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segunda-feira, 18 de março de 2019

No Man's Sky Beyond, Online, Superstar Soccer Deluxe 98 Final Ver.


Já tem algum tempo que eu queria falar sobre No Man's Sky e os mais recentes anúncios parecem uma oportunidade perfeita. Após várias atualizações que mudaram severamente o jogo, ele receberá mais uma chamada No Man's Sky Beyond, a qual será dividida em três partes. A primeira delas é "No Man's Sky Online" que vai introduzir elementos de MMO ao jogo.

Eu sou um grande fã de No Man's Sky... ou ao menos eu era quando ele foi lançado em 2016, antes de ele virar outros jogos. Eu comprei o jogo na pré-venda e apesar de toda a polêmica gostei muito do que ele entregava (com exceção dos crashes). Porém cada atualização para satisfazer o público o transformava em algo diferente, engessado, Tudo que havia de ambicioso no original foi sendo destruído aos poucos. Vamos falar um pouco sobre como foram esses últimos anos.

O Céu de Homem Nenhum

Se você chegou agora e está meio perdido, No Man's Sky é um jogo de exploração espacial com um universo quase infinito gerado proceduralmente. Ele ficou em desenvolvimento por muito tempo, uns três anos, e durante esse período o criador do jogo, Sean Murray, fez muitas promessas sobre o que seria possível fazer no jogo e acabou não entregando.

A questão é que a única promessa que realmente não foi entregue no lançamento é que você poderia ver outros jogadores no universo. É estranho, porque Sean sempre falava que você poderia vê-los mas que seria incrivelmente raro, já que é um universo quase infinito. Então logo nas primeiras semanas jogadores se encontraram online e não se viram, o que gerou muitos comentários negativos.


Claro, era um elemento grande do jogo que estava fora, porém qualquer um que tivesse pensado que No Man's Sky era um jogo multiplayer pra jogar com amigos já estava esperando algo completamente errado do jogo desde o começo. Por fim, o que causou a grande repercussão negativa não era tanto o que o jogo não tinha, mas que aquilo que ele tinha não era tão legal assim para a maioria.

Basicamente, No Man's Sky é um livro de ficção científica de Isaac Asimov em movimento e foi vendido para um público que esperava encontrar Star Wars. Muita coisa no jogo era sobre mistério, sobre reflexão, contemplação, imaginação, não sobre mostrar explicitamente um monstro e deixar que você o matasse para obter loot.

Eu gostava de como No Man's Sky era simples e minimalista, que parecesse ao mesmo tempo um universo vazio mas também cheio de coisas a fazer. Acho que falei bem sobre isso na review que fiz do jogo. Cheguei a ganhar o troféu de Platina nele, marco quando você ganha todos os outros troféus. Porém agora a minha review é totalmente inútil, pois aquele não é mais o jogo.


Nenhum Homem no Céu

As reclamações acabaram com o jogo em seu lançamento, Sean Murray entrou para o hall dos desenvolvedores mentirosos ao lado de Peter Molyneux e ninguém mais queria saber da Hello Games, que estava totalmente calada em suas redes sociais. No final daquele mesmo ano então começaram as atualizações, a começar pelo "Foundation Update" que adicionou a possibilidade de criar bases. Alguns meses depois tivemos o "Path Finder Update" que adicionou veículos.

Além das adições toda a forma de jogar também foi reformulada. Elementos mudaram, a forma de obtê-los mudou, criaram problemas que não existiam antes para que soluções fossem consideradas conteúdo. Ainda parecia o mesmo jogo, um pouco diferente, difícil de se acostumar. A sensação de solidão e contemplação deram lugar a uma casa bonita na praia e um carrão... nada sutil.


Ok, foram boas adições para quem não gostava do jogo como estava antes, mas estragou um pouco para quem gostava. Pior ainda, as pessoas que a Hello Games estava querendo agradar, não queriam gostar de No Man's Sky, sequer estava olhando para o jogo desde toda a polêmica do lançamento. Por que olhariam? Havia outros jogos para se interessar.

Mais alguns meses e então tivemos a atualização "The Atlas Rises" no mês de aniversário do jogo em agosto de 2017. Agora além de coisas para fazer, No Man's Sky tinha também uma campanha de 30 horas com eventos lineares e quests geradas aleatoriamente que transformavam o jogador em um garoto de tarefas glorificado. Aqui foi onde realmente deu pra sentir a perda da alma do jogo.

Tínhamos algo especial com No Man's Sky, algo que estava sendo destruído por completo até que só sobrasse a mesma estrutura cansada de outros jogos, porém aceita. "Vá naquele planeta pegar 3 itens", "Vá naquele outro matar 10 criaturas", "Me traga 100 desse elemento". Não coincidentemente foi aqui que as pessoas começaram a olhar para o jogo e dizer que agora havia coisas para fazer nele, mesmo que no fundo não quisessem fazê-las.


Novamente No Man's Sky mudou, virou algo que não era para agradar quem não lhe dava valor. Todos que reclamavam da falta de uma história linear ou de quests não podiam mais reclamar disso, então qual seria a desculpa deles para não comprar o jogo, simplesmente porque nunca pretenderam comprar? "Onde está o multiplayer?".

Próximo Céu, Nenhum Homem

Até a atualização "The Atlas Rises" eu ainda estava acompanhando No Man's Sky, completando cada novo conteúdo apesar de ele já ter mudado tantas vezes. Então veio outra grande mudança chamada "No Man's Sky Next", a qual coincidiu com o lançamento do jogo também para o Xbox One. Adivinha qual a grande novidade? Multiplayer.

Agora finalmente você podia ver outras pessoas, mas apenas outras três como se fosse Minecraft. Na verdade parecia mesmo Minecraft porque o jogo também recebeu novidades no sistema de construção voltadas justamente para criar construções maiores do que apenas bases. Algumas pessoas até disseram: "Ok, agora vale a pena comprar".


No entanto agora quem não quer jogar sou eu. Não foi apenas adicionado multiplayer ao jogo, toda a estrutura foi remodelada e mais uma vez ficou desnecessariamente complicado. Consegue imaginar como seria se Minecraft um dia atualizasse e você não pegasse mais madeira de árvores? Nem pedras de montanhas? Não criasse gravetos para fazer ferramentas? Esse é o nível da reestruturação de No Man's Sky Next.

Tudo que eu já havia conquistado no jogo até então foi jogado no lixo, marcado como "tecnologia obsoleta" na atualização. Fiquei preso em um planeta porque a Hello Games não pensou que pessoas que já tinham um save não teriam plantas para criar coisas essenciais, como combustível para a nave. Minha base inicialmente foi "apagada" mas semanas depois de muito silêncio foi explicado como resgatá-la.

No Man's Sky conseguiu perder todo o seu charme, todo o seu mistério, pra virar quase um party game. Um jogo que parece querer ser Minecraft no espaço e nem mesmo isso consegue ser porque toda a estrutura por baixo dele não é para um jogo desse tipo. E agora ele me diz que vai fazer isso de novo.


Sem Homem no Céu Além

A expansão No Man's Sky Beyond começará por No Man's Sky Online, atualização que transformará o jogo quase em um MMO, provavelmente será possível ver todas as pessoas no universo e não apenas três. Pode ser uma ótima adição ao jogo e gerar finalmente o estilo de experiência que todos estavam esperando, praticamente uma comunidade online de espaçonaves como no MMO gratuito "EVE Online".

Porém eu duvido muito porque a estrutura básica do No Man's Sky original continua por baixo disso tudo e essa estrutura é marcada por um ponto: uma jogabilidade ruim. Um jogo de ficção científica sobre mistério, reflexão, contemplação, imaginação, não depende tanto de sua jogabilidade, pois a maior parte do trabalho está sendo feito na cabeça do jogador. Agora um jogo de ação, aventura, MMO, significa colocar muito estresse em uma peça que não foi projetada para suportar isso.


Nem mesmo acredito que esse seja o maior problema da coisa. No Man's Sky se tornou insosso porque virou várias coisas e não conseguiu ser apenas uma. No início ele fazia apenas uma coisa muito bem e decepcionava muita gente que não queria essa coisa. Agora ele faz dezenas de coisas de maneira medíocre ou ruim e todos aplaudem essa servitude porém sem se empolgar com o jogo já que ele não tem mais nada de excepcional.

Um produto precisa ter uma mensagem, uma filosofia, querer dizer algo ao jogador. Se a mensagem pode facilmente ser mudada porque o jogo não deu certo quer dizer que ela não era tão importante assim para que merecesse nossa atenção.

No Man's Sky já foi três jogos diferentes e agora promete ser um quarto. Para cada pessoa que gostou dos três jogos anteriores ele pode ter se transformado em algo que logo em seguida não os agrada. Digamos que alguém goste da quarta versão, o que o protegerá da quinta?


Amazon:

      

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segunda-feira, 11 de março de 2019

30 Dias de Games - 4ª Semana (Final)


Encerrando com a quarta semana do "Desafio 30 Dias de Games" das redes sociais, criado pelo ilustrador "Vinicius Goro" (@viniciusgoro). Vamos ver os últimos jogos que tenho pra comentar. Vamos lá /o/



Dia 25 - Gênero favorito
Action Adventure / Ação Aventura

O gênero de The Legend of Zelda, não por coincidência. O Action Adventure tem as vantagens do gênero de ação, como a ação frenética em si, porém ele te dá um algo mais, como a preparação, uma jornada, um crescimento. Muitas vezes um bom action adventure adentra no território dos RPGs porque o crescimento se torna cada vez mais óbvio e numérico. Um excelente exemplo recente além de Breath of the Wild é Horizon: Zero Dawn.


Dia 26 - Personagem favorito
Link de The Legend of Zelda

Na verdade eu até gosto mais de Mario que do Link, porém Mario tem se transformado em algo bem menos empolgante a cada aventura, enquanto Link ainda está bem representado. Eu sinto falta do Mario com atitude dos jogos clássicos e o guerreiro alegre de Super Mario Bros. 3. Nesse vácuo, Link se torna cada vez mais carismático e imponente a cada jogo, além de ser a melhor personificação de "Coragem" do mundo dos jogos.

Um dos poucos bons momentos de Wind Waker

Dia 27 - Primeiro jogo que jogou
Pitfall

Não dá pra evitar muito. Todo mundo que teve um Atari 2600 provavelmente foi introduzido ao mundo dos jogos por Pitfall. Era a maior aventura dos consoles na época e mesmo jogando constantemente nunca perdia a graça. A Activision era uma empresa formidável e até hoje sofro muita influência dos seus incríveis jogos do Atari.


Dia 28 - Melhor cutscene
Roleta russa em Killer 7

Já mencionei que Suda 51 escreve muito bem? Poisé, essa cena é uma das mais icônicas do jogo, um momento em que Garcian Smith joga roleta russa e faz você ficar embasbacado com o quanto o personagem é frio e disposto a apostar tudo. também adoro a cena do Union Hotel quando Garcian se lembra de enfrentar os Killer 7, mas digamos que ninguém a entenderia muito bem e nem por qual motivo a resposta para "onde estava Kevin Smith?" é tão genial.


Dia 29 - Universo de jogo que gostaria de viver
Pokémon

Não tem outra resposta pra essa pergunta. Não sou uma pessoa particularmente escapista, não gosto da ideia de viver em mundo de jogos, minha vida já é atribulada o bastante só com o que tenho, acho que não é o caso de muitos jogadores de videogame, mas é o meu. Porém como negar a construção de mundo de Pokémon? Toda uma sociedade criada ao redor de criaturas que alteram completamente a forma que eles veem o mundo. Acho que é um mundo com o qual podemos aprender muito. Talvez se um lobo-guará disparasse lasers teríamos mais cuidado com o ambiente onde eles vivem.


Dia 30 - Indique um jogo
Earth Defense Force

A série inteira, qualquer um que você possa colocar suas mãos. Earth Defense Force 5, 2017, 4.1, Portable 3, 2, os originais do PlayStation 2, o que tiver por perto (bom, não a versão Tactics japonesa). Há algo de muito especial na série EDF desde que foi concebida como um jogo de tiro "simples" da série Simple 2000 e eu temo que isso possa se perder com o tempo conforme a produtora Sandlot fica cada vez mais ciente disso. Ah, se você jogou o Insect Armageddon deu azar, é o único que não é da Sandlot.


Inclusive aproveito para falar de mais um jogo da mesma produtora, a Sandlot, que é brilhante e quase ninguém conhece: Zangeki no Reginleiv do Nintendo Wii. É como um EDF porém com mitologia nórdica e controles de movimento incrivelmente prazerosos. Inclusive acho que a Nintendo surrupiou a tecnologia deles, mas... isso é história para um outro dia.


Grato por acompanharem meus trinta dias de jogos e me darem a chance de falar sobre alguns títulos que adoro mas que normalmente não cabem em outros artigos que costumo fazer. Nos vemos por aí o>

terça-feira, 5 de março de 2019

O método Tezuka de fazer jogos


Recentemente eu comprei um mangá de Osamu Tezuka, criador de Astro Boy e praticamente o pai da animação japonesa, chamado "Faculdade de Mangá". É uma série de histórias/aulas com uma ênfase muito maior em "história" que servia como um tipo de guia para artistas que queriam ser mangakás no Japão após a crise causada pela Segunda Guerra Mundial.

Quando eu costumo falar de Osamu Tezuka é mais sobre a disrupção que seu modelo de negócios trouxe para o Japão e para os Estados Unidos nos anos 80, mas nesse mangá descobri um assunto totalmente diferente no qual tínhamos algo em comum. Havia semelhanças no estilo de Tezuka de ensinar a desenhar com o estilo que eu aprendi ser o melhor para criar jogos.

Como mencionado antes, o mangá tem uma ênfase maior na história. São basicamente três histórias principais com alguns toques de aula no início e no fim. O mangá em si é bem menos didático do que eu esperava que fosse ser e algumas partes específicas só funcionavam mesmo para os desenhistas japoneses da época, instruções passo a passo como marca de tinta barata. Ainda assim algo muito curioso de se ver.

Então vem a parte que eu considero mais essencial do mangá, quando Tezuka fala sobre a progressão da dificuldade dos projetos. Ao ter uma boa noção de desenho o artista deveria começar com tirinhas de quatro quadros como as de jornal, depois criar uma versão própria de uma história já existente como um conto de fadas e só por último começar a fazer seu próprio mangá.

Essa progressão parece um pouco óbvia, mas eu que estou aprendendo a desenhar nunca antes havia pensado em começar por tirinhas. Nunca pensei em recontar uma história já conhecida. Como muitos que aspiram criar sua própria obra eu já estava pensando no resultado final: "como posso desenhar minha própria história em quadrinhos?".

O curioso é que eu já conheço esse método de progressão porém para criação de jogos. Eu o usava para tentar ensinar desenvolvedores mais jovens que constantemente não terminavam seus projetos. Primeiro, crie minigames. Depois desenvolva um clone de um jogo já conhecido que você goste. Por último invista em realizar seu próprio projeto.

A maioria dos desenvolvedores começa diretamente tentando realizar seu próprio projeto e as dificuldades que encontram são tremendas, o suficiente para desistirem ou adiarem indefinidamente. Como aprender a criar jogos exige várias etapas é especialmente importante conseguir completar projetos e se você nunca completa nenhum, é porque está mirando alto demais logo de cara.


Desenhar as tiras é também uma forma de prática, assim como desenhar uma história que você já conhece. Prática te permite produzir as partes mais simples de um projeto com maior velocidade. O mesmo vale para minigames e clones de jogos. Um desenvolvedor iniciante que pule direto para um projeto grande perde velocidade tanto nas partes complexas quanto simples, desmotivando-se mais facilmente.

O procedimento para criar um jogo original e para criar um clone de um jogo são muito diferentes. Trabalhar com limitações é um processo de auto-descobrimento para um desenvolvedor no qual ele verá onde estão suas falhas e o que ele não sabe. Se você cria um design, programa uma jogabilidade e o resultado sai ruim, você não sabe se o erro está no design ou na jogabilidade. Se você copia um jogo de sucesso e a jogabilidade sai ruim, você tem certeza sobre onde errou e no que precisa melhorar.


Por exemplo, em um jogo original seu personagem pode pular a altura que você quiser, mas em um clone de Mario é importante manter uma certa altura. No seu próprio jogo os obstáculos podem ser como você quiser e se você errar a altura, basta fazer o personagem pular mais alto, porém isso pode afetar o resultado final sem que você se dê conta. Em um clone de Mario quem definiu as condições que você precisa seguir não foi você, então não dá pra apenas aumentar a altura.

O distanciamento emocional de criar um projeto baseado em algo já existente e não em uma ideia original sua também é importante. Quando temos uma ideia nos tornamos defensivos e menos propensos a alterá-la de acordo com o que o produto final pede. Uma pessoa que tenha vontade de fazer um RPG épico prefere dar início ao projeto e nunca terminá-lo do que começar por algo mais simples.


A ansiedade de desenvolver um jogo próprio também é grande. Às vezes um desenvolvedor fica tão ansioso por colocar aquela ideia pra fora que se apressa e passa por cima do aprendizado. Imagine se ao desenhar um mangá um artista ficasse tão ansioso por uma cena de batalha que deixasse de desenhar os cenários em vários quadros anteriores.

Realizar um projeto próprio é bem difícil e exige um investimento alto de tempo e disciplina para aprender todo o necessário antes de começá-lo para que todo o ânimo inicial não se queime e ele não seja abandonado no meio. Então oferece um certo alívio ver alguém tão importante quanto Osamu Tezuka mostrar o caminho para quem está apenas começando.

segunda-feira, 4 de março de 2019

30 Dias de Games - 3ª Semana


Continuando com a terceira semana do "Desafio 30 Dias de Games" das redes sociais, criado pelo ilustrador "Vinicius Goro" (@viniciusgoro). Vejamos que revelações nada surpreendentes nos esperam pela frente. Vamos lá /o/


Dia 17 - Aposta de Hit 2019
Resident Evil 2 (Remake)

Minha aposta era o remake de Resident Evil 2, sem grandes surpresas. É um GOTY lançado em janeiro. Esse é o Pokémon Heart Gold da Capcom, o jogo que todos os fãs da série queriam ver e ela não decepcionou. Eles foram ousados de reimaginarem o jogo em terceira pessoa e sem a câmera fixa, algo que a própria Nintendo não arrisca nos seus jogos como Pokémon e no recentemente anunciado remake de The Legend of Zelda: Link's Awakening.


Acho que não espero mais nada que vá ser bem recebido em 2019 para falar a verdade. Talvez o novo Hollow Knight: Silksong que promete ser bem feito mesmo que não seja muito minha praia. Ah, Devil May Cry 5 parece estar muito bom, até mesmo para quem não é muito fã da série como eu. Como eu sinto falta de Ninja Gaiden...

Dia 18 - Aposta de Flop 2019
Anthem

Quando eu escrevi esse texto Anthem ainda não havia sido lançado, mas estava muito na cara o que ia acontecer. Deve ser o maior flop pelo simples fato que vai gerar muita indiferença, vai escorregar entre os dedos da relevância. Assim como o primeiro Destiny que de certa forma flopou mas permaneceu por perto e gerando dinheiro para a Activision, Anthem deve dar um dinheiro, mas sempre gerar uma sensação de desconforto.


Entre outros flops, provavelmente Rage 2 não encontrará um público assim como foi com o primeiro jogo. Se ainda for lançado, Minecraft Dungeons também promete não dar muito certo. E apesar de estar muito ansioso pelo jogo, Days Gone será massacrado pela mídia, especialmente porque será comparado ao nível de outros exclusivos como God of War e Horizon, mas me agradam alguns conceitos nele.

Dia 19 - Jogo que curtiu mas não terminou
Final Fantasy 15

Eu adorei o jogo e quando gosto tanto assim de um jogo eu demoro muito para jogar tudo porque o saboreio muito mais. "Terminar" o jogo não é necessariamente o meu objetivo e sim aproveitá-lo ao máximo. Às vezes posso acabar explorando onde não devia e encontrando monstros muito fortes e passando por altos perrengues e é assim que eu gosto de jogar, como uma aventura, não apenas seguindo um script linear.


Vale também mencionar Bloodstained: Curse of the Moon, a versão bônus em 8 Bits do jogo Bloodstained que eu apoiei pelo Kickstarter. Este jogo reproduz perfeitamente a sensação dos clássicos Castlevania 8 Bits e exatamente por isso eu não sinto necessidade de terminá-lo. A qualquer momento eu posso jogá-lo e me divertir independente de até onde eu chegar, como em um clássico Cartucho de NES.

Dia 20 - Jogo mais criativo
Flower, Sun and Rain

Este é mais um de Suda 51, porém de uma época em que ele tinha um pouco menos compromisso com jogabilidade. Killer 7 e No More Heroes trouxeram Suda para o grande público, mas Flower, Sun and Rain traz sua bizarrice e humor com uma jogabilidade bem menos acessível, a qual eu só tolero porque ele é tão bom escrevendo.


Nesse jogo você tem que impedir um atentado terrorista que explode um avião, no entanto assim que você chega ao hotel e passa uma tarde lá, o avião explode. Então o dia começa a se repetir estilo Feitiço do Tempo (Groundhoug Day) e você tem que trilhar caminhos estranhíssimos ajudando pessoas para chegar ao fundo disso. Não se trata de uma mecânica como em Majora's Mask, mas de uma ideia psicodélica mesmo.

Dia 21 - Passou muita raiva jogando
Rocket League

Por onde eu sequer começo... Eu não sou um atleta pro em Rocket League, não sou um mestre dos aerials, não estou no nível de um jogador platina (na verdade virei ontem mas ainda não estou no nível). No entanto eu sei o básico do jogo, sei jogar razoavelmente bem. Todos os outros jogadores no entanto parecem desconhecer as regras mais básicas do jogo, tipo não seguirem todos a bola ao mesmo tempo, não deixarem suas posições abertas, não largarem a bola para ir atrás de boost.


É um péssimo sistema de matchmaking repleto de jogadores despreparados e dependendo do dia e horário que você joga, essa quantidade ainda aumenta! É praticamente impossível subir no ranking de uma maneira descompromissada, é preciso tirar toda a diversão do jogo, como ficar permanentemente na defesa para tentar consertar os erros dos seus companheiros de time. Acredito que muitos dos problemas poderiam ser resolvidos com um mero tutorial obrigatório sobre os conceitos básicos do jogo quando o usuário subisse de ranking.

Dia 22 - Melhor jogabilidade
The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Não estou falando tanto sobre o feeling da jogabilidade, a qual eu poderia dar a jogos fantásticos como Bayonetta 2 ou Titanfall 2, quanto sobre o conceito da jogabilidade. Breath of the Wild te permite fazer um infinito de ações usando como base apenas alguns elementos de física e é o jogo que melhor consegue atualmente capturar a ideia na mente do jogador e colocá-la em prática na tela, é o jogo que apresenta as melhores reações para as suas próprias ações.


Dia 23 - Chefão mais difícil
Absolute Radiance

Até hoje não teve um chefão que eu não vencesse, o que inclui chefes de jogos como Viewtiful Joe, Ninja Gaiden e Cuphead, então o mais difícil só pode ser mesmo o mais recente, o último chefe de Hollow Knight em um modo que é tipo um Boss Rush. Eu cheguei a vencer o Pure Vessel algumas vezes, ainda acho ele um pouco difícil apesar de achá-lo mais "cheap" já que tira o dobro de dano que um chefe comum. Mas ao vencê-lo ainda tem a Absolute Radiance pra encarar e eu ainda nem cheguei nela mas provavelmente vai ser muito pior.


Uma coisa engraçada é que o único motivo que eu ainda não me dediquei a vencer esse chefe é que tem feito um calor de 53º no RJ, não dá nem vontade de ligar um videogame. Talvez eu devesse escolher o Sol do Super Mario Bros. 3 como chefão mais difícil.

Dia 24 - Final decepcionante
The Legend of Zelda: Skyward Sword

Eu não gostei de Skyward Sword, acho um dos piores Zeldas da série ao lado de Spirit Tracks, mas ao menos Spirit Tracks não estragou várias outras coisas da franquia pra mim. Eu considero o final de Skyward Sword um baita desrespeito de Aonuma com Miyamoto ao alterar vários elementos da história de Zelda para carcar sua teoria de Link e Zelda como casal, eternamente reencarnando.


Zelda nunca foi sobre romance, os personagens são a representação da coragem e sabedoria, fatores que independem de quem os representa, mas agora estão presos a dois personagens permanentemente. Só mostrou mais uma vez a falta de tato de Aonuma com a série.

Semana que vem voltamos com a úúúúltima semana o/

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

30 Dias de Games - 2º Semana


Continuando o "Desafio 30 Dias de Games" das redes sociais, criado pelo ilustrador "Vinicius Goro" (@viniciusgoro), vamos ver o que nos espera na segunda semana. Vamos lá /o/


Dia 9 - Pior protagonista
Kratos no novo God of War

Não me convence esse novo Kratos e não o reconheço como o personagem que um dia já foi. Kratos era meio superficial desde o primeiro God of War, mas isso funcionava porque era um jogo de ação frenético, ele cumpria seu papel. Agora querem me convencer que esse mesmo Kratos é profundo, está arrependido, cheio de conflitos e... não bate com a pessoa que ele era, que se precisasse de algo em uma prateleira alta usaria o corpo de alguém como banquinho. Não me convence nem um pouco.


Dia 10 - Personagem mais irritante
Fi

A companheira de Link em The Legend of Zelda: Skyward Sword. Esse trope da Nintendo de sempre ter um parceiro para falar pelos seus protagonistas mudos é extremamente irritante, mas Fi conseguia fazer um esforço extra pra ser ainda mais chata que todos os outros. Ela era meio robótica e falava através de probabilidades e porcentagens, o que não combinava nada com o resto do jogo que já era bem ruim.


Dia 11 - Companion ou sidekick favorito
Midna

Irônico falar do trope dos companions irritantes estilo Navi e Fi, para logo em seguida falar como minha companion favorita é a Midna, que de cara parece exatamente a mesma coisa. No entanto, ela era justamente uma subversão desse clichê, uma personagem atrevida, ousada, cujas intenções você poderia até mesmo desconfiar. É uma pena que ela tenha sido deixada de lado, seria ótimo ver um retorno dela como a Twilight Princess no futuro.


Dia 12 - Personagem crush
Mei

Mei is Bae. Mesmo não gostando muito de Overwatch eu adoro o design da Mei, não há muitas personagens gordinhas no mundo dos jogos e ela se destaca fácil. Ainda a acho um pouco magra demais e com frequência lançam skins que parecem alterar o corpo dela. Quem sabe no futuro surjam mais personagens thiccs.


Dia 13 - Jogo mais assustador
Corpse Party

Essa é uma série que poucas pessoas conhecem e menos ainda se envolvem. O primeiro Corpse Party é um jogo de RPG Maker muito linear e cheio de problemas que eu poderia criticar muito. Porém é também a coisa mais assustadora que eu já joguei na vida. A história é bem envolvente e os personagens extremamente perturbados, no melhor estilo terror japonês. Em outros jogos da série há mais jogabilidade, mas eles são menos assustadores.


Menção honrosa: Ouço falar muito bem de White Day: A Labyrinth Named School, um jogo de terror coreano se não me engano para PC e que ganhou uma versão para PlayStation 4. Soube que algumas pessoas na Coreia chegaram a devolver o jogo de tão assustador.

Dia 14 - Daria um bom filme
Killer 7

Normalmente eu estou sempre falando para tirar a história do foco dos jogos porque em sua maioria elas são de segunda classe e acabam só atrapalhando a jogabilidade. Killer 7 é aquela rara exceção que faria valer a pena ter um filme. Escrito e dirigido por Goichi Suda, o "Suda 51", esse jogo traz uma história louca sobre um assassino com sete personalidades diferentes que desmascara uma grande conspiração internacional enquanto elimina seus alvos. Foi o primeiro jogo que ao terminar eu tive que procurar na internet "o que diabos eu acabei de jogar?".


Dia 15 - Pior jogo que já jogou
Escape Dead Island

Muito provavelmente ao menos. Eu gosto de Dead Island em geral apesar de todos os seus defeitos, então eu fiquei animado de ver Escape, um jogo mais relaxado e com visual criativo. Aí me foi jogada esta coisa terrível na cara. O jogo é péssimo, com uma história terrível e cheio de bugs. O protagonista sofre de alucinações e flashbacks que fazem você nunca saber se está jogando algo real e toda hora volta ao mesmo lugar sem progredir como se estivesse tentando acordar de um episódio de paralisia do sono. É medonho de tão ruim.


Dia 16 - Ansioso pra jogar em breve
Earth Defense Force 5

A essa altura meu pelotão já está matando insetos gigantes sem mim, mas infelizmente não tá fácil pegar lançamentos com o dólar tão alto. Eu sei que não será muito diferente do EDF 4, que por sua vez não era muito diferente do EDF 2017, mas mesmo com passos pequenos eles sempre andam um pouco pra frente e continua como uma ótima série para jogar em multiplayer online.


Para quem não conhece, Earth Defense Force é uma série sobre andar por aí com metralhadoras e bazucas matando insetos gigantes. Inicialmente é só divertido pela bizarrice e tosqueira, mas quanto mais você joga, mais o jogo se aprofunda com um sistema meio no estilo de Diablo onde dificuldades maiores trazem armas melhores e assim por diante.

Semana que vem voltamos com mais dias e mais jogos o/

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Eu acidentalmente LEGO Battle Royale por toda a internet

Então... talvez eu tenha criado o gênero de LEGO Battle Royale por acidente...

Tudo começou quando o site IGN fez um post na sua conta de Twitter perguntando "Que jogos você gostaria que adicionassem um modo Battle Royale?" com sugestões como The Last of Us 2, Gears of War 5 ou Splatoon 2.

Para quem não sabe, Battle Royale é um novo gênero de tiro que explodiu ano passado com PlayerUnknown's Battlegrounds e desde então deu origem a vários outros como Fortnite, Black Ops 4, Free Fire, Knives Out, entre outros.



Então eu sugeri: LEGO Marvel Super Heroes

E parece que a internet gostou bastante da ideia, porque o tweet teve mais de mil curtidas D=


Foi divertido ver alguns comentários como "Arrumem uma equipe de produção" ou "LEGO, dê um emprego para esse homem", porém os que mais me interessavam eram os que diziam: "eu jogaria isso". Especialmente de pessoas que expressavam que não jogariam outros Battle Royale.

Eu gosto da ideia de LEGO multiplayer, experiências multiplayer simplificadas nesse meio de FPS complicados cheios de habilidades que se anulam, personagens que andam pelas paredes e monetização agressiva em itens cosméticos inseridos num sistema de progressão criado pra te viciar.

Alguns anos atrás tanto a Minecraft quanto LEGO parecem ter sido mal assessorados que o futuro de jogos para crianças seria o multiplayer de minigames, pois ambos foram na mesma direção. Não deu muito certo e hoje as pessoas mal lembram desses modos.

No entanto, eu e meu sobrinho sempre brincávamos com LEGO Marvel Super Heroes, testando os poderes de cada herói e formas de matar um ao outro em um jogo que era puramente cooperativo e que tentava evitar ao máximo que os jogadores se matassem.


Realmente espero ver uma evolução dos jogos de LEGO pois eles andam terrivelmente repetitivos. Não que Battle Royale seja realmente a direção que eu queira que eles vão, mas... se isso acontecer, já sabem de quem é a culpa =x

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

30 das de games - 1ª semana


Ultimamente tenho visto nas redes sociais esse "Desafio 30 Dias de Games", criado pelo ilustrador "Vinicius Goro" (@viniciusgoro). O desafio consiste em citar cada dia um tipo específico de jogo, como o que você está jogando atualmente, qual seu remake favorito, qual jogo merecia um remake e assim por diante.

Para tornar mais dinâmico vou postar os "30 dias" em 4 semanas com posts contendo os 7 dias e um de bônus já que 30 não divide por 4 certinho =x Sem mais delongas, vamos lá /o/


Dia 1 - Jogando atualmente
Hollow Knight

No momento estou jogando Hollow Knight no PS4, que nem é um jogo que eu gostei tanto mas estou querendo Platinar por puros problemas psicológicos. Acho que esse tipo de jogo inspirado por "Dark Souls" costuma desrespeitar muito o tempo do jogador com chefes que você precisa decorar as rotinas pra vencer. Você não está ficando melhor, seus reflexos não estão aumentando, você só está investindo tempo em decorar algo repetitivo. Porém como é um jogo de Kickstarter não tenho muito o que reclamar, é muito bem feito. Me digam se quiserem ver uma review mesmo assim.


Dia 2 - Remaster/Remake favorito
Metroid: Samus Returns

Eu poderia dizer Pokémon Heart Gold e Soul Silver, mas a verdade é que eu já adorava Gold e Silver. Era Metroid 2: Return of Samus que parecia impossível de curtir tanto quanto merecia até que sofreu essa reimaginação da MercurySteam. Esse remake me deu tudo que eu queria com uma nova roupagem, aquela aventura do GameBoy melhorada com todos os recursos modernos.


Dia 3 - Merece um remake
Parasite Eve

Acho que é um dos jogos que mais se daria bem nos dias atuais se recebesse um forte remake no estilo de Resident Evil 2. Provavelmente alterariam o sistema de batalha para ficar mais voltado para a ação, mas eu acho que apesar de ser muito bom para a época é um sistema que poderia usar uns cortes pra ficar mais conciso. Se vocês não conhecem o jogo ainda, deveriam dar uma conferida.


Dia 4 - Último jogo que concluiu
Little Mermaid

A Pequena Sereia do Nintendo 8 Bits. Constantemente assisto vídeos do Angry VideoGame Nerd, inclusive as James & Mike Mondays e fico com vontade de rejogar alguns clássicos. A Pequena Sereia é mais um daqueles jogos da Disney produzidos pela Capcom, sempre com uma jogabilidade bem bacana. A diferença em relação a um Ducktales ou Darkwing Duck é que a dificuldade aqui é bem menor, mas o charme é o mesmo.


Dia 5 - Jogo para jogar junto
Earth Defense Force 2017

Que eu adoro a série EDF não é nenhuma novidade, mas uma coisa que nem sempre comento é que ela tem um modo cooperativo bem legal. Explodir insetos sozinho já é bem divertido, mas quando você tem alguém pra ajudar é melhor ainda. Eu gosto bastante do modo online do jogo também, disponível no PS Vita e no EDF 4.1. Tem a melhor comunidade online que eu já vi com soldados que não desistem nunca e não deixam ninguém pra trás.


Dia 6 - Jogo para relaxar
Minecraft

Não dá pra errar com Minecraft. Mesmo já estando há tanto tempo meio cansativo devido às atualizações maçantes, sempre tem algo pra você não fazer lá. Simplesmente relaxar e ficar sem fazer nada até que surja a vontade de fazer algo idiota, inútil ou grandiosamente idiota e inútil, como recobrir uma montanha de madeira, esculpir a cara de um cachorro ou criar uma vila no seu quintal.


Dia 7 - Mobile favorito
PUBG Mobile

Pode ser uma surpresa, mas eu gostei muito de PUBG Mobile, a versão para smartphones de PlayerUnknown's Battlegrounds. A versão PC é cheia de coisas desnecessariamente complicadas e um nível de dificuldade alto demais. Em PUBG Mobile a Tencent mostra seu talento em simplificar as coisas e ainda dividir os jogadores em categorias para alinhar você com outros de habilidade semelhante. O único problema é que eu não gosto muito de jogar no celular. Seria ótimo poder jogar PUBG Mobile em um videogame, mas isso não vai acontecer.


Menção honrosa: um jogo que poucos conhecem e é pago chamado Ridiculous Fishing, é um dos melhores jogos mobile que já joguei com muita diversão e jogabilidade realmente voltada para mobile. Infelizmente o peso de não ser grátis faz com que pouca gente dê uma chance.

Dia 8 - Melhor multiplayer
Broforce

Claro que tem os Mario Karts, os Mario Party, os Smash Bros., que nunca falham em agitar uma galera para jogar online em "festas". No entanto algo que resgatasse aquela sensação de jogar Contra no NES cooperativamente eu só fui ter com Broforce. É um ótimo jogo de ação 2D simples com multiplayer para até quatro pessoas. O elenco é todo de paródias de heróis de ação dos anos 80 e 90 e isso também diverte pra caramba.


Em breve voltamos com mais dias e mais jogos o/