Não sabemos o quanto elas podem dar errado. Não sabemos quanto dano a marca sofre quando pessoas sem noção jogam Pokémon Go dentro do Museu do Holocausto, quando criam desordem em áreas residenciais.

Por enquanto é tudo divertido e curioso. Notícias negativas como batidas de carro causadas por pessoas distraídas pelo app, bandidos usando o aplicativo como isca para roubos, ou cadáveres encontrados por crianças jogando próximas a rios estão passando despercebidas. Mas e se acontecer algo que não dê pra ignorar?

Eu não quero ser extremamente negativo, mas não consigo deixar de considerar algumas possibilidades sombrias que eu já vi acontecerem com outras séries. O que acontece se Pokémon Go for usado para sequestrar uma criança? Ou se acabar envolvido em um caso de pedofilia? O que acontece se a marca "Pokémon" ficar ligada a ideia de perigo para crianças?


Está óbvio que a Nintendo não calculou esse nível de risco. Você pode até achar que a Nintendo não é responsável por isso, e até certo ponto você está certo, mas isso não impediria o grande público de culpá-la do mesmo jeito.

Falando agora de coisas mais positivas, vamos tomar um instantes para dar crédito a quem é devido. Pokémon Go NÃO é um jogo da Nintendo. Ela esteve um pouco envolvida mas o jogo em si nada tem a ver com ela, a maior participação foi mesmo assinando papéis cedendo o uso de Pokémon. A produtora é um estúdio pouco conhecido chamado Niantic e a jogabilidade é praticamente toda baseada em outro jogo deles, chamado Ingress.

Por sua vez, a Nintendo não tem motivo para postar gifs que Pokémon Go está "Imprimindo dinheiro" porque ela está levando muito pouco nisso tudo, estimados 10% (provavelmente mais). Google e Apple tiram 30% das vendas no iOS e Android sem fazer nenhum esforço. A Niantic tira outra parcela e a Pokémon Company, empresa da qual a Nintendo possui 1/3 junto com a Game Freaks, criadora de Pokémon, e a Creatures, tira outra. São muitas bocas para alimentar.

Ainda assim as ações da Nintendo tiveram uma grande alta de mais de 50% e estão em seu maior patamar dos últimos 5 anos. Faça as contas, é o exato período em que foram lançados o 3DS e Wii U. A grande questão aqui é: Por que as ações subiram? E a resposta não é boa, trata-se de especulação.

Investidores não estão comprando ações da Nintendo pensando que Pokémon Go vai trazer lucros imensos. Eles estão comprando esperando que Pokémon Go simbolize uma mudança na Nintendo, para uma empresa que lança jogos para smartphones e tablets ao invés de videogames dedicados.


Algo semelhante, porém em menor escala, aconteceu em 2015 quando a Nintendo anunciou que faria jogos para smartphones e tablets em parceria com a DeNa, porém só depois ela anunciou que seriam apenas 5 ou 6 jogos, mais no estilo de Miitomo do que de Super Mario, decepcionando os investidores.

Como já falamos antes, esta estratégia da Nintendo de usar smartphones e tablets como uma isca para seus videogames, a mesma estratégia com a qual a apresentadora Ellen DeGeneres tenta manter seu programa de TV relevante frente à internet, não é exatamente uma boa ideia.

Na época do Nintendo DS o então presidente da Nintendo, Satoru Iwata, via os smartphones e tablets como concorrentes, assim como TV ou qualquer outra coisa que fizesse você gastar minutos em um aparelho não Nintendo. A função dos aparelhos Nintendo era ser o mais interessante possível para ser a sua escolha de entretenimento.

Cada minuto que você passa num sistema iOS e Android jogando Pokémon Go, é um minuto que você está fora de uma plataforma Nintendo. O fato de Pokémon Go ser um sucesso em um dispositivo terceirizado não é uma boa notícia para a Nintendo se ela deseja continuar a fabricar videogames dedicados.

Com Pokémon Go a Nintendo está competindo contra si mesma e perdendo. Pokémon Sun & Moon serão lançados para o Nintendo 3DS em 18 de novembro, e o que acontece se eles não tiverem o mesmo sucesso que Pokémon Go está tendo? Observe o novo trailer de Pokémon Sun & Moon e veja como ele é parecido com um trailer para Pokémon Go.


Quando a febre Pokémon surgiu no GameBoy pessoas andavam por aí com seus portáteis no bolso para jogar, batalhar e trocar Pokémons. Talvez caiba à Nintendo se questionar por que as pessoas não levam mais os seus portáteis com elas ao invés de simplesmente ceder aos smartphones e tablets.

Se um jogo de Pokémon fosse lançado para PlayStation 4 ou Xbox One e fizesse mais sucesso do que em plataformas Nintendo, os fãs da empresa não estariam comemorando. Porque isso significa uma derrota do hardware próprio da Nintendo. Todas as pessoas que sempre afirmam que ela deveria parar de fabricar videogames e virar uma empresa terceirizada, teriam um caso perfeito para mostrar que estão certos.

Se Pokémon Go superar Pokémon Sun & Moon, como a Nintendo poderá continuar justificando ter um hardware próprio? Sem Satoru Iwata, que era um desenvolvedor e gamer em seu coração, podemos ter certeza que o novo presidente Tatsumi Kimishima, um executivo, saberá a importância de um hardware dedicado para a Nintendo? Não ficaria ele atraído demais pelos números da magnitude de Pokémon Go?

O sucesso de Pokémon Go traz um dilema para essa Nintendo atual, desnorteada em meio a um mercado em mudança. Ela deve permanecer criando videogames ou deve partir junto com Pokémon Go para o mercado de smartphones e tablets?

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terça-feira, 10 de maio de 2016

Jogos grátis para Wii U e Nintendo 3DS


Como alguns talvez saibam, recentemente a Nintendo realizou um "Humble - Friends of Nintendo - Bundle" de jogos de Nintendo Wii U e Nintendo 3DS para jogadores pagarem o quanto quiserem por cada título. Como eu já possuía a maioria dos jogos, comprei o menor pacote apenas por Shantae and the Pirate's Curse do 3DS, o que significa que eu não tenho qualquer uso para os outros 3 games.

Então se vocês estiverem interessados, aqui vão alguns jogos gratuitos do Wii U e 3DS, basta resgatá-los no eShop (e lembre-se, são zeros, não Os):


Obviamente os códigos só funcionam uma vez, então após alguém pegar o jogo o código não funcionará mais. Deixe um comentário após resgatar para que as pessoas não fiquem tentando à toa e aproveite pra nos dizer o que achou do jogo.

domingo, 11 de maio de 2014

Top 25* Jogos de Nintendo 3DS

Há muito tempo eu comecei um Top 25 do Nintendo 3DS, uma lista com os 25 melhores jogos do portátil. Porém, enquanto o Top 25 do PS Vita foi fácil de fazer, a do 3DS acabou se provando muito difícil, pois não encontrava 25 jogos que recomendaria a outros jogadores.

Poucos meses atrás a lista se estagnou com vinte e poucos títulos e eu não vejo mais nenhum lançamento futuro do Nintendo 3DS que possa entrar nela, então estou soltando-a agora, com um pequeno detalhe, um asterisco.

* Deixei separadas a 10ª e 20ª posições para vocês mesmos preencherem. Deixem nos comentários o nome do jogo e um parágrafo de bom tamanho explicando por que vocês acham que esse título merece a posição e eu adicionarei os dois que mais convencerem.

Confira abaixo o Top 25 Jogos de Nintendo 3DS:

25- Project X Zone



Imagine um jogo de estratégia com os principais personagens da Namco, Sega e Capcom, que vá desde séries como Tekken, passando por Virtua Fighter, até chegar em Street Fighter. Project X Zone é isso, uma grande bagunça com um elenco enorme de ilustres dessas três grandes empresas. Há o porém de que o jogo em si não é tão bom, mas com tamanha quantidade de personagens provenientes de franquias diferentes, é um milagre que o jogo tenha vindo para o ocidente.

24- Mario Kart 7



Mario Kart já se tornou um jogo de conforto, pois todos sabemos o que esperar e como nos divertir com ele. Porém, as versões DS e Wii estabeleceram um patamar muito alto, ao qual Mario Kart 7 e 8 não estão fazendo frente. Assim como Super Mario 3D Land, MK7 foi apressado para aumentar vendas do 3DS e dá pra notar isso. Para piorar, é de longe o jogo mais insuportável da franquia em relação a cascos azuis, algo que precisa urgentemente ser consertado na fórmula. Como outros, ele até diverte, mas frustra na mesma medida, senão até mais.

23- Bit.Trip Saga


A verdade é que Bit.Trip Saga é apenas um pacote de bônus para chegar ao genial jogo de corrida infinita rítmico, Bit.Trip Runner. Trata-se de uma série de minigames rítmicos que começou no Wii e acabou indo parar no 3DS por um preço razoável. A maioria dos minigames não entretém tanto assim, deixando Bit.Trip Runner como a estrela. A produtora Gaijin Games acabou percebendo isso e acabou se focando apenas nesse jogo, lançando Bit.Trip Runner 2, ainda melhor, mas infelizmente não para o 3DS.

22- Senran Kagura Burst



Este título é um caso interessante, pois Senran Kagura é uma série que se aproveita de extremo apelo sexual, como colegiais em situações estranhas e com objetos coincidentemente roliços. Por baixo de toda essa safadeza, porém, há um beat'em up divertido sobre sair andando e batendo em todos como nos jogos de antigamente. O principal problema é que o jogo eventualmente fica muito repetitivo, defeito que também pode ser encontrado em títulos semelhantes como Code of Princess.

21- Gunman Clive



Por apenas R$ 2 você pode comprar um dos jogos com melhor game design do eShop, Gunman Clive. Estamos falando de um título sem muita ambição, onde um cowboy vai lutando contra bandidos por várias fases. No entanto, o que torna o jogo fantástico são suas fortes influências de clássicos como Mega Man. É incrível ver o quanto Gunman Clive faz coisas certas e apenas é uma pena que por R$ 2 não dê pra esperar mais do que 1 hora de duração.

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19- VVVVVV



Apesar de o nome parecer entregar todo o jogo de bandeja, VVVVVV é bem mais do que apenas seu título sugere. Trata-se de uma agradável mistura de plataforma indie com alto desafio e uma pitada de aventura tradicional com exploração que lembra clássicos como Metroid. Tudo isso com um visual 8 Bits que não nega as raízes indies.

18- Attack of the Friday Monsters! A Tokyo Tale


Este foi um título bastante inesperado, por fazer parte da série japonesa Guild02. Ele foi feito por Kaz Ayabe, um nome desconhecido no ocidente, criador do jogo Boku no Natsuyasumi, cujas raízes se estendem até Attack of the Friday Monsters!. Trata-se da história de uma criança que se muda para uma cidade onde monstros gigantes (kaijus) atacam toda sextas-feira. O conceito é bem mais legal que a execução, mas ainda é um jogo extremamente charmoso e de uma inocência ímpar.

17- Liberation Maiden


O jogo do excêntrico diretor Goichi Suda para Nintendo 3DS traz mais um de seus bizarros conceitos, como parte da série japonesa Guild01. Imagine que a Presidente do Japão tivesse que pessoalmente entrar em um Mecha e combater inimigos em batalhas aéreas, isso é Liberation Maiden. É um título estiloso, como se espera de Suda, com uma pitada de inspiração de Star Fox. Seu único defeito é ser um pouco curto.

16- Zen Pinball 3D



É difícil imaginar que um jogo de Pinball possa ser tão bom, mas a Zen Studios não conquistou subitamente esse mercado esquecido à toa. Zen Pinball é um ótimo jogo do gênero, extremamente criativo, uma aula de conteúdo, e rapidamente criou várias sequências, trazendo de volta franquias como Star Wars e Marvel para o mundo das bola de metal.

15- Animal Crossing: New Leaf



Conhecida por sua natureza "ame, odeie ou durma enquanto joga", a série Animal Crossing sempre teve um charme especial com seu estilo de jogo pacato e divertido de maneiras antes impensadas. A franquia não tem se renovado suficiente e a novidade deste novo capítulo é que agora você é o prefeito da cidade, o que é legal mas ainda não é a novidade que ela precisa. New Leaf ainda escapa como um ótimo jogo, mas a franquia já está repetitiva demais para outro capítulo.

14- Scribblenauts Unlimited



Desde a criação da série Scribblenauts no Nintendo DS eu afirmo que ela é uma das coisas mais criativas que vimos surgir na nossa geração. A ideia de "crie qualquer coisa, resolva tudo" é genial, dando aos jogadores um caderno mágico que pode criar qualquer objeto e oferecendo ajuda a pessoas com problemas. As mudanças nesse capítulo não foram todas para melhor em relação ao Scribblenauts original e Scribblenauts 2, mas pelo menos o jogo está dublado em português no Nintendo 3DS, com um preço justo.

13- Fire Emblem: Awakening



A série Fire Emblem sempre foi muito tradicional, basicamente o mesmo jogo do Nintendo 8 Bits apenas com novos gráficos e apesar disso, era muito boa. Recentemente no 3DS, Awakening tentou trazer ideias novas. Ainda é Fire Emblem, ainda é um bom jogo de estratégia, mas não dá pra negar que algo se perdeu pelo caminho. Não é tão amargo porque vemos que algo deu errado enquanto tentavam fazer melhor, mas ao mesmo tempo ainda é algo chato de acontecer. Por outro lado, é o capítulo mais fácil pra um novato conhecer a franquia.

12- Pokémon Rumble Blast



Apesar de ser um ótimo conceito, Pokémon Rumble já chegou ao 3DS meio cansado, sendo que não tem cara de jogo completo, mas de minigame vendido no eShop. É muito bom poder finalmente pegar os Pokémons e sair por aí batendo em todo mundo, como se fosse um beat'em up, mas Rumble Blast falha ao não exibir qualquer tipo de evolução sobre as versões do Wii, por exemplo. É uma aventura divertida, mas se torna muito repetitiva com o tempo.

11- Rhythm Thief



Este é um dos jogos mais Nintendo DS do 3DS, algo de que o portátil carece muito. Criado pela Sega, Rhythm Thief coloca os jogadores no papel de um ladrão estiloso que rouba vários tipos de arte e itens valiosos através de minigames rítmicos. No entanto, o jogo é bem volátil e tem momentos incrivelmente excitantes seguidos por outros realmente abismais. É uma experiência que vale muito a pena, mas com defeitos que a diminuem.

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9- Star Fox 64 3D



Uma versão portátil de Star Fox 64 é uma ideia tão boa quanto Flan em tubos, não há como recusar. Um jogo que já era ótimo no Nintendo 64, ganha ainda uma leve demão nos gráficos e de quebra um efeito 3D (que nesse tipo de jogo até funciona bem), se tornando uma escolha perfeita para o portátil. A Nintendo poderia ter feito um mínimo esforço para adicionar um modo multiplayer online ou algum conteúdo extra, mas a campanha single player ainda é de peso.

8- Resident Evil Revelations



De todos os títulos do portátil, Resident Evil é um dos que mais demonstra ter tido investimento e isso realmente se reflete na qualidade do jogo (especialmente no visual). Como sabemos agora, boa parte desse investimento já era pensando em uma versão HD posterior para os consoles de alta definição. Ainda assim, é uma aventura de alta qualidade no Nintendo 3DS com alguns dos melhores gráficos já apresentados no aparelho e uma natureza que combina bem com um portátil.

7- Donkey Kong Country Returns 3D



Quando Donkey Kong Country Returns foi lançado no Wii havia um problema muito simples: controles de movimento obrigatórios em coisas que não faziam sentido. A versão 3DS ao consertar esta simples questão já se torna bastante superior e nos oferece um jogo de plataforma de qualidade em versão portátil, perfeito para qualquer ocasião, com direito a um nível de dificuldade mais brando para jogadores casuais.

6- Sonic Generations



Outra grande surpresa no Nintendo 3DS foi Sonic Generations, um jogo que nem é de todo mal nos consoles, mas que realmente brilha em sua versão portátil. Enquanto nos consoles o jogo fica dividido entre fases do Sonic clássico em 2D e Sonic moderno em 3D, com muitas missões e chateações atrapalhando o ritmo, no 3DS o jogo é todo 2D e flui de uma maneira muito mais prazerosa, consagrando-se como um dos melhores títulos de plataforma do videogame.

5- The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D



Clásssico é clássico, Zelda é Zelda, e vice e versa. No início do Nintendo 3DS era muito difícil encontrar jogos que realmente tivessem uma aventura a ser vivida e The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D foi o primeiro a suprir essa necessidade, apesar de não ser exatamente original. O jogo é um remake um pouco preguiçoso, sem novidades e sem nem mesmo ter evoluído muito nos gráficos, mas ainda é um remake do melhor jogo de todos os tempos e isso conta muito.

4- Super Mario 3D Land



Existe um abismo de diferença entre a franquia Super Mario em 2D e 3D e Super Mario 3D Land tentou fazer uma ponte entre eles. O resultado dessa mistura acabou sendo um novo elemento, pois 3D Land não é Mario 2D nem é Mario 3D, é alguma outra coisa (um pouco questionável). O jogo foi claramente apressado para aumentar as vendas do 3DS e por isso é um pouco curto, porém é um dos títulos mais originais, agradáveis e divertidos do portátil.

3- Tales of the Abyss



Originalmente lançado para o PlayStation 2, Tales of the Abyss é mais um jogo da série de RPG "Tales of" da Namco Bandai. Não é o melhor dos capítulos da franquia, ficando atrás de Tales of Symphonia do GameCube e Tales of Vesperia do Xbox 360, mas ainda é um RPG muito acima da média, se encaixando melhor em um portátil do que um console. Junte uma aventura duradoura e intrigante com um grande mundo cheio de opções a se explorar e sistema de batalha ativo e você tem um fortíssimo candidato.

2- The Legend of Zelda: A Link Between Worlds



Provavelmente a maiori surpresa do Nintendo 3DS, o jogo The Legend of Zelda: A Link Between Worlds, foi um feliz acidente na série, que só vinha decaindo a cada capítulo. Praticamente todos os defeitos anteriores são jogados para o alto e o título traz de volta uma mecânica mais simples, que não apenas funciona como é extremamente prazerosa. O jogo peca um pouco em não ter mais extras, mas permanece sendo obrigatório, facilmente um dos melhores do 3DS.

1- Kid Icarus: Uprising


O renascimento de Kid Icarus no Nintendo 3DS é sem dúvida a aventura mais completa oferecida no portátil. A todo momento a jornada de Pit parece estar chegando ao fim, mas cada vez mais coisas surgem, chegando a um nível ridículo, mas sempre mantendo o jogador com cada vez mais conteúdo. Um jogo que poderia ter simplesmente ficado satisfeito em ter 10 fases sem muita pretensão, traz 25 sem perder o fôlego.

Muitas vezes o 3DS falha em oferecer uma boa jogabilidade, especialmente nas partes terrestres, mas a aventura em si é excitante e frenética, fazendo com que você possa relevar um pouco tudo isso. Um sistema simples de dificuldade ajustável e recompensas de acordo com o desafio ainda te prende a longo prazo, além de oferecer multiplayer online, sendo um dos jogos mais completos do portátil.

Ausências justificadas:

Bravely Default - Não joguei, acho que entraria em uma posição alta da lista
New Super Mario Bros. 2 - Esquecível, não parece um Mario
Pokémon X & Y - Capítulo bem fraco da saga
Paper Mario: Sticker Star - Fraquíssimo, decepcionante, vergonha para a série
Mario & Luigi: Dream Team - Não joguei, mas não parece muito bom
Professor Layton e Phoenix Wright - Ambas as séries já deram o que tinham que dar, estão um pouco cansativas, mas Professor Layton vs. Phoenix Wright provavelmente entraria.
Theatrhythm Final Fantasy - Sofre de um excesso extremo de DLCs
Luigi's Mansion 2 - Sistema de missões repetitivo, só vale para quem não jogou no GameCube

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Qual o segredo de The Legend of Zelda: A Link Between Worlds?

Nas últimas semanas eu estava jogando The Legend of Zelda: A Link Between Worlds para o Nintendo 3DS, até terminar o jogo, fazer uma review para o site TechTudo (recomendo ler se quiser saber mais sobre) e então pegar alguns extras também. Para minha surpresa, o jogo é ótimo, mas como isso é possível?

Os últimos dois capítulos na série The Legend of Zelda foram os piores de todos os tempos: The Legend of Zelda: Skyward Sword para o Wii e The Legend of Zelda: Spirit Tracks para o Nintendo DS.

Então quando Um novo Zelda foi anunciado para o Nintendo 3DS, a nossa primeira reação no blog foi: "Por que The Legend of Zelda: A Link Between Worlds vai falhar?". Mas havia um ponto importante que ainda estava indefinido.


Quem vem estragando a franquia The Legend of Zelda ultimamente é o diretor Eiji Aonuma, escolhido pelo criador da série, Shigeru Miyamoto (péssima escolha). E qual o principal problema de Aonuma? Ele caiu na armadilha de ego, é obcecado por controle, pela sua visão, e nós que reclamamos que os jogos estão ruins estamos atrapalhando sua genialidade.

Se Eiji Aonuma tivesse participado ativamente da produção de A Link Between Worlds, seria possível prever que o jogo seria ruim, como de costume. Porém, eu pensei comigo mesmo... por que alguém tão egocêntrico se esforçaria em uma sequência de A Link to the Past, quando poderia se dedicar ao remake de sua própria "obra-prima", The Legend of Zelda: Wind Waker HD.

Em outras palavras, enquanto Aonuma estava distraído se excitando com o remake de seu próprio jogo, outra pessoa estava tocando o projeto de A Link Between Worlds. Essa pessoa, bem mais competente, é praticamente um herói e transformou o jogo no que ele virou hoje.

Uma vez que você pega o jogo, começa a jogar e não o larga mais. Os primeiros minutos e os primeiros dungeons são agradáveis, rapidamente você pega uma espada e um arco, se ocupando em enfrentar inimigos assim como no The Legend of Zelda original.

Dá pra ver vários toques de Eiji Aonuma no jogo, mas a sensação é de que você invadiu a casa dele quando ele não estava, ao invés de escutá-lo fazendo um discurso, como Skyward Sword parecia. Há NPCs ridículos, NPCs com diálogos desnecessários e nos primeiros minutos Link parece um office boy glorificado, como ele sempre parece em jogos do Aonuma.


Mas é tudo muito rápido, muito portátil, muito Minish Cap. Eu não passei mais do que 5 minutos com baboseiras do Aonuma, como pegar um item, levar a algum lugar e conversar, e logo depois já estava de volta aos combates. E a melhor parte, sem um coadjuvante dizendo "TALVEZ ALGO VÁ ACONTECER SE ATINGIRMOS ESSAS ESFERAS BRILHANTES SEM MOTIVO ALGUM!".

Então eu pensei, quando chegar a LoLrule as coisas devem ficar piores, com essa história de virar um desenho na parede, mas não.  Chegar em LoLrule foi como entrar no Nether em Minecraft. Monstros começaram a chutar meu traseiro e a interação com NPCs caiu para praticamente zero.

Eles simplesmente te dão sete dungeons para conquistar, além dos dois iniciais (mais do que nos The Legend of Zeldas recentes) e é sua escolha em qual ordem enfrentá-los. Eu tentei entrar em um certo dungeon e os monstros me deram uma canseira, eu precisei sair antes que me matassem, conseguir mais corações, potes para guardar fadas, armadura e espada melhores, para então voltar.

Há momentos ruins no jogo, mas eles não duram muito. A maior parte é uma delícia, especialmente nas horas finais, enfrentando dungeon após dungeon. Eram 4 da manhã e eu ainda pensava em enfrentar mais um dungeon antes de ir dormir. Em momento algum passava pela minha cabeça largar um pouco o jogo.

The Legend of Zelda: A Link Between Worlds foi um acidente incrivelmente feliz nessa era de trevas sob o comando de Eiji Aonuma, e é um ótimo motivo para comprar um péssimo portátil.